Quem ainda escreve cartas?

O nome original é The Cry of the Sloth – O Grito da Preguiça. Com 223 páginas esse é um livro com um humor especial. Em Cartas de um Escritor Solitário, o autor Sam Savage, doutor em Filosofia, fez um romance divertido, escrevendo cartas que mostram o retrato literário da vida de um “escritor” muito dramático com o fim do casamento e muito bem-humorado em cobrar o aluguel de seus inquilinos ou negociar com o banco através de cartas. Trecho do livro: “Depois de percorrer uma frase interminável, sem verbo ou sujeito à vista no horizonte, e chegar por fim à relativa segurança de um ponto final,a gente sente que simplesmente não vai ter pique para encarar a próxima frase…”

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Finalizando Leitura…

O artigo ” As meninas más na literatura de Margaret Atwood e Lucía Etxebarría” de Lelia almeida, trás um texto interessante sobre livros que colocam as mulheres como personagens fortes, não se deixam ser vítimas dos homens. Na contracapa deste livro A noiva Ladra de Margaret Atwood, com 478 páginas, a autora diz que se inspirou num texto chamado o noivo ladrão para inverter a história e colocar a mocinha como vilã. Não vi a vilã aparecer no livro pra mim. :/   A história é contada do ponto de vista das três vítimas dessa “noiva ladra”. Você não fica conhecendo, nem tem idéia do que realmente é a personagem, vamos dizer, principal, já que as três vítimas contam cada uma a história diferente e são todas sem graça, sem sal, não dá pra se identificar com ninguém. Parece um ensaio sobre a loucura. 

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Também foi lançado um filme em 2007..

THANKS, YA! =)

O que é Utopia? conforme o Dicionário Essencial da Língua Portuguesa, 1. Qualquer lugar visto como de perfeição ideal. 2. Qualquer aspiração, idéia ou projeto fantástico  e impossível de realizar.

A série de livros do autor Scott Westerfeld é conhecida como distopia. Seria o inverso de Utopia? Não achei. 😀

Li apenas os dois primeiros. Após um livro tão dramático, resolvi ler algo leve, thanks YA! Acho que os Young Adults existem pra isso: leitura fácil e rápida. O primeiro livro Feios, com 348 páginas, conta a história de pessoas que moram em uma vila de feios e que querem viver numa cidade onde moram os Perfeitos, que acontece aos 16 anos. Isso é utopia numero 1. Alguns personagens não querem obedecer, querem criar uma nova vila: nem entre os feios, nem entre os perfeitos. Claro que terão várias idéias e projetos para burlar o sistema. Isto é utopia número 2. O livro é uma aventura, com máquinas futuristas e muita diversão radical entre os adolescentes dois dois lados.

E aí vamos esticar a história que não precisava disso, e o livro Perfeitos com 308 páginas me deu muito mais do mesmo e aparece um romance meio superficial… acho que o autor deveria ter contado tudo em apenas um livro. :/

A tradução é horrível, a revisão deixa a desejar, e não acho recomendável pra adolescentes em formação. Eles não vão prestar atenção no lado político nem na “moral da história”, só vão desejar ser livres pra beber álcool e viver eternamente em festas sem a supervisão de adultos. :/

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La Pelle

Ler um drama, me coloca todos os sentidos no mesmo estado de espírito: triste. =/

O livro A Pele de Curzio Malaparte, de 1972, fala das agruras da Segunda Guerra. Com 369 ´páginas nesta edição “Os Imortais da Literatura Universal” da Abril cultural. Acho que esse livro roubou o trono do Perfume de Patrick Süskind como descrições mais nojentas e repugnantes da literatura.

O autor começa oferecendo uma homenagem aos companheiros de armas “mortos inutilmente pela liberdade…”

Ele descreve a peste que assolou a Italia durante à guerra, ele descreve às injúrias sofridas pelos italianos, ele descreve o fim da guerra onde não há comemoração porque o vulcão Vesúvio faz vítimas por toda à parte. Só drama. O único humor é o do narrador em primeira pessoa – com o mesmo nome do autor, em que não pensei em pesquisar para certificar o fato – mas é um humor negro, mórbido, onde os italianos têm que se curvar aos “salvadores americanos”.

Trechos do livro: “Há uma profunda diferença entre a luta para não morrer e a luta para viver….lutar para viver é uma coisa humilhante….só para salvar a própria pele…” “O patriotismo do povo italiano está todo lá, no púbis. A honra, a moral, a religião católica, o culto da família, tudo está lá, entre as pernas.” “Todos sabem que raça de egoístas são os mortos. Só eles existem no mundo, os outros não contam. São invejosos….Desejariam que todos…fôssem como eles, cheios de vermes e de órbitas vazias…”

Outros trechos muito bons para serem lidos neste mês do horror. Quer resenha? Clique aqui.

xeque-mate! =)

 

Gosta de xadrez? Eu também. (não jogo nada!) Mas leio livros e vejo filmes sobre o tema. A Máquina de Xadrez de Robert Löhr, com 403 páginas, conta pouco sobre o jogo e muito mais sobre as intrigas palacianas e como contar histórias já existentes. Este livro cuja capa é muito bonita (O Turco), conta a verdadeira história da máquina de jogar xadrez e é indicado pelo autor para que se conheça de onde ele tirou sua história.

Bem…aonde fica o plágio? Claro que em lugar nenhum. O autor é jornalista e usou personagens reais e fictícios para contar sua história de mistério que se passa no Séc. XVII. As primeiras cem páginas conta a história real muito famosa da invenção da máquina que joga xadrez e do mistério por trás da máquina. O autor aproveita pra apresentar os seus personagens e modificar um pouco a história. A partir daí tem mistério, ação, paixão e um final jornalístico dando conta do que pode ter acontecido com cada um. ” Fulano morre, beltrano se muda e ponto final”. =/

Não gostei do blurb na contra capa comparando o livro com Zafon e Patrick Süskind.  Quem viu isso no texto?

Mas é divertido. Quer resenha? Clique aqui.

Autores Nacionais, sejam bem-vindos! =)

Adoro literatura nacional clássica, contemporânea e quadrinhos! Como não apoiar a Editora Draco? Afinal….eu também gosto de escrever.A Editora Draco publica somente livros nacionais, apoiando os novos autores. Isso é muito importante para os professores adotarem esses livros como base de estudo: redação, interpretação de texto. É muito mais fácil o aluno se identificar com um autor contemporâneo, já que a linguagem dos livros clássicos é muito distante da realidade.

Além da Editora Draco publicar livros de diversos gêneros – da fantasia ao chick-lit, da ficção científica ao romance –, antologias de contos e quadrinhos, tudo exclusivamente nacional. Nós professores – e blogueiros – podemos dar o primeiro passo para que os jovens leitores conheçam e amem a nossa literatura contemporânea e apoiem de coração os autores brasileiros. =)

Para quem como eu começou a ler na infância com toda a Coleção Vaga-Lume, ver os livros da Editora Draco me deixou com saudade! ❤

  

Ser Voluntário fazendo o que gosta

Estou pensando em fazer mais programas sociais….com instituições de amparo. Li a história de Fernando Flores de Deus na revista Ponto de Encontro e fiquei com vontade.

Fernando é Técnico em segurança do Trabalho e mudou-se para Campinas, mas quando morou em Curitiba há quatro anos, conheceu o Asilo São Vicente e ía lá três vezes por semana para ler para os velhinhos, que em sua maioria gostavam de mitologia ou romance. “Para agradá-los, eu sempre procurava contos envolvendo ambos os assuntos. Ficávamos em um jardim da própria instituição. Eu me sentava e perguntava o nome de todos eles. Depois me apresentava como Hermes, o Mensageiro.”  ( 😀 ) conta Fernando.

Acho que posso colaborar um pouco. Mais um projeto indo para o papel…

Mas vou me esforçar. 😉