Quem não criou vários blogs e páginas e depois esqueceu? Aqui vou mostrar as redes sociais que ainda mantenho, apesar da pouca frequência de algumas. Quais ainda mantenho? Quais eu desisti? O link de cada uma. Deixe seus links no comentário pra eu visitar.

 

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https://projetosnopapel.tumblr.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Goodreads:

 

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Baseado em fatos verídicos

O livro O Planalto e A Estepe do autor angolano Pepetela, conta uma história de um amor proibido entre dois estudantes na Rússia. Ele angolano de olhos azuis; ela filha do ministro da Mongólia. Em 188 páginas recheadas de guerra e idealismo juvenil nos anos 60, em que os povos lutavam para ser “como um só”. Julio ama Sarangel e quer se casar com ela. Mas as questões políticas os afastam. Ele, ganhador de uma bolsa para estudar em Moscou, passa o tempo namorando e engravida a menina. O ministro toma as rédeas da situação e a afasta de Moscou, levando-a de volta pra Mongólia. Ele faz de tudo pra reencontrá-la, mas nem as pessoas influentes que ele conhece, conseguem ajudá-lo. Então ele vai pra guerra, descobre a realidade por trás da utopia, que as idéias são boas mas não sobrevivem à prática.

O livro é bom, bem escrito, bem focado, sem dispersão. E com poesia. Mas…

⚠️Spoiler: o personagem principal é muito sem noção: criança ele prefere andar com os negros, porque não é racista. Mas o que parece é que ele faz isso porque eles o tratam como superior, o que os colegas não fazem. Quando jovem briga com a família e nem pensa na guerra que eles estão vivendo lá na África. E passa páginas tentando convencer o leitor que ele só queria sua filha e sua mulher porque ele se importa com a família. Ele não dá valor as próprias conquistas, porque quer se vingar do pai da Sarangel tendo ela de volta. Parece uma criança de quem tiraram o doce. Dá até uma felicidade saber que ela se saiu bem: casou com um embaixador e teve dois filhos estudiosos com ele. Enquanto ele fazia criancices por aí.

Mas mesmo com um personagem sem noção, vale a pena a leitura.

Trechos do livro: “Foi mesmo a primeira música que aprendi a ouvir. Os ritmos variam, conforme a nuvem de chuva é mais grossa ou menos espessa, ou conforme a força e direção do vento. ” ” O tempo goza com a nossa estúpida vaidade, passa por nós como um foguete, nos torna seus escravo.” “Mas eu não era amigo dos pretos por serem pretos, nem via bem as cores…era amigo dos meus amigos…” “Quando a gente é pequena, só o dinheiro faz horizontes se abrirem.” “Só para os profetas e os escritores as palavras são sagrados.” “…ela não vai saber que o nosso relacionamento começou com uma mentira sem gravidade. Há quem jure, uma relação sã só admite a verdade.” “Parecia um bicho defendendo seu espaço, ah, a emancipação das mulheres, estudávamos…mas era algo teórico.” “…não acontecerá nada porque não reparamos neles. Se repararmos nesses bizarros estudantes e fizermos qualquer coisa contra ou a favor deles, aí sim, eles passam a existir realmente e os problemas se tornam também reais”.

A Mágica Descoberta do Brasil 🇧🇷

O livro A Descoberta do Novo Mundo da autora Nacional Mary Del Priore, conta de forma mágica, em 109 páginas cheias de lindas ilustrações de João Lin, uma viagem em que dois órfãos Pedro e Paulo passam por várias aventuras no navio que os traz à Terra de Santa Cruz. Foi uma viagem marcada por tempestades, privações até serem ajudados por um outro navio que passava. Ouviram histórias macabras sobre o lugar: índios canibais, serpentes com cara de cachorro, monstros. Eles estavam adorando viver as aventuras, mas foram entregues aos jesuítas quando aportaram. Ele falava do pecado de olhar as índias nuas, fazia-os se auto mutilar para não pensar no pecado. Eles resolvem fugir. Ao encontrar os “selvagens”, vêem que a história é diferente, que eles são pacíficos, limpos e as índias são lindas.

#paraleremumdia

Trechos do Livro: “Lutar pela fé católica. Tornar-se, talvez, um santo. Ninguém lhe explicou onde era o ‘longe’. Quem eram os selvagens e se queria virar santo.” “…eles usariam a mesma roupa meses à fio e esta só seria lavada pela água da chuva.” “Doente e com febre, um passageiro lançou-se ao mar em completo estado de alucinação. Morreu de sede em pleno oceano.”

Uma Outra Lolita :/

O livro O Amante da autora francesa nascida na Indochina Marguerite Duras, conta em 132 páginas uma narrativa construída sobre material autobiográfico. Esse livro foi lançado na França em 1984 e ganhou o Prêmio Goncourt. Essa história não é linear, a autora se permite ir e vir no tempo, repetindo a descrição de certas passagens do livro, mas dizendo de outra forma. Essas descrições não são cansativas apesar de repetitivas. Vamos à história:

Uma garota atravessa a balsa onde um homem dentro de uma limusine olha pra ela com olhar de posse. Ela é branca, ele chinês. Ela muito pobre, ele muito rico. Ela estuda num pensionato e ele a espera no portão. Ele a leva para um quarto. Ela é muito criança e as cenas mostram a falta de maturidade da menina, que é abusada e ainda acusada de culpada por ter causado desejo nele. Ele dá dinheiro, leva a menina em caros restaurantes. A mãe briga com ela, mas aceita o dinheiro. As meninas da escola são proibidas de falar com ela.

Sobre o ponto de vista da mulher idosa que relembra sua infância roubada, o livro é triste e bem escrito.

Trechos do Livro:”Eu queria matar meu irmão mais velho, queria matá-lo, derrotá-lo uma vez e vê-lo morrer. Para afastar dos olhos da minha mãe o objeto do seu amor…” “Vestem-se para nada. Elas se cuidam. Na sombra dessas mansões, preparam-se para mais tarde, acreditando viver um romance…Esse desrespeito que as mulheres têm por si mesmas sempre me pareceu um erro.” ” Compreendi que minha mãe era completamente louca…jamais a compreendi…Mas ela era. De nascença. Estava no sangue.” “O povo daqui gosta de estar junto, sobretudo os pobres, eles vêm do campo e preferem viver assim ao ar livre, nas ruas. E não se devem destruir os hábitos dos pobres.” “Em nossa família não comemoramos coisa alguma, nunca uma árvore de Natal…” “…comprado uma casa…Era o único bem que possuíamos. Ele joga. Minha mãe a vende para pagar suas dívidas. Mas isso não chega, nunca chega.”

Lendo em Inglês #2

O livro The Secret Garden é um livro infanto-juvenil nessa edição ilustrada, da autora inglesa Frances Hodgson Burnett, conta em 95 páginas a história de uma família desestruturada: o pai rico que só trabalha, deixa o filho ao cuidado da enfermeira que cuida dele como se fosse doente: ele não anda, quase não come. Existe um jardim lacrado apos a morte da mãe.

Então chega a esta casa uma menina, sobrinha órfã e que gosta de flores. Com a ajuda do filho da ajudante da casa ela invade o jardim e começa a cuidar dele. E transforma a vida da família e sua própria vida.

O nível citado na contracapa é “Stage 2/ pre-intermediate/800 words/A2“, portanto a leitura é muito fácil, além de trazer informações extras no livro.

Descobrindo o crime :p

O livro O Jogo do Trinta do premiado autor William Kotzwinkle, conhecido por E.T. sua obra clássica, conta em 227 páginas um suspense onde um milionário dono de uma loja de antiguidades é morto dentro de sua mansão com veneno de cobra e não há sinais de arrombamento. O detetive McShane é chamado para investigar. A polícia não tem nenhum suspeito, já que o morto é bem visto na sociedade junto com sua elegante esposa e esportiva filha.

Spoiler⚠️ O autor usa o jogo do título pra ir contando o que está acontecendo. Usa o sumiço de um artefato egípcio caríssimo para tentar desorientar o leitor. Isso porque na página 32 eu já sabia quem era o assassino e o motivo. Só terminamos a leitura para saber como o autor vai nos mostrar a história. E é muito triste toda a parte do incesto, abuso infantil, sequestro de crianças. Não há descrições detalhadas, mas este não é um livro infanto-juvenil, como estava na biblioteca 😤 .

Vale a pena mesmo assim, para conhecer sobre o detetive que entende de perfumes e conhecer o jogo. Veja minha Tag dos Livros Perfumados 😉

Os assassinos também são doenças :/

O livro Ardabiola do autor russo Ievgueni Ievtuschenko, edição de 1984 da Editora Best Seller, conta em 119 páginas a história de um botânico que cria a planta que dá título ao livro à partir do cruzamento de um inseto com uma planta. Essa planta seria a cura do câncer, e em sua tese de mestrado quer financiamento pra provar isso. Esses estudos acabam com seu casamento, e após achar que seu teste com a ardabiola surtiu efeito em seu pai, recebe a notícia que seu pai morreu de causa desconhecida.

O autor foi um dos primeiros poetas russos a ser conhecido no ocidente. Nesse romance faz uma crítica ao consumismo por coisas estrangeiras que virou febre após o fim do comunismo e até aonde um jovem pode ir pra ter o que não pode comprar.

Trechos do livro: “Um médico não tem o direito de se acostumar à morte. Se isso acontecer, ele deve abandonar a medicina.” “Vejo a coisa da seguinte maneira: as doenças são assassinas, mas os assassinos também são doenças, com tudo que isso acarreta.”