The Phantom

 

O livro The Phantom of the Opera do autor francês Gaston Leroux  recontada por Jennifer Basset é um dos livros da coleção Oxford Books Stage 1, que conta em 40 páginas a história de uma cantora de ópera  que se vê envolvida em um triângulo amoroso: de um lado um Visconde e de outro um fantasma que habita o teatro. O livro é escrito em linguagem simples facilitando a leitura em inglês para quem é iniciante. O texto já se transformou em filme e ópera em vários países.

 

 

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De livro à Ópera

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O livro Manon Lescaut do autor francês Abade Prevost, conta a deliciosa história publicada em Amsterdã em 1731 – Manon é uma bela moça muito frívola que sempre esquece seu grande amor, no caso nosso personagem principal, para ficar com qualquer um que tenha muito dinheiro para bancar suas vontades. É um romance em que as mulheres se sentem vingadas: um homem apaixonado que vira tapete dessa mulher e aceita todos os erros e desculpas só pra ficar à seu lado ❤ . Essa história foi incompreendido na época e depois se tornou montagem de várias óperas, sendo a montagem de Puccini a mais famosa. Também foi “cantada” por Pavarotti, Placido Domingos e Maria Callas.

Lana Del Rey Book Tag

Lana Del Rey Book Tag

A cantora Lana tem um estilo vintage de cantar e suas músicas fizeram parte de uma fase musical retrógrada que tive. Essa tag consiste em relacionar um título de livro a cada uma das 15 músicas da Lana Del Rey, que vi nessa lista no blog Fabrica dos Convites:

1. National Anthem – Um Clássico: Crime e Castigo do Dostoiévsky

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2. Born To Die – Um livro que o(s) protagonista(s) morre(m): Ghostgirl 

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3. Ride – Um livro que se passe na estrada:

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4. Florida Kilos – Um livro ambientado na Flórida

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5. Young & Beautiful – Um livro sobre juventude:

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6. Without You – Um livro que não dá pra viver sem (ler):

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7. Shades Of Cool – Um livro com uma história de amor complicada (várias):

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8. Summertime Sadness – Um livro que tenha passado no Verão:

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9. Um livro que me deixou triste:

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10. Cola – Um livro ousado:

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11. Gods & Monsters – Um livro com personagens marcados (emocionalmente) durante a vida:

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12. Lolita – Um livro que te marcou:

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13. Million Dollar Man – Um livro com protagonista milionário:

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14. This Is What Makes Us Girls – Um livro feminista:

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15. Music To Watch Boys To – Um livro sobre atração à primeira vista:

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Do Drama à Comédia

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O livro de literatura tcheco-eslovaca A brincadeira, de Milan Kundera, conta em 402 páginas a história de um rapaz que em pleno regime comunista faz uma brincadeira com uma colega escrevendo-lhe um bilhete, que serve depois como prova de sua traição ao regime. Ele é enviado à prisão, enviado para trabalhar nas minas junto com outros traidores e sua idéia é sair de lá e se vingar. Depois de começar sua vingança, a história cai para uma comédia pastelão e fim. Esse livro foi uma releitura, mas na época não pude absorver toda o contexto do pós-guerra contido nos traços dos personagens.

Claro que o autor descreve muito bem as carências humanas, o que faz de cada um, um ser único, e que o comunismo, não consegue tornar comum. Os personagens seguem o regime, mas não compartilham com a idéia e até compara o comunismo ao cristianismo quando esse “lembra ao crente seu estado fundamental e permanente de pecador.” Também diz que o comunismo inflingia despersonalização humana. Sendo o personagem músico no começo da história, tudo é comparado à música: o tempo, o som dos passos, das batidas das ferramentas. Na página 179 ele faz uma bela comparação da música eslava com os véus retirados pela mulher nas histórias das Mil e Uma noites. Ele cita principalmente a Ária de Bártok:

Trechos do Livro: ” Você acha que as destruições podem ser belas?” “…se atravessasse essa fronteira, deixaria de ser eu, me tornaria outra pessoa, não sei quem…essa terrível mutação me assusta…” “Pus-me a vigiar um pouco meus sorrisos…eu era aquele que tinha muitas caras…” “…compreendi que a imagem de minha pessoa…era infinitamente mais real do que eu mesmo; que ela não era de maneira alguma minha sombra, mas que eu era a sombra de minha imagem; que não era possível acusá-la de não se parecer comigo…” “…tive vergonha de invocar…meus privilégios perdidos, quando edificara minhas convicções precisamente sob a recusa de privilégios.” “Vlasta me censura por ser sonhador. Parece que eu não vejo as coisas como elas são…Não é à toa que existe o imaginário. É dele que é tecido nosso mundo interior.” “…nossa disputa, que me parecia sempre tão viva e presente, eu via fecharem-se as águas consoladoras do tempo, que, como todos sabem, apaga as diferenças entre épocas inteiras.”

Leitura Compartilhada – Final

 

Então chegamos ao final do Projeto Leitura Compartilhada, que consegui finalizar em aproximadamente dez semanas, com os 7 livros da trilogia Jean-Christophe do autor Romain Rolland. Este último volume encerra a história-biografia com 656 páginas. O último livro chamado O Novo Dia, JC já tem seu nome e sua música reconhecidos na Alemanha sua terra natal, em Paris onde vive e na Italia para  onde sempre viaja e onde mora seu grande amor da juventude, Grazia. Amor platônico por parte dele e amor de amiga por parte dela. Reencontra George o filho de seu falecido amigo e resolve cuidar dele, mas não se sai bem em sua missão. Viaja de novo para sua terra, reencontra seus amigos, assiste o casamento de seu “afilhado” George com a filha de sua paixão Grazia. Faz as pazes com Lévy-Coeur. E começa a definhar ao saber da morte de Grazia. Sente que todos que amou algum dia, estão em algum outro lado e que quer estar lá. Em seus últimos instantes de vida, começa a ouvir uma sinfonia, em que todos os instrumentos chegam à perfeição, e rodeado de seus amigos, vai encontrar seus amores. Trechos do livro: “…belos tipos italianos…que amavam com ternura a natureza, os velhos pintores, as flores, as mulheres, os livros, a boa mesa, a pátria, a música…Amavam tudo. Não davam preferência à nada.” “Não lê nada. Nesse mundo não se lê mais. Unicamente a música achou misericórdia. Aproveitou mesmo com a derrota da literatura. Quando essa gente se acha estafada, a música é para ela banho turco, vapor morno, massagem, narguilé. Não faz pensar: é uma transição entre o esporte e o amor.”

O livro conta com uma Bibliografia de Jean Christophe e uma Cronologia do autor Romain Rolland. Valeu a pena cada semana de leitura. Recomendadíssimo. Foram meus livros mais marcados com post-it. =D  Quer resenha? Clique Aqui.

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Leitura Compartilhada #9

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Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

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O que é literatura nacional?

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Este ano decidi que quero ler mais autores nacionais. O que significa isto? que o autor nasceu no Brasil? Ou apenas mora e lançou livro no Brasil? Ou a história se passa no Brasil? Ou tudo isso junto? Segundo a nota bibliográfica, este é um livro nacional. Escrito em 1995, o livro O Manuscrito de Mediavilla, do autor brasileiro Isaías Pessotti, com 333 páginas, se passa totalmente na Itália, com personagens italianos. Bem, isso porque o autor foi estudar em Milão em 1964 retornando em 1970. Com uma carreira de pesquisador (que fica evidente no livro) começou na escrita com uma atividade paralela e ganhou o Prêmio Jabuti. Esse não parece um livro nacional característico. É ficção, mas parece um relatório de pesquisas do Departamento de História de uma universidade. Para quem gosta de todas as formas de arte, aqui tem de tudo um pouco: descrições sobre arquitetura medieval, discussões sobre música e pintura em um grupo de personagens intelectuais, descrição da culinária italiana e vinhos, para deixar qualquer enófilo com água na boca e fotografia. A história não tem um arco da narrativa, mesmo com um suspense, ela é linear. O suspense gira em torno desse manuscrito que foi fotografado e várias autoridades religiosas e institucionais querem saber como e por quem. Essa capa é um quadro de Botticelli, um artista citado pelos personagens, mas este não é um detalhe muito bonito da obra. :/

Trechos do livro: “…os alunos precisam distinguir entre o poder que contestam e a autoridade intelectual de seus mestres. Que o direito de contestar a universidade, se adquire cumprindo seu papel nela, o dever social de estudar com seriedade…” “Você tem harmonia de cores, acordes de figuras, de sabores de datas. Toda forma é harmonia, é número. Sem ele tudo seria obscuro…” “Cada um de nós pertence a infinitas melodias e sinfonias. Somos momentos de processos que transcendem a nós mesmos, e nisso nós somos sons. Mas absorvemos saberes, valores e experiências. Temos desejos e aversões, virtudes e fraquezas que fazem de cada um de nós uma complexa combinação de…formas. E então somos acordes.”

Vale a pena a leitura. Quer resenha? Clique Aqui. E para fazer jus a esse post: música em taças de vinhos! =D