Manipulação do Narrador?

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O livro O Torreão (The Keep) da autora americana Jennifer Egan conta em 238 páginas a história de Danny um rapaz que faz uma brincadeira de mau-gosto com seu primo quando crianças e agora que está adulto e ferrado – seu primo está rico – recebe uma oferta de emprego dele. Mas esse emprego é do outro lado do mundo num castelo em ruínas.  Danny esteve preso, se envolveu com gente errada e agora que chegou ao castelo, começa a ter visões, ouvir vozes e pensa que seu primo quer se vingar. O lugar não tem tecnologia, fica longe das cidades, sem internet, sem telefone. Essa história é contada em primeira pessoa, mas os capítulos intercalados, ouvimos a voz do narrador em terceira pessoa contando a história de Ray que está preso e que escreve a história de Danny no curso de escrita da prisão.

A autora consegue manipular a linha do tempo dos personagens, conta histórias intermediárias, sobre a pessoa que mora no torreão, sobre a morte na piscina, sobre a fuga da prisão, sobre outros personagens. ficamos à merce de sua escrita para que ela conecte todos, mas ela vai eliminando as dicas e preservando a loucura/sanidade dos personagens para que o leitor decida: o que você viu?

Problema com o livro: a tradução: “Acabou indo parar na cidade bacana, em vez de na cidade xexelenta…”

Trechos do livro: “O verdadeiro alto agia de duas maneiras: você via, mas também podia ser visto, você conhecia e era conhecido.” “Os amigos de Danny eram todos jovens – eles ficavam jovens, porque no momento em que se casavam e começavam a ter filhos, as amizades morriam e eram substituídas por outras novas…ele precisava ser jovem…” “…vivia mais ou menos num estado constante de expectativas de alguma coisa, a qualquer dia, a qualquer hora, uma coisa capaz de mudar tudo…”

Existe um outro livro de mesmo nome, do autor F. Paul Wilson que deu origem a um jogo famoso na América:

Livro cercado de Polêmicas

 

 

O livro Battle Royale do autor japonês Koushun Takami conta em 663 páginas a história de uma turma de alunos adolescentes que são escolhidos para participar de um programa do governo que faz com que eles lutem por sobrevivência, mesmo que pra isso tenham que matar uns aos outros. A intenção é tornar a desconfiança uma unanimidade entre os jovens para que ninguém queira pensar em uma revolução.

42 meninos e meninas são deixados em uma ilha com uma coleira eletrônica no pescoço, recebem um kit sobrevivência e uma arma. E uma equipe do governo monitora os passos de cada um em uma área dessa ilha.

A ilha é dividida em quadrantes como uma Batalha Naval. E para tornar o jogo mais difícil, alguns quadrantes vão sendo proibidos conforme o tempo vai passando (mapa no livro).

A lista dos alunos é bem diversificada: tem a sem noção, tem a esportista, tem a vadia, tem a sem graça, tem o arrogante, tem o geek, tem o casal apaixonado.

É um livro que parece um vídeo-game ou um filme do Tarantino: muitas mortes, muita cena chocante, muita reviravolta. Mas na página 72 eu já havia escolhido os nomes dos finalistas e não errei. O livro é bom, mas os jogadores irrelevantes arrastam a história que poderia terminar em 300 páginas.

Polêmica #1 _ o autor e jornalista foi desclassificado da concorrência ao Prêmio Japan Grand Prix Horror Novel por conteúdo violento. Não escreveu nenhum outro romance.

Polêmica #2 _ Mesmo tendo inspirado a história de Jogos Vorazes, não houve nenhum processo sobre direitos autorais. A autora diz que não leu o livro nem viu o filme.

Polêmica #3 _ a história política foi baseada no comunismo chinês.

Trechos do livro:”…o rock fora banido do repertório dos concertos. Mesmi assim os membros do clube costumavam tocar rock pra passar o tempo.” “A coleira é estruturada para monitorar as pulsações do fluxo elétrico do coração de vocês, verificando se estão vivos ou mortos…ao mesmo tempo, ela nos informa a exata posição de cada um na ilha.” “O sistema não perdoava nem mesmo os inocentes. Por isso, todos continuavam intimidados pela sombra do governo, obedecendo totalmente às suas políticas, e viviam tendo como consolo somente as pequenas felicidades da vida diária.”

O filme baseado na história foi lançado em 2000:

Games e anos 80

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O livro Jogador Nº1 do autor americano Ernest Cline, nesta edição que tem a capa do filme 😐 , conta em 460 páginas uma história que se passa no futuro onde a humanidade passa fome, não tem emprego e nada pra fazer (me parece o agora) e para “escapar da realidade” vivem em um mundo virtual produzido por uma empresa chamada Oasis (Paraíso). Existe uma empresa rival que quer dominar a internet chamada IOI (a criação dos zeros e uns já foi chamado de sinal da besta). O criador da empresa Oasis ao morrer sem herdeiros, quer deixar a empresa para um dos jogadores que mais conhecem sobre ele e seu gosto por cultura pop dos anos 80: jogos, músicas, filmes, livros. E para ganhar esse prêmio eles devem jogar um jogo específico onde um easter egg vai dar o prêmio a o primeiro que encontrá-lo. O personagem principal é um jovem que está terminando o colégio e passa horas dentro da plataforma jogando e só tem amigos virtuais. Ao entrar na competição e conseguir passar o primeiro portal, ele cria inimigos virtuais e tem que criar uma identidade falsa para fugir deles. Ele e seus amigos se unem para destruir o mal e bem vence novamente!

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O livro que é de 2015 gerou um filme esse ano, co-escrito pelo próprio autor. Não consegui ver o filme até o final. Acho que o livro é mais a demonstração de que o mundo virtual deixa as pessoas solitárias e vazias. O filme foca mais no jogo e na competição por dinheiro. Vale a pena a aventura.

Trechos do livro: “O processador era mais lento que um bicho-preguiça em comparação aos padrões atuais, mas atendia minhas necessidades. O laptop servia como minha biblioteca portátil para pesquisas, centro de jogos e home theater.” “…não demorei a descobrir que o OASIS era também a maior biblioteca pública do mundo, no qual até mesmo um menino sem nenhum centavo, como eu, tinha acesso a todos os livros. ..” “Quando evoluímos. ..nos espalhamos pelo planeta todo como um vírus incontrolável. ..depois de travarmos um monte de guerras por causa de outras terras, de recursos e de nossos deuses inventados, acabamos organizando nossas tribos em uma “civilização mundial”. “Diferentemente de seus colegas do mundo real, a maioria dos professores de escola pública do OASIS parecia gostar muito do que fazia, provavelmente porque não tinha de passar metade do tempo agindo como babás e disciplinadores.” “Você se surpreenderia com o tanto de pesquisa que se pode fazer quando não se tem vida. Doze horas por dia, sete dias por semana, é muito tempo de estudo.”

Jogo Rápido!

Respondendo a Tag Fogo Rápido que eu vi no Canal Vamos Ler

E-Book or Livro físico? Os dois, mas tenho fetiche por livros…
Capa comum ou capa dura? Capa mole, maleável, boa de segurar.
Livraria online ou livraria física? Física para passear, visitar, comprar, encontrar pessoas.
Série ou Trilogia? No máximo tres livros, por favor.
Heróis ou Vilões? Os dois!! O que seria do herói sem o vilão!
Um livro que você recomenda para todo mundo ler? O Papel de Parede Amarelo
Um livro subestimado? os de autores nacionais comtemporâneos.
O último livro que você terminou de ler? O Pintassilgo, da Donna Tart
O último livro que você comprou? Crime e Castigo
Coisa mais estranha que você usou de marcador de página? A perna do óculos que quebrou :/
Livros usados: sim ou não? SIM! Amo sebos…
Três Gêneros Literários Favoritos? Romance Histórico, suspense, Clássicos.
Comprar ou Emprestar? os dois, mas as bibliotecas tem umas regras ridículas de empréstimo!!
Personagens ou Trama? trama… já li livros em que os personagens nem nome tinham a história ficou na minha cabeça por um bom tempo.
Livros longos ou curtos? Calhamaços!!
Capítulos longos ou curtos? curtos.
Os primeiros três livros que vierem à sua cabeça… 

Dom Casmurro, A hospedeira, Rebecca
Livros para rir ou livros para chorar? Não gosto de drama.
Nosso Mundo ou Mundos Fictícios? Fictícios.
Audiobooks: Sim ou Não? Gosto.
Você julga um livro pela capa? Adoro ser enganada rsrsrs
Adaptação de livro para filme ou de livro para série de tv? filme.
Um filme ou série que você gostou mais do que o livro? Sob o Sol da Toscana
Livros em série ou livros únicos?  Únicos.

Quadrinhos =)

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Li os três primeiros volumes da série Street Fighter Legends. A história começa superficial, a tradução não é boa, mas os desenhos…. ❤    A arte final é linda! Não sei se esse é um extra do original Street Fighter, porque achei muito diferente da história de um jogo de mesmo nome dos anos 90.

Adoro gibis e quadrinhos e mangás , e quero incluir mais grafic novel nas minhas leituras.

Me senti assistindo um filme do Tarantino, muito mais do tipo Kill Bill. =)

xeque-mate! =)

 

Gosta de xadrez? Eu também. (não jogo nada!) Mas leio livros e vejo filmes sobre o tema. A Máquina de Xadrez de Robert Löhr, com 403 páginas, conta pouco sobre o jogo e muito mais sobre as intrigas palacianas e como contar histórias já existentes. Este livro cuja capa é muito bonita (O Turco), conta a verdadeira história da máquina de jogar xadrez e é indicado pelo autor para que se conheça de onde ele tirou sua história.

Bem…aonde fica o plágio? Claro que em lugar nenhum. O autor é jornalista e usou personagens reais e fictícios para contar sua história de mistério que se passa no Séc. XVII. As primeiras cem páginas conta a história real muito famosa da invenção da máquina que joga xadrez e do mistério por trás da máquina. O autor aproveita pra apresentar os seus personagens e modificar um pouco a história. A partir daí tem mistério, ação, paixão e um final jornalístico dando conta do que pode ter acontecido com cada um. ” Fulano morre, beltrano se muda e ponto final”. =/

Não gostei do blurb na contra capa comparando o livro com Zafon e Patrick Süskind.  Quem viu isso no texto?

Mas é divertido. Quer resenha? Clique aqui.