Clássicos ilustrados =D

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Não sei porque livros adultos não tem ilustrações!  Estou incluindo livros ilustrados nas minhas leituras. Tenho alguns desses clássicos com belas ilustrações. Este, em inglês, David Copperfield de Charles Dickens com 212 páginas é uma adaptação do texto original. Uma das poucas adaptações que me faz ter vontade de ler o texto inteiro!

Um romance de formação que conta a história de David quando criança até depois de seu segundo casamento.

😀

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Dicas de Leitura ;)

 

O blog e Vlog Livros e Café vai promover um tipo de leitura coletiva do livro Os Miseráveis do Victor Hugo. É um daqueles incentivos pra quem não consegue ler um livro de mais de 2000 páginas sozinho. Vai ter tarefas na página do face e tem uma planilha de distribuição da leitura, sendo cerca de 150 páginas por semana. A leitura vai de primeiro de janeiro à nove de abril de 2016. Vale a tentativa. =)

Pra se sentir empolgada com a leitura é só visualizar os meus vídeos favoritos sobre esse livro: eu vou ler uma edição resumida para crianças e vou acompanhar os vlogs. Não tenho o livro ainda….

Primeiríssimo lugar: Vevs Valadares.

Segundo: Tatiana Feltrin

E também sobre o projeto de leitura:

 

Dê uma olhada nesta ótima dica para 2016! Vários blogs vão participar.

 

 

 

 

Quem ainda escreve cartas?

O nome original é The Cry of the Sloth – O Grito da Preguiça. Com 223 páginas esse é um livro com um humor especial. Em Cartas de um Escritor Solitário, o autor Sam Savage, doutor em Filosofia, fez um romance divertido, escrevendo cartas que mostram o retrato literário da vida de um “escritor” muito dramático com o fim do casamento e muito bem-humorado em cobrar o aluguel de seus inquilinos ou negociar com o banco através de cartas. Trecho do livro: “Depois de percorrer uma frase interminável, sem verbo ou sujeito à vista no horizonte, e chegar por fim à relativa segurança de um ponto final,a gente sente que simplesmente não vai ter pique para encarar a próxima frase…”

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Finalizando Leitura…

O artigo ” As meninas más na literatura de Margaret Atwood e Lucía Etxebarría” de Lelia almeida, trás um texto interessante sobre livros que colocam as mulheres como personagens fortes, não se deixam ser vítimas dos homens. Na contracapa deste livro A noiva Ladra de Margaret Atwood, com 478 páginas, a autora diz que se inspirou num texto chamado o noivo ladrão para inverter a história e colocar a mocinha como vilã. Não vi a vilã aparecer no livro pra mim. :/   A história é contada do ponto de vista das três vítimas dessa “noiva ladra”. Você não fica conhecendo, nem tem idéia do que realmente é a personagem, vamos dizer, principal, já que as três vítimas contam cada uma a história diferente e são todas sem graça, sem sal, não dá pra se identificar com ninguém. Parece um ensaio sobre a loucura. 

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Também foi lançado um filme em 2007..

ENSAIOS E TEORIAS

Hoje vamos conversar sobre alguns ensaios de Francisco Moretti, tradução de Maria Beatriz de Medina. O livro é Signos e Estilos da Modernidade, um livro teórico, sobre formas literárias, com 367 páginas.

As obras literárias citadas no livro com mais freqüência são: Drácula de Bram Stocker, Frankestein de Mary Shelley, Ulisses de James Joyce e as tragédias de Shakespeare.

Em cada capítulo ele faz reflexões literárias tecendo algumas comparações das obras com o período em que foi escrita e o que acontecia socialmente.

ALGUNS TRECHOS DO LIVRO

No capítulo a Alma e a Harpia:

“É um baixo relevo de um antigo túmulo grego no Museu Britânico. Mostra uma harpia – a parte de cima do corpo é de mulher, a de baixo de ave de rapina – levando embora um pequeno corpo humano; segundo os especialistas, a alma do falecido. Embaixo a harpia firma a alma com força em suas garras, mas em cima seus braços gregos a seguram num abraço atento e carinhoso. A alma nada faz para escapar do apresamento da harpia. Parece calma, até relaxada. É provável que não goste de estar morta; se gostasse não haveria necessidade de harpias. Mas ao mesmo tempo, a alma deve saber que não há como fugir à força das garras. Por essa razão não baixa seu olhar, mas descansa a cabeça, confiante, nos braços da harpia. Exatamente porque não há como fugir, prefere iludir-se com a natureza afetuosa, quase maternal da criatura que a arrasta para longe em seu vôo.”

No capítulo O Grande Eclipse:

“Vivi terrivelmente mal, como alguns que vivem na corte, e as vezes, quando meu rosto era só sorriso, senti a confusão da consciência em meu peito. Em vetes alegres e honradas tal tortura tantas vezes mora: pensamos que o passarinho preso canta, quando na verdade chora”. (citando White Devil)

No capítulo A Dialética do Medo:

“Há um claro lamento pelas leis suntuárias feudais que, ao impor um tipo de roupa específico para cada camada social, permitiam que esta fosse reconhecida à distância e a prendiam fisicamente ao seu papel social. Agora que as roupas se tornaram mercadorias que qualquer um pode comprar, isso não é mais possível. Agora as diferenças de posição social têm de ser inscritas mais profundamente: na pele, nos olhos, na compleição física. O monstro nos faz perceber como é difícil para as classes dominantes rsignar-se  com a idéia de que todos os seres humanos são- ou deveriam ser- iguais.” (citando Frankenstein).

No capítulo Pistas:

“O autor está para o leitor como o criminoso para o detetive. Assim como o detetive reescreve a história produzida pelo criminoso, o leitor, suprido com todas as pistas necessárias, pode resolver o mistério e, deste modo, escrever sozinho a história que está lendo.” (citando Watson)

No capítulo Jardim de Infância:

(o efeito da literatura comovente)

“o que a que acontece quando alguém chora? O que acontece é que uma cortina cai entre nós e o mundo. Chorar nos permite não ver. É um modo de nos distrair da visão daquilo que nos incomodou, ou melhor, de faze-lo desaparecer. Chorar nunca coincide Simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável. Chorar nunca coincide simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável…uma reação mais infantil… mas realiza o equivalente  a  um gesto mágico que o faça ir embora.

No capítulo O Momento da verdade:

“um segundo inimigo intratável da tragédia moderna é o dinheiro. É claro que o dinheiro é a personificação primária da acomodação e da ambigüidade: produz doenças e os remédios para cura-las; passa dos cortiços às obras de arte, é resultado da exploração e pode ser usado para a caridade. Definitivamente não há pureza no dinheiro…”

Apesar de teórico, o livro é muito bom.

LEITURA PESADA!! =(

Finalizei rápido o livro Mentes Perigosas da autora  Ana Beatriz Barbosa Silva,

livro sobre direito criminal, que comenta sobre vários crimes que ficaram famosos na mídia,

focando o lado social da psicopatia dos personagens envolvidos.  :0

Me deu uma certa paranóia: você identifica várias ações de pessoas que você conhece

e até mesmo suas atitudes!! Será que….? Não.  É melhor nem pensar nisso!

Alguns trechos: “tem o mérito de tirar o psicopata do terreno do crime, onde o senso comum o confina, para

mostrar que a maioria deles não chega ao assassinato (?), ainda que todos vivam de matar: as

esperanças, a confiança que os outros depositam neles…. eles podem arruinar empresas e famílias,

provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E exatamente por isso, permanecem muito tempo

ou até a vida inteira sem serem descobertos… por serem charmosos, eloqüentes….”

Quer resenha? Leia aqui.

Correndo pra um livro mais leve!!!

LENDO UM CLÁSSICO!

Estava sentindo falta de ler um clássico, com suas palavras datadas e

com histórias simples e bem contadas!

Eugenie Grandet de Honore de Balzac é uma deliciosa história que suas 200 páginas

se esgotaram em 3 dias. A história da senhorita Grandet é um drama.

não sou fã de drama, mas essa partes tristes são adocicadas pela personagem que não conhece outra vida.

Vale a pena a leitura. Quer resenha? Leia aqui.