Muita Ação 🏃‍♀️ =)

O livro O Poço da Ascensão do autor americano Brandon Sanderson, continua a saga da turma da Vin e conta em 720 páginas, como ficou a equipe depois da morte de seu líder. Apesar de Elend dar um golpe e se tornar rei com a ajuda dos alomânticos, seu pai cerca a cidade com a ajuda de um exército. O povo não aceita a liderança de Elend porque pensa que ele está escondendo um mineral poderoso, que poderia ajudar os mais pobres. Mas Elend também está à procura do metal, e Vin descobre o quê está realmente acontecendo com as brumas.

SPOILER: Achei a problemática do primeiro livro melhor: destruir o vilão, e tentar colocar no poder alguém que apoie o povo sem dividir. Nesse segundo, um exército tenta invadir durante 70% do livro e a luta só acontece nos capítulos finais, mas não consegue sustentar a tensão por tantas páginas. O poço só aparece nos últimos capítulos do livro, mas não resolve os problemas de Vin. Os questionamento dos personagens por causa da morte do líder deles, continua por tida a história, fazendo o leitor pensar que Kelsie vai voltar. Achei a história meio que uma ponte para o terceiro livro.

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Finalizada a Série

O livro Sonhos com Deuses e Monstros da autora americana Laini Taylor cumpre em 560 páginas seu papel de livro de fantasia, encerrando bem a trilogia. Aqui temos Karou tentando convencer as Quimeras a não entrar numa guerra e Akiva tentando liderar os serafins contra Jael e voltar pra Eretz. Muitas traições, escolhas erradas marcam o final da guerra. Os novos dons de Akiva e Liraz ajudam a fechar os portões para o mundo humano.

SPOILER: não fiquei convencida de Karou nunca voltar a ser Madrigal- todos mudam de corpo mas não mudam de alma, caráter. Porque só ela? Quando ela se lembra de tudo, podia ter recomeçado de onde parou e não ter feito Akiva sofrer tanto. Não convence, dois jovens começando suas vidas juntos, abandonar o mundo humano pra se meter em confusão, já que Zuzana parecia tão mais responsável. Também aparecem muitos personagens novos e não dá tempo de conquistar o leitor. Mas no geral, a trilogia é boa.

QUE TUDO VÁ PARA AS FERRUGENS!! (Ö)

Imagina um livro que, tudo que você disser, será spoiler? Esse é o livro A Quinta Estação, primeiro da trilogia Terra Partida da autora americana N.K. Jemisin, que conta em 560 páginas a história de três mulheres: Damaya é uma garotinha que, ao demonstrar seu poder, a comunidade onde mora quer ela morta. Então sua mãe a entrega para um Guardião, que a leva para uma escola de treinamento desses poderes. Esses poderes não controlados podem matar a humanidade toda. Syenite é uma orogene, pessoa com poder de mover calor, podendo retirar o calor do corpo humano até a morte. Também já está treinada a mover ondas de calor que podem causar desastres naturais, como vulcão, terremotos. Os níveis dos alunos são indicados por anéis e ela está usando 4 anéis e sendo orientada por um 10 anéis, que é o maior nível de treinamento. Essun é uma mulher em busca de vingança, porque seu marido descobriu que seu filho de três anos tinha poderes e o matou para salvar a comunidade e fugiu com a outra filha. Ela está indo atrás dele e se encontra com grupos que estão fugindo de uma rachadura que está aumentando e pode ser o fim do mundo. Ela faz amigos e inimigos nessa viagem. Ela também é uma orogene. Os dramas dessas mulheres nesse mundo caótico é contado de forma bruta pela autora, usando muito conhecimento geológico e científico.

SPOILER: em algum momento da história eu descobri parte de um dos plot twist que faz desse livro algo MÁGICO! Claro que cansa seguir pessoas durante 400 páginas e acontecer eventos apenas para explicar o mundo e os poderes das pessoas, mas pra leitores de fantasia, sabe que não tem outra forma de conhecer esses mundos diferentes. Também têm muita frase quebrada, por exemplo: “_os outros como você estão aqui, você começa. O rostinho dele se contrai, no entanto, em um sinal inconfundível de raiva. Você pára surpresa. _Eles não são como eu, replica friamente. Bem é isso então. E você terminou.” Claro que no final do livro você descobre que a autora não podia dar mais informações, porque ía estragar a surpresa, mas me incomodou a ponto de achar que fosse erro de tradução. Uma das histórias é contada em segunda pessoa, então parecia que estava lendo um relatório científico. Claro que depois de ler a NOTA DA AUTORA, isso também fez sentido. O livro tem sim começo, meio e fim, mas depois do fim, tem um capítulo mostrando que pode haver algo diferente em outros mundos, então o segundo livro pode ser uma história diferente.

TRECHOS DO LIVRO:

O Mal contra o Não-Mau

O livro O Ceifador o primeiro livro da trilogia do autor americano Neal Shusterman conta em 448 páginas a história de dois jovens Rowan e Citra, que são escolhidos por um Ceifador pra iniciar o aprendizado. Nenhum dos dois quer essa vida, e por isso mesmo foram escolhidos para coletar almas. A Ceifa é uma organização que coleta vidas, já que nesse mundo futurista perfeito não existe mais doenças, morte, pobreza. Então as pessoas são escolhidas aleatoriamente para serem coletadas e sua família ganha imunidade. Ser um ceifador também garante imunidade, então a família dos dois adolescentes ficam felizes por eles irem embora. Mas todos os treinamentos, testes e intrigas, faz com que Rowan e Citra mudem de idéia quanto às leis e ordens daquele mundo.

SPOILER: dois personagens que são contratados pra coletar almas, não gostam dos Ceifadores. Eles tem regras diferentes pra seus aprendizes. Um Ceifador gosta de coletar grupos inteiros, a cena do avião é horrível e a da praça de alimentação! O vilão é Goddard que só quer o poder e ameaça todo mundo.Ele mata por esporte. As cenas finais são muito emocionante, que até falei “Yes!” =)

TRECHOS DO LIVRO:

Fadas e Máquinas

O livro O Rei de Ferro da autora americana Julie Kagawa é o primeiro de uma trilogia e conta em 384 páginas a história de Meghan que tem 16 anos e seu pai desapareceu quando ela tinha 6. Sua mãe se casou de novo e agora ela tem um irmão de seis anos que diz pra ela que tem monstros no quarto. Ela nunca acredita nele, até que ele aparece um dia muito diferente, parecendo outra pessoa no corpo do Ethan. então seu melhor amigo conta pra ela que seu irmão foi “trocado” por um ser do mundo das fadas. Ela pede ajuda a ele pra trazer o irmão de volta e Puck diz que vai levá-la a Nevernever.

SPOILER: Contado em primeira pessoa, só temos a visão de Meghan para o que acontece. Os primeiros capítulos mostram o quanto ela é influenciável pelos meninos à sua volta – aceitando um convite suspeito de um rapaz que no dia anterior a chamou de vadia na frente de todo mundo. É claro que ia ser uma pegadinha. Depois ela vai para um mundo de monstros e seres com poderes mágicos pra “salvar” seu irmão. Ela faz amizade com um gato (como em Alice*) que repete toda hora pra ela: “pensa um pouco humana – o ferro faz mal; não somos confiáveis; você é fraca e ingênua,etc”. Mas parece que pedir pra ela pensar é um esforço absurdo, porque os próprios fairies nunca conseguiram enfrentar o Rei de Ferro, mas ela quer ir lá e destrui-lo, com um detalhe: sozinha. Só nas últimas vinte páginas que ela consegue trazer Ethan pra casa.

TRECHOS DO LIVRO:

Nevernight e a Sombra

O livro Nevernight do autor australiano Jay Kristoff, é o primeiro da trilogia dark fantasy lançada em 2016. Aqui a personagem principal Mia tem apenas 14 anos é é uma sombria, como a capa idealizada pelo autor já mostra, e o subtítulo, ela controla as sombras. Mas ela é órfã porque seu pai e sua mãe foram mortos considerados traidores. E um homem chamado Mercúrio diz que ela pode entrar para a equipe das Lâminas da Nossa Senhora do Bendito Assassinato. Ela aceita porque quer se vingar da morte de seus pais e descobrir “o quê” ela é e porque tem esse dom. então ela vai para uma escola sombria aprender a seduzir, a envenenar, a matar. E passa por vários testes e provas até sua última batalha.

SPOILER: achei a história muito boa, o que me incomodou foram as descrições meio equivocadas das tensões durante as cenas de sexo – eu achei que ela ia ter um caso com a melhor amiga, de tão masculina são as descrições dos sentimentos da garota. Escrito por um homem, compreensível, já que acham que pra uma mulher ser Fo*a, tem que agir como um deles. Bem machista. Pode ter cena de sexo num livro adulto? Pode, mas…4 páginas descrevendo a cena que todo adulto conhece, é um pouco de exagero. Outra coisa são as cenas escatológicas que não precisam ser descritivas para que as pessoas entendam. Desnecessário, mas entendo que ele queria ser um “escritor diferentão”. Tem esse mundo que só chega até o crepúsculo, mas não anoitece. A noite chamada Veratreva só vem a cada dois anos. A Sombria tem um gato em forma de sombra que ela o chama Sr simpático, me lembrando Alice do País das Maravilhas.

TRECHOS DO LIVRO:

De Rebelde a Prisioneira

O livro A Traidora do Trono, segundo da série da autora canadense Alwyn Hamilton, conta em 521 páginas a saga dos rebeldes para retomada do trono. Amina, a bandida de olhos azuis e protagonista, ainda está junto com os rebeldes armando planos para destronar o sultão e colocar seu filho mais velho no trono. Mas com a ajuda de seus antigos amigos e parentes, o sultão consegue aprisioná-la e “domar” seus poderes de moldar a areia do deserto. então ela fica no palácio do sultão onde conhece seus filhos e suas esposas, conhece a “guerra de mulheres” pelos favores do sultão e todas as tramas do palácio, até ser resgatada.

SPOILER: Não sobra muito da rebelde nesse livro. A pele dos djims é muito requisitada pelos ricos, então ela e outros rebeldes, passam o tempo fugindo. O Jin, lider dos rebeldes, tira férias e larga sua equipe sozinha. Ela finalmente encontra a tia dela, que não gosta da rebelião, nem dela. E seu antigo amigo, sua tia e sua prima são os que entregam ela pro Sultão, que coloca ferro sobre a pele dela, então ele não tem mais poder. Aí ela passa o livro como uma mortal comum, fazendo besteiras e falando da culpa de deixar pessoas pra trás pra se salvar. PQP! É isso que torna as pessoas humanas!

Tem umas partes boas, como a prima dela mudar por causa do filho que nasce. Ela se torna uma rebelde muito da boa!! Ela faz um discurso emocionante! Alguém corta o cabelo dela curto e na festa colocam pingentes de pérolas. Me lembrou Cleópatra. O exército Steampunk aparece, mas como ela tá sem poder, eles não são necessários pra ganhar uma guerra. O plot twist da Leyla ser do mal foi meio fraco, mas deu uma guinada nos possíveis arcos da história.

TRECHOS DO LIVRO:

Batalha entre o Bem e o Mal





O livro Dias de Sangue e Estrelas da autora americana Laini Taylor é o segundo da série. Continuamos com a história de Karou que é uma humana apaixonada por Akiva, um serafim. Mas no passado ela foi uma quimera e após a bataçha entre anjos e quimeras, Karou se torna uma ressucitadora, isto é, ela coloca as almas dos quimeras mortos por anjos, dentro de outros corpos. Akiva e Karou ainda pensam em unir forças para acabar com a batalha.

SPOILER: Durante duzentas páginas vemos o narrador seguir Karou trabalhando pro Lobo, e pensando no passado e se arrependendo. Aí o narrador vai mostrar Akiva, voando com seus irmãos e pensando no passado e se arrependendo. Só nas últimas cem páginas é que acontece algo novo: sua amiga humana aparece no deserto e ela deixa ela confraternizar com os “monstros”; ela descobre que o Lobo estava “mentindo” pra ela (a gente já sabia) e ela mata ele, ressurreciona ele com a alme de Kirin!! Isso foi fantástico.

Uma história no Deserto

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O livro A Rebelde do Deserto da autora canadense Alwyn Hamilton conta em 283 páginas a história de Amani, uma garota de 16 anos que vive em uma pequena vila com seu tio, suas esposas e seus primos. Para alguns povos orientais (o que não fica claro no livro, mas é assim até hoje) existem três fatores que declinam o nível de uma pessoa – ser pobre, ser órfão, ser mulher. E a personagem é essa pessoa sem atrativos, a não ser seus olhos azuis entre um povo de olhos castanhos. Isso a torna mais uma aberração do que uma pessoa única. Mas ela quer sair dessa vila e ir para uma cidade distante, cidade que sua mãe chamava de paraíso antes de ser enforcada por traição. Então ela começa a traçar planos para fugir. e O APARECIMENTO DE UMA CRIATURA MÁGICA AJUDA NOS PLANOS DELA.

SPOILER: como todo livro de fantasia, a personagem é uma adolescente que acha que pode tudo. Aqui ela até tem um motivo pra querer fugir, quando ouve as intenções de seu tio querendo que ela se torne mais uma esposa. Mas não fica explicado o motivo que ela não quer casar com ninguém, só quer ir embora porque ouviu uma história. Outros rapazes querem casar com ela. Ela gosta de se vestir de menino e treinar tiro com armas. Ela tem um amigo deficiente. Dá pra ter empatia? Quase: ela é bocuda e não tem amor-próprio, já que vive se metendo em confusões que podem levar à morte, não só ela como a família e amigos. Então soa mais como hipocrisia essa bondade. A parte mágica da história é linda. Quando ela se descobre um djin, ser mágico que domina as areias do deserto, é emocionante.

Trechos do livro:

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Um livro de Dark Fantasy

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O livro A Companhia Negra é o primeiro da trilogia do autor americano Glen Cook e conta em 308 páginas a história contada por um médico de guerra chamado Chagas. Ele também é “cronista” da Companhia Negra, um grupo de mercenários contratados pelo “mal antigo” que retornou à vida e quer destruir rebeldes. Contada do ponto de vista do médico, só vemos partes dos acontecimentos que ele ouve e pouquíssimo do que ele vê. Seus companheiros são magos e feiticeiros, imortais, o Apanhador de Almas e uma Dama. Não temos as descrições das batalhas, porque o médico fica sempre em algum lugar pra cuidar dos feridos, então ele só sabe o que acontece se algum ferido lhe conta.

Não me cativou seguir esses “anti-heróis” por várias tramas como se fosse um eterno jogo de cartas, com frases curtas, como se nenhum deles soubesse elaborar uma frase de estrutura mais complexa. São muitos “seres” que lutam entre sí, todos do mal, então é o mais malvado lutando com o menos maldoso.