TAG NACIONAL!! =D

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Esta Tag foi criado por mim, que amo livros nacionais e vejo poucas Tags indicando livros nacionais. Porque Tag serve pra isso: me dar dicas de livros! =)

Acima você pode ver de onde tirei minha inspiração! ♥♥♥

TAG BRASILEIRINHO

1-Livro Nacional de Aventura: – Toda a coleção Vaga-Lume, escolhendo Um Cadáver Ouve Rádio do Marcos Rey.

2-Livro Nacional de Poesia: Tesouro da Casa Velha, Cora Coralina

3-Livro Nacional que não conseguiu parar: O Manuscrito de Mediavilla, do Isaias Pessoti

4-Livro Nacional mais antigo na estante: Esaú e Jacó do Machado de Assis, numa edição de 1962.

5-Livro Naconal que parou de ler: Grandes Sertões. :/  Já comecei várias vezes.

6-Livro Nacional inesquecível:  Senhora, de José de Alencar. O empoderamento feminino, na sociedade patriarcal.

Fique à vontade para responder! =)

 

A liberdade de estar preso

O mangá  Na Prisão do Kazuichi Hanawa, com 234 páginas,  é uma descrição feita  de forma visual, pelo escritor, após sair da penitenciária onde cumpriu pena por compras de armas. Na introdução ficamos sabendo que ele foi preso para servir de exemplo , num Japão pós-queda da União Soviética. As imagens mostram o dia-a-dia na vida dos presidiários, mostra que é tudo muito organizado, a alimentação é muito bem elaborada e faz com que os presos se sintam bem cuidados pelo governo. A história mostra que o que ficou na mente dele foi alguns flashes do cotidiano e a comida japonesa. Minha única reclamação: as imagens em preto-e-branco. De novo. Como em “Maus” um quadrinho que fala sobre a guerra, as imagens em p&b devem servir pra mostrar o caos, a fase ruim, demonstrar coisas negativas. Mas apesar de se passar numa prisão, não senti negatividade nessa história. Devia colorir algumas figuras, deixando o tom mais alegre. Mas vale a pena. =)

Na Prisão - Kazuichi Hanawa (4)

Quem Lê Dicionários? ¬\_(“/)_/¬

dicionario milorad

O livro “O Dicionário Kazar – Romance Enciclopédia em 100.000 Palavras – Edição Feminina” do autor Milorad Pavitch com 298 páginas nesta edição de 1989, é dividido em três livros representando as três grandes religiões: O Livro Vermelho, mostra o dicionário na visão do Cristianismo ; o Livro Verde do Islamismo ͼ; o Livro Amarelo do Judaísmo۞. O autor da Iugoslávia, especialista em Barroco é Mestre em  Literatura. A história….não há uma só história: como nos contos das mil e uma noites, várias histórias são contadas de formas diferentes em cada Livro. Algumas histórias são interessantes, algumas sem noção. Apesar dos três personagens, um de cada religião, este não é um livro religioso, pelo contrário, trata todas como uma só. E aqui, nasce os Caçadores de Sonhos.

Quer Resenha? Clique Aqui.

Trechos do Livro: “Conta-se que fala espanhol em sonho, mas este seu saber dissipa-se assim que acorda.” “…agora ele está separado do mundo por muralhas e manuscritos. Eu, que sou dotado para as cores, a tinta e as letras, reconheço cada tipo impresso pelo cheiro, durante as noites úmidas, deitado no meu canto, leio então com meu olfato, páginas inteiras desses rolos selados que jazem em algum lugar no sótão da torre.” “A paixão de olhar e de escutar e de ler é mais importante que a paixão de pintar, de cantar ou de escrever.” “Dizia para si mesmo que esse edifício parecia um livro escrito numa língua que ele ainda não aprendera, que os corredores pareciam frases nesta língua estrangeira, e as salas, palavras nunca ouvidas.”

…E Viva a Diferença!!!

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O filme Equilibrium com o ator Christian Bale e a atriz Emilly Watson, é uma distopia, onde o poder decide excluir a arte da vida das pessoas. Porque arte traz emoção e a emoção é imprevisível. É uma imagem futurista no meio do caos. Toda arte encontrada é queimada e a pessoa que guardava, também. O poder também distribui uma injeção com um remédio que diminui às emoções e se a pessoa deixar de se aplicar, pode ser presa. Porque na ausência do remédio ele sonha e sente. Também não podem ter animais ou perfumes, porque trazem recordações e melancolia.

A arte e as emoções só são excluídas dos menos favorecidos: podemos ver arte nas paredes do QG onde o poder está.

Um dos personagens salva um Livro. Seu melhor amigo deve denunciá-lo, mas decide não fazer. Quando ele ouve uma música de Bethoven, ele chora e não sabe porquê. Depois resolve salvar um cãozinho de ser sacrificado e se volta a favor da resistência. Que sempre deve existir. Pra mostrar que não somos todos iguais.

Ele começa temer ser denunciado por seus filhos, um menino e uma menina. Na resistência ele se apaixona, ela é presa e morre, o que faz aceitar a missão de matar o presidente.

A fotografia do filme é cinza, talvez para padronizar, tornar todos comuns. Os sons de relógios, como marcando o tempo é o som mais processado, talvez para contrapor o momento em que se ouve a música.

Maratona Literária =)

Maratona forçada: o estado onde moro – Espirito Santo – está em estado de caos com a PM em greve, exército nas ruas, estoque de água e comida…. Então, vamos ler!

O livro escolhido foi O Pintassilgo, da Donna Tartt, com 719 páginas, vencedor do Prêmio Pulitzer lançado em 2013. A história começa empolgante com o garoto, que conta sua história, indo ao museu com a mãe, e ao se afastar dela, o museu sofre um atentado e explode. Ele fica preso com um idoso que pede pra ele “salvar” a tela do passarinho que dá título ao livro e levar para seu parceiro de negócios numa casa de antiguidades. Citado como aluno inteligente, avançado em turmas na escola, com alto QI, mostra que nas coisas simples da vida, ele é um idiota. As dez primeiras páginas te deixa com gosto de quero mais. Há muitas descrições de obras de arte e de restaurações de móveis em um antiquário, pra quem gosta e conhece as obras, é um paraíso. ❤

Aí a história começa com dramas adolescentes, muita droga, efeito das drogas, delírios provocados pela droga, roubo, morte, armas, álcool, capítulos inteiros. De coitadinho, passa a egoísta rico, com a namorada socialite, frequentando a alta roda, mas totalmente niilista.

E todo o mistério do começo do livro? Pois é, sem solução. Sem juntar as pontas soltas. Não precisa prestar atenção nos detalhes, porque eles não aparecem novamente na história. A história é sobre o passarinho, como no título. Até aparece um “arco de redenção” onde a devolução da obra traz uma recompensa vantajosa e a devolução do dinheiro pago pelos objetos falsificados. Mas são apenas algumas linhas da história. Quer resenha? Clique Aqui.

Trechos do livro: “…eu era fascinado por estranhos, queria saber o que comiam, em que tipo de prato, que filmes viam e que músicas ouviam, queria olhar debaixo da cama deles, em suas gavetas secretas…”, “…embora soubesse quão sortudo eu era, ainda assim era impossível eu me sentir feliz ou mesmo grato pela minha boa sorte.”, “…estar com ele era saber que a vida era cheia de possibilidades incríveis e ridículas – muito maiores do que qualquer coisa que ensinavam na escola.“, “…assim como a música é o espaço entre as notas…assim como o sol bate entre as gotas de chuva num determinado ângulo e lança um prisma de cores pelo céu – da mesma forma o espaço onde existo…cria algo sublime.”

A capa do livro esconde muito da pintura original e da corrente que prende o pássaro, tão citada na história. Pintura do holandês Carel Fabritius (1622-1654).

Escrevendo um Conto

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O livro infanto-juvenil Do Outro Mundo é de uma autora famosa de meu estado Ana Maria Machado. Em 123 páginas ficamos sabendo de onde surgem as idéias para escrever uma história e que quanto mais simples a história for contada, melhor. Os adolescentes do livro descobrem sobre a escravidão no Brasil, aprendem sobre Direitos Humanos e a moral da história é que estamos todos ligados num passado distante.

Ana Maria Machado recebeu os maiores prêmios da Literatura. Ela conta de onde tirou a idéia pra escrever essa história. Essa edição tem ilustrações de Lucia Brandão. Ele pode ser usado nas aulas de Artes por citar Rugendas e Debret – pintores que vieram ao Brasil, na época da escravidão e suas pinturas mostram esse período – e contar sobre um jogo de quebra-cabeça representando a linguagem visual do texto.

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Finalizando 2016

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Este ano foi muito produtivo em termos de leitura. Fechei minha planilha com 67 livros lidos!! photophoto

Neste ano viajei por autores e histórias de vários países, também recebi visitantes de vários lugares:

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O menor livro lido tem apenas 40 páginas, mas uma história imensa. O maior livro tem 699 páginas que foram lidas num fim de semana!! 😀

Releituras, livros odiados, desperdício de tempo, livros amados, autores que se tornaram favoritos, histórias diferentes, infantis, mangás, HQ, adaptações, biografia, fatos reais, fantasia, terror, trilogias, nacionais, poesia, filmes, clássicos…De tudo um pouco que é pra manter a chama acesa!!  ❤

Que venha 2017!!

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