DESENVOLVENDO A HISTÓRIA

Existem vários diagramas que podem ser usados para organizar as idéias. Veja no nosso Facebook  alguns modelos. Eu uso uma planilha. Mas nossa historia é pequena, então vamos continuar.
Acrescentando flocos:


Parte um: Um escritor pobre que precisa de dinheiro. O escritório para quem trabalha, tem recusado seus últimos textos. Outros lugares pagam melhor. Decide viajar os 200km e ir ver esse novo emprego. está hospedado num hotel. Veio aqui para ver o emprego, mas chegou muito tarde. Alguem já tomou a vaga. Desperdício do pouco dinheiro que ele tem. Ouve gritaria, muito barulho e confusão, apesar das altas horas. O hotel  começa a pegar fogo.
Explicando: Acrescentamos aonde ele trabalha. Não é um trabalho fixo: ele é free-lancer. Viu um anúncio de outro emprego e foi lá ver, por isto está num hotel. Colocamos o horário do acontecimento: à noite.
Parte Dois: “tudo de errado acontece comigo”, começa a recolher sua mla para também sair, após ouvir a sirene de incêndio. Olha pela janela e vê muita gente lá embaixo apontando para cima, onde há muita fumaça. Abre a porta e o corredor está vazio. Começa a andar até a outra ponta do corredor, para descer pela escada -não vai arriscar o elevador – são cinco andares! Ao passar pelas portas entreabertas, vê uma mala aberta sobre uma cama – dinheiro e jóias chamam sua atenção. Ele ouve o barulho dos bombeiros chegando. “Em menos de 10 minutos eles estarão aqui.” Ele resolve passar nos quartos enquanto as pessoas fogem e roubar seus pertences.
Ao chegar à calçada ele vê pessoas tentando descobrir o que pode ter acontecido.
(Na saída ele conta para um homem parado na calçada o que ele fez. )
Homem: O senhor estava nesse hotel?
Estava no quinto andar. demorei a sair porque pensei em procurar alguma coisa nos quartos. Já pensou nisso?
O homem riu. “Tem quem faça isso?”
_As pessoa não se preocupam com os seus pertences, só em salvar a própria pele.
_Não devia me contar isso, já que não sabe quem eu sou. Eu sou um policial. Poderia ver sua maleta?
Explicando: já sabemos o que ele fez e que o homem que conversa com ele é um policial. Como ele vai sair dessa? Agora vamos voltar no tempo e contar a versão dele de como ele pensou para não ser pego.
Parte Tres:_Só tem papel aqui na sua maleta!
_Não são papéis. Eu sou escritor. Esse é o livro que estou escrevendo.
_Então como disse que poderia pegar coisas dos outros nos quartos?
_E eu peguei: peguei a história do hotel que pega fogo, enquanto um gatuno rouba os quartos. Eu uso as suas histórias.
_Então boa sorte no seu livro.
_Obrigado.

Explicando: Ele conseguiu se sair bem com o policial, mas como ele escondeu o roubo?Aí você faz o capítulo final fechando com chave de ouro
Final: O policial se afasta. Ele olha pra cima e vê que o fogo foi controlado. Algumas pessoas já se aproximam das portas do hotel. Ele se dirige ao recepcionista: posso pegar minha mala que deixei na recepção ontem, quando me registrei?
_Sim, Sr X.
_Quarto 112.
_Aqui está.
_Obrigado e boa noite.
Ao sair no ar frio da noite, ele caminha sorrindo sozinho. Que boa idéia de deixar sua mala na recepção ontem. Quando desceu foi só trocar as malas e esperar pra resgatá-la. Ao sai, deixou a mala cheia de papéis em branco no chão da recepção.
“Pra onde devo ir? Uma praia é um bom lugar para me inspirar e escrever meu próximo livro!”
……


E aí? gostaram do conto? Podemos colocar mais flocos de neve em cada parágrafo. Podemos contar que ele recebeu uma ligação do seu ex-chefe cobrando um trabalho. Isso mostra a pressão que ele sofria. Pode…
Sei lá. Me dê sua opinião, seu comentario.

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ESTE NÃO É UM BLOG DE RESENHA.

(contém SPOILERS)

Por que não? Porque já tem muitos. E depois que conheci este blog,descobri que resenha pode ser feita sem ler o livro,

mesmo sem existir um livro! O autor do blog escreve a resenha, amigos criam as capas, tem nome de Editora e tudo!

Engraçado é que pessoas perguntam aonde comprar! É muito interessante!

 

FALANDO DE  GRÁFICAS

Porque um mesmo livro sai o dobro do preço no Brasil? Já comparou o preço de um livro na Amazon e numa livraria de bairro?

É um absurdo!  Alguns culpam às Editoras de visarem lucro abusivo. Depois de ler esse post,mudamos o “point of view”:

Este post foi retirado deste site:

“Só no ano passado, 13,5 mil toneladas de livros produzidos na China chegaram aos portos do país, 2 mil toneladas a mais do que em 2011.

Nos últimos meses, toneladas e toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil. Foram milhares. A editora Cosac Naify trouxe títulos como “Linha do tempo do design gráfico do Brasil”, de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos. A Companhia das Letras, “Asterios Polyp”, de David Mazzucchelli. A Sextante imprimiu em território chinês livros da coleção 1001, conhecida por títulos como “1001 lugares para conhecer antes de morrer”. E a Record também foi atrás. Trouxe, de navio, lançamentos como “História da beleza”, de Umberto Eco, e “Diablo III — O livro de Caim”, de Deckard Cain. Todas essas editoras enxergaram lá, do outro lado mundo, uma forma de reduzir pela metade o custo de produção e de, assim, levar às livrarias obras 50% mais baratas do que se tivessem sido impressas em território nacional.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou da China 13,5 mil toneladas de livros no ano passado — o equivalente, em peso, a quase 3,5 milhões de exemplares de “Cinquenta tons de cinza”, da Intrínseca. Foram cerca de 2 mil toneladas a mais do que em 2011. O total de 2012 supera em quatro vezes o volume de livros que veio da Europa, região que ocupa o segundo lugar no ranking das importações de livro.”

“A gente optou por imprimir alguns livros na China porque, em vários casos, aqui no Brasil, eles seriam completamente inviáveis. É o que ocorre com “Linha do tempo do design gráfico do Brasil” — conta Aline Valle, gerente de produção gráfica da Cosac. — Se tivesse sido impressa aqui, a edição custaria R$ 400.
No site da editora, na tarde de ontem, a obra saía por R$ 212.”

Rodar livros na China tornou-se atraente até para empresas de menor porte, como a editora de George Ermakoff.

— Tenho quatro livros prontos para serem impressos lá. Vale muito a pena — conta o editor. — Trazer da China, de navio, um livro de arte que pese mais ou menos 1,5 quilo custa US$ 0,40, ou R$ 1. É o mesmo valor cobrado no trajeto de caminhão entre São Paulo e Rio. A vantagem fica no custo da impressão. Na China, ele é 50% menor.

Ermakoff diz ainda que nem a Lei Rouanet nem a Lei do ICMS do Rio de Janeiro — ambas de incentivo à produção cultural — fazem referência a impressões no exterior.

— Consultei vários advogados e especialistas sobre isso. Ainda assim, para me proteger, só imprimo na China as obras que não têm lei de incentivo.

Quanto à qualidade do que vem de lá, as editoras brasileiras dizem não ter queixas.

— O papel chinês tem boa qualidade, e o ajuste de cores é muito bom — acrescenta Ermakoff, que lançará nos próximos meses “Geneviève Naylor — Uma fotógrafa norte-americana no Brasil” e “Parc Royal”, ambos vindos da Ásia.

Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da Record, editora que tem seu próprio parque gráfico, faz eco:

— O padrão de qualidade deles é espetacular. Quanto mais caprichado for o acabamento do livro, mais vantajoso é imprimir na China. Os gráficos chineses já frequentam feiras internacionais, oferecendo o serviço. É comum vê-los em Bolonha (Itália) e Frankfurt (Alemanha).”

 

 

Celebrating Pride and Prejudice: 200 Years of Jane Austen’s Masterpiece, by Susannah Fullerton

Blogging for a Good Book

Approximately five years ago, I read Jane Austen’s Pride and Prejudice as well as her other five novels after receiving an all-in-one collection as a gift. Having only truly read Pride and Prejudice once (I can’t count the Cliff Notes I used in high school), it’s a wonder that I am reviewing this festive micro-history which delightfully illustrates why Jane Austen’s perfect Regency romance has remained so untouchable since its publication in 1813, even as her style and subject matter are profusely imitated, now more than ever!  

Reading Susannah Fullerton’s pleasant homage to the timeless novel upon its 200-year anniversary provided me with all sorts of intriguing details, historical background, and gossipy tidbits about its creation and legacy that enhance my appreciation of the novel.  Fullerton, president of the Jane Austen Society of Australia, effectively demonstrates the reasons for the novel’s perfection and its ever-increasing appeal for readers of either…

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THE GOLEM & THE JINNI: Simply Gorgeous

A capa é maravilhosa!

BookPeople

The Golem and the Jinniby Helene Wecker
Reviewed by Consuelo

I definitely judged this book by its appearance. Simply stated, it’s gorgeous. It has a beautiful illustration of the Washington Square Arch on the cover and rich, navy blue edged pages. Just the look of the book made me excited to crack it open and see if the story would match in grandeur. And it sure didn’t disappoint.

Wecker’s debut novel is about two supernatural creatures who both end up alone in 1899 New York City. She breathes new life into the mythologies of golems and jinn (or genies) by mixing them together. While the novel does build up to a big climax in the end, it spends most of its time exploring these two characters. The Golem, for the purposes of this story, is made by her creator to be a reserved, hard-working , but curious woman to…

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Books I Liked Enough to Read More Than Once

muitointeressante! Tem livros que quero reler.

The Bookshelf of Emily J.

I don’t usually reread books.  I feel more urgency to read something new, to discover a new author, or to live a new adventure through my reading.  However, there are some books I have read more than once, even three or more times.

I remembered these books because of Josh Hanagarne, author of The World’s Strongest Librarian.  I attended his event at the SLC downtown public library a few weeks ago.  It is part of his tour to promote his book.  His talk was engaging, funny, and sincere.  My husband and I really enjoyed it, and it was good to see both Josh and his wife Janette, whom we once socialized with on a regular basis because Janette and I worked together.  Once I quit and she quit, we stopped seeing each other.  And with social media, one never has to see one’s “friends” anymore.  We all stay so…

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SOBRE CRIATIVIDADE

 

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Os primeiros questionamentos sobre como começar a escrever.

Qualque um pode escrever um livro. Existem técnicas para isso. Não precisa ter “talento” como algumas pessoas dizem. Alguns alunos (e até colegas professores!)  questionaram isso. Qual a diferença, então, entre os que conseguem e os que não? a CRIATIVIDADE.

“CRIA” – você têm que criar uma história com começo, meio e fim. Isso é importante. Toda criança aprende isso na infância. Todas não. Aquelas que ouvem histórias antes de dormir, aquelas que tem professores que lêem livros na “hora da leitura”, aquelas que convivem com livros dentro de casa. Mas toda pessoa sabe inventar uma história, aumentar uma história, melhorar uma história na hora de contar algum acontecimento.

“ATIVIDADE” – essa é a parte complicada. Atividade é colocar a mão na massa. Ter disciplina para escrever dois capítulos por dia, LER muitos livros, revistas e jornais. Assistir bons filmes, viajar e conhecer novas culturas. E escrever sobre isso. Colocar um prazo para terminar um texto, ou um desenho, ou um projeto e conseguir cumprir a meta estabelecida. Não só dar o primeiro passo, mas o segundo, o terceiro e todos os outros.

Parece fórmula “for dumbies”, mas eu gosto de ensinar o método do floco de neve.

No post Escrever Sua Própria História,  eu explico como usar. Algumas pessoas vieram pedir pra mostrar na prática. Vou criar um post só sobre isso: floco de neve  na prática, porque estou parecendo “ghostwriter”. As pessoas me enviam textos “para corrigir”, quando no final querem a idéia de como continuar aquilo que começaram.

O chato é quando você explica, explica e na terceira vez, a pessoa não modifica nada, mostra o mesmo texto. Cadê a “ATIVIDADE”? Aconteceu isso com um professor de filosofia: acertei o texto mostrando como fazê-lo: ele sentou ao meu lado no computador e observou. Na terceira vez, notei que ele prefere pagar pelas correções do que “perder” tempo desenvolvendo um bom texto. É gente, eu cobro por palavra, por lauda, por projeto. E cobro caro, mas mesmo assim, alguns não querem desenvolver a “criatividade”.

MÉTODO DO FLOCO DE NEVE

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Acho que cada um entende este método de um jeito diferente, não sei. Vou mostrar como eu faço.

Como é a história?

Um escritor pobre que precisa de dinheiro está hospedado num hotel. O hotel pega fogo. Ele resolve passar nos quartos enquanto as pessoas fogem e roubar seus pertences. Na saída ele conta para um homem parado na calçada o que ele fez. O homem é um policial. O que ele deve fazer para não ser preso?

Dividindo os flocos:

parte 1

Parte um: Um escritor pobre que precisa de dinheiro está hospedado num hotel. O hotel pega fogo.

Explicando: Na primeira parte o leitor descobre quem é opersonagem. Então tem que descrever, o que ele faz, porque ele está ali. Descrever algumas características físicas e/ou psicologicas ajudam a criar o personagem. Na primeira parte também ocorre o evento principal: descrever o evento, deixando dúvidas se o evento foi um acidente ou se foi provocado. Isso faz com que o leitor queira ler mais para descobrir.

part 2

Parte Dois: Ele resolve passar nos quartos enquanto as pessoas fogem e roubar seus pertences. Na saída ele conta para um homem parado na calçada o que ele fez.

Explicando: o personagem resolveu agir: deixar dúvidas sobre se ele agiu correto ou não, ajuda a criar um vínculo com o leitor. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mau, mas isso deve ser explicado no final da história. Descrever detalhes do evento e do diálogo.

part3

Parte Tres:O homem é um policial. Ele tem que pensar rápido. O que ele deve fazer para não ser preso?

Explicando: Finalização: agora você fidelizou o leitor, que quer saber como a história vai terminar. Aí você já deve ter decidido: ele é um vilão? Então vai preso ou consegue fugir. Ele é do bem, só aproveitou uma oportunidade? Então mostre a decisão dele de forma coerente. Aqui você descreve detalhadamente como ele realizou o seu feito. E  como se saiu dessa. Ponto final.

Termino no próximo post. Tomar suco de laranja me ajuda a pensar. Serve água.

LENDO BLOGS POR AÍ

Preciso recomendar o blog  Manual Prático de Bons Modos em Livraria

É para rir de situações que todo mundo conhece: gente sem noção. Só falta histórias de atendentes sem noção. Acho que quando o atendente diz “bomdia” depois que você fez sua primeira pergunta, significa que ele abre espaço para “amizade”: já assistiu “O Pentelho”? É por aí.

Mas temos que nos dobrar à vontade dos funcionários das livrarias…