Lana Del Rey Book Tag

Lana Del Rey Book Tag

A cantora Lana tem um estilo vintage de cantar e suas músicas fizeram parte de uma fase musical retrógrada que tive. Essa tag consiste em relacionar um título de livro a cada uma das 15 músicas da Lana Del Rey, que vi nessa lista no blog Fabrica dos Convites:

1. National Anthem – Um Clássico: Crime e Castigo do Dostoiévsky

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2. Born To Die – Um livro que o(s) protagonista(s) morre(m): Ghostgirl 

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3. Ride – Um livro que se passe na estrada:

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4. Florida Kilos – Um livro ambientado na Flórida

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5. Young & Beautiful – Um livro sobre juventude:

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6. Without You – Um livro que não dá pra viver sem (ler):

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7. Shades Of Cool – Um livro com uma história de amor complicada (várias):

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8. Summertime Sadness – Um livro que tenha passado no Verão:

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9. Um livro que me deixou triste:

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10. Cola – Um livro ousado:

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11. Gods & Monsters – Um livro com personagens marcados (emocionalmente) durante a vida:

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12. Lolita – Um livro que te marcou:

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13. Million Dollar Man – Um livro com protagonista milionário:

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14. This Is What Makes Us Girls – Um livro feminista:

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15. Music To Watch Boys To – Um livro sobre atração à primeira vista:

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Do Drama à Comédia

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O livro de literatura tcheco-eslovaca A brincadeira, de Milan Kundera, conta em 402 páginas a história de um rapaz que em pleno regime comunista faz uma brincadeira com uma colega escrevendo-lhe um bilhete, que serve depois como prova de sua traição ao regime. Ele é enviado à prisão, enviado para trabalhar nas minas junto com outros traidores e sua idéia é sair de lá e se vingar. Depois de começar sua vingança, a história cai para uma comédia pastelão e fim. Esse livro foi uma releitura, mas na época não pude absorver toda o contexto do pós-guerra contido nos traços dos personagens.

Claro que o autor descreve muito bem as carências humanas, o que faz de cada um, um ser único, e que o comunismo, não consegue tornar comum. Os personagens seguem o regime, mas não compartilham com a idéia e até compara o comunismo ao cristianismo quando esse “lembra ao crente seu estado fundamental e permanente de pecador.” Também diz que o comunismo inflingia despersonalização humana. Sendo o personagem músico no começo da história, tudo é comparado à música: o tempo, o som dos passos, das batidas das ferramentas. Na página 179 ele faz uma bela comparação da música eslava com os véus retirados pela mulher nas histórias das Mil e Uma noites. Ele cita principalmente a Ária de Bártok:

Trechos do Livro: ” Você acha que as destruições podem ser belas?” “…se atravessasse essa fronteira, deixaria de ser eu, me tornaria outra pessoa, não sei quem…essa terrível mutação me assusta…” “Pus-me a vigiar um pouco meus sorrisos…eu era aquele que tinha muitas caras…” “…compreendi que a imagem de minha pessoa…era infinitamente mais real do que eu mesmo; que ela não era de maneira alguma minha sombra, mas que eu era a sombra de minha imagem; que não era possível acusá-la de não se parecer comigo…” “…tive vergonha de invocar…meus privilégios perdidos, quando edificara minhas convicções precisamente sob a recusa de privilégios.” “Vlasta me censura por ser sonhador. Parece que eu não vejo as coisas como elas são…Não é à toa que existe o imaginário. É dele que é tecido nosso mundo interior.” “…nossa disputa, que me parecia sempre tão viva e presente, eu via fecharem-se as águas consoladoras do tempo, que, como todos sabem, apaga as diferenças entre épocas inteiras.”

Leitura Compartilhada – Final

 

Então chegamos ao final do Projeto Leitura Compartilhada, que consegui finalizar em aproximadamente dez semanas, com os 7 livros da trilogia Jean-Christophe do autor Romain Rolland. Este último volume encerra a história-biografia com 656 páginas. O último livro chamado O Novo Dia, JC já tem seu nome e sua música reconhecidos na Alemanha sua terra natal, em Paris onde vive e na Italia para  onde sempre viaja e onde mora seu grande amor da juventude, Grazia. Amor platônico por parte dele e amor de amiga por parte dela. Reencontra George o filho de seu falecido amigo e resolve cuidar dele, mas não se sai bem em sua missão. Viaja de novo para sua terra, reencontra seus amigos, assiste o casamento de seu “afilhado” George com a filha de sua paixão Grazia. Faz as pazes com Lévy-Coeur. E começa a definhar ao saber da morte de Grazia. Sente que todos que amou algum dia, estão em algum outro lado e que quer estar lá. Em seus últimos instantes de vida, começa a ouvir uma sinfonia, em que todos os instrumentos chegam à perfeição, e rodeado de seus amigos, vai encontrar seus amores. Trechos do livro: “…belos tipos italianos…que amavam com ternura a natureza, os velhos pintores, as flores, as mulheres, os livros, a boa mesa, a pátria, a música…Amavam tudo. Não davam preferência à nada.” “Não lê nada. Nesse mundo não se lê mais. Unicamente a música achou misericórdia. Aproveitou mesmo com a derrota da literatura. Quando essa gente se acha estafada, a música é para ela banho turco, vapor morno, massagem, narguilé. Não faz pensar: é uma transição entre o esporte e o amor.”

O livro conta com uma Bibliografia de Jean Christophe e uma Cronologia do autor Romain Rolland. Valeu a pena cada semana de leitura. Recomendadíssimo. Foram meus livros mais marcados com post-it. =D  Quer resenha? Clique Aqui.

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Leitura Compartilhada #9

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Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

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O que é literatura nacional?

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Este ano decidi que quero ler mais autores nacionais. O que significa isto? que o autor nasceu no Brasil? Ou apenas mora e lançou livro no Brasil? Ou a história se passa no Brasil? Ou tudo isso junto? Segundo a nota bibliográfica, este é um livro nacional. Escrito em 1995, o livro O Manuscrito de Mediavilla, do autor brasileiro Isaías Pessotti, com 333 páginas, se passa totalmente na Itália, com personagens italianos. Bem, isso porque o autor foi estudar em Milão em 1964 retornando em 1970. Com uma carreira de pesquisador (que fica evidente no livro) começou na escrita com uma atividade paralela e ganhou o Prêmio Jabuti. Esse não parece um livro nacional característico. É ficção, mas parece um relatório de pesquisas do Departamento de História de uma universidade. Para quem gosta de todas as formas de arte, aqui tem de tudo um pouco: descrições sobre arquitetura medieval, discussões sobre música e pintura em um grupo de personagens intelectuais, descrição da culinária italiana e vinhos, para deixar qualquer enófilo com água na boca e fotografia. A história não tem um arco da narrativa, mesmo com um suspense, ela é linear. O suspense gira em torno desse manuscrito que foi fotografado e várias autoridades religiosas e institucionais querem saber como e por quem. Essa capa é um quadro de Botticelli, um artista citado pelos personagens, mas este não é um detalhe muito bonito da obra. :/

Trechos do livro: “…os alunos precisam distinguir entre o poder que contestam e a autoridade intelectual de seus mestres. Que o direito de contestar a universidade, se adquire cumprindo seu papel nela, o dever social de estudar com seriedade…” “Você tem harmonia de cores, acordes de figuras, de sabores de datas. Toda forma é harmonia, é número. Sem ele tudo seria obscuro…” “Cada um de nós pertence a infinitas melodias e sinfonias. Somos momentos de processos que transcendem a nós mesmos, e nisso nós somos sons. Mas absorvemos saberes, valores e experiências. Temos desejos e aversões, virtudes e fraquezas que fazem de cada um de nós uma complexa combinação de…formas. E então somos acordes.”

Vale a pena a leitura. Quer resenha? Clique Aqui. E para fazer jus a esse post: música em taças de vinhos! =D

 

 

 

Leitura Compartilhada #6

Finalizando o volume dois de Jean-Christophe, do autor Romain Rolland com 542 páginas, temos na parte III o livro chamado Antoinette. Essa moça JC conhece na Alemanha, a convida para ir à um concerto e ela perde o emprego e volta para Paris. Eles não travam uma amizade. Eles nem se conhecem. Na orelha do livro está escrito “…Antoinette é o único dos dez romances da série que não trata diretamente da biografia do herói.”  Aqi vamos conhecer uma moça que apenas cruzou o caminho de JC. Antoinette tem uma vida breve. Filha da rica família Jeannin, tem todos os estudos e todos os bons partidos aos seus pés, já que é muito bonita. Tem um irmão mais novo. seus pais criam um ambiente perfeito em volta dos dois. Seu pai banqueiro, cai nas lábias de um aproveitador e gasta o dinheiro dos clientes, não conseguindo saldar suas dívidas. Então ele se suicida e deixa a mulher pra resolver os problemas da família. Ela vai procurar uma irmã também rica que lhe vira as costas. Ela adoece e morre. Então Antoinette se torna a responsável pelo irmão mais novo e faz de tudo para que ele chegue à universidade. Trabalha muito, cuida pouco da saúde e esquece de si. Um doença faz com que tenha uma vida curta, mas consegue deixar seu irmão com uma bolsa de estudos. Após sua morte, seu irmão lendo seus escritos, descobre que ela nunca esqueceu Jean Christophe por tê-la convidado para aquele concerto. E aí Oliver faz tudo para encontrá-lo.

Terminamos aqui o segundo volume. Trecho do livro: “A pior desgraça, para as almas fracas e ternas, é terem conhecido, uma vez, a maior das felicidades.”

Trecho do comentário no Blog do Escriba: “Só lê Jean-Christophe, o romance do francês Romain Rolland, quem tem fôlego de alpinista e ama de fato as Letras. Ou então, é viciado em literatura e livros clássicos imortais. E, especialmente, quem dispõe de tempo, artigo de luxo nos dias corridos que vivemos hoje. Sim, porque a obra é bela, indubitavelmente, mas muito extensa. São, nada mais nada menos, que cinco volumes de quatrocentos e tantas páginas cada um. Em peso, deve dar uns cinco quilos ou mais de literatura fina e fluida, embotada de sentimentos humanistas e filosóficos interessantíssimos que, realmente, validam sua dilatada estatura e extensão, e com certeza encantará os leitores mais sensíveis que se aventurarem a lê-lo. Sem dúvida, vale a pena. No romance existem centenas de belas passagens, que dariam, com certeza, para encher todo um Blog com seu conteúdo…”.

 

Falar de música… ♫♪

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Adoro ler ouvindo música e esse livro fala de música. 80% das músicas citadas, eu conheço =)  O livro é Alta Fidelidade, do Nick Hornby, com 260 páginas. Essa capa é muito sem graça, o personagem principal é um babaca, conhecido como “anti-herói”, dono de um “sebo” onde tenta vender os antigos discos de vinil e também fitas k-7. Coisa antiga. Ele e seus dois amigos gostam de listar as 5 melhores músicas de filme, os 5 melhores solos de música e por aí vai. Tem um romance/traição de fundo da história, que infelizmente passa a ser o foco principal.

Trechos do livro:”E se eu voltasse a dormir…por quarenta anos e acordasse sem dentes…num asilo de velhos , não teria com que me preocupar, porque o pior da vida, isto é, o restante dela, á teria acabado. E eu nem teria tido que me matar.” “Tenho a impressão de que se a gente coloca a música (e livros, provavelmente, e filmes e peças e qualquer coisa que faça você sentir) no centro da nossa existência, então não dá para organizar a vida amorosa…”

Quer resenha? Escolhi uma de alguém que adorou o livro: clique Aqui.

Também foi lançado um filme de mesmo nome em 2000, que eu não assisti, mas se tem o Jack Black, eu quero ver!  =D   Acho que minha lista iria deixar o Barry de cabelos em pé!

1-Still Loving You – Scorpion – 1984 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

2-Nothing Else Matter – Metallica – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

3- Piece of my Heart – Janis Joplin – 1968  ♫♪♫♪♫♪

4- November Rain – Guns &Roses – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

5- Imagine – na voz de Randy Cowford – 1986  ♫♪♫♪♫♪

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