A Era do Compartilhamento

o conselheiro

#SpecialTips de hoje #18 é o livro O Conselheiro dos autores Bob Burg e John David Mann que em 120 páginas conta a história de um homem que quer ser um ótimo executivo em vendas, mas já é o terceiro mês que não consegue bater suas metas. E ainda está perdendo clientes e seu relacionamento está morno. E ele começa a achar as pessoas da empresa sem atrativos e questionar porquê elas conseguem e ele não. Então ele resolve encontrar um “guru” dos negócios. Esse guru diz que ele tem que realizar uma tarefa para cada lei do sucesso. E ele descobre que o compartilhamento é a forma de distribuir, fazer um bom networking, prestar um bom serviço e se tornar conhecido no mundo dos negócios. A palavra-chave do livro é doação. 🙂

Não me pareceu um livro chato de Auto-ajuda em nenhum momento. É só uma história com alguns caminhos e decisões. E divertido. E inspirador.

A capa nacional tem um sub-título ridículo, que remete à filosofia religiosa: “é dando que se recebe”. Na capa americana o sub-título é realmente o texto do livro: “uma poderosa idéia de negócios.” Já o desenho da capa americana é sem sentido. Já a capa nacional mostra a poderosa idéia de negócios mostrada no livro, que é o café. 🙂

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…passando da medida

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O livro Cilada do autor Harlan Coben, com 271 páginas é de 2010 e esse tipo de suspense que ele escreve aqui o tornou famoso e premiado.

Uma garota desaparecida, um treinador de alunos sob suspeita, uma repórter investigativa – e nenhuma prova, faz com que não tenha um “crime” de verdade. Então o autor cria um grupo de amigos da época da escola para movimentar a segunda parte da trama; cria um crime envolvendo a repórter para que ela sinta na pele o que está fazendo com o acusado; cria um grupo de estudantes que promovem festinhas proibidas; cria um grupo de pais permissivos à bebidas para menores – e como a ilusão do mágico, para desviar a sua atenção dos verdadeiros “culpados”, que são pessoas certinhas, com uma família modelo, ele cria um final alternativo longe de todas as iscas lançada ao longo das páginas. Esperto, o cara. 😉

Mas achei os personagens superficiais, tramas em excesso, personagens secundários em excesso, suspeitos em excesso – deixando um ponto de interrogação ao terminar.

Adoro algumas capas do Raul Fernandes, mas essas dos livros do Harlan não se encaixam nas histórias. :/

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De Novo? A escolha da tradução :/

 

O Livro de Graham Greene com 158 páginas deveria obedecer o título original e se chamar “O Capitão e o Inimigo”. Me recuso a entender a escolha do título em português. É exatamente para não ser encontrado pelo inimigos que o Capitão muda de nome, mas qual ele está usando não é importante, já que na história, ele é apenas “o Capitão”. Principalmente para o narrador, que agora que é jornalista adulto, quer escrever a história desse personagem misterioso que conheceu quando criança. Mas se tem algum mistério no livro, ele não é desvendado para o narrador.

Difícil achar uma resenha para esse livro: “Liza é um ersonagem épico” (?) “…a parte do Panamá…tramas de espionagem de forma sutil” (?) “…grande clássico de caráter universal primordial para a educação. Possui texto de fácil entendimento que estimula o leitor a pensar e refletir sobre o tema proposto.” (?) 

O livro é contado pelo personagem Jim/Victor – todo mundo tem mais de um nome no livro – desde a visita do Capitão na sua escola, lugar que odeia porque sofre bullying, e o leva embora, pra morar com uma mulher chamada Liza – pessoa com sérios disturbios, causados por um aborto mal-sucedido. Seu verdadeiro pai e sua tia, vão visitá-lo, mas o deixam morar lá mesmo. E ele e Liza tem uma boa convivência até ele se tornar rapaz, arrumar um estágio num jornal e sair de casa. Essa casa é um porão de um prédio prestes a ser demolido. O Capitão tem uma paixão platônica por Liza, e em suas viagens/fugas, ele lhe envia cartas apaixonadas. Depois da morte de Liza, Juim vai atrás do Capitão no Panamá, para descobrir quem ele realmente é. Mas ele também morre e nós os leitores nos sentimos traídos…

Mudando o Final ;)

 

O livro perdas e Danos da autora Josephine Hart com 207 páginas é uma história de como a idade não traz sabedoria: os homens ficam mais bobos conforme o tempo passa. Um homem com uma família bem estruturada, mas sem nenhuma paixão por ela, depois de certa idade, resolve procurar uma paixão nos braços de uma jornalista jovem, bonita e rica, mas com desvio de personalidade. E pra piorar, essa moça é noiva de seu filho. A história instiga o leitor a tentar descobrir como vai terminar essa tragédia; não da forma simples e comum como vemos nos noticiários.

Mas termina exatamente assim: o filho vê os dois juntos e morre. =/

Eu mudaria o final: Ele descobre que ela provocou várias tragédias antes, com seu padrasto, seu irmão, um primo, com o primeiro marido e resolve desmascará-la para salvar seu filho! =D

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Também tem um filme de 1992 com Jeremy Irons – bom ator e Juliete Binoche – ótima atriz.

Tudo vai acabar bem…

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Mais um livro sobre crianças especiais e contado pelo próprio personagem que sofre de TOC. O livro O Herói Improvável da Sala 13B da autora canadense Teresa Toten, com 316 páginas, conta a história de um adolescente que desenvolveu o transtorno após o divórcio dos pais, causado pelo transtorno de sua mãe, uma acumuladora. A história se passa dentro das reuniões do Grupo de apoio ao qual vários adolescentes participam. A história nos deixa conhecer cada um e um pouco do motivo de estarem ali. Mostra como a religião é uma válvula de escape para os problemas humanos. Mostra que o amor não fica de fora dos corações problemáticos. ❤  Só não tem final feliz. :/

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Perturbador…

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Adorei a cor do livro. A história te leva a pensar coisas dos personagens e depois mudar de opinião. Esse amarelo te enlouquece, porque tudo fica meio amarelado com o tempo….

Mas vamos à história: uma mulher vive numa época em que a esposa não tinha voz ativa, apenas obedecia ao marido. Este texto foi escrito em 1892, época em que algumas mulheres começavam a lutar por direitos que não existiam. Então o médico, também seu marido, diz que a trouxe para uma casa afastada para repousar a mente cansada. Mas ela só quer escrever – e faz isso escondido. O marido se une ao irmão da mulher, também médico, que apóia essa idéia de mantê-la…trancada neste quarto com a parede coberta por um papel com grafismos que dão a ilusão de ótica de movimento.

Como leitora, não sei exatamente o que se passou na história, o que deixa uma sensação perturbadora de realidade – pode acontecer com qualquer um.

O livro da autora Charlotte Perkins Gilman, com 109 páginas, tem uma apresentação de Marcia Tiburi – de quem não li nem um livro, e posfácio e notas de Elaine Hedges.os do

Trechos do livro: “…Um desses padrões irregulares…que cometem todo tipo de pecado artístico…quando seguimos por um tempo suas curvas…elas de súbito cometem suicídio – afundam-se em ângulos deploráveis, aniquilam-se em contradições inconcebíveis.”

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…nas montanhas do Tibet…

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A moral da história: nem sempre ser inteligente te faz rico. O livro de 1998  Papoulas Vermelhas do autor Alai, com  435 páginas, é escrito com uma ironia sutil, muito delicioso de ler. Conta a história de um garoto que pode vir a ser o chefe de uma cidade no lugar de seu pai, mas seu irmão que é um guerreiro quer ser o chefe. O chefe pensa que seu filho é um idiota porque ele foi “concebido” durante uma bebedeira. Mas ele se mostra inteligente e enriquece a familia, causando ciúmes em seu irmão. O personagem também é o narrador dessa história, conversando com o leitor:” Vamos deixar isso de lado e dar uma olhada na cama do chefe, que era na realidade um gigantesco….” “Agora deixe-me pensar, o que mais aconteceu naquele dia?”

Trechos do livro: “Eu temia acordar de um sonho em que eu tivesse a impressão de estar caindo, mas estar realmente caindo. Se uma pessoa deve ter medo para se sentir realmente viva, então é isso que eu temia.”

“Os escravos domésticos eram a ralé, que podia ser comprada, vendida ou utilizada à vontade. Não é difícil transformar gente livre em escrava; basta estabelecer uma regra que vise às fraquezas humanas mais comuns. É mais infalível do que um caçador experiente saltando uma armadilha.”