uma história das arábias

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O livro O Rochedo de Tânios do autor libanês Amin Maalouf, com 263 páginas tem uma proposta diferente: é um relato de um ancião de uma cidade sobre o sumiço de um “herói”, e também fragmentos dos livros que contam a lenda desse sumiço. Contado em primeira pessoa por este “relator”, não traz nenhuma novidade durante a narrativa. Não existe um clímax para a história. Quando acontece alguma coisa importante que poderia fazer o leitor ficar interessado em saber o final, o relator diz “…mas como vemos lá na frente, isso não aconteceu…”

Na página cem acontece um crime, por causa de ciúmes. Mas nem a narrativa da fuga causa empolgação, porque dura só uma página. =/    E poderia ter muitos mistérios já que se passa no Oriente Médio.

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Volta ao mundo, lendo livros =D

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Este ano tive a oportunidade de ler livros de vários autores, de vários lugares do mundo e também histórias que se passam em lugares diferentes.

Este livro sobre o artista Rembrandt,  Van Rijn da autora Sarah Emily Maino, mistura ficção e realidade  em 441 páginas. A história de um rapaz que não quer seguir os passos de seu pai e continuar publicando mapas. Ele quer editar seu próprio livro na distante Amsterdã do século XVII e escolhe um pintor obscuro para seguir e descobrir os mistérios de sua vida e os segredos de suas obras. A diagramação também tem um diferencial: o diário de Rembrandt é escrito em itálico e a história de como o rapaz/editor chegou até ele, em letras normais, mas em formato de peça de teatro; também temos versos e poesias na obra; temos algumas crônicas avulsas; citações bíblicas; temos cartas trocadas entre os personagens; temos listas de tarefas ou de compras; alguns capítulos possui o título no latim original; e também muitos capítulos dedicados à filosofia e à arte. O livro também fala de técnicas de pintura e de religião, talvez porque a maioria dos quadros descritos, são versões para passagens bíblicas. Gosto de ler sobre esse período e a autora fez uma pesquisa muito boa e ganhou um prêmio por este livro. Acho que a edição ficou devendo alguns dos belos quadros do pintor.

Primeiras histórias

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Livros que se passam no Sec XVI, romance histórico, suspense, conspiração religiosa, personagens dúbios – tudo que faz uma boa trama. Gosto da série de livros do Irmão Cadfael da autora Ellis Peters; gosto do Umberto Eco em O Nome da Rosa e O Cemitério de Praga; gosto dos Crimes do Mosaico; gosto dos livros do John Sack; adorei  o livro da série Revelação do C. J. Sansom.  ❤

Esse livro de 2010, Heresia da autora S. J. Parris, com 360 páginas, é mais do mesmo, que eu gosto muito!! =D  Pretendo ler os outros livros, onde cada um tem uma história própria . O excomungado Giordano Bruno (personagem real) vai pra Universidade de Oxford cumprir o papel de espião e descobrir toda a conspiração para derrubar a rainha do trono. É a primeira vez que leio este tipo de história na “voz” de uma mulher.  A autora fez uma profunda pesquisa sobre a vida de Giordano Bruno um monge excomungado pelo Papa e todo o contexto político e religioso da época em que ele viveu.

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Trecho do livro: “Hoje a fé e a política são uma coisa só – disse ele – Talvez tenha sido sempre assim, mas é algo que parece haver atingido novos extremos em nosso século conturbado..”

História paralela que vale a pena :/

História de ficção envolvendo religião, política e romance, se passa em 1230, onde o sequestro dos restos mortais de Francisco e a ocultação do ato, pode revelar que a fé não está baseada na verdade, mas em fatos criados pela alta cúpula da igreja. Escrito por John Sack, com 440 páginas, o romance detalha muito das regras e livros religiosos, citados em latim, o que faz com que a história se arraste. O outro núcleo da história, muito mais interessante envolve uma mocinha com desejo de vingança do bispo, culpado de fazê-la perder sua família, suas terras, sua inocência, sua infância. Depois que se apaixona, fica boba como qualquer mocinha apaixonada, mas é o que vale na história, sem consistência no motivo de tanto mistério. Quer resenha? Clique Aqui.

Trechos do livro:”…comecei…com as sete habilidades intelectuais que são condições prévias para o estudo da teologia: o trivium – gramática, retórica e dialética – e o quadrivium – música, aritmética, geometria e astronomia.”

 

INICIANDO LEITURAS DE DEZEMBRO

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Dezembro começou com muita chuva, então aproveitei para finalizar algumas leituras. 

O livro “As Observações, de Jane Harris”, é um livro que se passa na época vitoriana.

É um suspense, que deixa muito pro final do livro a resolução do quebra-cabeça. Resenha. Eu gostei e li bem rápido, apesar das 459 páginas.

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O livro infantil “Ei, Tem alguém Aí?” do Jostein Gaarner, tem apenas 127 páginas, mas eu enrolei

pra ler. Motivo: eu estava curiosa, porque lí que ele foi inspirado no Pequeno Príncipe e… nada! Parece histórias pra crianças curiosas que perguntam sobre “como eu nasci, como meu irmãozinho não parece comigo” e por aí vai.

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As 418 páginas do livro “A biblioteca do Geógrafo, de Jon Fasman”, foram vencidas rápidamente, pra matar a curiosidade de saber o final da história! Mas não tem final, e não é uma série, portanto…

Achei que ficou me devendo. Mas é um livro que vale a pena.

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Estou lendo dois livros clássicos e sem pressa de terminar, então não sei se estes vão entrar pra minha lista de 2013. =^ ^=

Livro para ler em um dia: O Grito da Mãe Tigre. Eu li em um dia as 235 páginas. Achei a narrtiva fácil e recomendo. Resenha aqui. O Livro foi capa da

Revista Time e vários canais de televisão, entrevistaram a autora – e mãe – a chinesa/americana Amy Chua.

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PERSONAGEM ASSIM COMO EU

Capa Comer Rezar e Amar

Acho que a fé está no conhecimento. O texto sagrado é encontrado em sites de busca e se chama dicionário. Quando me sento pra estudar, os dedos correndo pelas linhas, o cheiro do livro trazendo antigas recordações, me sinto em paz. Quando me ajoelho até a última estante para pegar uma edição única, é como se estivesse fazendo uma prece.

Culturalmente sou cristã – toda igreja “evangélica” prega o Cristo. Teologicamente sou monoteísta.  Conheci várias denominações que não vivem o que pregam. Emocionalmente sou judia. Tem a ver com a história da família e a árvore genealógica. Ainda não consegui juntar tudo. Me identifico com o Uníssono. Mas não consigo achá-los nem na web.

“ainda não sei se quero filhos. Fiquei desesperada quando cheguei aos 30 e descobri que não queria mais tê-los. O prognóstico melhorou aos 40, mas as finanças não. Posso dizer que estou bem sozinha. Não vou ter filhos só pro caso de me arrepender. Isso não é uma motivação forte o suficiente para colocar mais crianças pobres no mundo. Também não quero perpetuar meu DNA. Não vale a pena.”