Muitos personagens em um só =/

O livro Eu sou o Peregrino do autor inglês Terry Hayes conta em 685 páginas onde cinco episódios se conectam em uma trama de suspense, todos ligados ao personagem principal. A guerra contra as armas biológicas está de volta e os novos “espiões” são contratados para descobrir o criador do vírus e evitar sua distribuição. O personagem principal é uma mistura de estudante de psicologia em Harvard/ agente da polícia/ escritor de livros sobre crimes/ investigador/ e uma isca do FBI com codinome Peregrino. Os capítulos são curtos, mas ele vai e volta na sua vida pra contar a sua versão da sua história, enquanto investiga um crime: uma mulher rica morre num quarto de pensão durante a queda das torres gêmeas. Um filho de um árabe vê o pai morrer, entra pra jihad, torna-se médico sírio e cria um vírus mortal, testando em pessoas reais nas montanhas do Afeganistão. Um americano milionário morre na Turquia. O assassinato na Grécia. E o Peregrino conecta todos os crimes para resolver o caso.

Problemas: o livro é muito longo, poderia ter contado a história em 300 páginas. As descrições biológicas são muito chatas pra quem não gosta da área. Tem o velho profissional do crime que usa o livro dele pra cometer o assassinato do mesmo modo.

Não é um livro que eu vá ler de novo. Ele realmente fecha o círculo, mas não me convence de que precisava tanta mistura pra contar um suspense. Parece que durante a escrita ele pensava “ah, faltou falar de arte…” aí descreve o pai adotivo como artista; “ah!faltou um herói…” aí um dos policiais salvou alguém durante a queda das torres. Essas idas e voltas, ele conta o que vai acontecer lá na frente.

Trechos do Livro: ” …disse que o problema com a guerra é que normalmente ela destrói as próprias coisas pelas quais se está lutando- justiça, decência, humanidade- e não pude deixar de pensar em quantas vezes eu violara os mais caros valores de nossa nação a fim de protegê-los.” “…há tanta gente nessa merda de planeta que isso é tudo que somos: linhas de código em um disco rígido. Apague essas linhas e não existimos mais…”

Romance com sabor

O livro Como Água Para Chocolate da autora Laura Esquivel, conta em 205  páginas a história de Tita que foi criada na cozinha e por isso aprendeu a cozinhar com emoção. Todo alimento cozinhado com lágrimas, fazia com que todos chorassem. Ao cozinhar com amor, todos que se alimentaram se sentiram invadidos por ondas de amor. Por ser a filha mais nova, Tita deve seguir a tradição da família e nunca se casar para cuidar da mãe. Ao se apaixonar, ela rejeita essa tradição, o que cria um atrito com a mãe. O rapaz aceita se casar com a irmã mais velha dizendo que é pra ficar perto dela. A história mostra o rapaz como um fraco, que aceita esse casamento sério, mas não quer que nenhum homem queira se casar com Tita, mesmo após a morte de sua mãe. Para acompanha as histórias, cada início de capítulo conta com uma receitas tradicional mexicana, uma para cada mês do ano. E a história contada em sequência de meses, chega em dezembro e diz que a irmã “…havia morrido há um ano.” O capítulo deveria se chamar DEZEMBRO DO ANO SEGUINTE.

Trechos do Livros: “…durante a infância Tita não diferençava bem as lágrimas do riso das do pranto. Para ela, rir era uma maneira de chorar. Da mesma forma confundia o gozo de viver com o de comer..” “…os odores (dos alimentos) tem a característica de reproduzir tempos passados junto com sons e odores nunca igualados no presente.” “…inventava uma nova receita com a intenção de recuperar a relação que entre ela e Pedro havia surgido através da comida. Desta época de sofrimento nasceram suas melhores receitas.” “A vida havia lhe ensinado que a coisa não era tão fácil, que são poucos os que se fazendo de espertos conseguem realizar seus desejos à custa do que quer que seja…”

O filme mexicano de mesmo nome foi lançado em 1992 e tem muito  em comum com o livro:

Um Drama de Guerra

face

A escritora canadense Deborah Ellis escreveu o livro A Outra Face (em inglês O Filho da Família), baseada nas histórias que ela ouviu nos campos de refugiados na Russia. Esses refugiados estavam fugindo do regime talibã no Paquistão. Essa é a história de uma família totalmente arrasada pelo regime e que são separados e passam por todos os dramas da guerra: fome, medo, prisão, violência física, revolta, com o agravante de que o regime talibã promoveu o retorno dos costumes antigos contra as mulheres: não podiam mais sair sozinhas, sair sem estar totalmente cobertas com um shador ou burqa – vestimentas tradicionais. Quando o chefe da família vai preso, uma das meninas é vestida de menino para ajudar nas tarefas de rua como, comprar comida, buscar água.

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Ah! O amor… <3

iaia

O #SpecialTips #23 é o livro adaptado pela Editora Rideel, Iaiá Garcia do Machado de Assis, com 56 páginas, sem perder o conteúdo do texto original, específico para quem precisa ler um grande volume de livros para o vestibular. Já tinha lido esse livro na adolescência e só queria relembrar a história. Uma moça que se vê amando o antigo amor de sua atual madrasta. Vale a pena aleitura do texto original com todas as palavras rebuscadas que o Machado sabe escrever. Essa edição traz um roteiro de leitura, páginas de consultas sobre o período da história, que se passa entre 1866 e 1871.

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Música citada no texto: Meyerbeer

Que fofo!! <3

anne

Decidi ler o livro porque a autora tem o nome da minha mãe: MAUD. =D Então este é o #SpecialTips #13

Anne de Green Gables é o livro da autora L.M. Montgomery e faz parte de uma série de vários livros. Em 480 páginas nesta edição de aniversário de 100 anos do selo Martins Fontes, ficamos conhecendo uma menina de cabelos “cor de cenoura” que foi adotada indevidamente no lugar de um menino. Num período em que as meninas deviam ser comportadas e quietas, Anne quebra todas as regras sendo eloqüente e sendo apenas ela mesma. Isso faz com que seja simpática sem ser chata. O livro mostra até sua adolescência, as amizades, as perdas, as decisões difíceis. Vi a indicação da série no canal da Jota Pluftz e assiti um episódio. ❤ Agora que li o livro pretendo assitir todos os episódios, apesar de discordar da aparência da atriz escolhida para a série.

Anne já virou filme,  filme para TV, mangá, quadrinhos, séries de tv, musical e parece que vai continuar por muitos séculos aquecendo coraçõezinhos por aí! ❤

Trechos do livro: “…achei que todos deviam estar me olhando com pena. Mas não perdi tempo e me imaginei usando o vestido de seda azul-claro…porque se é para imaginar, então que seja alguma coisa que valha a pena…” “Não sei porque, mas as coisas nunca são tão boas quando as inventamos uma segunda vez. Já reparou nisso?”  “…metade do prazer que á nas coisas é esperar por elas! …Mas creio que seria pior não esperar nada do que se decepcionar.” “Existem tantas Annes diferentes dentro de mim… se houvesse apenas uma Anne, seria tão mais confortável, mas aí eu não seria tão interessante.”

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Desafio #SpecialTips

Vi esse desafio num blog há muito tempo; me parece que o nome era “Monica e os Livros”. a autora dava dicas de livros e filmes durante um mês. Quero tentar isso no mês de agosto. =)

Então o número um começa hoje.

#1  #SpecialTips de hoje é um livro policial.

4_DE_JULHO__1312843600B  murder

Esse livro 4 de Julho do autor James Patterson nos conta mais uma aventura de sua famosa criação: o clube das mulheres contra o crime. Em 207 páginas vemos uma policial ser acusada de se defender e atirar em marginais adolescentes (é, isso acontece nos Estados Unidos também). E é afastada da corporação. Em seu “descanso”, resolve se envolver na investigação de outros crimes. Um serial killer deixando suas marcas nas vítimas. E aí começa os clichês: no começo as vítimas não tem nada que as incrimine até que se mostram não tão inocentes; o autor nos mostra o lado ruim de várias pessoas, para que os coloquemos na lista de suspeitos -e eles não são; ele mostra pessoas adoráveis que se mostram diferentes no final. Outro problema: um final inverossímel, que não prova coisa nenhuma -só que os assassinos são psicopatas e nada faz sentido.  Nesse livro vemos as quatro personagens do Clube das Mulheres Contra o Crime; elas investigam casos que são mais rapidamente desvendados pela habilidade feminina de entender a psicologia do crime. As personagens chegaram também a ganhar uma série na TV chamada Women’s Murder Club, que só durou uma temporada no canal Fox. Também foram protagonistas de um game desenvolvido para as plataformas do PC, X-Box e Nintendo DS. O escritor Andrew Gross colaborou com Patterson em dois livros da série. Hoje, porém, os livros são co-escritos por Maxine Paetro.

Já li outros livros dele, mas acho que são apenas passatempo. Nada profundo. Assisti alguns episódios da série e achei muito bom.

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Lendo a correspondência alheia =D

JACINTOS

A Ilha dos Jacintos Cortados é contada de forma epistolar. Com o subtítulo carta de amor com interpolações mágicas, o autor espanhol Gonzalo Torrente Ballester nos conta em 319 páginas a história fantástica de um professor que tenta ajudar um amigo a provar para a universidade, que sua tese de que Napoleão Bonaparte nunca existiu, é verdadeira. Então ele usa de meios mágicos e fantasia, junto com a namorada do amigo, para visitar essa Ilha mágica e tentar conquistar a moça. Mas depois de conseguir as provas, ela vai embora e ele então escreve essa carta em um diário para que ela veja o quanto ele gosta dela. Durante todo o tempo a história  que acontece na Ilha se confunde com a história no tempo presente entre o professor e a namorada de seu amigo, numa cabana onde estão vivendo.

O estilo do autor me lembra o Gabriel Garcia Marquez e Saramago: texto sem parágrafos, diálogos sem separações no texto, descrições minuciosas dos personagens fantásticos. Trechos do livro: “…e quem come alho, para manter o sangue puro, tem que suportar um hálito incômodo…ao menos  enquanto não se obtenham os alhos inodoros…perdido o mau cheiro, também irão embora outras qualidades.” “Você apareceu pouco depois na porta da cozinha, recuperada para o tempo e para a vida, sem dizer nada…” “…agora me parece tão antiga quanto meu coração, em que ao descer…de uma montanha alemã tive a sensação, ou talvez o sentimento, de penetrar num âmbito sagrado…e me deixava envolvido, possuído, um pouco abalado.” “Napoleão não existiu jamais, foi uma mera invenção técnica para explicar acontecimentos inexplicáveis…”

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Water hyacinth flower in natural water sources