Romance Histórico

O livro O Amante da Virgem da autora inglesa Philippa Gregory, conta em 443 páginas a história da rainha Elizabeth I, que aos 25 anos herda um país falido, em guerra, é odiada por muitos, mas ainda assim pensa em festas, vestidos e homens. Não para casar, como quer o seu amigo e conselheiro Cecil. Todos querem que ela se case com um homem que possa governar. Ela se encanta pelo aristocrata e estribeiro, bronzeado e bonito Dudley. Junto com ele, arma para que sua jovem mulher morra para que possam ficar juntos, sem que a igreja católica a chame de adúltera como fez com sua mãe.

Toda a pesquisa que a autora fez, mostra Amy, a esposa de Dudley, como personagem principal. Os livros citados na “nota da autora” são todos sobre a morte e vida de Amy Dudley.

Trechos do livro: “Você diz que faz isso por nós, mas não é o que quero, de nada me serve. Quero-o em casa comigo, não me importa que não tenhamos nada.” “E ela era Tudor o bastante para apresentar um bom espetáculo. Tinha o talento de sorrir para uma multidão, como se cada um e todos recebecem sua atenção…” “…e o casal poderia recomeçar de novo. Seriam parceiros num empreendimento típico da época: promover a fortuna da família: o homem movendo-se e negociando na corte, enquanto a mulher cuidava de suas terras…” ” Às vezes não parecia uma rainha chegada à grandeza pela sorte e pela astúcia. Às vezes era mais uma menina com uma tarefa difícil demais para realizar sozinha.”

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Lendo em Inglês

O livro The Pelican Brief do autor John Grisham conta a história de uma estudante e estagiária de advocacia que cuida de cuidados com o meio ambiente, após ouvir relatos da morte de dois congressistas, ela resolve investigar e mostra esse dossiê para seu namorado. Ele mostra para a FBI e essa investigação chega até o presidente que pede pra não envolver o principal suspeito, pois eles são amigos e ele investiu na campanha presidencial. Após a divulgação do dossiê, a estudante passa a ser perseguida por várias pessoas citadas no documento e não sabe mais em quem confiar. Com a ajuda de um jornalista ela consegue fazer com que as “provas” dos crimes cheguem até o jornal e deixe de ser um alvo. Os jornais decidem deixar o nome do presidente de fora da divulgação do caso.

O autor fez uma grande pesquisa na área de direito criminal e meio ambiente para criar sua história. O livro virou filme em 1993 com a atriz Julia Roberts no papel principal.

Uma história policial sem vencedores.

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O livro O Vencedor da autora Tami Hoag conta uma história policial ambientada no hipismo: cavalos caros, tratamentos Vip, pessoas com muito dinheiro pra gastar com supérfluos. A personagem principal era uma policial que não acatou uma ordem superior e por isso um colega morreu. Ela foi afastada da corporação e voltou pro ambiente hípico que conhecia bem. Esse fato não só causou a morte de seu parceiro na policia, como deixou cicatrizes, enxertos de pele e uma leve paralisia facial. Agora que ela quer esquecer o passado e trabalhar com cavalos, surge uma menininha pedindo ajuda para encontrar sua irmã que desapareceu. Ela aceita o desafio e então pessoas são assassinadas, cavalos morrem para que seus donos recebam o seguro milionário. Com a ajuda de um policial ela consegue informações para continuar no caso, mas como detetive. Com muito esforço ela resolve a situação e ajuda a menina.

Problemas: Na página 150 eu já desconfiava do suspeito. Essa tática de apontar como vilão todos os malvados e no final o mais doce e fraco ser o verdadeiro culpado. outro problema são os acontecimentos: muitas coisas acontecem juntas e que seria preciso mais tempo para executá-las. Em cinquenta páginas são descritas ações que se passam em vinte e quatro horas! Me lembrei de uma novela em que os personagens saíam da arábia e chegavam ao Brasil no mesmo dia. E nas últimas páginas tenta jogar toda a resolução do caso sem conseguir convencer o leitor da mudança dos personagens. O título mente, já que não há vencedores nessa história. A capa é feia, não remete à história.

Para comprar o livro clique Aqui: https://amzn.to/2IhrBeJ

Lendo em Inglês

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O livro The Birds da minha autora francesa favorita Daphne du Maurier conta a história de um homem que mora com sua família próximo à praia. Durante o Outono é o melhor período para observar os pássaros que se aproximam, principalmente as gaivotas, com seus brilhantes olhos amarelos. Um dia ele percebe uma movimentação diferente nos pássaros. Eles se aproximam da praia mas não se alimentam. Ficam aguardando. Naquela noite em casa, um pássaro invade sua janela e o ataca. Ele começa a observar a rebelião dos pássaros se formando. Ele coloca madeira em todas as portas e janelas. Ao ouvir o rádio ele descobre que isso está acontecendo em várias partes do mundo. Ele sobe ao telhado para observar e descobre que os pássaros se movimentam conforme a maré: se aproximam quando ela sobe e se afastam quando ela desce. No período de baixa ele aproveita para rodar a cidade em busca de comida; todos na cidade estão mortos e sem os olhos. Ele retorna antes da maré subir novamente. Os pássaros continuam atacando, o rádio já não transmite nenhum sinal, ele sabe que sua família é a única sobrevivente. Até quando?

O livro em inglês da Penguin Readers é do Elementary Level, de fácil leitura.

Também há um filme de Alfred Hitchcock que foi apenas baseado na história. O filme de 1963 tem umas cenas toscas de crianças sendo atacadas na rua. Os efeitos especiais eram o máximo para a época, mas não funciona agora. Prefiro o livro que deixa as cenas fortes apenas subentendidas.

Quem não criou vários blogs e páginas e depois esqueceu? Aqui vou mostrar as redes sociais que ainda mantenho, apesar da pouca frequência de algumas. Quais ainda mantenho? Quais eu desisti? O link de cada uma. Deixe seus links no comentário pra eu visitar.

 

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https://projetosnopapel.tumblr.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Goodreads:

 

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Baseado em fatos verídicos

O livro O Planalto e A Estepe do autor angolano Pepetela, conta uma história de um amor proibido entre dois estudantes na Rússia. Ele angolano de olhos azuis; ela filha do ministro da Mongólia. Em 188 páginas recheadas de guerra e idealismo juvenil nos anos 60, em que os povos lutavam para ser “como um só”. Julio ama Sarangel e quer se casar com ela. Mas as questões políticas os afastam. Ele, ganhador de uma bolsa para estudar em Moscou, passa o tempo namorando e engravida a menina. O ministro toma as rédeas da situação e a afasta de Moscou, levando-a de volta pra Mongólia. Ele faz de tudo pra reencontrá-la, mas nem as pessoas influentes que ele conhece, conseguem ajudá-lo. Então ele vai pra guerra, descobre a realidade por trás da utopia, que as idéias são boas mas não sobrevivem à prática.

O livro é bom, bem escrito, bem focado, sem dispersão. E com poesia. Mas…

⚠️Spoiler: o personagem principal é muito sem noção: criança ele prefere andar com os negros, porque não é racista. Mas o que parece é que ele faz isso porque eles o tratam como superior, o que os colegas não fazem. Quando jovem briga com a família e nem pensa na guerra que eles estão vivendo lá na África. E passa páginas tentando convencer o leitor que ele só queria sua filha e sua mulher porque ele se importa com a família. Ele não dá valor as próprias conquistas, porque quer se vingar do pai da Sarangel tendo ela de volta. Parece uma criança de quem tiraram o doce. Dá até uma felicidade saber que ela se saiu bem: casou com um embaixador e teve dois filhos estudiosos com ele. Enquanto ele fazia criancices por aí.

Mas mesmo com um personagem sem noção, vale a pena a leitura.

Trechos do livro: “Foi mesmo a primeira música que aprendi a ouvir. Os ritmos variam, conforme a nuvem de chuva é mais grossa ou menos espessa, ou conforme a força e direção do vento. ” ” O tempo goza com a nossa estúpida vaidade, passa por nós como um foguete, nos torna seus escravo.” “Mas eu não era amigo dos pretos por serem pretos, nem via bem as cores…era amigo dos meus amigos…” “Quando a gente é pequena, só o dinheiro faz horizontes se abrirem.” “Só para os profetas e os escritores as palavras são sagrados.” “…ela não vai saber que o nosso relacionamento começou com uma mentira sem gravidade. Há quem jure, uma relação sã só admite a verdade.” “Parecia um bicho defendendo seu espaço, ah, a emancipação das mulheres, estudávamos…mas era algo teórico.” “…não acontecerá nada porque não reparamos neles. Se repararmos nesses bizarros estudantes e fizermos qualquer coisa contra ou a favor deles, aí sim, eles passam a existir realmente e os problemas se tornam também reais”.

A Mágica Descoberta do Brasil 🇧🇷

O livro A Descoberta do Novo Mundo da autora Nacional Mary Del Priore, conta de forma mágica, em 109 páginas cheias de lindas ilustrações de João Lin, uma viagem em que dois órfãos Pedro e Paulo passam por várias aventuras no navio que os traz à Terra de Santa Cruz. Foi uma viagem marcada por tempestades, privações até serem ajudados por um outro navio que passava. Ouviram histórias macabras sobre o lugar: índios canibais, serpentes com cara de cachorro, monstros. Eles estavam adorando viver as aventuras, mas foram entregues aos jesuítas quando aportaram. Ele falava do pecado de olhar as índias nuas, fazia-os se auto mutilar para não pensar no pecado. Eles resolvem fugir. Ao encontrar os “selvagens”, vêem que a história é diferente, que eles são pacíficos, limpos e as índias são lindas.

#paraleremumdia

Trechos do Livro: “Lutar pela fé católica. Tornar-se, talvez, um santo. Ninguém lhe explicou onde era o ‘longe’. Quem eram os selvagens e se queria virar santo.” “…eles usariam a mesma roupa meses à fio e esta só seria lavada pela água da chuva.” “Doente e com febre, um passageiro lançou-se ao mar em completo estado de alucinação. Morreu de sede em pleno oceano.”