Encontre sua Voz

O livro O Silêncio Das Águas da autora americana Brittainy C. Cherry conta em 363 páginas a história de Maggie May dos dez anos até a vida adulta. Aos dez anos Maggie é apaixonada por Brooks e quer se casar com ele. Ela vive com seu pai, sua madrasta e dois meio-irmãos. Ela passa por um trauma e fica sem voz, então usa um quadro pra escrever e se comunicar. Também nao consegue sair de casa: tem um ataque de pânico toda a vez que tenta. Todos tentam protegê-la do lado de fora, mesmo sem saber o que aconteceu que a fez ficar assim. Então ela estuda em casa, vê seu amigo da infância se apaixonar por outras garotas. Nada faz ela mudar ou tentar mudar p comportamento. Ela vê seus pais e sua irmã brigarem por causa de seu comportamento. Até que acontece uma tragédia na vida de seu amor/amigo pra que ela saia do casulo. E precisa da voz da bibliotecária dizendo pra não deixar ele tratar mal, pra ela começar a gritar. Cada capítulo é alternadamente a voz de Maggie e de Brooks.

Faltou algumas coisas pra dar 5 estrelas pra esse livro:

⚠️1. Porque ela deixa as pessoas pensarem mal dela, até seu pai tão amigo, mas não escreve o que aconteceu? Egoísmo. “Quero me afundar no meu problema ”

⚠️2. Quando o namorado da irmã grita, ela é a primeira a não aceitar. Mas quando o Brooks passa dias gritando com ela, ela deixa.

⚠️3.Brooks era o melhor personagem, super cabeça, e não foi a tragédia ou perder os dedos que transformou ele num babaca: foram as fofoquinhas da internet. Ah, me poupe!

⚠️4. Ela ouve as desculpas do filho do assassino e diz que ele não tem culpa. MAS ELA TÊM. Ela deveria pedir desculpas a ele por ter deixado ele pensar mal da mãe; pedir desculpas à família por não ter contado antes.

⚠️ 5. A Sra Boone é a melbor pessoa, que não tem tempo pra mimimi. Mesmo tendo passado por uma tragédia.

Trechos do Livro: “Uma pessoa nunca relê um livro excepcional e segue em frente com as mesmas crenças. Ele sempre surpreende e desperta novas idéias, novas formas de olhar o mundo…” “…me inscrevi em diversas faculdades que ofereciam mestrado à distância, mas não fui aceita em nenhuma. Meu currículo maravilhoso provavelmente não valia muita coisa, considerando que fiz poucacoisa na vida. ” “…o artista havia se esgueirado pela minha mente…em algum lugar no mundo, alguém estava se sentindo exatamente como eu.”

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A mágica e a Montanha

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A edição desse livro é portuguesa, Coleção Dois Mundos de Lisboa, então algumas palavras estão escritas de forma diferente da nossa – nada que atrapalhe a leitura da Montanha Mágica ( no original em alemão Der Zauberberg) de Thomas Mann que conta a passagem do jovem Hans Castorp por um sanatório que fica situado numa montanha nos Alpes Suiços. As 749 páginas contam a passagem de mais ou menos três anos em que o jovem esteve ali internado, primeiro como visitante de seu primo e depois como paciente. Todos os acontecimentos de cada paciente, são contados de forma a criar conhecimento no jovem. Ele que veio a passeio, acaba por se ver doente e também internado como paciente. E acaba por gostar do local, com muitos almoços, muita fartura, muitas festas, muitos passeios. 🏔

A minha impressão é de que o médico responsável pelo sanatório não entendia muito bem do assunto e resolvia internar todo mundo. As pessoas não parecem se importar de chegar saudável e de repente, estar com a mesma doença dos outros pacientes. Na realidade se parece com um resort, onde quem tem muito dinheiro para se “hospedar”, vai ficando. Os “pacientes” comem muito, bebem muito, dançam, assistem jogos de inverno, passeiam pela cidade, fumam charutos, se apaixonam. É como se eles criassem seu próprio mundo ali em cima, na montanha. Até a página 100 se passam apenas dois dias da visita do jovem Hans. Todos o convencem que a doença engrandece a alma. Para o primo do Hans, medir o tempo é uma questão de sensibilidade. Na página 229 se passaram sete semanas. E o jovem decide ficar. Ele começa a se interessar por medicina e lê tudo o que pode para aprender. A partir da página 390 ele está há umano na montanha e muda seu interesse por botânica: plantas, flores e seus chás. 🌲

O livro está cheio de personagens interessantes, como Setembrini, o italiano (pobre) que tem muitas discussões filosóficas com o indiano Naphta (rico), e que faz o jovem Hans aprender muito. Tem a estrangeira Sra Claudia que é casada, mas vai e volta do santório e em sua última vinda, traz um russo a tiracolo que é seu amante. Isso divide Hans que a ama, mas acaba gostando da amizade com o homem. Tem as pessoas que chegam e que partem, os que chegam e que morrem. Após dois anos na montanha ele aprende a skiar.⛷️

Depois da morte de seu primo ele se interessa pelo jogo de cartas, principalmente por “paciencia”. Depois da chegada do gramofone ele se interessa por música clássica. 🎶 Já se passaram três anos e ele abandona a admiração pelo italiano e começa a ficar entediado. Começa a participar de sessões mediúnicas. Eele resolve gastar o resto de suas forças na guerra.
Trechos do Livro: “…Hans Castorp representava um produto genuíno da sua terra: gostava de viver bem, e apesar da sua aparência anémica e refinada, agarrava-se com fervor e firmeza, tal como um lactante deliciado pelos seios da mãe, aos prazeres físicos que a vida lhe oferecia.” “Isso não quer, no entanto, dizer que ele amasse o trabalho; disso não era capaz, por mais que o respeitasse, simplesmente pela razão de não se dar bem com ele.” ” Um dia sem tabaco seria para mim o cúmulo da insipidez, um dia totalmente vazio, sem o mínimo atractivo, e se eu qualquer dia despertasse sabendo que não poderia fumar, acho que não teria coragem nem para me levantar.” “…quando se presta atenção ao tempo, ele passa muito devagar.” “…gostava do seu pequeno gabinete de estudos no inverno, amava-o de todo o coração e fazia questão que o mantivessem a uma temperança de, pelo menos vinte graus…” “A música… como meio supremo de provocar entusiasmo, como força que nos arrasta para frente…Sozinha, a música é perigosa.” ” O sintoma da doença era uma actividade amorosa disfarçada, e toda a doença era metamorfose do amor.”

The Phantom

 

O livro The Phantom of the Opera do autor francês Gaston Leroux  recontada por Jennifer Basset é um dos livros da coleção Oxford Books Stage 1, que conta em 40 páginas a história de uma cantora de ópera  que se vê envolvida em um triângulo amoroso: de um lado um Visconde e de outro um fantasma que habita o teatro. O livro é escrito em linguagem simples facilitando a leitura em inglês para quem é iniciante. O texto já se transformou em filme e ópera em vários países.

 

 

De livro à Ópera

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O livro Manon Lescaut do autor francês Abade Prevost, conta a deliciosa história publicada em Amsterdã em 1731 – Manon é uma bela moça muito frívola que sempre esquece seu grande amor, no caso nosso personagem principal, para ficar com qualquer um que tenha muito dinheiro para bancar suas vontades. É um romance em que as mulheres se sentem vingadas: um homem apaixonado que vira tapete dessa mulher e aceita todos os erros e desculpas só pra ficar à seu lado ❤ . Essa história foi incompreendido na época e depois se tornou montagem de várias óperas, sendo a montagem de Puccini a mais famosa. Também foi “cantada” por Pavarotti, Placido Domingos e Maria Callas.

Lana Del Rey Book Tag

Lana Del Rey Book Tag

A cantora Lana tem um estilo vintage de cantar e suas músicas fizeram parte de uma fase musical retrógrada que tive. Essa tag consiste em relacionar um título de livro a cada uma das 15 músicas da Lana Del Rey, que vi nessa lista no blog Fabrica dos Convites:

1. National Anthem – Um Clássico: Crime e Castigo do Dostoiévsky

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2. Born To Die – Um livro que o(s) protagonista(s) morre(m): Ghostgirl 

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3. Ride – Um livro que se passe na estrada:

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4. Florida Kilos – Um livro ambientado na Flórida

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5. Young & Beautiful – Um livro sobre juventude:

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6. Without You – Um livro que não dá pra viver sem (ler):

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7. Shades Of Cool – Um livro com uma história de amor complicada (várias):

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8. Summertime Sadness – Um livro que tenha passado no Verão:

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9. Um livro que me deixou triste:

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10. Cola – Um livro ousado:

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11. Gods & Monsters – Um livro com personagens marcados (emocionalmente) durante a vida:

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12. Lolita – Um livro que te marcou:

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13. Million Dollar Man – Um livro com protagonista milionário:

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14. This Is What Makes Us Girls – Um livro feminista:

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15. Music To Watch Boys To – Um livro sobre atração à primeira vista:

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Proibido para Menores de 30. =0

O livro Laranja Mecânica do autor britânico Anthony Burguess, conta em 274 páginas (nesta edição comemorativa com 342 pág, com textos extras) a história de Alex e o livre arbítrio. Alex é um jovenzinho de 15 anos que tenta formar um grupo de desordeiros com mais três rapazes para “aterrorizar” o bairro onde mora. No começo da história, contada por ele mesmo,  ficamos sabendo que ele já foi preso anteriormente por esse motivo. E aí ele conta detalhes do sadismo, perversidade e anomalia do ser meio-humano que ele é. E não comete essas atrocidades porque está em grupo, não. Ele conta o estupro de crianças que ele pratica sozinho. E conta sobre a omissão de seus pais sobre sua conduta, quando deixa de ir à aula ou traz dinheiro pra casa. Então, ao ir novamente preso, pede pra participar de um programa do Governo que fará com que saia da cadeia pra nunca mais voltar. Esse sistema é um tipo de “hipnose/lavagem cerebral” que associa sensações físicas ruins quando ele pensa ou fala ou tenta fazer coisas ruins. E funciona. Ele sente vontade de vomitar e se sente doente toda vez que vê uma imagem das coisas que ele fez. Mas aí começa a briga dos “eleitores contra o Governo”, dizendo que esse método vai contra o livre-arbítrio do cidadão.

Problemática: A fala do personagem é transcrita toda numa gíria inventada por eles, o que torna o texto cansativo e às vezes chato. Parece que você está falando com um bebê: da-da-dá-gu-gu-gu.Se é apenas parte do texto, ok, mas abandonei Grandes Sertões por esse motivo: escrever conforme a fala, o livro TODO. A capa e a diagramação em papel diferenciado incentiva pegar o livro, mas as ilustrações são horríveis. Os textos extras também são bons.

Porque é bom? A escrita do autor, quando não usa palavras inventadas, é muito boa. Ele te convence a simpatizar com o monstro do Alex. Como faz isso? Fazendo ele usar palavras cultas, gostar de música clássica onde a Nona Sinfonia de Beethoven faz o fundo musical dessa história. E mostrando que tirar o livre-arbítrio da pessoa, pode tirar a parte ruim, mas leva a parte boa junto. O filme, do ótimo diretor Stanley Kubrick, peca por escolher atores tão velhos para o papel, mas já virou um clássico! (O livro é de 1962 e o filme de 1971.)

 

Trechos do Livro: “…a tentativa de impor ao homem, uma criatura evoluida e capaz de atitudes doces, que escorra suculento pelos lábios…afirmo que a tentativa de impor leis…” “A questão é se uma técnica dessas pode realmente tornar um homem bom. A bondade vem de dentro…bondade é algo que se escolhe.” “Pode não ser bom ser bom. Ser bom pode ser horrível. E quando digo isso a você, percebo o quão auto-contraditório isso soa.”

Um Livro que Cumpre Todos os Desafios Literários! =D

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O livro A Misteriosa Chama da Rainha Loana, do escritor italiano Umberto Eco, com 447 páginas, consegue cumprir vários, se não todos os desafios literários. O que pode ser encontrado nele?

  1. Livro com figuras
  2. História em quadrinhos
  3. Poesia
  4. Música
  5. Romance Ilustrado
  6. Jornal
  7. Guerra
  8. Política
  9. Religião
  10. História
  11. Filosofia
  12. Cinema
  13. Coleção de Selos

O autor conta a história de um livreiro que perde a memória e após voltar do coma, com a ajuda da família, retorna à casa de sua infância para tentar recuperar os acontecimentos através da biblioteca de jornais, livros e revistas de seu avô. Contada em primeira pessoa por um desmemoriado (narrador não-confiável), que consegue se lembrar de vários textos decorados de seus autores favoritos, mas não consegue se lembrar de sua família e seus amigos. O autor mostra que novamente ele usou uma extensa pesquisa sobre Acervos do período da segunda guerra. Tem uma comparação do esquecimento com a névoa que é citada em vários autores clássicos, como um mistério a ser desvendado. Tem piada machista, racismo, ironia sobre religiões, ironias sobre a guerra. O título do livro veio de uma Hq que ele compara a chama aos impulsos elétricos  da memória.

Trechos do Livro: “Você lembra de idéias e hábitos, mas não de sensações, que no entanto são as coisas mais suas.” “Desculpe. Não consigo dizer nada que me venha do coração. Não tenho sentimentos, só ditos memoráveis.” “…prateleiras cheias de livros… Pela primeira vez tinha a impressão de estar num lugar onde me sentia à vontade.” “…as citações são meu único farol na neblina.” “…você tem uma memória de papel. Não de neurônios, de páginas.” “…um psicólogo lhe contou que em toda sua carreira nunca encontrara uma criança neurotizada por um filme (mortos-vivos), exceto uma vez…irremediavelmente…fora arruinada por Branca de Neve” “Não me espanto com o que aprendo, que só confirma o que compreendi sozinho. Mas o pensamento de que alguém me surpreenda enquanto leio, e perceba que percebi…” “Sonhamos falsas lembranças. Por exemplo, lembro que sonhei mais de uma vez que finalmente voltava a uma casa que não visitava há muito tempo…percebia que a lembrança pertencia ao sonho…nos sonhos nos apossamos das recordações de outros.

“Mas aonde vais bela da bicicleta

tão depressa pedalando com fervor

tuas pernas esbeltas, torneadas, lindas

em mim já semearam

no coração esse ardor.

Mas onde vais c’os cabelos ao vento

o coração contente e o sorriso

encantador…

Se quiseres, e quando quiseres,

chegaremos ao limite do amor.”