Gutenberg: a ficção da história real.

O livro O Aprendiz De Gutenberg da autora americana Mestre em Belas Artes Alix Christie, conta em 366 páginas a história do processo de criação dos primeiros tipos e primeira impressora nos anos 1450 na Alemanha. Gutemberg tinha toda a idéia de repetição de textos feitos em placas de zinco ou formas de letras de madeira. Com a injeção de dinheiro por um rico mercador chamado Fust ele vê a chance de ganhar dinheiro com os negócios escusos da igreja e da política. Então Fust decide trazer seu filho adotivo para aprender o negócio da prensa de livros. Peter acha isso tudo uma blasfêmia já que ele estudou a vida toda para ser um escriba. A história tem dois tempos: no presente onde Peter é rico e dono da melhor gráfica e o passado onde tudo começou.

Nada se passa de forma simples, muitas intrigas religiosas, traições aonde envolve dinheiro e no final as idéias do escriba para reproduzir sua própria escrita e salvar os livros dos soldados é emocionante.

A autora fez toda uma pesquisa na Alemanha e em Londres e a capa do livro é uma reprodução das iluminuras do velino de Gutemberg.

Trechos do Livro:” Pela lei, o mestre tornava-se seu pai a partir do momento em que Peter entrou para trabalhar com ele. ..como aprendiz, ele agora pertencia a esse louco, assim como se tivesse nascido filho dele.” ” O negócio de qualquer negócio é descascá-lo: quanto mais limpo e mais simples, melhor…” “…apreciava status. Era a maldição de todos os que nasciam sem privilégio nenhum, mas dotados de cérebro para tentar subir na vida.” ” Como era odioso o poder deles agora, dispostos contra a respiração desses novos homens, o alvoroço da renovação fluindo pela oficina…” ” A carta expedida pelo papa naquele ano era do tipo mais alto: uma indugência plenária garantindo a remissão completa de todos os pecados.”

Anúncios

Uma história policial sem vencedores.

D_Q_NP_149225-MLB25400106559_022017-Q

O livro O Vencedor da autora Tami Hoag conta uma história policial ambientada no hipismo: cavalos caros, tratamentos Vip, pessoas com muito dinheiro pra gastar com supérfluos. A personagem principal era uma policial que não acatou uma ordem superior e por isso um colega morreu. Ela foi afastada da corporação e voltou pro ambiente hípico que conhecia bem. Esse fato não só causou a morte de seu parceiro na policia, como deixou cicatrizes, enxertos de pele e uma leve paralisia facial. Agora que ela quer esquecer o passado e trabalhar com cavalos, surge uma menininha pedindo ajuda para encontrar sua irmã que desapareceu. Ela aceita o desafio e então pessoas são assassinadas, cavalos morrem para que seus donos recebam o seguro milionário. Com a ajuda de um policial ela consegue informações para continuar no caso, mas como detetive. Com muito esforço ela resolve a situação e ajuda a menina.

Problemas: Na página 150 eu já desconfiava do suspeito. Essa tática de apontar como vilão todos os malvados e no final o mais doce e fraco ser o verdadeiro culpado. outro problema são os acontecimentos: muitas coisas acontecem juntas e que seria preciso mais tempo para executá-las. Em cinquenta páginas são descritas ações que se passam em vinte e quatro horas! Me lembrei de uma novela em que os personagens saíam da arábia e chegavam ao Brasil no mesmo dia. E nas últimas páginas tenta jogar toda a resolução do caso sem conseguir convencer o leitor da mudança dos personagens. O título mente, já que não há vencedores nessa história. A capa é feia, não remete à história.

Para comprar o livro clique Aqui: https://amzn.to/2IhrBeJ

Red Queen

ef474943cabcaf8ec5587b5bbfe243fe-1177558013.jpg

O livro A Rainha Vermelha da autora americana Victoria Aveyard conta em 419 páginas a divisão de um mundo fictício onde os prateados tem poderes e se aproveitam dos vermelhos que são pobres. Essas são as cores de seu sangue. A personagem principal tem o sangue vermelho e rouba para ajudar a família a sobreviver. Contado em primeira pessoa, ela se define como um rato que sabe como fugir.

Essa distopia tem alguns problemas para mostrar toda a construção de mundo e política que a autora fez. É apenas o primeiro livro de uma série, então não temos todas as informações. Apenas nas últimas páginas que algumas situações ficam explicadas. Mas… não deixa de ser clichê: a garota pobre que faz o príncipe se apaixonar por ela; a garota que é esperta quando pobre e fica medrosa quando se torna um dos ricos; a garota pobre que não confia em ninguém e passa a confiar em rostinhos bonitos; a garota pobre que só sabe fugir dos soldados e em apenas uns dias na nova vida já quer brigar com todo mundo. É um livro pra adolescentes que tem uma virada interessante.

Problemas: (spoiler) o título mente, já que ela se torna fugitiva e não rainha. Por ser contado em primeira pessoa, sabemos que ela não morre nas batalhas que enfrenta, então não há tensão. Só tentei descobrir quem ia salvá-la e, foi difícil aceitar seu irmão vivo. Como assim ele está vivo, com poderes, fazendo parte da guarda e deixa as irmãs desprotegidas??

A capa do livro é muito bonita e tem significado, feita por Sarah Nicole Kaufman

Trechos do livro : ” A única coisa que nos diferencia -ao menos por fora – é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo, pela esperança frustrada e pela inevitável desilusão com nosso fardo na vida. “

História sem brilho

Um Mundo Brilhante

A moral da história do livro Um Mundo Brilhante é: não é porque o personagem tem um doutorado, que ele não pode ser um babaca egoísta inútil. O nível de escolaridade não te torna mais inteligente. :/  Só que não é assim! Se não definisse o personagem nos primeiros capítulos, baseado em seu curriculo, eu iria ler a história com outros olhos e talvez até gostasse do personagem. Criei antipatia com alguém que faz o errado SABENDO as consequências! Não é um persoangem pobre, sem acesso à informação, sem conhecimento, e aí faz as maiores burrices com todos à sua volta, parecendo um jovem imaturo, egoísta e egocêntrico. Só pra listar um pouco de suas atitudes, ele namora uma jovem milionária, mas faz ela viver com ele numa casinha de uma vila, deixa de ser professor de universidade pra trabalhar num bar atendendo balcão, porque perdeu a paciência com um aluno e não quer trabalhar nas empresas do pai da “noiva”, que ele enrola há muito tempo, porque ele adora a casinha e foi o pai dela quem pagou a entrada do imóvel. Aí arranja um affair com uma estudante da universidade, larga a noiva com gravidez de risco, pra ficar num trailer tendo noites românticas com a jovem de uma tribo indigena. O irmão dessa jovem morreu após um espancamento e ele insiste em ajudá-la fingindo ser detetive!! E insiste com jovens que dêem depoimento à polícia, mesmo depois que um deles sofre espancamento por fazer isso! Ele só quer ver o lado dele! Continua insistindo com os jovens em vez de deixar o trabalho com a polícia!!

A história da T. Greenwood é Irreal, com 336 páginas, conta com um final sem efeito, porque não tem reviravoltas, não tem personagem cativante -nenhum- é só mais uma história rápida para passar o tempo.

De onde viemos…de verdade? :/

origem

“A ORIGINALIDADE CONSISTE EM VOLTAR ÀS ORIGENS.” Antoni Gaudi

O livro Origem de Dan Brown, é uma volta aos suspenses de conspiração religiosa, como ele se tornou mais conhecido em outras partes do mundo. A capa do livro (Michael J. Windsor) remete à  várias citações : um olho, muito citado no livro, uma escada espiral, a cor azul internacional Klein (evoca imaterialidade e ilimitabilidade), a espiral de Arquimedes, a sequência de Finabonacci, a abertura do órgão feminino, o símbolo arroba (@).

Esse livro conta a história de um ateu que resolve provar de onde a vida se originou, usando a mistura de ciência e tecnologia. E para isso ele usa a intenet pra espalhar notícias, falsas e verdadeiras e tornar o evento de falar sobre suas descobertas, um show de tecnologia.

A pesquisa de Dan Brown sobre os diversos assuntos tratados no livro é, no mínimo, curiosa. Ele fala de religião, mais profundamente sobre uma vertente da católica. Ele fala muito sobre Arte, talvez por ser casado com uma artista. Ele fala muito sobre pesquisas científicas, alienígenas e sobre tecnologia e William Blake. Consegue misturar isso tudo num esquema de gato-e-rato dos personagens principais -o famoso Professor Langdon e sua parceira uma jornalista- com a família real espanhola!!!!

Parece um roteiro de filme de aventura e acho que vai funcionar muito bem para um cinema. O texto é todo sobre uma revelação, religiosos querendo esconder essa revelação, e não há um verdadeiro motivo pra isso, então o autor decide mudar o final -como uma opção alternativa- e todas as teorias do possível motivo, não acontecem e um personagem até diz algo como ” fiz tanto pra que o comunicado oficial dele não viesse à tona, e ele mudou o comunicado.”

Trechos do Livro: “…ciência e religião não competem, são duas linguagens diferentes tentando contar a mesma história.” “…parecia algo saído de uma alucinação alienígena: uma colagem rodopiante de formas metálicas retorcidas…massa caótica era coberta por mais de 30 mil placas de titânio que brilhavam como escamas de peixe…”

“…apesar de todos os esforços do seu Vaticano para silenciar homens como Galileu, a ciência dele acabou prevalecendo.” “Michelângelo é o padrão de ouro concebendo o Davi brilhantemente num contraponto efeminado , o pulso frouxo segurando uma funda flácida, revelando uma vulnerabilidade feminina…A obra é ao mesmo tempo delicada e mortífera.”

atalho pans

“…um mundo cujas leis físicas tornam as coisas aleatórias , e não organizadas…devo admitir que a existência da vida é o único misterio científico que já me levou a pensar  na idéia de um criador.” “Percebi que nosso planeta estava sendo habitado por uma coisa muito maior…rotulada como um reino inteiramente novo.”

deborah jäger

origem

…se sentindo incomodada :/

O que me incomodou….foi o título!! Porque não manter o título original: Três Histórias? Será por causa do conto do jogo de xadrez? Mas o importante ali não era o combate, ou ganhar, ou perder. Porque todos perdem no final.

Mas com certeza o livro Drei Geschchten, do autor Patrick Süskind com 86 páginas, vai se tornar o favorito do ano!!! Que delícia de leitura!! Livro pra ler em um só dia!!

Reclamações: um dos contos, sobre moluscos, é meio filosófico, com detalhes “técnicos” e tenho que ler novamente pra definir se vale a pena.

Trecho do livro: “O que vou te dizer agora é inaudito, e quando eu tiver aberto os teus olhos verás um mundo novo e não poderás mais continuar vendo como antes. Esse mundo novo será horrendo e angustiante. Não alimentes a ilusão de que possa restar qualquer esperança ou consolo para ti, a não ser que agora conheces a verdade e que essa verdade é absoluta.” “A ignorância não é uma vergonha: para a maioria dos homens ela constitui a felicidade.”

Um Clássico!

O livro clássico de J.Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby conta em apenas 221 páginas os romances e a forma de vida da sociedade rica da costa leste americana, na depressão pós guerra. As pessoas já não deixavam de fazer o que tinham vontade, porque a vida é curta. Então, o narrador é um jovem de cerca de 30 anos que é vizinho e conhece Gatsby e se envolve em torna da vida deste e de outro casal, cuja esposa é a moça por quem Gatsby é apaixonado. Mas ela é casada.

Não achei nehum personagem apaixonante – todos são superficiais. E ainda postei no twitter, que nas páginas 78 e 79, o autor cita tantos nomes de “famílias”, que quando chegou no número 49 eu parei de tentar entender quem era todo mundo. :/   Não são citações de pessoas famosas ou cultura pop. Mas depois a história foca no Gatsby, na visão que o narrador tem dele: no começo o detesta “…Assim a minha primeira impressão, de que ele era uma pessoa de uma certa …importância, aos poucos se dissipou e ele ficou sendo simplesmente, para mim, apenas o proprietário de uma mansão…situada ao lado da minha casa.”  Depois ele começa a gostar um pouco do vizinho: “Era um desses sorrizos raros, que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrizos com que a gente depare…cinco vezes na vida.”

Quer Resenha? Clique Aqui.

Já houve dois filmes, um com Robert Redford em 1974 e outra versão mais moderna com Leonardo Di Caprio de 2013. Assisti apenas essa última, mas quero ver a versão anterior, acho que é mais fiel ao livro.

grande-gatsby-filme-3-1