TAG NACIONAL!! =D

tag imagem

Esta Tag foi criado por mim, que amo livros nacionais e vejo poucas Tags indicando livros nacionais. Porque Tag serve pra isso: me dar dicas de livros! =)

Acima você pode ver de onde tirei minha inspiração! ♥♥♥

TAG BRASILEIRINHO

1-Livro Nacional de Aventura: – Toda a coleção Vaga-Lume, escolhendo Um Cadáver Ouve Rádio do Marcos Rey.

2-Livro Nacional de Poesia: Tesouro da Casa Velha, Cora Coralina

3-Livro Nacional que não conseguiu parar: O Manuscrito de Mediavilla, do Isaias Pessoti

4-Livro Nacional mais antigo na estante: Esaú e Jacó do Machado de Assis, numa edição de 1962.

5-Livro Naconal que parou de ler: Grandes Sertões. :/  Já comecei várias vezes.

6-Livro Nacional inesquecível:  Senhora, de José de Alencar. O empoderamento feminino, na sociedade patriarcal.

Fique à vontade para responder! =)

 

♪♪Livros e Música ♪♪

A visita cruel do tempo

O livro A Visita Cruel do Tempo da autora americana Jennifer Egan, com 333 páginas é um livro considerado “difícil” de ler. Lançado em 2010 e ganhador do Prêmio Pulitzer, o livro conta a passagem do tempo na vida de alguns personagens: desde a adolescência que gosta de música alternativa, drogas e sonham em ficar famosos. Para alguns o tempo foi generoso e a tão sonhada carreira bem-sucedida acontece, mas para outros, que preferiram seguir usando as drogas, o tempo só mostra o título do livro – a decadência. Cada capítulo é narrado de uma forma: às vezes em primeira pessoa, difícil de identificar no início e que passa a ser um personagem principal. E aí ele some do livro. Outros capítulos são narrados em terceira pessoa. E aí volta em primeira pessoa com um personagem novo, que você descobre ser alguém que apenas mudou de nome. E tem os capítulos narrados em forma de slides.

Todas as vidas são narradas de forma superficial, nada é aprofundado; não existe um começo, meio e fim de nenhuma vida. O tempo e a música, e a influência deles na vida das pessoas, parecem ser personagens também.

Mas a música sempre vale a pena. Ouvi várias músicas citadas no texto. =D Marquei cada página que descreve as idéias musicais. E me trouxe nostalgia.

Trecho do livro: “…era como tentar se lembrar de uma música que você sabia ter o poder de provocar determinada sensação, mas sem nenhum título, artista ou mesmo alguns compassos para traze-la de volta.”

Quer resenha? Clique Aqui.

 

Leitura Compartilhada #9

post

Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

musica

Leitura Compartilhada #7

Começando o terceiro volume. Olhando a Planilha, vejo que as férias e a maratona de Carnaval, fizeram um bem para as minhas leituras este ano! Estou conseguindo não só ler os volumes deste projeto, como incluir outras leituras, para não cair numa ressaca literária.

Neste livro I Em casa, do III volume de Jean-Christophe do autor Romain Rolland, JC resolve dividir um apartamento com seu melhor amigo Olivier. Mesmo tendo opiniões diferentes o poeta e o músico fazem essa amizade ficar mais forte. O francês Olivier dizia: “Na própria Literatura não viste senão o teatro de luxo…acreditas que um  trabalhador saiba sequer o que neles se passa? Como todos os estrangeiros, dás uma importância desmedida aos nossos romances…” JC respondia “A alegria de vocês é um engodo, um sonho de um fumador de ópio. Vocês se embriagam de liberdade e esquecem a vida.”

E finalmente o sucesso chega na vida de JC! Olivier consegue fazer com que um jornal fale dele e todos os repórters passam a querer falar com ele, e sua música passa a ser citada e tocada.

Falar de música… ♫♪

alta-fidelidade

Adoro ler ouvindo música e esse livro fala de música. 80% das músicas citadas, eu conheço =)  O livro é Alta Fidelidade, do Nick Hornby, com 260 páginas. Essa capa é muito sem graça, o personagem principal é um babaca, conhecido como “anti-herói”, dono de um “sebo” onde tenta vender os antigos discos de vinil e também fitas k-7. Coisa antiga. Ele e seus dois amigos gostam de listar as 5 melhores músicas de filme, os 5 melhores solos de música e por aí vai. Tem um romance/traição de fundo da história, que infelizmente passa a ser o foco principal.

Trechos do livro:”E se eu voltasse a dormir…por quarenta anos e acordasse sem dentes…num asilo de velhos , não teria com que me preocupar, porque o pior da vida, isto é, o restante dela, á teria acabado. E eu nem teria tido que me matar.” “Tenho a impressão de que se a gente coloca a música (e livros, provavelmente, e filmes e peças e qualquer coisa que faça você sentir) no centro da nossa existência, então não dá para organizar a vida amorosa…”

Quer resenha? Escolhi uma de alguém que adorou o livro: clique Aqui.

Também foi lançado um filme de mesmo nome em 2000, que eu não assisti, mas se tem o Jack Black, eu quero ver!  =D   Acho que minha lista iria deixar o Barry de cabelos em pé!

1-Still Loving You – Scorpion – 1984 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

2-Nothing Else Matter – Metallica – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

3- Piece of my Heart – Janis Joplin – 1968  ♫♪♫♪♫♪

4- November Rain – Guns &Roses – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

5- Imagine – na voz de Randy Cowford – 1986  ♫♪♫♪♫♪

alta-fidelidade-filme1

Leitura compartilhada #3

FIM DO VOLUME I

diario1jean-christophe-volume-i-romain-rolland-8525041955_200x200-pu6e6af883_11

Ainda estamos no meio do mês e consegui finalizar o ótimo primeiro volume da série Jean-Christophe. Do autor Romain Rolland, as 384 páginas foram economizadas intercalando com livros menores e mais leves.

Nesta última parte chamada O adolescente fico sabendo da vida de JC dos 16 aos 19 anos. com toda a problemática da adolescência, em que um menino não se sente mais criança, mas não é tratado como adulto. Depois da morte de seu pai, JC se entrega ao trabalho como músico. Seus irmão saem de casa pra viver suas vidas. Ele fica tomando conta de sua mãe, que o ama mas não o compreende. “… ele nunca percebia tanto os defeitos das pessoas como quando as amava, porque desejava amá-las inteiramente, sem nenhuma restrição.” Ele se muda com a mãe para mais perto da cidade, num prédio de apartamentos. Não consegue se dar bem com o proprietário, que quer lhe empurrar a filha. Apaixona-se por uma das vizinhas, viúva bonita, e ela morre enquanto ele viaja. Ao voltar, seu mundo desaba novamente, por não ter concluído aquela paixão e sua única lembrança, é o toque de suas mãos. Resolve sair com seus amigos músicos e conhece uma dançarina. Acha-a vulgar, se sente constrangido de andar com ela, mas era sua maneira de novamente afrontar a sociedade, de agredir as pessoas. “…possuia sem sabê-lo, a estranha curiosidade do artista, essa impessoalidade apaixonada… ” e sua dançarina o trai. Ele se joga no álcool, mas seu tio favorita o salva de se tornar como o pai. Ele decide despertar para a vida e para a sua música.

Mesmo eu contando o que se passa na história, o livro é cheio de detalhes, de citações e de teorias compartilhadas, que vale a pena realmente ler a história completa. Próxima semana, segundo volume. =)

tumblr_inline_nu2wic1mbm1ttig92_500

 

Leitura Compartilhada #2

jean-christophe-volume-i-romain-rolland-8525041955_200x200-pu6e6af883_11 diario1

A segunda parte do fantástico livro Jean-Christophe, de Romain Rolland vai da página 134 à 239 e se chama A Manhã. O avô de JC vem a falecer por idade, e como suporte financeiro e psicológico de toda a família, as coisas começam a ficar mais difíceis. JC já é o primeiro violinista da orquestra e tudo o que ganha é pra ajudar a família. Também era contratado pra tocar o piano em grandes festas da monarquia e da sociedade. Não gostava, pois se sentia inferior :”Tudo o humilhava; sentia-se humilhado se não lhe falavam, humilhado se lhe falavam, humilhado se lhe davam bombom como a uma criança, humilhado, sobretudo, se o grão-duque…mandava-o embora, pondo-lhe nas mãos uma moeda de ouro.”

JC conhece Otto, por quem devota um amor enamorado. Eles passeiam juntos, trocam cartas apaixonadas, mas quando estavam juntos, sentiam-se perturbados quando uma mão roçava na outra e só se mostravam aquele lirismo dos apaixonados nas cartas. Os dois na mesma idade de treze anos, mas Otto era de família importante e se ressentia dos modos de JC. “Se sofres, onde encontrarei força para viver?…Ama-me! Tenho necessidade de que me queiram.Vem-me do teu amor uma chama que me restitui a vida…Abraço a tua alma.” Mas esse amor acabou nessa inocência das letras.

Por isso JC apaixonou-se por uma vizinha recém-chegada e novamente, de uma posição social acima da sua. Mina era sua aluna de piano e durante seus encontros, um sentimento tomou conta de JC e eles se beijaram no jardim. Mas sua adorada precisou viajar com a mãe e a ausência dela provocou uma depressão em JC: “…ausência. Tormento intolerável para todos os corações amantes.O mundo é vazio,a vida é vazia, tudo é vazio. Não se pode mais respirar, vive-se numa angustia mortal…”

O pai de JC, beberrão e irresponsável, morre afogado. Sua amada Mina volta de viagem muito diferente e idéias de suicídio passam por sua mente. Ela não o ama mais, ela critica suas roupas, seu chapéu, seus modos. “Viu que a vida era uma batalha sem tréguas…na qual quem quer ser um homem digno do nome de homem deve lutar constantemente contra exércitos de inimigos invisíveis: …os desejos turvos, os pensamentos obscuros, que nos arrastam, traiçoeiros, à desonra e ao aniquilamento…viu que a felicidade e o amor eram o engodo de um momento…”

❤ Muito amor por essa história!!! Apesar de todo o drama vivido pelo personagem, a descrição é toda poética! Próxima semana, fim do volume I.

z1  1