Prêmio Nobel

 

O romance A Pérola, do Prêmio Nobel John Steinbeck, nos conta em apenas 114 páginas uma parábola, portanto existe uma mensagem por trás das palavras. Um homem, um pobre pescador, tem seu único filho mordido por um escorpião na cabana onde moram e vai com sua mulher atrás do médico, que nunca vem “a essa vila pobre”. Na grande casa do médico na cidade, eles não são recebidos porque não têem como pagar a consulta. Então ele vai pro mar e lá encontra uma grande pérola. E pensa que todos os seus problemas estão resolvidos.

O autor consegue contar cada passo dos personagens, contar cada pensamento, mostra que não há outra saída para o personagem. Parece que a mensagem é “há uma sabedoria em se conformar com a vida que tem.” E se você deseja muito dinheiro para acabar com os problemas, novos problemas surgirão. É uma história de emoção, coragem, aventura e resignação. Ele usa a música como metáfora pra mostrar se as situações são boas ou más. Não gostei do final, mas acho que ele não poderia ter feito de outra forma. Steinbeck se torna meu novo favorito. =)

Trechos do livro: “A essência da pérola se misturou com a essência dos homens e então um curioso resíduo negro se precipitou…e a pérola…passou a fazer parte dos sonhos, das especulações, das tramas…” “Dizem que os homens nunca se contentam e…sempre pedem um pouco mais. Dizem ainda em justificação que essa é uma das melhores qualidades da espécie e que a tornou superior aos animais, que se contentam com o que têm.”

Dois filmes foram lançados à partir dessa história- um em 1947 no México, um na França em 2001. Também passou um filme americano na tv.

 

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TUDO MENOS LIVRO! =)

Essa Tag eu vi no canal do YouTube Sociedade dos Autores Vivos.

thunder

1) Fale sobre quais desenhos animados você gosta

Gostava mais quando era criança: Cavalo de Fogo, ThunderCats, Caverna do Dragão, Smurfs.

2)Qual sua música favorita no momento?

Meghan Trainor – Dear Future Husband

3) O que você faz por horas, que não é ler?

Arte com objetos descartados 😉

4) Diga uma coisa que você ama e seu seguidores irão se surpreender em saber

Assistir filmes alternativos ❤ e documentários sobre Arte

Le cinema

5)Qual é a coisa desnecessáriamente especifica que você gosta de aprender?

Artesanato, caligrafia, jardinagem, jogar games, fotografia, idiomas…

6)Qual é coisa diferente/bizarra que você sabe fazer?

Máscara de Carnaval de Papiè Machè =D

7)Conta uma coisa que você fez/criou no ano passado (se puder, mostre!)

Meu Livro 🙂

enigma

8)Qual é o seu mais recente projeto pessoal?

Participar do NanoWrimo para finalizar meu outro livro.

9)Diga algo que você pensa com frequência

Uma oração em árabe

bismillahirrahmanirrahim-arabic-i121

10)Conte uma coisa favorita sua, bem especifica.

Minhas “agendas” da adolescencia 😉

agendas

11)Por último, diga a primeira coisa que vem a sua mente!

LIVROS!!  =D e comida, hhhh

TAG NACIONAL!! =D

tag imagem

Esta Tag foi criado por mim, que amo livros nacionais e vejo poucas Tags indicando livros nacionais. Porque Tag serve pra isso: me dar dicas de livros! =)

Acima você pode ver de onde tirei minha inspiração! ♥♥♥

TAG BRASILEIRINHO

1-Livro Nacional de Aventura: – Toda a coleção Vaga-Lume, escolhendo Um Cadáver Ouve Rádio do Marcos Rey.

2-Livro Nacional de Poesia: Tesouro da Casa Velha, Cora Coralina

3-Livro Nacional que não conseguiu parar: O Manuscrito de Mediavilla, do Isaias Pessoti

4-Livro Nacional mais antigo na estante: Esaú e Jacó do Machado de Assis, numa edição de 1962.

5-Livro Naconal que parou de ler: Grandes Sertões. :/  Já comecei várias vezes.

6-Livro Nacional inesquecível:  Senhora, de José de Alencar. O empoderamento feminino, na sociedade patriarcal.

Fique à vontade para responder! =)

 

♪♪Livros e Música ♪♪

A visita cruel do tempo

O livro A Visita Cruel do Tempo da autora americana Jennifer Egan, com 333 páginas é um livro considerado “difícil” de ler. Lançado em 2010 e ganhador do Prêmio Pulitzer, o livro conta a passagem do tempo na vida de alguns personagens: desde a adolescência que gosta de música alternativa, drogas e sonham em ficar famosos. Para alguns o tempo foi generoso e a tão sonhada carreira bem-sucedida acontece, mas para outros, que preferiram seguir usando as drogas, o tempo só mostra o título do livro – a decadência. Cada capítulo é narrado de uma forma: às vezes em primeira pessoa, difícil de identificar no início e que passa a ser um personagem principal. E aí ele some do livro. Outros capítulos são narrados em terceira pessoa. E aí volta em primeira pessoa com um personagem novo, que você descobre ser alguém que apenas mudou de nome. E tem os capítulos narrados em forma de slides.

Todas as vidas são narradas de forma superficial, nada é aprofundado; não existe um começo, meio e fim de nenhuma vida. O tempo e a música, e a influência deles na vida das pessoas, parecem ser personagens também.

Mas a música sempre vale a pena. Ouvi várias músicas citadas no texto. =D Marquei cada página que descreve as idéias musicais. E me trouxe nostalgia.

Trecho do livro: “…era como tentar se lembrar de uma música que você sabia ter o poder de provocar determinada sensação, mas sem nenhum título, artista ou mesmo alguns compassos para traze-la de volta.”

Quer resenha? Clique Aqui.

 

Leitura Compartilhada #9

post

Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

musica

Leitura Compartilhada #7

Começando o terceiro volume. Olhando a Planilha, vejo que as férias e a maratona de Carnaval, fizeram um bem para as minhas leituras este ano! Estou conseguindo não só ler os volumes deste projeto, como incluir outras leituras, para não cair numa ressaca literária.

Neste livro I Em casa, do III volume de Jean-Christophe do autor Romain Rolland, JC resolve dividir um apartamento com seu melhor amigo Olivier. Mesmo tendo opiniões diferentes o poeta e o músico fazem essa amizade ficar mais forte. O francês Olivier dizia: “Na própria Literatura não viste senão o teatro de luxo…acreditas que um  trabalhador saiba sequer o que neles se passa? Como todos os estrangeiros, dás uma importância desmedida aos nossos romances…” JC respondia “A alegria de vocês é um engodo, um sonho de um fumador de ópio. Vocês se embriagam de liberdade e esquecem a vida.”

E finalmente o sucesso chega na vida de JC! Olivier consegue fazer com que um jornal fale dele e todos os repórters passam a querer falar com ele, e sua música passa a ser citada e tocada.

Falar de música… ♫♪

alta-fidelidade

Adoro ler ouvindo música e esse livro fala de música. 80% das músicas citadas, eu conheço =)  O livro é Alta Fidelidade, do Nick Hornby, com 260 páginas. Essa capa é muito sem graça, o personagem principal é um babaca, conhecido como “anti-herói”, dono de um “sebo” onde tenta vender os antigos discos de vinil e também fitas k-7. Coisa antiga. Ele e seus dois amigos gostam de listar as 5 melhores músicas de filme, os 5 melhores solos de música e por aí vai. Tem um romance/traição de fundo da história, que infelizmente passa a ser o foco principal.

Trechos do livro:”E se eu voltasse a dormir…por quarenta anos e acordasse sem dentes…num asilo de velhos , não teria com que me preocupar, porque o pior da vida, isto é, o restante dela, á teria acabado. E eu nem teria tido que me matar.” “Tenho a impressão de que se a gente coloca a música (e livros, provavelmente, e filmes e peças e qualquer coisa que faça você sentir) no centro da nossa existência, então não dá para organizar a vida amorosa…”

Quer resenha? Escolhi uma de alguém que adorou o livro: clique Aqui.

Também foi lançado um filme de mesmo nome em 2000, que eu não assisti, mas se tem o Jack Black, eu quero ver!  =D   Acho que minha lista iria deixar o Barry de cabelos em pé!

1-Still Loving You – Scorpion – 1984 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

2-Nothing Else Matter – Metallica – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

3- Piece of my Heart – Janis Joplin – 1968  ♫♪♫♪♫♪

4- November Rain – Guns &Roses – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

5- Imagine – na voz de Randy Cowford – 1986  ♫♪♫♪♫♪

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