Livros grandes, uma paixão…. <3

Tag dos Calhamaços

Sou apaixonada por ler livros grandes. Sei que não haverá decepção no final. Sei que vai valer a pena. Como sei disso? Porque o autor tem bastante espaço pra desenvolver intrigas, romances, aventuras, dramas, comédias, de tudo um pouco pra deixar todo leitor satisfeito. E, se nas primeiras cem páginas ele não conseguir, ainda tem mais “dois livros completos” pra ele tentar te convencer de que, afinal de contas, a história era boa.

É claro que os pockets tem seu charme. Não sei como ler na rua um livro grande! 🙂 Alguns livros foram feitos para serem lidos em casa, no conforto do sofá, com uma xícara de chá do lado….

Esses livros grandes são chamados de “calhamaços”, na Tag da Denise Mercedes. Apesar de se tratar de números específicos de páginas….não sei. Tenho livro de 300 páginas, com o texto socado na página e em letra miúda, o que o torna muito maior do que outro com 500 páginas, uma boa margem, letras grandes e espaçadas. Então depende da edição, depende da gráfica, depende…..pois é, depende. Vou considerar então, livros com mais de 400 páginas e apenas os que estão na minha estante no momento. Já que costumo emprestar da Biblioteca e ler e-Books. Vamos lá? 😉

A Tag consiste em escolher livros com as seguintes características:

_Maior livro da sua estante que já leu: O Temos do Sábio, do Patrick Rothfuss com 880 páginas.

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_Maior livro da sua estante que não leu: Toda Mafalda, do Quino, com 420 páginas.

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_Calhamaço que tem medo de ler: Doutor Jivago, de Boris Pasternak, com 565 páginas. Nunca li os russos, parece ser diferente dos nossos costumes de leitura, não gosto de ler resenhas…então tenho medo de perder tempo com ele. Essa minha edição é de 1959.

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_Calhamaço que não sabe porque ainda não leu: História do Estado do Espírito Santo, de José Teixeira de Oliveira, com   670 páginas.  Ganhei esse livro do meu professor, adoro história, comecei e parei. :/

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_Livro grande com capa bonita: As Observações, de Jane Harris, com 459 páginas. Adoro essa dama antiga sentada, lendo, e esses textos quase apagados em escrita cursiva, e a caixa do título parece um monograma. E ainda tem manchas como de café derrubado… Fantástica!

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_Livro grande capa feia: O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, com 551 páginas. Não gosto do vermelho alaranjado com marron. Não gosto dos desenhos infantis como se uma criança tivesse desenhado a história da Alice. :/ Sei que faz parte de uma coleção e que em cada livro muda a cor. Não gosto.

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_Vergonha de ter abandonado: Mona Lisa de Donald Sasson. Tô roubando um pouco porque tem 396 páginas, mas as paginas com as pinturas não estão numeradas, nem contadas. Vergonha porque eu queria tanto ler esse livro e depois que ganhei, deixei pra lá.

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_Leu e não lembra ou quer reler: O Enigma do Oito, da Katherine Neville, com 635 páginas. Lembro que eu e um amigo lemos ao mesmo tempo e tivemos impressões tão diferentes, que eu fiquei de ler novamente, pra ver se eu achava aquilo que ele viu e eu não vi. Então o tempo passou e encontrei um no sebo e não reli ainda.

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_último que leu: O Mestre das Iluminuras, de Brenda Rickman Vantrease, com 422 páginas.

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_O último que abandonou: Judy Garland de David Shipman, com 582 páginas. Adoro biografias, adoro celebridades, mas não gostei das primeiras cinquenta páginas. :/

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_Calhamaço que leu muito rápido: A Hospedeira da Stephenie Meyer, com 557 páginas que eu li em dois dias.

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_Um que demorou muito pra ler: A Luneta Ambar, de Philip Pullman, com 572 páginas. Último livro da trilogia Fronteiras do Universo, adorei o primeiro, não consegui terminar o segundo e me forcei durante seis meses pra terminar o terceiro!! É muito da mesma coisa!

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_um que deixou saudades: O Nome da Rosa, do Umberto Eco, com 562 páginas. Li duas vezes antes de ver o filme, li mais umas duas novamente… ❤ E vou reler sempre que der saudade.

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_um que te fez chorar: A Chave do Portão, de Kate Hickman, com 418 páginas. Estava numa fase meio fragilizada, e a história de alguém que se perde de quem ama, me fez chorar. ;(

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_Próximos calhamaços: tenho vários em e-books, mas como vou contar só os da minha estante, o escolhido foi O Tempo entre Costuras de Maria Duenas, com 474 páginas.

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Editando (sorry) os outros calhamaços são: A Máquina de Xadrez, do Robert Löhr, com 403 páginas.

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O outro é: O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras, de Jean Giono, com 469 páginas.

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E finalmente: A Noiva Ladra de Margaret Atwood, com 478 páginas.

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Então, agora vamos ler. 😀

Que venham muitos mais livros!

Sobre Arte, Filosofia e Política

Livro teórico fácil de ler, talvez porque virei fã dessa autora. A Vontade Radical (edição de 1987) de Susan Sontag, reúne alguns de seus ensaios – eu diria suas idéias. Com o subtítulo “estilos”, acompanhamos toda a intelectualidade do estilo da Susan pra falar de erotismo, cinema literário e guerra do Vietnã. Achei que eu iria pular essa parte da guerra, mas é exatamente aí que me detive, sem conseguir parar de ler. A crítica social feita ao seu próprio país, me deixou sorrisos no rosto! 😀

A primeira parte do livro (a única que eu precisava ler) é sobre a arte. Alguns trechos: “Olhar para alguma coisa que está ‘vazia’ ainda é olhar, ainda é ver algo – quando nada, os fantasmas da sua própria expectativa.”  “…a linguagem é o mais impuro, contaminado e esgotado de todos os materiais de que se faz a arte.”

O segundo capítulo fala da literatura pornográfica. Trechos: “Ainda que o romance (citando História de O ) seja nitidamente obsceno pelos padrões usuais…a excitação não parece ser a única função das situações retratadas…somente uma noção empobrecida e mecanicista de sexo poderia levar alguém a pensar que ser estimulado sexualmente por um livro…é uma questão simples.” ” Se ainda é necessário levantar a questão de saber se a pornografia e a literatura são ou não antiéticas, se é totalmente necessário afirmar que as obras de pornografia podem pertencer à literatura…”

Nos capítulos sobre a arte do cinema, ela cita uma fala de Godard: “Mas, certamente, senhor Godard”, teria dito o exasperado Franju, “o senhor pelo menos reconhece a necessidade de ter um começo, um meio e um fim em seus filmes.” “Sem dúvida”, replicou Godard, “mas não necessariamente nessa ordem.” ❤

Marquei muitas partes deste livro, que nem poderia descrever todas! Mas me tornei fã da forma como ela não polemiza nenhum assunto, apenas impõe seu estilo em cada parte escrita. O último capítulo é um diário de viagem a Hanói, país bombardeado pelos Estados Unidos da América. Ela descreve um povo que não alterou sua consciência moral, apesar da destruição e dos “visitantes invasores”, que eram tão bem recebidos, apesar de serem “inimigos”.

Vale a pena a leitura! Resenha aqui.

Amor, Traição, Arte e Religião no Sec. XVI

O título deste post é um blurb que consta na capa do livro, portanto não é spoiler. 😉

O livro O Mestre das Iluminuras (The Illuminator) 2005, de Brenda Rickman Vantrease, conta em 422 páginas a história de um artista que desenha ilustrações para livros religiosos e passa por todas as situações do blurb: amor entre todos os casais que rodeiam a propriedade central da história,amor religioso de pessoas bondosas, amor ao dinheiro dos padres gananciosos, traição das pessoas que se amam e das que se odeiam, arte religiosa e arte profana e muitas citações,  Só acontece o inesperado nessa história! A nota da autora no final do livro diz que se baseou em personagens reais para envolvê-los em sua história. Ao começo de cada capítulo tem uma citação desses personagens reais, que são fictícios no livro.

A capa desta edição é muito linda! traz a figura central em verniz, rodeada de desenhos representando as iluminuras que o artista faz na história e tem uma paleta de cores muito usado por pintores do período em que se passa a história.

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ACHO QUE EU JÁ LI ESSA HISTÓRIA…. =/

Semana de suspenses, histórias contadas à beira da urgência. Estou nesse ritmo! 🙂

Os Crimes do Mosaico,  de Giulio Leoni, 379 páginas, é um suspense que se passa na renascença italiana. Com todos os clichês possíveis, o autor escreve o necessário sem se deter em detalhes. E usa um narrador semi-onisciente, que te faz saber o acontece em várias partes da história. Um crime, a igreja católica, vários suspeitos e um final em aberto. Bom não é um final esperado. Em várias partes, parecia que eu já havia lido aquela parte.

Trecho do livro: “… não resta dúvida que a presença dela acende o calor dos corpos masculinos e os predispõe para a cópula. E isso ocorre em virtude dos raios luminosos que, irradiando de seu corpo, penetram nas cavidades oculares…é uma virtude própria da natureza feminina. Qualquer fêmea bem-proporcionada que se ofereça ao olhar do macho provoca a mesma  resposta…”

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Sem spoilers, por favor! ;)

 

Só tinha lido um livro da autora Patricia Highsmith, O Talentoso Mister Hipley, de 1955, que rendeu um filme, ambos muito bons.  O livro “Ripley Debaixo D’água”, 302 páginas, de 1991, não está especificado como uma continuação da história do outro livro. Os personagens são os mesmos, mas a história toda tem seu próprio enredo, não sendo necessária a leitura do livro anterior. A autora gostou tanto do personagem que escreveu várias histórias para ele. Achei o primeiro livro mais instigante. Não porque já conhecia a história, mas porque neste livro, achei o personagem mais sofisticado e a o crime mais sutil, já que ele não precisa fazer nada para que o crime aconteça. Mas vale a pena a leitura. Quer resenha? Clique aqui.

Essa capa que eu tenho é horrível e não sei que criação foi essa. :/  Mas minha wish list começa com esse box lindo com todos os livros que a autora escreveu com o mesmo personagem. 😉

 escreveu

SERÁ UMA AUTOBIOGRAFIA?

Finalizado o livro Noites Italianas de Kate Holden, 256 páginas, onde na capa está escrito: baseado na história real da autora.

A própria autora descreve como “…uma obra da minha imaginação, e também a verdade.”

O índice catalográfico diz Biografia. A autora escreveu suas memórias num primeiro livro chamado Na Minha Pele. A orelha do livro diz que este é uma continuação do primeiro livro. Ao ler a história, fica claro que é ficção, que foi escrito em forma de romance. A vida da autora é um mix de modelo, prostituta, viciada e também formada em Estudos Clássicos e Literatura. Então este romance faz citações de grandes autores como Lord Byron, Goethe e outros.

Nesta parte da história de sua vida, ela está perdida literalmente. Não tem emprego, nem moradia, nem um relacionamento decente com amigas, amigos, família…seu dinheiro está acabando, viveu nas ruas, mas não tem malícia: acredita em todo mundo. E não tem um final: cada capítulo conta a parte romântica que cada personagem interpretou em sua vida. Ela escolheu seis personagens que decidiu que valia a pena descrever, sem começo, meio ou fim.

Apesar da maior parte do livro se passar durante os dias, olhando o mar da varanda da casa de um, lendo livros nas tardes frias da casa de outro, passeando pelas ruas de Roma e Nápoles para encontrar os lugares que lia nos livros…o título traduzido fala sobre Noites. O título original se chama The Romantic, e é explicado nas páginas iniciais: “Ela veio à Italia  em busca de três coisas: Roma, românticos e romance.”  Então, não entendi a escolha do título. Se bem que a tradução também deixa a desejar: algumas frases ficaram sem nexo. Mas a capa é linda. =)

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