Projeto Leitura Compartilhada #2

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Nosso segundo Projeto de Leitura Compartilhada, com início em 01/07/2019 e finalizando em 31/07/2019 com a leitura de Judas O Obscuro do autor inglês Thomas Hardy. A minha edição em inglês é da Penguin Popular Classics em paperback com 490 páginas. A edição contém uma mapa que mostra a localização das cidades da história e um prefácio escrito pelo autor para a primeira edição em 1896.

Este é o nosso cronograma:

Projeto Leitura Compartilhada

Post #8 – Última Parte

Post #7 – Áudiobook

Post #6 – Parte 4

Post #5 – Leitura Terceira parte

Post #4 – Textos de Apoio 1

Post #3 – Segunda Parte

Post #2 – As Primeiras 100 páginas

Post #1 – Apresentação do Projeto.

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PROJETO I – JANEIRO 2016

“A tudo que é mortal – à morte, que tudo iguala e pacifica – ao mar onde se perdem os rios inumeráveis da vida, ofereço a minha obra e a mim mesmo.” Romain Rolland

Meu primeiro desafio para 2016 será ler essa “trilogia” que contém os sete livros que compõem a história de JEAN-CHRISTOPHE, um músico do século 19, meio biografia-ficção, foi lançado primeiro em um jornal de Paris, de 1904 a 1912. Escrito por Romain Rolland– que também escreveu biografias de Tolstói, Michelangelo, Gandhi e Bethoven- este livro ganhou o Grande Prêmio de Literatura da Academia Francesa em 1913 e em 1916 foi laureado com o Prêmio Nobel.

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A minha edição são esses três volumes, com capas lindíssimas. A primeira capa e a segunda são de Claude Monet, a terceira é de Paul Gauguin, da Editora Globo.

O que é uma leitura compartilhada? Me lembro que na época da escola, eu tive ótimas professoras de Língua Portuguesa e Literatura. A turma era dividida em cinco ou seis grupos e cada grupo devia ler um livro indicado e fazer uma análise do mesmo: o que gostei? o que não gostei? qual o problema apresentado? qual a solução dada? quais as palavras difíceis? qual os personagens principais e secundários? quais suas características físicas e psicológicas? Então nós apresentávamos lá na frente – com muita timidez normal nessa idade (10-12 anos), compartilhando a nossa impressão a respeito do livro e da história. Eu, como nerd total, lia o livro do meu grupo e todos os outros. Essa é a idéia principal: você não tem tempo de ler todos os livros bons que existem, então leia o máximo que puder e os outros….você conhece através dos compartilhamentos de jornais, revistas, web, sites, vlogs e conversa entre amigos. É assim que deve ser. 😀

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A Planilha de previsão de leitura, postada lá em cima, está disponível pra download aqui no blog, na página Projetos. você pode utilizar pra suas próprias leituras e idéias. A minha proposta é criar um post por semana, contando sobre a quantas anda a história, citar os melhores trechos e se você não gosta de spoiler, sinto muito, mas não sei definir exatamente o limite que te faz perder a curiosidade por uma boa história. Romeu e Julieta e Dom Casmurro estão aí pra provar que uma boa história vai ser sempre lida, refilmada, recontada, mesmo que todo mundo saiba como termina. =)

Post #1.

Post #2.

Post #3.

Post #4

Post #5

Post #6

Post #7

Post #8

Post #9

Post Final

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Um final WTF? =D

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O livro Pines faz parte da The Wayward Pines Trilogy, do autor americano de sucesso Blake Crouch, se transformou em série da Fox. Ele é um autor consagrado com seus livros de suspense, e no prefácio ele conta que esse livro é inspirado na antiga série de TV Twin Peaks.

O livro conta a história de um nada inteligente agente especial do governo – aqueles homens de preto – que é enviado junto com outro agente para encontrar outros dois agentes desaparecidos. Então eles vão à essa cidade que dá nome à trilogia para descobrir o que aconteceu de fato com os dois desaparecidos. Ao chegar na entrada da cidade, eles sofrem um acidente de carro. Aí ele acorda no chão, no meio das árvores e desmemoriado. E então acontecem sequências de encontros, hospital, polícia, médico, tudo muito estranho e ele demora a perceber que tem algo errado acontecendo. A cidade é toda perfeita, as pessoas parecem saída de um filme dos anos 60, e o médico tenta fazê-lo crer que ele é que está com problemas. No momento em que prepara sua saída/fuga dessa cidade é que ele descobre que não há saída de Pines.

O livro também têm momentos em “outra dimensão” onde conta sobre como a mulher e o filho recebem a notícia do desaparecimento dele. Depois mostra a mulher e o filho nessa mesma “dimensão” que é a cidade de Pines.

Vejo um superhumanismo forçado nesse agente, que mesmo depois de drogado, sem se alimentar, ferido, infectado, cortado, quebrado, ainda consegue lutar, fugir, continuar. Quase parei a história. Mas o final justifica todas essas “falsas” derrapadas no texto. É só para tornar o enredo interessante, mas a explicação final justifica o que realmente aconteceu com ele.

Ainda não assisti a série de tv, dirigida pelo incrível M. Night Shyamalan.

Romance em forma de Poesia

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O livro de 1986 Janela do Sonho, da autora Patricia Bins, com 144 páginas, pode ser lido solo, mas é o último volume da Trilogia da Solidão. Li apenas este, porque estou tentando ler mais autores nacionais contemporâneos. Ela tem uma forma poética/dramática de contar a história da derrocada da família de Maria, o abandono de seu marido, o suicídio de sua filha, o casamento fracassado de seu filho, a revolução nas ruas de seu bairro e sua casa caindo aos pedaços. A capa é um óleo sobre tela de Ado Malagoli. Não combina com a história, mas é bela.

Trechos do livro: “…parei desde criança para a luta, para a conquista de posições justas e humanas. Filho de gente humilde, conheci na carne o câncer social…talvez por isso ainda não tenha tido tempo de amar uma única mulher. Não acredito em casamento  institucional ou em “tradição, família e propriedade” nos moldes atuais.”

As Lendas e suas inspirações

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Existe uma forma de escrita chamada “Remix Literário”, onde li a respeito no blog Remix do Leonardo Villa-Forte.  São recortes de textos originais que se transformam em um outro texto. Uma recriação.  Uma mesma história contada sobre outro ponto de vista. Inspiração. Até que ponto uma história é original? Ao escrever alguma coisa, bebemos na fonte da nossa memória, formada por tudo aquilo que lemos, que ouvimos, que assistimos… Neste link também cita grandes autores que usaram essa forma de escrita.

No livro A Caverna de Cristal, de Mary Stewart, de 1970 com 477 páginas, temos a Lenda de Merlin em 4 páginas. Está no final do livro, porque conta TODA a história do livro. O que a autora fez foi “rechear” essa lenda com detalhes e transformar em livro. Em nota da própria autora, ela conta em que fonte buscou sua inspiração.

É mais uma história de cavaleiros e guerras e magos. E um leve romance. Um livro juvenil, mas com uma pegada de aventura e recomendável para os fãs das lendas de Arthur.

Quer resenha? Clique Aqui.

Leitura Compartilhada – Final

 

Então chegamos ao final do Projeto Leitura Compartilhada, que consegui finalizar em aproximadamente dez semanas, com os 7 livros da trilogia Jean-Christophe do autor Romain Rolland. Este último volume encerra a história-biografia com 656 páginas. O último livro chamado O Novo Dia, JC já tem seu nome e sua música reconhecidos na Alemanha sua terra natal, em Paris onde vive e na Italia para  onde sempre viaja e onde mora seu grande amor da juventude, Grazia. Amor platônico por parte dele e amor de amiga por parte dela. Reencontra George o filho de seu falecido amigo e resolve cuidar dele, mas não se sai bem em sua missão. Viaja de novo para sua terra, reencontra seus amigos, assiste o casamento de seu “afilhado” George com a filha de sua paixão Grazia. Faz as pazes com Lévy-Coeur. E começa a definhar ao saber da morte de Grazia. Sente que todos que amou algum dia, estão em algum outro lado e que quer estar lá. Em seus últimos instantes de vida, começa a ouvir uma sinfonia, em que todos os instrumentos chegam à perfeição, e rodeado de seus amigos, vai encontrar seus amores. Trechos do livro: “…belos tipos italianos…que amavam com ternura a natureza, os velhos pintores, as flores, as mulheres, os livros, a boa mesa, a pátria, a música…Amavam tudo. Não davam preferência à nada.” “Não lê nada. Nesse mundo não se lê mais. Unicamente a música achou misericórdia. Aproveitou mesmo com a derrota da literatura. Quando essa gente se acha estafada, a música é para ela banho turco, vapor morno, massagem, narguilé. Não faz pensar: é uma transição entre o esporte e o amor.”

O livro conta com uma Bibliografia de Jean Christophe e uma Cronologia do autor Romain Rolland. Valeu a pena cada semana de leitura. Recomendadíssimo. Foram meus livros mais marcados com post-it. =D  Quer resenha? Clique Aqui.

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Leitura Compartilhada #9

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Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

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Leitura Compartilhada #7

Começando o terceiro volume. Olhando a Planilha, vejo que as férias e a maratona de Carnaval, fizeram um bem para as minhas leituras este ano! Estou conseguindo não só ler os volumes deste projeto, como incluir outras leituras, para não cair numa ressaca literária.

Neste livro I Em casa, do III volume de Jean-Christophe do autor Romain Rolland, JC resolve dividir um apartamento com seu melhor amigo Olivier. Mesmo tendo opiniões diferentes o poeta e o músico fazem essa amizade ficar mais forte. O francês Olivier dizia: “Na própria Literatura não viste senão o teatro de luxo…acreditas que um  trabalhador saiba sequer o que neles se passa? Como todos os estrangeiros, dás uma importância desmedida aos nossos romances…” JC respondia “A alegria de vocês é um engodo, um sonho de um fumador de ópio. Vocês se embriagam de liberdade e esquecem a vida.”

E finalmente o sucesso chega na vida de JC! Olivier consegue fazer com que um jornal fale dele e todos os repórters passam a querer falar com ele, e sua música passa a ser citada e tocada.