…se sentindo incomodada :/

O que me incomodou….foi o título!! Porque não manter o título original: Três Histórias? Será por causa do conto do jogo de xadrez? Mas o importante ali não era o combate, ou ganhar, ou perder. Porque todos perdem no final.

Mas com certeza o livro Drei Geschchten, do autor Patrick Süskind com 86 páginas, vai se tornar o favorito do ano!!! Que delícia de leitura!! Livro pra ler em um só dia!!

Reclamações: um dos contos, sobre moluscos, é meio filosófico, com detalhes “técnicos” e tenho que ler novamente pra definir se vale a pena.

Trecho do livro: “O que vou te dizer agora é inaudito, e quando eu tiver aberto os teus olhos verás um mundo novo e não poderás mais continuar vendo como antes. Esse mundo novo será horrendo e angustiante. Não alimentes a ilusão de que possa restar qualquer esperança ou consolo para ti, a não ser que agora conheces a verdade e que essa verdade é absoluta.” “A ignorância não é uma vergonha: para a maioria dos homens ela constitui a felicidade.”

Um Clássico!

O livro clássico de J.Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby conta em apenas 221 páginas os romances e a forma de vida da sociedade rica da costa leste americana, na depressão pós guerra. As pessoas já não deixavam de fazer o que tinham vontade, porque a vida é curta. Então, o narrador é um jovem de cerca de 30 anos que é vizinho e conhece Gatsby e se envolve em torna da vida deste e de outro casal, cuja esposa é a moça por quem Gatsby é apaixonado. Mas ela é casada.

Não achei nehum personagem apaixonante – todos são superficiais. E ainda postei no twitter, que nas páginas 78 e 79, o autor cita tantos nomes de “famílias”, que quando chegou no número 49 eu parei de tentar entender quem era todo mundo. :/   Não são citações de pessoas famosas ou cultura pop. Mas depois a história foca no Gatsby, na visão que o narrador tem dele: no começo o detesta “…Assim a minha primeira impressão, de que ele era uma pessoa de uma certa …importância, aos poucos se dissipou e ele ficou sendo simplesmente, para mim, apenas o proprietário de uma mansão…situada ao lado da minha casa.”  Depois ele começa a gostar um pouco do vizinho: “Era um desses sorrizos raros, que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrizos com que a gente depare…cinco vezes na vida.”

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Já houve dois filmes, um com Robert Redford em 1974 e outra versão mais moderna com Leonardo Di Caprio de 2013. Assisti apenas essa última, mas quero ver a versão anterior, acho que é mais fiel ao livro.

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O Tempo é o remédio

A capa de um livro pode sim influenciar na escolha entre deixar e levar pra casa. A primeira escolha é visual. A segunda escolha pode ser a sinopse ou o nome de um autor conhecido. A terceira escolha é um título interessante, ou uma lembrança, ou a indicação de terceiros, propaganda. Então, se eu tivesse visto uma dessas capas que parecem romance de banca de revista, eu não teria nem olhado para essa lindeza de livro Dentro de Um Mês, Dentro de Um Ano da Françoise Sagan, com 110 páginas de leveza e desencontros.

Há um grupo de personagens, nenhum se destaca mais que outro. Lembra do poema “…João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.”? Esse livro é a história de amar quem não nos ama e esquecer de quem está do nosso lado. E os arrependimentos, o tempo desperdiçado e a esperança de dias melhores.

Trecho do livro: “…Quando amanheceu, Édouard abriu os olhos. Encontrava-se numa cama desconhecida e, na altura de seus olhos, sobre o lençol, jazia uma mão envelhecida, carregada de anéis…”

O Bem mais precioso ♥♥♥♥♥

 

O livro Memória da Água da autora Emmi Itäranta, uma mestre em escrita criativa, que em 284 páginas, coloca a água como personagem principal nessa aventura dramática. De autora finlandesa que ficou entre os finalistas do Prêmio Philip K Dick Award com este livro, a história se passa num mundo futuro, parecido com o Japão do passado. Nesse mundo futuro a água é escassa, mas a história tem como cenário uma casa de chá, então um ítem necessário para a cerimônia.

O exército que distribui as cotas de água para a população, pinta um círculo azul na porta da casa de quem foi pego escondendo água – daí a capa do livro – e também o desenho dos dragões, que são vistod nas festas da Lua. Depois da morte de seu pai, a personagem da casa de chá, se vê obrigada a dividir sua água com pessoas da cidade e é descoberta pelos guardas. então o símbolo azul é pintado em sua porta e ela deixa sua história registrada.

Trechos do livro: “…nunca tinha ouvido um som reverberar assim, livre, impulsionado unicamente por sua própria força e vontade…ele me envolvia e me atraía, até que comecei ter a impressão de estar escutando por entre as paredes, dentro do escuro.”

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Perturbador…

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Adorei a cor do livro. A história te leva a pensar coisas dos personagens e depois mudar de opinião. Esse amarelo te enlouquece, porque tudo fica meio amarelado com o tempo….

Mas vamos à história: uma mulher vive numa época em que a esposa não tinha voz ativa, apenas obedecia ao marido. Este texto foi escrito em 1892, época em que algumas mulheres começavam a lutar por direitos que não existiam. Então o médico, também seu marido, diz que a trouxe para uma casa afastada para repousar a mente cansada. Mas ela só quer escrever – e faz isso escondido. O marido se une ao irmão da mulher, também médico, que apóia essa idéia de mantê-la…trancada neste quarto com a parede coberta por um papel com grafismos que dão a ilusão de ótica de movimento.

Como leitora, não sei exatamente o que se passou na história, o que deixa uma sensação perturbadora de realidade – pode acontecer com qualquer um.

O livro da autora Charlotte Perkins Gilman, com 109 páginas, tem uma apresentação de Marcia Tiburi – de quem não li nem um livro, e posfácio e notas de Elaine Hedges.os do

Trechos do livro: “…Um desses padrões irregulares…que cometem todo tipo de pecado artístico…quando seguimos por um tempo suas curvas…elas de súbito cometem suicídio – afundam-se em ângulos deploráveis, aniquilam-se em contradições inconcebíveis.”

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…nas montanhas do Tibet…

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A moral da história: nem sempre ser inteligente te faz rico. O livro de 1998  Papoulas Vermelhas do autor Alai, com  435 páginas, é escrito com uma ironia sutil, muito delicioso de ler. Conta a história de um garoto que pode vir a ser o chefe de uma cidade no lugar de seu pai, mas seu irmão que é um guerreiro quer ser o chefe. O chefe pensa que seu filho é um idiota porque ele foi “concebido” durante uma bebedeira. Mas ele se mostra inteligente e enriquece a familia, causando ciúmes em seu irmão. O personagem também é o narrador dessa história, conversando com o leitor:” Vamos deixar isso de lado e dar uma olhada na cama do chefe, que era na realidade um gigantesco….” “Agora deixe-me pensar, o que mais aconteceu naquele dia?”

Trechos do livro: “Eu temia acordar de um sonho em que eu tivesse a impressão de estar caindo, mas estar realmente caindo. Se uma pessoa deve ter medo para se sentir realmente viva, então é isso que eu temia.”

“Os escravos domésticos eram a ralé, que podia ser comprada, vendida ou utilizada à vontade. Não é difícil transformar gente livre em escrava; basta estabelecer uma regra que vise às fraquezas humanas mais comuns. É mais infalível do que um caçador experiente saltando uma armadilha.”

 

 

Vamos contar um conto? =D

Esta minha edição do livro A Árvore que Dava Dinheiro do autor Domingos Pelegrini, com 93 páginas faz parte da Coleção Veredas da Editora Moderna para o público infanto-juvenil está na 35ª edição.

A história é o que o título promete: uma árvore resolve distribuir dinheiro para a cidade.  E aí ninguém quer trabalhar mais, ninguém cozinha, ninguém lava, e o povo da cidade resolve ir morar na cidade grande. Acabou? Não. Aí recomeça outro conto: o dinheiro vira pó quando sai da cidade. A televisão vem e os turistas querem aproveitar a cidade. Todos os moradores aproveitam pra ganhar dinheiro de verdade. E criam restaurantes, hotéis, passeios. E os turistas acabam com a cidade, jogam sujeira nos rios, nas praças e as árvores páram de dar dinheiro. Acabou? Não. Aí começa outro conto: Eles resolvem destruir todas as árvores, retomar a cidade. E as que nasceram começaram a dar frutos. E eles venderam doces, geléias, bolos….

Qual a moral da história?

Bem, começando pelo título, já que a árvore pára de dar dinheiro no meio do livro. Uma das capas, mostra os três personagens “principais”: um morre no começo, a outra some da cidade e só volta no final, o outro parece inteligente e depois…não diz a que veio. Já a outra capa mostra a mesma cidade em duas situações: o bem e o mal causado pela ganância. Acho melhor.

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