…nas montanhas do Tibet…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAtransferir

A moral da história: nem sempre ser inteligente te faz rico. O livro de 1998  Papoulas Vermelhas do autor Alai, com  435 páginas, é escrito com uma ironia sutil, muito delicioso de ler. Conta a história de um garoto que pode vir a ser o chefe de uma cidade no lugar de seu pai, mas seu irmão que é um guerreiro quer ser o chefe. O chefe pensa que seu filho é um idiota porque ele foi “concebido” durante uma bebedeira. Mas ele se mostra inteligente e enriquece a familia, causando ciúmes em seu irmão. O personagem também é o narrador dessa história, conversando com o leitor:” Vamos deixar isso de lado e dar uma olhada na cama do chefe, que era na realidade um gigantesco….” “Agora deixe-me pensar, o que mais aconteceu naquele dia?”

Trechos do livro: “Eu temia acordar de um sonho em que eu tivesse a impressão de estar caindo, mas estar realmente caindo. Se uma pessoa deve ter medo para se sentir realmente viva, então é isso que eu temia.”

“Os escravos domésticos eram a ralé, que podia ser comprada, vendida ou utilizada à vontade. Não é difícil transformar gente livre em escrava; basta estabelecer uma regra que vise às fraquezas humanas mais comuns. É mais infalível do que um caçador experiente saltando uma armadilha.”

 

 

O Livro dentro do Livro

A Lenda de Murasaki, conta duas histórias: o da personagem Murasaki e a história do livro que ela escreve. Escrito por Liza Dalby, esta edição de 1999 tem 450  páginas. Este livro é uma ficção baseado no famoso conto da literatura japonesa conhecido como  A Lenda de Gengi, escrito por uma dama da corte imperial Murasaki  Shikibu, do séc XI. Descreve em detalhes a vida no Japão nesse período, o livro é muito interessante para quem gosta de contos orientais, para quem gosta de arte, em suas formas diversas. A personagem gosta de flores e de jardins criados por paisagistas como se já fizessem parte da natureza; a personagem escreve poesias em forma fixa chamada waka; a personagem descreve as vestimentas e cores usadas pelos freqüentadores dos palácios onde a história se passa, a personagem descreve a música dos instrumentos tocados pelo seu pai. A personagem começa a história menina, se torna uma escritora muito solicitada pela imperatriz e vai até a sua maturidade, quando deixa o palácio.Trechos do livro: “Lembrei-me das pessoas com quem tive intimidade durante anos, e conclui que as relações em geral se constituem de uma pessoa que fica ancorada e a outra, que flutua. Embora em geral as mulheres sejam as ancoradas, tive as duas experiências.”  “As pessoas não são coerentes, você sabe disso. Todo mundo tem suas idiossincrasias, e ao mesmo tempo ninguém pode ser considerado totalmente mau, ninguém é atraente, contido, inteligente, de bom gosto e confiável o tempo todo. É difícil sabermos quem devemos louvar.”

Durante a leitura do livro escolhi um barulho de água de uma fonte japonesa de bamboo chamada Shishi – odoshi, aquela que aparece numa luta final do filme Kill Bill. A personagem descreve “Eu amava o barulho murmurante da água…o rumorejo suave afastava os pensamentos pertubadores.” Quer resenha? Clique Aqui.

 

https://www.youtube.com/watch?v=aJaZc4E8Y4U

 

Romance de Formação

Romance de formação é aquele que conta a história de um personagem de sua infância, passando por todas as fases até a idade adulta, mostrando as mudanças físicas e psicológicas. Nesse romance Imperatriz,  da escritora Shan Sa, com 351 páginas, a personagem principal, que conta a história em primeira pessoa, seu nome muda como em toda história chinesa, mostra sua vida do nascimento até a sua morte. Ela nasce menina numa época em que ter filhas, não era ser abençoado. Muitas coisas acontecem na sua infância, na sua adolescência até ser enviada pra trabalhar no palácio do imperador, onde conhece um dos muitos herdeiros, se torna amiga dele na juventude e se casa com ele, mesmo sendo contra as regras do Império.

Trechos do livro: “…a liberdade da mulher  começa quando ela compreende a palavra independência: recusar a doçura da seda, a delícia das iguarias, a prisão do amor, a servidão da fecundidade, renunciar aos prazeres, aos desejos, às ilusões.”  “…porque onde há morte, há colheita. O ponto mais alto da poesia é o silêncio, o comprimento de uma pintura é o branco de um papel imaculado, o sábio medita sobre o pensamento vazio…”

Este livro pode ser encontrado com vários tipos de capa, dependendo da Editora; o meu livro é da Ediouro, edição de 2004. Saiba mais sobre a autora Aqui.

 

 

li o livro, vi o filme.

113-adeus-china

O livro é detalhista e fantástico.  É uma biografia de um bailarino chinês que, sem liberdade resolve pedir asilo em outro país. O melhor da história é como ele chegou lá e o sucesso que fez.

Já o filme… Despenca pra o drama. só quer mostrar dificuldades, as partes em que ele paga mico em país com uma cultura diferente da sua, e nada do sucesso estrondoso que ele fez! Mas, tanto um quanto outro, vale a pena.