Romance Medieval com suspense :)

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O livro O Resgate do Morto da autora inglesa Ellis Peters, conta em 223 páginas mais um mistério resolvido pelo irmão Cadfael, um monge que vive em uma abadia, mas por ter conhecimento do mundo, é sempre convocado a resolver os mistérios que aparecem por la. Nessa história ele é convocado a descobrir porque um homem doente, entregue por um outro país é morto após ser colocado sob seus cuidados. A história se passa no séc XII durante a guerra entre os ingleses e galeses, e esse homem capturado é levado pelos galeses como moeda de troca por um prisioneiro que está com os inglese. Esse prisioneiro atacou o convento das freiras que fica próximo à abadia. Mas após ser entregue, o inglês é assassinado por alguém que está na abadia e todos se voltam para o jovem prisioneiro, que tinha permissão para andar entre os muros do castelo. Mas o experiente Cadfael faz uma investigação de observação e consegue concluir o que realmente aconteceu.

Um romance delicioso, de mistério sem ser de horror. Vale a pena a leitura

Trechos do livro: “…não seria melhor a irmã encontrar algum meio de exorcizá-la em sua nova vocação ou se a covinha não poderia ser a mais poderosa arma do arsenal da irmã.” “…por mais que demore, a justiça divina não devia falhar. No entanto, uma vez mais ela olhou para o lado e poupou o malfeitor.”

Existe uma série inglesa sobre essa série de livros:

Manipulação do Narrador?

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O livro O Torreão (The Keep) da autora americana Jennifer Egan conta em 238 páginas a história de Danny um rapaz que faz uma brincadeira de mau-gosto com seu primo quando crianças e agora que está adulto e ferrado – seu primo está rico – recebe uma oferta de emprego dele. Mas esse emprego é do outro lado do mundo num castelo em ruínas.  Danny esteve preso, se envolveu com gente errada e agora que chegou ao castelo, começa a ter visões, ouvir vozes e pensa que seu primo quer se vingar. O lugar não tem tecnologia, fica longe das cidades, sem internet, sem telefone. Essa história é contada em primeira pessoa, mas os capítulos intercalados, ouvimos a voz do narrador em terceira pessoa contando a história de Ray que está preso e que escreve a história de Danny no curso de escrita da prisão.

A autora consegue manipular a linha do tempo dos personagens, conta histórias intermediárias, sobre a pessoa que mora no torreão, sobre a morte na piscina, sobre a fuga da prisão, sobre outros personagens. ficamos à merce de sua escrita para que ela conecte todos, mas ela vai eliminando as dicas e preservando a loucura/sanidade dos personagens para que o leitor decida: o que você viu?

Problema com o livro: a tradução: “Acabou indo parar na cidade bacana, em vez de na cidade xexelenta…”

Trechos do livro: “O verdadeiro alto agia de duas maneiras: você via, mas também podia ser visto, você conhecia e era conhecido.” “Os amigos de Danny eram todos jovens – eles ficavam jovens, porque no momento em que se casavam e começavam a ter filhos, as amizades morriam e eram substituídas por outras novas…ele precisava ser jovem…” “…vivia mais ou menos num estado constante de expectativas de alguma coisa, a qualquer dia, a qualquer hora, uma coisa capaz de mudar tudo…”

Existe um outro livro de mesmo nome, do autor F. Paul Wilson que deu origem a um jogo famoso na América:

Qual é o caso, Sr detetive? :/

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O livro Cinza e Osso do autor londrino John Harvey conta em 443 páginas a história de um ex-policial que é convidado a ajudar num caso de assassinato. Ele já está morando no interior, aposentado, sozinho e adorando seu lifestyle. O que faz ele voltar pra Londres? Uma ex-colega de trabalho é assassinado num crime brutal igual ao que ocorreu com sua filha.

Problemas com a história: o detetive parece bom mas tem problemas em conversar com a filha e a ex-mulher. Parece que ele não está presente à cena quando está com uma das duas. Tem várias histórias acontecendo e elas tentam se conectar. A tradução tem umas linhas non-sense: “Folhas da pereira do quintal ao lado coalhavam a grama.” Fui procurar o que é “coalhavam” – figura abaixo:

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Spoiler: Ele se junta com um amigo, que pede a ele pra verificar um outro policial, que pode estar envolvido com venda de drogas, então ele descobre que a filha foi presa com drogas, e aceita verificar esse episódio. Aí tem uma ex-dona de bordel, que “ajuda” a descobrir corpos de duas irmãs desaparecidas. O caso não tem um final satisfatório porque o assassino não confessa, e eles parecem “criar” a prova, como um dos policiais disse que fazia. Mas vale a pena a leitura porque tem o suspense e um pouco de tensão em algumas cenas, mas o “assassino” 1 e 2 foram previsíveis.

Série de Suspense Medieval

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O livro A Confissão do Irmão Haluin da autora inglesa Ellis Petters conta em 238 páginas  mais uma das histórias do monge Cadfael e se passa no século 12. Um dos internos cai de cima do telhado e em sua confissão conta para o Abade que quer fazer uma penitência que diz respeito a esse pecado. O Irmão Cadfael é indicado como seu acompanhante nessa viagem e descobre que o pecado do Irmão Haluin é mais simples do que parece.

Com um suspense leve, as histórias dessa autora podem ser lidas separadamente. Também já foi feita uma série de Tv sobre esses livros. Aqui no blog tem resenha de outros três livros da autora.

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Suspense e mistério é possível!

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O livro Vertigo dos autores Boileau-Narcejac foi levado às telas do cinema por Alfred Hitchcock em 1958. Esta edição em capa dura com 192 páginas, da Editora Vestígio tem o subtítulo Um corpo que Cai, nome dado ao filme no Brasil. A história se passa durante a guerra: um advogado pobre é contratado por seu amigo rico pra seguir e vigiar sua esposa que anda muito esquisita. Ele começa a segui-la e a salva de um possível afogamento. Então ele se apaixona. Durante todo o tempo ele tenta reprimir a paixão mas continua saindo com ela. Até que ele acha que pode salvá-la da loucura. Mas ela se suicida na frente dele.

A segunda parte do livro se passa cinco anos depois, quando ele volta à Paris e descobre que seu amigo já faleceu e no período de investigação quase foi preso suspeito de matar a esposa. Novamente ele se culpa por não ter contado sobre sua paixão.

O final é surpreendente. 🙀

Trechos do livro:” …deixou que ela se afastasse um pouco. Chegou a pensar em voltar para casa. Mas o fato é que segui-la lhe dava uma sensação de embriaguez…” “…ela exercia sobre ele uma estranha influência; absorvia, literalmente, todas as suas forças; ele representava, junto a ela,…de certo modo, de doador de alma.” “… o segredo da sua indiferença. Ela tinha saído da vida sem nenhuma hesitação; caiu na terra, de cabeça, braços abertos, como para melhor possuí-la, afundar-se inteira nela. Não estava fugindo. Estava voltando para alguma coisa.”

Muitos personagens em um só =/

O livro Eu sou o Peregrino do autor inglês Terry Hayes conta em 685 páginas onde cinco episódios se conectam em uma trama de suspense, todos ligados ao personagem principal. A guerra contra as armas biológicas está de volta e os novos “espiões” são contratados para descobrir o criador do vírus e evitar sua distribuição. O personagem principal é uma mistura de estudante de psicologia em Harvard/ agente da polícia/ escritor de livros sobre crimes/ investigador/ e uma isca do FBI com codinome Peregrino. Os capítulos são curtos, mas ele vai e volta na sua vida pra contar a sua versão da sua história, enquanto investiga um crime: uma mulher rica morre num quarto de pensão durante a queda das torres gêmeas. Um filho de um árabe vê o pai morrer, entra pra jihad, torna-se médico sírio e cria um vírus mortal, testando em pessoas reais nas montanhas do Afeganistão. Um americano milionário morre na Turquia. O assassinato na Grécia. E o Peregrino conecta todos os crimes para resolver o caso.

Problemas: o livro é muito longo, poderia ter contado a história em 300 páginas. As descrições biológicas são muito chatas pra quem não gosta da área. Tem o velho profissional do crime que usa o livro dele pra cometer o assassinato do mesmo modo.

Não é um livro que eu vá ler de novo. Ele realmente fecha o círculo, mas não me convence de que precisava tanta mistura pra contar um suspense. Parece que durante a escrita ele pensava “ah, faltou falar de arte…” aí descreve o pai adotivo como artista; “ah!faltou um herói…” aí um dos policiais salvou alguém durante a queda das torres. Essas idas e voltas, ele conta o que vai acontecer lá na frente.

Trechos do Livro: ” …disse que o problema com a guerra é que normalmente ela destrói as próprias coisas pelas quais se está lutando- justiça, decência, humanidade- e não pude deixar de pensar em quantas vezes eu violara os mais caros valores de nossa nação a fim de protegê-los.” “…há tanta gente nessa merda de planeta que isso é tudo que somos: linhas de código em um disco rígido. Apague essas linhas e não existimos mais…”

Uma história policial sem vencedores.

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O livro O Vencedor da autora Tami Hoag conta uma história policial ambientada no hipismo: cavalos caros, tratamentos Vip, pessoas com muito dinheiro pra gastar com supérfluos. A personagem principal era uma policial que não acatou uma ordem superior e por isso um colega morreu. Ela foi afastada da corporação e voltou pro ambiente hípico que conhecia bem. Esse fato não só causou a morte de seu parceiro na policia, como deixou cicatrizes, enxertos de pele e uma leve paralisia facial. Agora que ela quer esquecer o passado e trabalhar com cavalos, surge uma menininha pedindo ajuda para encontrar sua irmã que desapareceu. Ela aceita o desafio e então pessoas são assassinadas, cavalos morrem para que seus donos recebam o seguro milionário. Com a ajuda de um policial ela consegue informações para continuar no caso, mas como detetive. Com muito esforço ela resolve a situação e ajuda a menina.

Problemas: Na página 150 eu já desconfiava do suspeito. Essa tática de apontar como vilão todos os malvados e no final o mais doce e fraco ser o verdadeiro culpado. outro problema são os acontecimentos: muitas coisas acontecem juntas e que seria preciso mais tempo para executá-las. Em cinquenta páginas são descritas ações que se passam em vinte e quatro horas! Me lembrei de uma novela em que os personagens saíam da arábia e chegavam ao Brasil no mesmo dia. E nas últimas páginas tenta jogar toda a resolução do caso sem conseguir convencer o leitor da mudança dos personagens. O título mente, já que não há vencedores nessa história. A capa é feia, não remete à história.

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