Suspense Leve

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O livro A Governanta de Porcelana (1963), da autora Margery Allingham, com 269 páginas, faz parte da Coleção Horas em Suspense. Com um roteiro policial leve, não há grandes mistérios ou violência ou cena de causar medo.

Uma governanta de uma família da sociedade se suicidou há muitos anos atrás. Agora a família tenta evitar problemas com as atuais governantas. Até que uma governanta enfarta após ouvir revelações sobre a família. O mistério gira em torno de outra governanta que sabe os segredos da família e uma criança adotada. A história prende a atenção porque não perde tempo com outros fatos – conta exatamente a história principal. E mesmo quando mostra outro personagem, ele fará parte do mistério a ser resolvido.

É a primeira vez que leio esta autora, que também escreveu livros com pseudônimo masculino. Gosto de suspense e pretendo ler outros da coleção.

 

 

Sem final… =/

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O livro Nosso Jogo do autor John Le Carré, com 360 páginas, teve espaço e tempo suficiente para desenvolver um bom final para trama de suspense. O que não aconteceu. A história se passa no fim da Guerra Fria, a Russia se dividiu e continua a atacar pequenos povos ao redor de suas terras. Um desses povos convence um espião inglês a participar de sua guerra e um espião aposentado, ao ver seu nome envolvido, resolve ir ao Cáucaso para tentar tirar essas idéias da cabeça de seu ex-parceiro. Até a página duzentos e noventa a história flui, depois empaca e não sai do meio dos rebeldes, que só conversam e nada fazem até a última página. Frustração!

Apesar de escrito em 1995, ele continua atual, com essas guerras religiosas e terrorismo acontecendo no mundo.

“Porque clamam por luz se eles são cegos?”

Suspense e mistério!!

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O Pálido Olho Azul, livro do autor Louis Bayard, com 426 páginas é um thriller de 2006, que começa com o testamento escrito de próprio punho pelo personagem principal. Ele decide narrar os fatos como aconteceram. Também existem capítulos que são narrativas de seu amigo e ajudante de detetive Edgar Alan Poe – esse mesmo, o poeta. Como todo bom suspense, começa com uma morte e sem um suspeito, e labirintos de buscas e caminhos que levam à outros caminhos, e o surpreendente final, porque ultimamente leio livros que deixam um mistério no ar: esse vai sendo escrito mesmo após o desfecho do crime, da punição do assassino, de todas as pontas soltas estarem unidas. E aí, pah! Vem um novo ponto de vista que muda toda a trama! Gostei da escrita, gostei das insinuações que fazem o leitor pensar; claro que tem passagens inverossímeis, difíceis de se tornar real, mas até isso faz parte do sobrenatural que envolve a história. Gosto de livros com começo, meio e fim.

E o título tem tudo a ver com o poema que vai desvendar a história. =)

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Primeiras histórias

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Livros que se passam no Sec XVI, romance histórico, suspense, conspiração religiosa, personagens dúbios – tudo que faz uma boa trama. Gosto da série de livros do Irmão Cadfael da autora Ellis Peters; gosto do Umberto Eco em O Nome da Rosa e O Cemitério de Praga; gosto dos Crimes do Mosaico; gosto dos livros do John Sack; adorei  o livro da série Revelação do C. J. Sansom.  ❤

Esse livro de 2010, Heresia da autora S. J. Parris, com 360 páginas, é mais do mesmo, que eu gosto muito!! =D  Pretendo ler os outros livros, onde cada um tem uma história própria . O excomungado Giordano Bruno (personagem real) vai pra Universidade de Oxford cumprir o papel de espião e descobrir toda a conspiração para derrubar a rainha do trono. É a primeira vez que leio este tipo de história na “voz” de uma mulher.  A autora fez uma profunda pesquisa sobre a vida de Giordano Bruno um monge excomungado pelo Papa e todo o contexto político e religioso da época em que ele viveu.

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Trecho do livro: “Hoje a fé e a política são uma coisa só – disse ele – Talvez tenha sido sempre assim, mas é algo que parece haver atingido novos extremos em nosso século conturbado..”

Admirável Obsessão

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Livro muito bom, escrito em detalhes a forma como o colecionador de borboletas Frederick, escolhe uma espécie rara para sua coleção: uma moça chamada  Miranda.

O livro O Colecionador de 1963 do autor John Fowles, com 234 páginas (que valem o dobro porque a letra é minúscula!) conta a história do colecionador em três partes: sua versão de como coletou sua nova espécie; a versão da Miranda, prisioneira em um porão que deixou páginas escritas; o desfecho fenomenal porque um colecionador terá sempre a visão de um coletor de raridades. Não assisti o filme, mas não sei se o desfecho real funciona na tela. O livro tem uma tensão em cada parte, mesmo quando o leitor se sente solidário com o raptor porque a vítima é uma esnobe burguesa que se acha acima de todos. A história mostra que a beleza externa é superficial e que não emite luz para o interior; que os olhos podem te enganar no que tange a beleza rara. Acho que a moça do filme não faz juz à descrição de Miranda.

Trechos do livro: “é preciso detestar tudo, em política, arte ou qualquer outra coisa, que não seja profundo, genuíno ou necessário. Não temos tempo para coisas estúpidas e triviais… não vale a pena ver filmes estúpidos e ridículos, mesmo que o desejamos fazer…”

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Espionagem sem suspense =/

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Quem viveu os anos 80 e leu ou ouviu muito sobre a Guerra Fria, vai entender bem melhor os conflitos que se passam no livro Roleta Russa, no original Red Sparrow, do  autor Jason Matthews que escreve sobre aquilo que ele conhece, os trâmites da CIA, serviço de inteligência americano. com 426 páginas, a história é contemporânea,mas não consegui visualizar os personagens com características atuais – na minha idéia, tudo me remete aos anos 80….

Não achei uma história verídica, frenética, com fôlego como li em algumas resenhas. O autor escreve receitas – isso: tudo que é comido, é explicado. Mas é um livro pra ler num fim de semana e se divertir. Só um pouco.

Não encontrei nenhuma resenha que eu concordasse, mas quer saber mais? Clique Aqui

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Quero ler todos! =D

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Brigas políticas, turbulências religiosas, traições e assassinatos são histórias que se passa em 1543 numa Londres decadente. O livro Revelação é o 4º da Série Histórica da Coleção Negra. Mas podem ser lidos separadamente. Do autor J.C. Sansom, com 699 páginas, este Thriller macabro é contado em primeira pessoa, onde temos apenas a visão do detetive/advogado em toda a trama. E muito bem desenvolvida, não dá pra adivinhar quem pode ser o assassino até o capítulo final! Existem cinco livros da série protagonizada pelo advogado Matthew Shardlake, um corcunda que decide ajudar na busca do assassino porque seu amigo foi morto em uma cena de um livro bíblico. Tem ação, uma pesquisa histórica muito boa, pessoas e fatos reais se misturando à ficção. Quer resenha? Clique Aqui. Ganhei esse, e espero “ganhar” os outros, porque o preço da série é absurdamente…horrível. ;(

Ou comprar usado. =)