Receitas…sem sabor :/

O livro A Parte Mais Tenra da autora, que é especialista em gastronomia, Ruth Reichl, conta em 304 páginas a história de uma menina americana que tem vergonha da comida da mãe, fica na cozinha junto com a tia-avó vendoa-a cozinhar maravilhosamente bem, vive numa família desestruturada, tem um irmão por parte de pai. Adolescente ela vai aprender francês no Canadá, aprende sobre a cozinha francesa ao frequentar a casa do ministro francês. Faz Artes e Mestrado em Artes e se casa com um artista. Viaja pra Europa e conhece a cozinha italiana ao se hospedar numa Villa. Ao voltar começa a trabalhar de garçonete. Depois começa a escrever sobre restaurantes e seus pratos.

Acho que a história pode ser semi-biográfica, até o nome da personagem é o mesmo. Me decepcionou o livro não cumprir a premissa ou os “blurbs” da contra-capa. Esperava algo no estilo “cozinhar salvou minha vida”, mas apesar de todos os gatilhos, a personagem nunca tentou ser uma “chef de cuisine“.

Trechos do Livro: “…ela foi a primeira pessoa que jamais conheci que entendia o poder da culinária… mas cozinhava mais para si própria do que para os outros.” “Vendo a… preparar uma gougère na cozinha, perguntei-me o que a imaginação tinha a ver com aquilo. Parecia-me que cozinhar era sobretudo uma questão de organização.”

Teor Adulto, mas é Balzac 😉

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O livro A Menina dos Olhos de Ouro é um romance breve de Honoré de Balzac com apenas 93 páginas, faz parte da obra História dos Treze. A história, baseada num quadro do pintor Eugène Delacroix La Morte de Sardanapale (abaixo), conta a história de uma moça que vive cercada de guardiões por causa de sua beleza, mas um jovem milionário entediado resolve possuí-la ao encarar seus olhos cor de mel. Os cabelos, não sabemos, já que no começo o autor diz ruivo e no final diz negro. Toda a aventura para se encontrar com a moça é cheia de detalhes assim como os locais do encontro: primeiro em um pardieiro, depois em um palácio. Ele se apaixona e se descobre usado por ela. E tem o trágico final como mostra a pintura. O romance é machista, traz termos que colocam a mulher como um simples objeto para o homem. Uma propriedade. O erotismo está todo detalhado nela, já que o rapaz só mostra o peito sem camisa. Também tem um filme francês de 1961.

Trechos do livro: “Não há mistérios para eles; conhecem a parte secreta da sociedade, da qual são confessores, e naturalmente a desprezam…Em cada momento o homem de negócios pesa os vivos, o homem de contratos pesa os mortos e o homem de leis pesa as consciências.” ” O prazer assemelha-se a algumas substâncias medicinais: para obter constantemente o mesmo efeito, é preciso dobrar a dosagem: no fim da linha encontra-se a morte ou o embrutecimento.” “…podem-se encontrar no mundo das mulheres grupos de pessoas felizes, capaz de viver do jeito oriental conseguindo guardar sua beleza…ficando ocultas feito plantas raras que abrem suas pétalas em horários determinados…”

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“Não vale a pena morrer por isso”

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O livro O Pintor de Pássaros do autor Howard Norman conta em 256 páginas a história de Fabian, um adolescente que resolve pintar pássaros e mora numa cidadezinha remota, numa ilha. Tudo gira em torno do período de caça ao bacalhau e venda do produto. Não há muito o que fazer na cidade, ele se envolve com a filha do barqueiro, uma menina à frente de seu tempo. Contada em primeira pessoa por ele, a história mostra seu crescimento como pessoa e como pintor, até aceitar um casamento arranjado com uma prima distante que nunca viu, mesmo se relacionando com Margarete a filha do barqueiro. Após o adultério de sua mãe com o faroleiro, ele se torna um assassino (não é spoiler – está no primeiro capítulo) e pra mudar de vida, pinta um painel na igreja sobre a sua cidade.

Trechos do Livro: “Ele me mandou um dicionário de presente de Natal…com um bilhete anexo que dizia: “De agora em diante, leia cada uma de minhas cartas com esse livro a mão.Não vou voltar atrás na minha educação em seu benefício.”  “…guardava para si a maior parte de seus pensamentos. Eu o considerava um homem tranquilo. Sua reação predileta diante dos boatos mais grosseiros…era: Bem, não vale a pena morrer por isso, não é?” “Sou bastante impaciente com as pessoas que dizem que vão fazer alguma coisa e pelo menos nem tentam. Acabamos envolvidos por todo o entusiasmo delas; de repente as coisas mudam…” “…a memória vem aos trancos e barrancos. Talvez nossas recordações sejam feitas, afinal, de esquecimentos seletivos, e vice-versa…”

O Livre-Arbítrio, Salve!

 

O título deste post é para agradecer à liberdade de leitura que temos e não aproveitamos! =D porque esse seria um dos livros queimados pela inquisição, com certeza! 😉

Não entendi a capa dessa edição que é um relevo artístico. Se fosse pra escolher uma arte, porque não colocar o quadro do Albrecht Durer, citado no primeiro capítulo, e na qual o romance é baseado? Como a linguagem do Saramago é egoísta e irônica, ele poderia ter usado os quadros “religiosos” do pintor holandês Hieronymus Bosch, que tem toda essa verve de humor e pecado. O livro que finalizei foi O Evangelho Segundo Jesus Cristo do escritor português, José Saramago. Em 445 páginas lotadas de texto sem divisórias de diálogos ou descrições, o autor se inspira nas histórias dos quatro evangelhos bíblicos para contar sua história. É limítrofe como o texto se encontra entre a inspiração e o plágio – melhor dizer, a versão do narrador. O narrador vê um quadro numa parede (figura acima) e a partir daí, temos a versão dele para todos os acontecimentos já narrados em quatro versões anteriores: Mateus, Marcos, Lucas e João. O livro conta desde o nascimento até a morte e é cíclico, começando e terminando o narrador em frente ao quadro, narrando cada momento da figura. O narrador está no momento presente, e estava em cada acontecimento, como um anjo da anunciação, por isso o título “evangelho” que significa “boa nova”.

Não vi nada de anti-religioso no livro, e nada de polêmico. Quem virginaliza e santifica a Maria, é a igreja católica – as outras denominações cristãs, aceitam o fato de que ela teve outros filhos e filhas e não há louvores em seu nome. Acho que se os personagens tivessem seus nomes trocados, quem não leu a história anterior, não ia nem lembrar da figura de Cristo idealizada pela igreja católica. O autor também é fiel ao período em que se passa a história e mostra que o que aconteceu com os personagens bíblicos -e que é tratado como diferente – era comum acontecer naquelas aldeias e cidades, como andar com alforje contendo pães e peixes e dividir com outros e a crucificação. Também o tratamento dos homens como superior à mulher : “…definia o mais sábio dos homens como aquele que melhor saiba pôr-se a coberto das artes e artimanhas femininas.”

Trechos do livro: “…sentira a dor…mas como uma dor…sentida por outrem, quem, o filho que dentro de sí está…que possa um corpo sentir uma dor que não é sua…sentindo-a como se sua própria fosse…” “O outro soldado riscando o chão…disse, Muito desgraçados somos nós, que não nos chega praticarmos a parte de mal que nos coube por natureza, e ainda temos de ser braço da maldade de outros e do seu poder.” “…mas em verdade há sorrizos que dizem tudo, uma mulher está parada, com os olhos perdidos no vago…e de súbito começa a sorrir, um sorriso lento, reflexivo, como uma imagem emergindo da água…só um cego, por não poder vê-lo, pensaria que a mulher…dormiu outra noite sem seu marido.” “…talvez os homens nasçam com a verdade dentro de si e só não a digam porque não acreditam que ela seja a verdade.” “Não diremos, como um poeta disse, que o melhor do mundo são as crianças, mas é graças a elas que as vezes os adultos conseguem dar…certos difíceis passos…”

Cada leitor encontra um significado do texto, o mesmo acontece com os religiosos quando lêem livros sagrados. O autor Gustave Flaubert também escreveu uma idéia baseada em um quadro religioso de mesmo nome do livro:

De onde viemos…de verdade? :/

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“A ORIGINALIDADE CONSISTE EM VOLTAR ÀS ORIGENS.” Antoni Gaudi

O livro Origem de Dan Brown, é uma volta aos suspenses de conspiração religiosa, como ele se tornou mais conhecido em outras partes do mundo. A capa do livro (Michael J. Windsor) remete à  várias citações : um olho, muito citado no livro, uma escada espiral, a cor azul internacional Klein (evoca imaterialidade e ilimitabilidade), a espiral de Arquimedes, a sequência de Finabonacci, a abertura do órgão feminino, o símbolo arroba (@).

Esse livro conta a história de um ateu que resolve provar de onde a vida se originou, usando a mistura de ciência e tecnologia. E para isso ele usa a intenet pra espalhar notícias, falsas e verdadeiras e tornar o evento de falar sobre suas descobertas, um show de tecnologia.

A pesquisa de Dan Brown sobre os diversos assuntos tratados no livro é, no mínimo, curiosa. Ele fala de religião, mais profundamente sobre uma vertente da católica. Ele fala muito sobre Arte, talvez por ser casado com uma artista. Ele fala muito sobre pesquisas científicas, alienígenas e sobre tecnologia e William Blake. Consegue misturar isso tudo num esquema de gato-e-rato dos personagens principais -o famoso Professor Langdon e sua parceira uma jornalista- com a família real espanhola!!!!

Parece um roteiro de filme de aventura e acho que vai funcionar muito bem para um cinema. O texto é todo sobre uma revelação, religiosos querendo esconder essa revelação, e não há um verdadeiro motivo pra isso, então o autor decide mudar o final -como uma opção alternativa- e todas as teorias do possível motivo, não acontecem e um personagem até diz algo como ” fiz tanto pra que o comunicado oficial dele não viesse à tona, e ele mudou o comunicado.”

Trechos do Livro: “…ciência e religião não competem, são duas linguagens diferentes tentando contar a mesma história.” “…parecia algo saído de uma alucinação alienígena: uma colagem rodopiante de formas metálicas retorcidas…massa caótica era coberta por mais de 30 mil placas de titânio que brilhavam como escamas de peixe…”

“…apesar de todos os esforços do seu Vaticano para silenciar homens como Galileu, a ciência dele acabou prevalecendo.” “Michelângelo é o padrão de ouro concebendo o Davi brilhantemente num contraponto efeminado , o pulso frouxo segurando uma funda flácida, revelando uma vulnerabilidade feminina…A obra é ao mesmo tempo delicada e mortífera.”

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“…um mundo cujas leis físicas tornam as coisas aleatórias , e não organizadas…devo admitir que a existência da vida é o único misterio científico que já me levou a pensar  na idéia de um criador.” “Percebi que nosso planeta estava sendo habitado por uma coisa muito maior…rotulada como um reino inteiramente novo.”

deborah jäger

origem

TUDO MENOS LIVRO! =)

Essa Tag eu vi no canal do YouTube Sociedade dos Autores Vivos.

thunder

1) Fale sobre quais desenhos animados você gosta

Gostava mais quando era criança: Cavalo de Fogo, ThunderCats, Caverna do Dragão, Smurfs.

2)Qual sua música favorita no momento?

Meghan Trainor – Dear Future Husband

3) O que você faz por horas, que não é ler?

Arte com objetos descartados 😉

4) Diga uma coisa que você ama e seu seguidores irão se surpreender em saber

Assistir filmes alternativos ❤ e documentários sobre Arte

Le cinema

5)Qual é a coisa desnecessáriamente especifica que você gosta de aprender?

Artesanato, caligrafia, jardinagem, jogar games, fotografia, idiomas…

6)Qual é coisa diferente/bizarra que você sabe fazer?

Máscara de Carnaval de Papiè Machè =D

7)Conta uma coisa que você fez/criou no ano passado (se puder, mostre!)

Meu Livro 🙂

enigma

8)Qual é o seu mais recente projeto pessoal?

Participar do NanoWrimo para finalizar meu outro livro.

9)Diga algo que você pensa com frequência

Uma oração em árabe

bismillahirrahmanirrahim-arabic-i121

10)Conte uma coisa favorita sua, bem especifica.

Minhas “agendas” da adolescencia 😉

agendas

11)Por último, diga a primeira coisa que vem a sua mente!

LIVROS!!  =D e comida, hhhh

“Cada Traço é Único.” <3

O livro O Coração do Pincel de Kazuaki Tanahashi, com 156 páginas, fala sobre a arte, poesia, escritos, idéias e vivências desse artista que gosta de inovar provocando os críticos de sua arte. Ele descreve de forma poética, como o observador da arte deve pensar e sentir para entender o processo do artista, não apenas ver a arte. Ele achava que a beleza era um obstáculo à arte.

Trechos do livro: Esse trecho mostra o quanto ele era irônico o que sua arte representa para as pessoas: “O gerente de hóspedes do mosteiro zen em Tassajara, California, telefonou-me um dia: “Acabamos de notar que a pintura do círculo que você nos deu tem escrito, no verso, o seguinte título: ‘Quadrado’. Você fez de propósito ou foi um engano?” “Ah, não me lembro”, repliquei. “Mas acho que é um título fantástico. Por favor, mantenha-o.”

“Numa pintura de um só traço não há muito espaço para a composição. Apenas desenhe uma linha em qualquer ponto de um pedaço de papel. Restam ainda assim, vastas possibilidades do que pode vir a ocorrer, dependendo do quanto o pincel ficou embebido de tinta…”

“A pintura sem espaço negativo é como música sem silêncio. Para que a música tenha intensidade, a parte silenciosa deve ser bem executada…”

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