Lendo em Inglês

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O livro The Birds da minha autora francesa favorita Daphne du Maurier conta a história de um homem que mora com sua família próximo à praia. Durante o Outono é o melhor período para observar os pássaros que se aproximam, principalmente as gaivotas, com seus brilhantes olhos amarelos. Um dia ele percebe uma movimentação diferente nos pássaros. Eles se aproximam da praia mas não se alimentam. Ficam aguardando. Naquela noite em casa, um pássaro invade sua janela e o ataca. Ele começa a observar a rebelião dos pássaros se formando. Ele coloca madeira em todas as portas e janelas. Ao ouvir o rádio ele descobre que isso está acontecendo em várias partes do mundo. Ele sobe ao telhado para observar e descobre que os pássaros se movimentam conforme a maré: se aproximam quando ela sobe e se afastam quando ela desce. No período de baixa ele aproveita para rodar a cidade em busca de comida; todos na cidade estão mortos e sem os olhos. Ele retorna antes da maré subir novamente. Os pássaros continuam atacando, o rádio já não transmite nenhum sinal, ele sabe que sua família é a única sobrevivente. Até quando?

O livro em inglês da Penguin Readers é do Elementary Level, de fácil leitura.

Também há um filme de Alfred Hitchcock que foi apenas baseado na história. O filme de 1963 tem umas cenas toscas de crianças sendo atacadas na rua. Os efeitos especiais eram o máximo para a época, mas não funciona agora. Prefiro o livro que deixa as cenas fortes apenas subentendidas.

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A forma delicada de escrever

TRUE JOY AND A PEACE OF MIND (pag 141)

O livro Heidi de Johanna Spyri, escrito em 1880, em alemão, conta em 239 páginas a história da pequena Heidi, uma menina que mora nas montanhas da Suiça, com seu avô. Sua tia decide que uma menina não pode viver entre cabras e sem estudar e decide levá-la para viver em Frankfurt, uma cidade onde Heidi só vê prédios e nada de flores ou árvores. Então ela adoece de saudade de seu avô e de suas cabras e de sua montanha. Um médico da família onde ela está diz que a cura está em mandá-la de volta pra casa. E ela retorna e volta a ser a menina saudável e feliz.

Eu li a versão inglesa lançada em 1956, com algumas ilustrações, da Penguin Classics. O inglês é de fácil leitura, com frases simples como “…it was very beautiful on the mountain that morning. The night wind had blown all the clouds away and the sky was deep blue.”  Claro que ler em outro idoma torna a leitura mais lenta, mesmo quando tudo está praticamente fácil.

A história é tão boa que rendeu vários filmes e séries, o primeiro deles em 1937.

 

A Adaptação de um Clássico

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O livro Tristão e Isolda com 231 páginas tem a adaptação por Helena Gomes para a coleção “Os Meus Clássicos” da Berlendis & Vertecchia Editores, 2009. A ficha catalográfica diz literatura juvenil e tem ilustrações de Renato Alarcão, famoso por capas de livros. As ilustrações são lindas, a história tem páginas suficientes para desenvolver toda a trama original, mas peca em nivelar a inteligência do público por baixo: “…você nasceu em um momento de muita tristeza…por isso vai se chamar Tristão”.  Fora algumas dessas escolhas para a escrita, o texto mostra toda a parte romântica da história com a paixão entre Tristão e Isolda, e como ela se casa com seu tio, a paixão passa a ser proibida. Então mostra a parte política em que esse casamento evita uma guerra entre dois reinos. Mostra pouca fantasia, apenas fala das fadas, dos poderes mágicos da mãe de Isolda. Mostra a loucura da nobreza pelo poder. Apenas fala dos cavaleiros de Artur. E tem o desfecho nem tão feliz mas não tão triste como o original.

Vale a pena a leitura para conhecer um clássico que já se tornou filme, já inspirou outras histórias e tem uma introdução onde a autora conta de onde surgiu a história.

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Mudando o Final ;)

 

O livro perdas e Danos da autora Josephine Hart com 207 páginas é uma história de como a idade não traz sabedoria: os homens ficam mais bobos conforme o tempo passa. Um homem com uma família bem estruturada, mas sem nenhuma paixão por ela, depois de certa idade, resolve procurar uma paixão nos braços de uma jornalista jovem, bonita e rica, mas com desvio de personalidade. E pra piorar, essa moça é noiva de seu filho. A história instiga o leitor a tentar descobrir como vai terminar essa tragédia; não da forma simples e comum como vemos nos noticiários.

Mas termina exatamente assim: o filho vê os dois juntos e morre. =/

Eu mudaria o final: Ele descobre que ela provocou várias tragédias antes, com seu padrasto, seu irmão, um primo, com o primeiro marido e resolve desmascará-la para salvar seu filho! =D

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Também tem um filme de 1992 com Jeremy Irons – bom ator e Juliete Binoche – ótima atriz.

Um Clássico para o fim-de-semana =)

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Existem dois autores de mesmo nome, pai e filho, Alexandre Dumas. O autor de O conde de Monte Cristo é o Alexandre/pai. A minha edição é essa da coleção jovem, com apenas 349 páginas, apesar de escrito na folha de rosto que “possui a versão integral…recontada em português por Miécio Táti”. Existe uma versão integral com 1663 páginas.

Uma história famosa, onde o personagem principal se vê acusado injustamente por rapazes que queriam: um a sua noiva, outro o seu cargo num navio. Depois de passar quatorze anos preso, foge e encontra um tesouro numa ilha. Vai viver em Paris para se vingar de todos aqueles que o prejudicaram inclusive seus descendentes. Já assisti o filme e assim como o livro, é diversão na certa. Quer resenha? Clique Aqui.

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Clássicos ilustrados =D

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Não sei porque livros adultos não tem ilustrações!  Estou incluindo livros ilustrados nas minhas leituras. Tenho alguns desses clássicos com belas ilustrações. Este, em inglês, David Copperfield de Charles Dickens com 212 páginas é uma adaptação do texto original. Uma das poucas adaptações que me faz ter vontade de ler o texto inteiro!

Um romance de formação que conta a história de David quando criança até depois de seu segundo casamento.

😀

O Peso do Nome do Autor

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A minha edição é essa de capa dura Azul, da série “Mestres da Literatura Comtemporânea”. O livro é A Insustentável Leveza do Ser, do Mila Kundera.

A história, contada ora pelo narrador, ora pelos personagens, tenta contar a fragilidade dos relacionamentos entre diferentes casais. Tudo que envolve pessoas e sua leveza. Mesmo episódios pesados, como a guerra, se torna contraponto para falar sobre a leveza dos pensamentos humanos e suas atitudes. Tudo muito filosófico? è a proposta do autor. É como se fosse um ensaio sobre relações humanas e o que realmente é importante pra cada um. Minha releitura favorita! =D

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