A idade errada :/

O livro Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls) do autor Patrick Ness é baseado em uma história inacabada da autora Siobhan Dowd. Conta em 157 páginas a história de um adolescente de 14 anos. Ele têm os pais separados, a mãe doente e uma avó moderna. Ele têm inimigos na escola, um outro adolescente que bate nele, e ele nunca reage. E uma árvore na estrada do cemitério e da igreja se transforma num monstro pra mostrar algumas histórias que se repetem. Ele conta três histórias que se parecem com a vida do rapazinho e ele terá que contar a quarta história pro “Teixo” uma árvore venenosa. Essa história é sobre seu maior medo.

⚠️Spoiler Alert!

O filme segue a mesma premissa do livro, mas mostra um menino menor, mais compatível com a ingenuidade do personagem frente à doença da mãe. O filme é mais forte visualmente pir mostrar várias vezes o sonho do menino em que ele deixa a mãe cair no despenhadeiro!! É de partir o coração!!

Tanto o livro quanto o filme são dramáticos e não tem final feliz.

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O filme Judas O Obscuro

O filme Judas O Obscuro, baseado no livro do autor inglês Thomas Hardy, lançado em 1996 tem no elenco a famosa atriz Kate Wislet no papel da personagem Sue, prima de Jude. O filme começa seguindo o livro, e depois se distancia da história, tratando mais do envolvimento de Jude e Sue, sendo o próprio romance o “personagem” do filme.

⚠️Spoiler! No livro o envolvimento de Jude com Arabella demora a acontecer e nos primeiros minutos eles já estão juntos. A separação dele e a perda da casa e do dinheiro que juntou pra estudar é muito sofrida no livro. O filme só comenta uma foto dos dois que ela colocou pra vender. O encontro dele com Sue é mais bonito no filme porque a personagem é mais alegre que no livro, vivendo à frente de seu tempo. O livro tem uma narrativa antiga, o filme, moderna. No livro o Jude tem uma visão mais pessimista da vida. No filme ele chega até a ser arrogante e desleal. A cena da morte das crianças no livro é de partir o coração. No filme é estranho, porque as crianças parecem incomodar o tempo todo, diferente do livro.

É uma versão incompleta de todo o drama que Jude sofre. E o final do livro nem aparece no filme.

Eu não li Jane Austen

Quer dizer, não li Orgulho e Preconceito, que inspirou essa história:

O livro O Diário Secreto de Lizzie Bennet dos roteiristas Bernie Su e Kate Rorick, conta em 364 páginas a versão em livro da série de Tv de mesmo nome. Uma jovem na pós graduação resolve falar sobre as novas mídias sociais, então com a ajuda da amiga ela cria um canal no Youtube para fazer parte do seu projeto final do curso. Essas gravações são em sua casa onde mostra sua “versão dos fatos” sobre sua mãe controladora, seu pai super light, sua irmã criativa e outra irresponsável, seus amigos e conhecidos. As visualizações crescem muito rápido e sua professora pede pra conhecer pequenas empresas que fazem esse tipo de trabalho com mídias. Ela descobre que as pessoas não são exatamente o que ela pensa. O ser humano é complexo e não as idéias superficiais de uma estudante de mestrado. (WTF?)

O livro tem a capa em forma de diário, uma foto da atriz que faz a personagem principal na TV. A história é boa, mas com umas partes meio irreal: como uma moça já estudando mestrado em comunicação não presta atenção ao que está acontecendo à sua volta? Ela “define” cada pessoa e bota um rótulo. Simples assim. E depois ( muitas burradas depois) ela consegue enxergar o que cada um pode ser. Ou não. Não consegui assistir nem dois episódios da série: achei muito ruim.

Trechos do Livro: “O projeto é registrar minha vida em casa em novas mídias, e eu não vou conseguir fazer isso direito se…Além do mais, só vai durar algumas semanas.” “…toda vez que alguém faz contato comigo online e diz que gosta dos meus vídeos…eu meio acho que estou conseguindo.” “Foi pra isso que inventaram o Facebook: para manter a uma distância segura pessoas das quais você não quer se lembrar.” “Mas, quem sabe, talvez eu esteja errada- eu errei em relação a muitas pessoas ultimamente.”

Romance com sabor

O livro Como Água Para Chocolate da autora Laura Esquivel, conta em 205  páginas a história de Tita que foi criada na cozinha e por isso aprendeu a cozinhar com emoção. Todo alimento cozinhado com lágrimas, fazia com que todos chorassem. Ao cozinhar com amor, todos que se alimentaram se sentiram invadidos por ondas de amor. Por ser a filha mais nova, Tita deve seguir a tradição da família e nunca se casar para cuidar da mãe. Ao se apaixonar, ela rejeita essa tradição, o que cria um atrito com a mãe. O rapaz aceita se casar com a irmã mais velha dizendo que é pra ficar perto dela. A história mostra o rapaz como um fraco, que aceita esse casamento sério, mas não quer que nenhum homem queira se casar com Tita, mesmo após a morte de sua mãe. Para acompanha as histórias, cada início de capítulo conta com uma receitas tradicional mexicana, uma para cada mês do ano. E a história contada em sequência de meses, chega em dezembro e diz que a irmã “…havia morrido há um ano.” O capítulo deveria se chamar DEZEMBRO DO ANO SEGUINTE.

Trechos do Livros: “…durante a infância Tita não diferençava bem as lágrimas do riso das do pranto. Para ela, rir era uma maneira de chorar. Da mesma forma confundia o gozo de viver com o de comer..” “…os odores (dos alimentos) tem a característica de reproduzir tempos passados junto com sons e odores nunca igualados no presente.” “…inventava uma nova receita com a intenção de recuperar a relação que entre ela e Pedro havia surgido através da comida. Desta época de sofrimento nasceram suas melhores receitas.” “A vida havia lhe ensinado que a coisa não era tão fácil, que são poucos os que se fazendo de espertos conseguem realizar seus desejos à custa do que quer que seja…”

O filme mexicano de mesmo nome foi lançado em 1992 e tem muito  em comum com o livro:

Protesto não é baderna ;)

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O livro The Hate you Give (O Ódio que Você Semeia) da autora americana Angie Tomas, conta em 376 páginas a história de uma família de uma comunidade negra que quer ser uma família que preza pelo bom nome. Então eles vão à igreja, os filhos estudam numa escola da classe média alta, longe da comunidade, não se envolvem com as coisas ruins que geralmente acontecem em comunidades carentes. Mas o chefe da família já foi preso por ter se envolvido com gangues e ter vendido drogas, por isso ele fica de olho nos filhos. O ponto de vista da história é de uma adolescente de dezesseis anos que estuda uma escola de brancos, tem amigos brancos e um namorado branco. Na escola ela não fala gíria, não senta de qualquer jeito, tem atitudes diferentes, sabe “se portar”. Já na comunidade joga basquete na quadra suja e quebrada, vai em festas onde tem drogas e bebidas para menores. Numa dessas festas sai um tiroteio e ela e um amigo que não vê há muito tempo, vão embora de carro. Então um policial pára o carro, e numa abordagem esse amigo leva um tiro e acaba morrendo. A menina fica chocada por ter uma arma apontada pra ela por um policial branco.

Daí em diante o livro conta a dúvida da família de colocar a garota como testemunha, as ameaças que a família sofre dos dois lados, tanto da polícia quanto dos bandidos do bairro que não gostam de “dedo-duro”. Da advogada ativista que recruta jovens pra uma passeata que acaba em confusão. E como diz o título, é errado pensar que mostrar sua revolta com ódio, faz com que as pessoas entendam seu ponto de vista. Compara as casas de Hogwarts com as gangues.

O título vem de uma música do rapper conhecido como Tupac Shakur que diz e é citada no livro: “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”. As letras de suas músicas falam sobre como é crescer no meio da violência e da miséria nos guetos, o racismo, os problemas da sociedade e os conflitos com os outros rappers. Uma de suas letras que mais gosto é “…I believe that everything that you do bad comes back to you. So everything that I do that’s bad, I’m going to suffer from it. But in my mind, I believe what I’m doing is right. So I feel like I’m going to heaven.”

PROBLEMAS X TRECHOS DO LIVRO: a tradução perde muito do original; se possível leia em inglês. Por ter apenas a visão da protagonista e saber que adolescente não consegue perceber a responsabilidade dos atos, as motivações do protesto começam com motivos como ficar sem aula, não ter provas, raiva, botar fogo em alguma coisa. A frase:”O maior problema é Chris ser branco.”, tem a melhor tirada da mãe da adolescente: “Ele poderia ter uma pele com bolinhas coloridas, desde que trate você bem e que não seja bandido.”

“As pessoas agem como se eu fosse a representante oficial da raça negra e me devessem uma explicação.” “…você, com uma chance de ajudar a mudar o que acontece no nosso bairro todo, mas fica calada.”_ pois é, o que ajyda a mudar coisas são as políticas públicas. Adolescentes só podem se fazer ouvir, principalmente nas urnas.

“Só odeio o fato de ele estar sendo chamado de bandido…e se todo mundo soubesse por que ele vendia drogas…”_ ter um motivo nobre não torna uma ilegalidade, legal.

“Mas vejo uma pessoa feliz de finalmente estar com dinheiro na mão, que se dane de onde veio.” _ ela não descreve isso de forma triste, mas como im apoio. ERRADO. Ele não era responsável por sustentar a família. E a loja da familia dela já tinha dado um emprego pra ele. Que ele não quis.

Afinal, ela não aprendeu com a canção do Tupac. Tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado.

O filme de mesmo nome foi lançado em 2018, tendo mostrado um lado mais ativista da comunidade.

Livro cercado de Polêmicas

 

 

O livro Battle Royale do autor japonês Koushun Takami conta em 663 páginas a história de uma turma de alunos adolescentes que são escolhidos para participar de um programa do governo que faz com que eles lutem por sobrevivência, mesmo que pra isso tenham que matar uns aos outros. A intenção é tornar a desconfiança uma unanimidade entre os jovens para que ninguém queira pensar em uma revolução.

42 meninos e meninas são deixados em uma ilha com uma coleira eletrônica no pescoço, recebem um kit sobrevivência e uma arma. E uma equipe do governo monitora os passos de cada um em uma área dessa ilha.

A ilha é dividida em quadrantes como uma Batalha Naval. E para tornar o jogo mais difícil, alguns quadrantes vão sendo proibidos conforme o tempo vai passando (mapa no livro).

A lista dos alunos é bem diversificada: tem a sem noção, tem a esportista, tem a vadia, tem a sem graça, tem o arrogante, tem o geek, tem o casal apaixonado.

É um livro que parece um vídeo-game ou um filme do Tarantino: muitas mortes, muita cena chocante, muita reviravolta. Mas na página 72 eu já havia escolhido os nomes dos finalistas e não errei. O livro é bom, mas os jogadores irrelevantes arrastam a história que poderia terminar em 300 páginas.

Polêmica #1 _ o autor e jornalista foi desclassificado da concorrência ao Prêmio Japan Grand Prix Horror Novel por conteúdo violento. Não escreveu nenhum outro romance.

Polêmica #2 _ Mesmo tendo inspirado a história de Jogos Vorazes, não houve nenhum processo sobre direitos autorais. A autora diz que não leu o livro nem viu o filme.

Polêmica #3 _ a história política foi baseada no comunismo chinês.

Trechos do livro:”…o rock fora banido do repertório dos concertos. Mesmi assim os membros do clube costumavam tocar rock pra passar o tempo.” “A coleira é estruturada para monitorar as pulsações do fluxo elétrico do coração de vocês, verificando se estão vivos ou mortos…ao mesmo tempo, ela nos informa a exata posição de cada um na ilha.” “O sistema não perdoava nem mesmo os inocentes. Por isso, todos continuavam intimidados pela sombra do governo, obedecendo totalmente às suas políticas, e viviam tendo como consolo somente as pequenas felicidades da vida diária.”

O filme baseado na história foi lançado em 2000:

Lendo em Inglês #5

O livro The Good Earth (A Boa Terra) é o meu favorito da autora Pearl S Buck. Já li a edição em português e agora li em inglês nivel intermediário publicado pela Heinemann. O livro ilustrado conta em 95 páginas a história de Wang Lung um fazendeiro filho de fazendeiro. Para eles, a terra é o maior tesouro que uma família pode possuir e ninguém pode tirar isso de você. Seu pai está velho e procura uma boa mulher pra casar com ele. Ela lhe dá filhos, cuida da terra, cuida da casa, cuida de seu velho pai. Ele enriquece com a ajuda dela. E quando ela envelhece, ele a troca por uma concubina jovem e bonita.

Esse livro conta a saga dessa família por três gerações de 1860 a 1930, os problemas, a guerra, as drogas, o poder do dinheiro.

Com um vocabulário controlado, dicionário de expressões no final, fica muito fácil acmpanhar a história. O filme é de 1937.