A idade errada :/

O livro Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls) do autor Patrick Ness é baseado em uma história inacabada da autora Siobhan Dowd. Conta em 157 páginas a história de um adolescente de 14 anos. Ele têm os pais separados, a mãe doente e uma avó moderna. Ele têm inimigos na escola, um outro adolescente que bate nele, e ele nunca reage. E uma árvore na estrada do cemitério e da igreja se transforma num monstro pra mostrar algumas histórias que se repetem. Ele conta três histórias que se parecem com a vida do rapazinho e ele terá que contar a quarta história pro “Teixo” uma árvore venenosa. Essa história é sobre seu maior medo.

⚠️Spoiler Alert!

O filme segue a mesma premissa do livro, mas mostra um menino menor, mais compatível com a ingenuidade do personagem frente à doença da mãe. O filme é mais forte visualmente pir mostrar várias vezes o sonho do menino em que ele deixa a mãe cair no despenhadeiro!! É de partir o coração!!

Tanto o livro quanto o filme são dramáticos e não tem final feliz.

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Projeto Leitura Compartilhada #2

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Nosso segundo Projeto de Leitura Compartilhada, com início em 01/07/2019 e finalizando em 31/07/2019 com a leitura de Judas O Obscuro do autor inglês Thomas Hardy. A minha edição em inglês é da Penguin Popular Classics em paperback com 490 páginas. A edição contém uma mapa que mostra a localização das cidades da história e um prefácio escrito pelo autor para a primeira edição em 1896.

Este é o nosso cronograma:

Projeto Leitura Compartilhada

Post #8 – Última Parte

Post #7 – Áudiobook

Post #6 – Parte 4

Post #5 – Leitura Terceira parte

Post #4 – Textos de Apoio 1

Post #3 – Segunda Parte

Post #2 – As Primeiras 100 páginas

Post #1 – Apresentação do Projeto.

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PROJETO I – JANEIRO 2016

“A tudo que é mortal – à morte, que tudo iguala e pacifica – ao mar onde se perdem os rios inumeráveis da vida, ofereço a minha obra e a mim mesmo.” Romain Rolland

Meu primeiro desafio para 2016 será ler essa “trilogia” que contém os sete livros que compõem a história de JEAN-CHRISTOPHE, um músico do século 19, meio biografia-ficção, foi lançado primeiro em um jornal de Paris, de 1904 a 1912. Escrito por Romain Rolland– que também escreveu biografias de Tolstói, Michelangelo, Gandhi e Bethoven- este livro ganhou o Grande Prêmio de Literatura da Academia Francesa em 1913 e em 1916 foi laureado com o Prêmio Nobel.

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A minha edição são esses três volumes, com capas lindíssimas. A primeira capa e a segunda são de Claude Monet, a terceira é de Paul Gauguin, da Editora Globo.

O que é uma leitura compartilhada? Me lembro que na época da escola, eu tive ótimas professoras de Língua Portuguesa e Literatura. A turma era dividida em cinco ou seis grupos e cada grupo devia ler um livro indicado e fazer uma análise do mesmo: o que gostei? o que não gostei? qual o problema apresentado? qual a solução dada? quais as palavras difíceis? qual os personagens principais e secundários? quais suas características físicas e psicológicas? Então nós apresentávamos lá na frente – com muita timidez normal nessa idade (10-12 anos), compartilhando a nossa impressão a respeito do livro e da história. Eu, como nerd total, lia o livro do meu grupo e todos os outros. Essa é a idéia principal: você não tem tempo de ler todos os livros bons que existem, então leia o máximo que puder e os outros….você conhece através dos compartilhamentos de jornais, revistas, web, sites, vlogs e conversa entre amigos. É assim que deve ser. 😀

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A Planilha de previsão de leitura, postada lá em cima, está disponível pra download aqui no blog, na página Projetos. você pode utilizar pra suas próprias leituras e idéias. A minha proposta é criar um post por semana, contando sobre a quantas anda a história, citar os melhores trechos e se você não gosta de spoiler, sinto muito, mas não sei definir exatamente o limite que te faz perder a curiosidade por uma boa história. Romeu e Julieta e Dom Casmurro estão aí pra provar que uma boa história vai ser sempre lida, refilmada, recontada, mesmo que todo mundo saiba como termina. =)

Post #1.

Post #2.

Post #3.

Post #4

Post #5

Post #6

Post #7

Post #8

Post #9

Post Final

Os homens são maus :/

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O livro Te Tratarei como Uma Rainha da autora espanhola Rosa Montero conta em 192 páginas a história de Bela, que trabalha num bar onde além de limpar e servir os drinks, também toca piano e canta boleros. Não realizou seus sonhos de vida – ser famosa, nem seus sonhos de amor – se casar com o namorado de quando era adolescente. Antônio ainda está solteirão, baixinho e com um sorriso bonito, seu hobby é se envolver com mulheres casadas infelizes no casamento. Seu intuito é mostrar (e ouvir) que ele é um perfeito cavalheiro. Mas quando elas querem uma vida com ele, ele some, deixando as mulheres sofrer por amor. Ele tem uma irmã Tônia que está virgem e solteirona. Ela deixou a mãe no interior e veio morar na cidade perto do irmão que é dono de uma perfumaria. Ele a odeia porque é gorda. Ela se envolve com o vizinho adolescente, que é convocado pelo exército e vai embora. Um outro personagem é Pouco. Mora no escritório do bar onde Bela trabalha. Misterioso, renova as esperanças dela quando a convida a ir para Cuba onde conhece o dono do famoso bar Tropicana. Mostra uma carta-convite. Mas quer levar Vanessa, uma garota linda que frequenta o bar para arranjar clientes. Mas ela odeia Pouco porque é velho, pobre e feio. Ela se envolve com Antonio que é o ex de Bela. Está formado um círculo com todos os personagens que não são o que aparentam.

⚠️Spoiler!

Problemas: Me incomoda quando a sinopse mente. A pessoa que escreve a orelha devia ler a história toda e não somente o 1° capítulo para passar a idéia do livro. Ele ( a pessoa que escreveu) diz que Damian é irmão da Antonia: eles são amantes e ele não é charmoso: é adolescente e estrábico. Não há assassinato nenhum e saberia se tivesse lido a história toda. Na última capa diz que a irmã é caridosa: ela não faz nenhuma caridade o livro inteiro!! A editora Nova Fronteira nem se deu ao cuidado de escolher entre tanta gente boa na internet que teria escrito a orelha de graça.

Trechos do Livro: “…seu homem poderia esperá-la na saída do trabalho e defendê-la dos perigos da rua, mas quem a defenderia, depois, do seu homem?” “O tempo dela também tinha se acabado…Mas há anos que não tinha lembranças, há anos que todos os dias eram o mesmo dia… Há anos que tinha deixado de esperar que algo acontecesse.” “…sabia que o amor só podia existir assim, envolvido em sua própria mentira, isolado da realidade e do contexto, uma espiral de sonho com final previamente estabelecido.”

Quando o Título Mente #2 🤨

⚠️Spoiler!

O livro A Lenda da Pedra Falante da autora Jocelyn Kelley conta em 255 páginas a história de uma moça ruiva, órfã, criada em um convento que treina as moças para se defenderem com o uso de varas. Elspeth, sendo uma das melhores, é escolhida pela rainha da Normandia pra encontrar “a pedra falante” que segundo a lenda pode matar o rei seu marido. Ela então vai tentar encontrar a “pedra” e destruí-la. Ela encontra um grupo de galeses que lhe convidam para ir com eles. E, de aventura em aventura, ela cumpre sua missão.

PROBLEMAS: No começo a autora dá a entender que “a pedra falante” pode ser qualquer coisa. Então vamos ficar atentos pra ver se é alguém! NÃO! A pedra é só uma pedra comum, que não fala, não acontece nada com ela. Seria melhor não traduzir o título original: One Knight Stands. 😐

A autora também não decidiu qual ponto de vista usar, então usou um narrador onisciente em primeira pessoa. Confuso? Você está lendo o que a personagem está pensando e de repente uma frase, que você têm que presumir quem está falando. Depois de umas páginas esse recurso fica normal.

É uma história bobinha para crianças. Mas NÃO pode ser, por causa das cenas tórridas entre a freira e um desconhecido.

Outro problema são os capítulos em forma de círculo: começa sempre com os dois em tensão erótica, uma luta ou problema, e os dois separados. Todos exatamente assim: ele gosta dela, mas não pode. Ela gosta dele, mas têm que cumprir a missão. Longe dele ela luta com homens e ganha, perto dele ela grita por socorro. Você começa o livro pensando em “empoderamento feminino” e termina o livro querendo bater na personagem principal. 😬

Trechos do livro:“Em tempos de periculosidade, quando aliados se transformavam da noite para o dia em inimigos, era quando uma mulher de sabedoria precisava estar mais preparada para enfrentar batalhas.” ” Porque você brinca tanto com o perigo…quando é dona de uma inteligência rara e de conhecimentos incomuns?” “Sabia que não poderia durar. Que em breve teria de lhe dizer adeus e seguir sozinha pelo nevoeiro…enquanto pudesse, ela permaneceria a seu lado, sem exigências.”

Do ofício de escrever

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Cartas a um Jovem… é uma série de livros baseada na experiência do autor. Neste caso, a literatura. Nesse livro de 181 páginas, o escritor Mario Vargas Llosa escreve através de cartas a um jovem escritor, sobre as várias formas de contar uma história. Ele faz citações incríveis de vários outros escritores famosos. “…uma vez instalada em um organismo, a solitária se funde a ele, alimenta-se dele, cresce e se fortalece às suas expensas, e é dificílimo arrancá-la deste corpo em que ela se desenvolve e impera.”

O autor não acha que essas suas correspondências não são geniais: “…recomendo a leitura da volumosa correspondência de Flaubert, sobretudo as cartas escritas à sua amante, Louise Colet, entre 1850 e 1854, período em que escreveu Madame Bovary, sua primeira obra-prima.”

O autor consegue dar exemplos (spoiler) de cada  capítulo. Tem alguns paradoxos, mas é uma ajuda a mais para entender a parte teórica.