Título Perfeito sobre a Guerra

réquiem
substantivo masculino
  1. 1.
    litur prece que a Igreja faz para os mortos.
  2. 2.
    mús composição sobre o texto litúrgico da missa dos mortos cujo introito começa com as palavras latinas requiem aeternam (‘repouso eterno’).

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Esta edição do livro Rèquiem da autora japonesa Shizuko Go, de 1972, recebeu o Prêmio Akutagawa um ano após seu lançamento. Em 141 páginas o narrador nos mostra a correspondência de duas adolescentes no período de guerra. Uma, é fiel às doutrinas de seu país e quer dar a vida e lutar. A outra é filha de um pai que viveu no país inimigo e lhe trouxe a literatura como fuga e como ensinamento. E uma tenta ensinar à outra aquilo que cada uma possui: uma incentiva a continuar a estudar e trabalhar pelo Japão. A outra empresta livros e fala como eles são maravilhosos.

Claro que é um drama de guerra, sem final feliz, mas postei no Twitter que me identifiquei com a personagem que gosta dos mesmos livros que eu! ♥♥♥

Trechos do livro: “…a guerra é como se fosse uma tempestade. Ela chega…estraga sua vida e, de repente, some, desaparece,acaba. …Você e eu estamos na mesma posição; dois indivíduos presos nas armadilhas do sistema.” “A única coisa que a mantinha viva era a certeza de que, brevemente, ela também morreria.” “Emboram tivessem uma vida inteira pela frente, conversavam como se fossem duas velhas…”

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A Guerra…Porquê? =/

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O livro Hiroshima Nunca Mais – Não se Esqueçam da Rosa, da autora Giselda Laporta Nicolelis, traz em apenas 40 páginas um relato fictício baseado em um fato real: 40 anos após sobreviver à bomba de Hiroshima, um médico vê sua filha sofrer os efeitos tardios da radioatividade. Relato que nos faz pensar na cidade de Aleppo que vem sofrendo com a guerra sem motivo. E nos faz pensar, será que alguém poderia fazer alguma coisa?

Trechos do livro: “…e de repente não havia mais cidade, não havia mais manhã…e mesmo os que não morreram, carregaram pela vida afora as marcas da tragédia.”

“Quando estou muito triste mesmo, faço de conta que não aconteceu nada e deixo para pensar no assunto no dia seguinte…”

 

Para chorar litros :(

O livro Querida Sue da autora Jessica Brockmole, de 2013 com 255 páginas, se passa paralelamente em dois momentos da história: em 1912, período da primeira guerra e 1940 período da segunda guerra. Vemos a Sue Jovem se apaixonando durante a guerra e depois vivendo isso através de sua filha no cenário da Escócia. E toda a correspondência dessa época se dava por meio de cartas ❤

O título do livro me incomodou – o original remete à ilha onde mora a poetisa Sue. A casa da capa realmente parece mostrar a paisagem descrita no livro. A história tem algumas inconsistências que não desmerece todo o romance e a nostalgia de quem já viveu essa loucura de esperar um envelope por dias e dias… Chorei…os do

Trechos do livro: “Sei que eu nunca poderei enviar esta carta; ela vai acabar na lareira, no instante em que eu terminar de passar as palavras para o papel…ensinado que uma carta nem sempre é apenas uma carta. As palavras na folha são capazes de inundar a alma.” “um livro é um jardim carregado no bolso.”

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Lendo o Séc. XVIII

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Será que gostar muito de autor, me fará gostar de todas as suas obras? Não necessariamente. O livro Rebecca é um dos meus favoritos da vida. E não posso dizer o mesmo de Forte é o Cristal de Daphne du Marier, com 375 páginas nessa edição de 1974. conta a história de uma familia de vidreiros, com suas fornalhas e trabalhadores do vidro, seus problemas familiares, problemas com a guerra numa Paris com a realeza se exibindo no período de 1747 a 1844. Um relato linear do ponto de vista da personagem principal Sophie Duval. Não tem um relato envolvente, não tem nada que me prende à história ou aos personagens. Mas tenho que admitir que a escrita da autora é muito bem elaborada e sem deixar nenhuma ponta solta, tudo muito bem amarrado. Vale a pena conhecer outras obras dos autores que gosto. Farei isso mais vezes. =)

 

Refinamento Narrativo

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Ganhei vários livros no final de novembro, mês do meu aniversário. Então passei esses livros na frente na minha lista de leituras. Um deles é Meio Sol Amarelo da Chimamanda Ngozi Adichie, com 502 páginas que eu devorei em quatro dias. Não sei se consigo descrever como gostei da escrita, da forma refinada de contar sobre a guerra, sobre o caos, sobre o sofrimento. Não é drama. É uma nova forma de escrever uma narrativa dramática. A autora é nigeriana, estudou nos Estados Unidos e ganhou vários prêmios – merecido – por suas obras literárias. 

Apesar de contar sobre o período em que parte da Nigéria tentou se dividir, criando um país chamado Biafra, que causou a morte de milhares de nigerianos, o livro não é histórico. A própria nota da autora diz que “se baseou na guerra”, que aconteceu em 1967-1970 para contar “verdades imaginadas”. Alguns blogs dizem que ela conta uma história única em seus livros, mas a própria autora fala em um vídeo de entrevistas sobre o perigo de escrever sobre o mesmo tema.  Com quase dois milhões de visualizações, esse vídeo criou polêmica entre alguns blogueiros.

Trecho do livro: “…tinha salvado as flores, da mesma forma como salvava embalagens velhas de açúcar , rolhas, até mesmo casca de cará. Isso se ligava ao fato de nunca ter tido o suficiente, ela sabia disso, da incapacidade de jogar qualquer coisa fora, até mesmo as inúteis.”

Vale muito a pena sair de leituras conhecidas e confortáveis para conhecer uma nova forma de contar histórias.

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Também já existe um filme baseado no livro. Quero ver.

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