A ARTE E OS LIVROS

ENTÃO EU GANHEI O QUASE LIVRO!

minha versão

minha versão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A artista canadense Keri Smith criou uma forma de unir seus dois prazeres: livros e arte. O livro, entitulado  “Destrua esse Diário” estimula a criatividade e a mudar a visão convencional do objeto.  A edição norte-americana teve mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos. Veja aqui a entrevista concedida por Keri à Penguin Books (postada no blog da Editora Intrinseca).

A artista gosta de subverter idéias, então resolvi não obedecer às regras, literalmente, e fazer meu próprio livro.

Não é essa a idéia?! Então ví que algumas pessoas transformaram o livro em arte, e preferi essa linha. Veja algumas idéias:

folha de rosto

 

 

 

 

 

 

 

A folha referente ao café eu achei fantástica!

café cópia

 

 

 

 

 

 

 

A página que pediu pra furar com lápis, eu furei e desenhei abelhinhas indo para a casinha:

fure com lápis

 

 

 

 

!

 

 

A página que pede para colar selos, usei selos da Indonésia, Austrália, da Grécia, do Brasil, todos cartas recebidas de amigos!

selos

 

 

 

 

 

 

 

Ao finalizar, posto um video aqui.

Vamos aproveitar o Feriado: Dia do Trabalhador.

BEST POST ABOUT #1

MELHORES POST SOBRE ESCREVER SEU LIVRO

Um dos post mais visitado deste blog, foi o que deu dicas para escrever sua própria história.

Então, vamos conversar sobre isso. Eu comecei escrevendo em uma aula de Semiologia, na Universidade

Federal, publiquei independente. Minha professora me incentivou à reescrever uma de minhas histórias e

partir pra oferecer pra Editoras. Essa é a parte chata. Mas vamos começar a escrever:

Só se começa, começando. As pessoas que têm uma história, é mais fácil orientar. Criar um caminho.

(dúvidas e orientações: projetosnopapel@hotmail.com)

Alguns sites dão dicas preciosas, mas não adianta ler muito sobre o assunto e não colocar em prática.

Tente. Existem vários métodos. Tente um. Se não der certo, procure outro método. Tente de novo.

Estipule um prazo maior para finalizar seu projeto: livro não se escreve em dois meses. O primeiro exemplar pode levar anos.

Depois, seu editor pode querer transformar sua história em 3 livros, e aí, você volta pro computador por longos meses, DE NOVO!

Então, nada de pressa.

Quero postar aqui o texto escrito por Laura Barcelar no Blog Escreva seu Livro :

O escritor-aranha

O ato da escrita tem – na minha opinião de editora – algumas semelhanças com o trabalho das aranhas tecedeiras, aquelas nossas amigas de oito patas e variado número de olhos que fazem teias.
Com certeza, elas não entendem nada de editoras, mas sua abordagem para armar teias pode ser muito instrutiva para quem deseja escrever. Não a toa, elas são símbolo da escrita, inventoras do alfabeto e musas da criatividade em mitologias de várias culturas. Veja só.

Lição aracnídea número 1

As aranhas fazem suas teias muito rapidamente.
Em meia hora ou quarenta minutos, mesmo aquelas teias grandes e lindamente geométricas ficam prontas. O recado para escritores é: trate de escrever o que você pretende rapidamente e chegar ao término de seu projeto. Escrever livros não é um trabalho para se estender por toda a vida, mas algo pontual e com um fim em vista.

Lição aracnídea número 2

As aranhas fazem teias apoiadas em algum lugar.
Repare que mesmo as teias mais intrincadas precisam ter várias linhas que as ancorem a pedras e árvores, de modo que não se rompam com o impacto do inseto. O equivalente na escrita é a ligação com a realidade. Mesmo a ficção mais delirante, a poesia mais fantasiosa, precisa ter linhas firmes e resistentes de conexão com o mundo real, para que o leitor não escape da leitura por achar o perfil psicológico do personagem impossível ou sua ação deslocada em relação aos acontecimentos apresentados.

Lição aracnídea número 3

As aranhas fazem teias para capturar insetos.
Esses animais não perdem tempo fazendo teias para outra coisa que não seja enriquecer sua dieta de proteínas. Na escrita, isso quer dizer uma preocupação em construir tramas para capturar a imaginação do leitor e nada mais. Charmes estilísticos, efeitos literários, citações profundas devem ser todas deixadas de lado se não contribuírem para enredar o leitor na história.

Lição aracnídea número 4

As aranhas constróem suas teias onde há insetos.
Nossas práticas professoras se empenham em armar suas redes onde muitas vítimas em potencial voejem, pulem ou passeiem. O que escritores devem aprender com isso é escrever suas histórias para públicos que existem, ou seja, grandes grupos de pessoas que possam se interessar por aquele tema e abordagem.

Lição aracnídea número 5

As aranhas fazem teias invisíveis.
É evidente que o inseto não pode enxergar a teia antes de bater de encontro a ela, ou simplesmente fará um desvio em seu plano de vôo. Do mesmo modo, se o leitor perceber como a trama foi construída – com excesso de lógica ou pouco suspense, por exemplo – certamente perderá o interesse e escapará da leitura.

Lição aracnídea número 6

As aranhas refazem suas teias sempre que necessário.
Se você jogar talco numa teia para enxergá-la, dali a pouquinho sua proprietária a desmanchará e fará uma nova teia, mais leve e menos visível. Se você romper um dos fios da teia, a aranha também se apressará em tecê-lo de novo. Ensina assim ao escritor que, quando sua obra deixa de funcionar por alguma razão, a abordagem eficiente é desmanchá-la e refazê-la, sem pena pelo que não cumpre mais sua função.

Lição aracnídea número 7

As aranhas não ficam presas em suas próprias teias.
Apesar de a maioria dos fios das teias serem pegajosos, as aranhas sabem onde colocar suas oito patas para não ficarem presas em suas construções. O escritor-aranha aprende com isso a não ficar fascinado com seu próprio trabalho, mas tratá-lo como uma ferramenta útil para atingir seu objetivo: capturar a imaginação do leitor.

Lição aracnídea número 8

As aranhas fazem muitas teias.
Uma vez que necessitam de bastante proteína, as aranhas precisam caçar uma quantidade respeitável de insetos por dia. Sendo assim, não perdem tempo em fazer nova teia assim que terminam uma refeição. O recado dado a você, escritor, é fazer muitos projetos, escrever bastante, incorporar a escrita às suas rotinas diárias para conseguir atingir o objetivo de criar bastante e ter muitos leitores.

Desejo-lhe boa sorte e um futuro cheio de teias eficentes!

QUEM COMPRA LIVROS PELA CAPA?

Lendo um site internacional, descobri que aquele livro, com aquela capa “que têm tudo a ver” com a história,

foi escolhida especialmente para aquele livro… pode não ser verdade!

COMO ASSIM? é que as imagens pertencem à Editora e pode ser usada como quiser. Neste caso, após um tempo, pode ser

feito um tratamento de imagem (como em alguns casos, apenas invertem a foto) e usá-la novamente.

QUE DESCASO COM QUEM AMA AS CAPAS…

Descaso com quem identifica a ilustração com aquela história, com os personagens, com o título!

será que o autor se importa? Nem sempre. Alguns autores exigem capas autorais, como J.K.Rowling e as capas de Harry Potter.

Todas contam um pouco das histórias nos seus desenhos, mesmo que sejam diferentes em cada países.

Algumas capas parecem apenas plágio da foto, ou alteração no photoshop. Algumas são descaradamente A MESMA!

Outras apenas se inspiraram no design da capa.

Mas, e daí? Tentei entrar em contato com algumas editoras, mas não obtive resposta. Veremos.

O negócio é que vou parar de escolher livro por impulso, por causa da capa, já que “ela não foi pensada”

apenas para aquela história…

Talvez seja por isso que, após lançarem o filme, as  editoras alterem a capa do livro, para a foto do Cartaz do filme.

É uma forma de personalizar a história.

E três capas iguais?! rsrsrsr

 

ESTE NÃO É UM BLOG DE RESENHA.

(contém SPOILERS)

Por que não? Porque já tem muitos. E depois que conheci este blog,descobri que resenha pode ser feita sem ler o livro,

mesmo sem existir um livro! O autor do blog escreve a resenha, amigos criam as capas, tem nome de Editora e tudo!

Engraçado é que pessoas perguntam aonde comprar! É muito interessante!

 

FALANDO DE  GRÁFICAS

Porque um mesmo livro sai o dobro do preço no Brasil? Já comparou o preço de um livro na Amazon e numa livraria de bairro?

É um absurdo!  Alguns culpam às Editoras de visarem lucro abusivo. Depois de ler esse post,mudamos o “point of view”:

Este post foi retirado deste site:

“Só no ano passado, 13,5 mil toneladas de livros produzidos na China chegaram aos portos do país, 2 mil toneladas a mais do que em 2011.

Nos últimos meses, toneladas e toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil. Foram milhares. A editora Cosac Naify trouxe títulos como “Linha do tempo do design gráfico do Brasil”, de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos. A Companhia das Letras, “Asterios Polyp”, de David Mazzucchelli. A Sextante imprimiu em território chinês livros da coleção 1001, conhecida por títulos como “1001 lugares para conhecer antes de morrer”. E a Record também foi atrás. Trouxe, de navio, lançamentos como “História da beleza”, de Umberto Eco, e “Diablo III — O livro de Caim”, de Deckard Cain. Todas essas editoras enxergaram lá, do outro lado mundo, uma forma de reduzir pela metade o custo de produção e de, assim, levar às livrarias obras 50% mais baratas do que se tivessem sido impressas em território nacional.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou da China 13,5 mil toneladas de livros no ano passado — o equivalente, em peso, a quase 3,5 milhões de exemplares de “Cinquenta tons de cinza”, da Intrínseca. Foram cerca de 2 mil toneladas a mais do que em 2011. O total de 2012 supera em quatro vezes o volume de livros que veio da Europa, região que ocupa o segundo lugar no ranking das importações de livro.”

“A gente optou por imprimir alguns livros na China porque, em vários casos, aqui no Brasil, eles seriam completamente inviáveis. É o que ocorre com “Linha do tempo do design gráfico do Brasil” — conta Aline Valle, gerente de produção gráfica da Cosac. — Se tivesse sido impressa aqui, a edição custaria R$ 400.
No site da editora, na tarde de ontem, a obra saía por R$ 212.”

Rodar livros na China tornou-se atraente até para empresas de menor porte, como a editora de George Ermakoff.

— Tenho quatro livros prontos para serem impressos lá. Vale muito a pena — conta o editor. — Trazer da China, de navio, um livro de arte que pese mais ou menos 1,5 quilo custa US$ 0,40, ou R$ 1. É o mesmo valor cobrado no trajeto de caminhão entre São Paulo e Rio. A vantagem fica no custo da impressão. Na China, ele é 50% menor.

Ermakoff diz ainda que nem a Lei Rouanet nem a Lei do ICMS do Rio de Janeiro — ambas de incentivo à produção cultural — fazem referência a impressões no exterior.

— Consultei vários advogados e especialistas sobre isso. Ainda assim, para me proteger, só imprimo na China as obras que não têm lei de incentivo.

Quanto à qualidade do que vem de lá, as editoras brasileiras dizem não ter queixas.

— O papel chinês tem boa qualidade, e o ajuste de cores é muito bom — acrescenta Ermakoff, que lançará nos próximos meses “Geneviève Naylor — Uma fotógrafa norte-americana no Brasil” e “Parc Royal”, ambos vindos da Ásia.

Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da Record, editora que tem seu próprio parque gráfico, faz eco:

— O padrão de qualidade deles é espetacular. Quanto mais caprichado for o acabamento do livro, mais vantajoso é imprimir na China. Os gráficos chineses já frequentam feiras internacionais, oferecendo o serviço. É comum vê-los em Bolonha (Itália) e Frankfurt (Alemanha).”