Confissões de uma Ladra

 

O livro Marnie do escritor inglês Winston Graham nos conta em 301 páginas a história de Margaret uma personagem que ama a liberdade e por isso não se envolve com homens. Não há referência a datas, mas o livro é de 1961 e conta a história nessa época. A personagem principal tem apenas vinte e três anos, cuida de longe da mãe doente, estudou contabilidade. Ela começa contando sobre os golpes que deu, como mudou de nome e aparência, quanto roubou e porquê. Após um deslize, um viúvo rico e apaixonado tenta fazê-la mudar de vida, casa-se com ela e ela passa a frequentar um psicólogo. Ela começa a descobrir porque vive assim, porque odeia os homens. E, como um círculo, o livro volta ao início. Isto é: um livro sem final. Mas vale a pena a leitura.

O livro deu origem ao filme Confissões de uma Ladra do diretor Hitchcock, que não é fiel ao texto, ele coloca o marido como o investigador da moça e também quem a ajuda psicologicamente a desvendar o mistério de suas neuroses. O diretor quis criar mais suspense do que o livro conta. Não vale a pena mesmo com a presença de Sean Connery no papel principal.

Trechos do livro : ” Muita gente pode achar que a vida é solitária quando não se tem companhia nenhuma, porém nunca me senti sozinha. Sempre tive muito em que pensar, e, de qualquer forma, não sou dessas que gostam de gente.” ” Apenas tínhamos idéias diferentes sobre como aproveitar a mocidade. Elas achavam bom passar o tempo com homens. ..dançar o swing nos dias de folga. ..e, talvez, fisgando um homem no final da história. ..depois ter filhos num hospital gratuito. …Acontece que eu nunca desejei uma coisa dessas.” “Eu estava encurralada – como um rato num porão. Era uma experiência inteiramente nova para mim, pois nunca me atrapalhara para arranjar uma resposta ou uma explicação ou um jeito de escapulir. Era a segunda vez, nessa noite, que ele se mostrava mais inteligente do que eu, e era uma coisa que eu detestava. ” ” Este homem punha o nome numa placa dourada e as pessoas lhe pagavam libras para ficar sentadas num sofá e falar. Era caso para se pensar. Talvez eu fosse uma honesta cidadã, com minha mania de roubar dinheiro das gavetas. “

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Games e anos 80

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O livro Jogador Nº1 do autor americano Ernest Cline, nesta edição que tem a capa do filme 😐 , conta em 460 páginas uma história que se passa no futuro onde a humanidade passa fome, não tem emprego e nada pra fazer (me parece o agora) e para “escapar da realidade” vivem em um mundo virtual produzido por uma empresa chamada Oasis (Paraíso). Existe uma empresa rival que quer dominar a internet chamada IOI (a criação dos zeros e uns já foi chamado de sinal da besta). O criador da empresa Oasis ao morrer sem herdeiros, quer deixar a empresa para um dos jogadores que mais conhecem sobre ele e seu gosto por cultura pop dos anos 80: jogos, músicas, filmes, livros. E para ganhar esse prêmio eles devem jogar um jogo específico onde um easter egg vai dar o prêmio a o primeiro que encontrá-lo. O personagem principal é um jovem que está terminando o colégio e passa horas dentro da plataforma jogando e só tem amigos virtuais. Ao entrar na competição e conseguir passar o primeiro portal, ele cria inimigos virtuais e tem que criar uma identidade falsa para fugir deles. Ele e seus amigos se unem para destruir o mal e bem vence novamente!

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O livro que é de 2015 gerou um filme esse ano, co-escrito pelo próprio autor. Não consegui ver o filme até o final. Acho que o livro é mais a demonstração de que o mundo virtual deixa as pessoas solitárias e vazias. O filme foca mais no jogo e na competição por dinheiro. Vale a pena a aventura.

Trechos do livro: “O processador era mais lento que um bicho-preguiça em comparação aos padrões atuais, mas atendia minhas necessidades. O laptop servia como minha biblioteca portátil para pesquisas, centro de jogos e home theater.” “…não demorei a descobrir que o OASIS era também a maior biblioteca pública do mundo, no qual até mesmo um menino sem nenhum centavo, como eu, tinha acesso a todos os livros. ..” “Quando evoluímos. ..nos espalhamos pelo planeta todo como um vírus incontrolável. ..depois de travarmos um monte de guerras por causa de outras terras, de recursos e de nossos deuses inventados, acabamos organizando nossas tribos em uma “civilização mundial”. “Diferentemente de seus colegas do mundo real, a maioria dos professores de escola pública do OASIS parecia gostar muito do que fazia, provavelmente porque não tinha de passar metade do tempo agindo como babás e disciplinadores.” “Você se surpreenderia com o tanto de pesquisa que se pode fazer quando não se tem vida. Doze horas por dia, sete dias por semana, é muito tempo de estudo.”

The Phantom

 

O livro The Phantom of the Opera do autor francês Gaston Leroux  recontada por Jennifer Basset é um dos livros da coleção Oxford Books Stage 1, que conta em 40 páginas a história de uma cantora de ópera  que se vê envolvida em um triângulo amoroso: de um lado um Visconde e de outro um fantasma que habita o teatro. O livro é escrito em linguagem simples facilitando a leitura em inglês para quem é iniciante. O texto já se transformou em filme e ópera em vários países.

 

 

Um final WTF? =D

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O livro Pines faz parte da The Wayward Pines Trilogy, do autor americano de sucesso Blake Crouch, se transformou em série da Fox. Ele é um autor consagrado com seus livros de suspense, e no prefácio ele conta que esse livro é inspirado na antiga série de TV Twin Peaks.

O livro conta a história de um nada inteligente agente especial do governo – aqueles homens de preto – que é enviado junto com outro agente para encontrar outros dois agentes desaparecidos. Então eles vão à essa cidade que dá nome à trilogia para descobrir o que aconteceu de fato com os dois desaparecidos. Ao chegar na entrada da cidade, eles sofrem um acidente de carro. Aí ele acorda no chão, no meio das árvores e desmemoriado. E então acontecem sequências de encontros, hospital, polícia, médico, tudo muito estranho e ele demora a perceber que tem algo errado acontecendo. A cidade é toda perfeita, as pessoas parecem saída de um filme dos anos 60, e o médico tenta fazê-lo crer que ele é que está com problemas. No momento em que prepara sua saída/fuga dessa cidade é que ele descobre que não há saída de Pines.

O livro também têm momentos em “outra dimensão” onde conta sobre como a mulher e o filho recebem a notícia do desaparecimento dele. Depois mostra a mulher e o filho nessa mesma “dimensão” que é a cidade de Pines.

Vejo um superhumanismo forçado nesse agente, que mesmo depois de drogado, sem se alimentar, ferido, infectado, cortado, quebrado, ainda consegue lutar, fugir, continuar. Quase parei a história. Mas o final justifica todas essas “falsas” derrapadas no texto. É só para tornar o enredo interessante, mas a explicação final justifica o que realmente aconteceu com ele.

Ainda não assisti a série de tv, dirigida pelo incrível M. Night Shyamalan.

Somos os Livros que Lemos.

O livro Fahrenheit 451 do autor americano Ray Bradbury mistura em 203 páginas ficção científica, suspense e distopia, numa história que se tornou clássica, foi lançada em 1953 (com o nome The Fire Man), se tornou filme em 1966. O protagonista Montag (nome de uma fábrica de papel) é um bombeiro sem memória que queima livros. A sociedade não quer nada que as faça chorar ou pensar. Então ninguém quer os livros. Os que resolvem ler, são presos e os livros encontrados são queimados. Ao conhecer a adolescente vizinha, que lhe conta coisas filosóficas sobre a vida, Montag começa a se incomodar de não ter memória. E começa a descobrir que as memórias estão nos livros que ele ajuda a queimar. Com a morte da menina ele se torna um rebelde e começa a esconder livros e conhece outros rebeldes. A cena final é um reality show mostrando a sua caçada em tempo real. Só assisti ao primeiro filme e a versão do diretor Michel Moore para o 11 de Setembro.

O que entendi diferente de outros: Montag é sem noção. O chefe dele Beatty (que pode significar iludir) foi a segunda pessoa a tentar trazê-lo pra realidade. Ele cita vários livros, mostrando que gosta de lê-los, ele o provoca para que ele saia da apatia, porque do mesmo modo que Faber (nome de um fabricante de lápis), não tem coragem de mudar de vida. E prefere morrer. E o Montag se torna um vilão, do mal e os rebeldes dizem que tudo que ele fez foi para um bem maior. Não concordo. Ele botou os pés pelas mãos quando se torna pior do que os inimigos. O próprio autor disse que os roteiristas de filmes e teatro mudam o final para um “final feliz”. A Dior lançou um perfume de mesmo nome. As pessoas têm uma versão boa para o fogo: ele limpa purifica, se torna cinzas de onde renasce a fênix, aquece.

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Trechos do livro: “Ele se viu nos olhos dela, suspenso em duas gotas cintilantes de água límpida, uma imagem escura e minúscula, em ínfimos detalhes…como se os olhos dela fossem dois pedaços miraculosos de âmbar violeta…” “Não estava feliz…Usava sua felicidade como uma máscara e a garota fugira com ela pelo gramado e não havia como ir bater à porta para pedi-la de volta.” “A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias e as línguas são abolidas, gramática e geografia pouco a pouco neglicenciadas, e , por fim quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda a parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?” ” Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados  de uma questão para resolver, dê-lhe apenas um.”

 

TO ALL THE BOYS I LOVED BEFORE BOOK TAG

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Mais uma Tag que tem o objetivo de dar dicas de livros! =)  Quem me marcou foi a Maria Lidia do Blog Caçadoras de Spoiler.

1. Lara Jean: um livro com protagonista “não padrão”

Triângulo amoroso da era vitoriana de partir o coração! ❤

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2. Margot: um livro em que acontece uma viagem

…outro casal de partir o coração…

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3. Katherine (Kitty): um livro infantil ou juvenil que te ensinou algo que você leva para a vida

Aprendi ajogar 😉

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4. Josh: um livro que está sempre por perto para você reler

O Conselheiro

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5. Peter: um livro que você pegou para ler porque achou a capa bonita/atraente e que acabou se apaixonando

Não consigo achar na web uma capa com as folhas em aquarela no fundo do livro Imperatriz.

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6. Lucas: seu livro LBGTQ+ favorito

Não li muitos. Acho que dois.

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7. John: um livro único ou final de uma série que você adoraria que tivesse uma continuação para saber como os personagens estão.

O final de série que estamos TODOS esperando, mas que não sai. :/

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8. Kenny: o seu primeiro amor literário

eu tinha seis anos rsrsr

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9. Chris: uma personagem que você gostaria de ser amiga na vida real

Anne…

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…passe a garrafa!

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Nesse livro delicioso do autor britânico de origem polonesa Joseph Conrad, participamos de uma conversa numa mesa de bar em que o protagonista nos conta suas aventuras marítimas quando era jovem com as ilustrações de Walter Ono: esse ilustrador realmente sabia da história! O narrador que está nessa mesa de bar com seus amigos, todos saudosos da juventude, conta como se tornou auxiliar de um capitão num navio que supostamente ia para Bankoc; navio em estado deplorável que a juventude dele romantizou e transformou a viagem cheia de perigo, acidentes, mortes, tempestades…em uma aventura para lembrar que na juventude tudo vale a pena. =)  Também tem um filme de 2005.

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