Sou especial? :/

A grande sacada do livro Passarinha da autora Kathryn Erskine, é contar a história na visão da própria criança. Em 224 páginas, a protagonista, que tem Sindrome de Asperger – uma forma de autismo – perde seu irmão mais velho, que a orientava na vida, para a violência: ele estudava em uma escola que foi alvo de atentado. Mas não é a história dele, nem da família e comunidade que tenta se reestabelecer, mas sobre uma criança, que tenta sozinha, se localizar nesse mundo esquisito chamado escola. É mais sobre como aceitar as diferenças, já que somos todos especiais. =D

Me identifiquei com a personagem, porque como ela, eu nunca fui muito sociável, não gostava do recreio, nunca fiz amigos no ensino fundamental… Vale a pena a leitura!

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Trechos do livro: “O bom dos livros é que as coisas do lado de dentro não mudam. As pessoas dizem que não se pode julgar um livropela capa…mas a capa diz exatamente o que tem dentro.” “Livros não são como pessoas. Livros são seguros.”

O objeto livro: a capa mostra uma menina em um ninho – remete à idéia de se esconder, o que a personagem faz dentro de um armário. A ausência de cor remete ao texto em que a personagem diz não gostar de cores. Mas o título e a tradução….mesmo com uma nota inicial da tradutora dizendo porque escolheu traduzir assim, acho que alguns títulos deveriam se manter no original. Porque Mockingbird é apenas um passarinho e título de um filme que a personagem gosta. E não significa que ela se identifique com a ave.

Mockingbird

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Um Lugar Mágico =)

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Para os amantes de livros, esse é o lugar mágico: uma imensa biblioteca com edições raras!! O livro A Livraria 24h do Mr Penumbra, do autor Robin Sloan, mostra que a livraria é mais uma biblioteca, que empresta volumes do que uma livraria. A história é bem nerd, com muita citação geek, uma história que deveria ter personagens adolescentes, mas por motivos de ações não favoráveis, os personagens têm vinte e poucos anos. É inverossímel, mas é divertido.

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O Bem mais precioso ♥♥♥♥♥

 

O livro Memória da Água da autora Emmi Itäranta, uma mestre em escrita criativa, que em 284 páginas, coloca a água como personagem principal nessa aventura dramática. De autora finlandesa que ficou entre os finalistas do Prêmio Philip K Dick Award com este livro, a história se passa num mundo futuro, parecido com o Japão do passado. Nesse mundo futuro a água é escassa, mas a história tem como cenário uma casa de chá, então um ítem necessário para a cerimônia.

O exército que distribui as cotas de água para a população, pinta um círculo azul na porta da casa de quem foi pego escondendo água – daí a capa do livro – e também o desenho dos dragões, que são vistod nas festas da Lua. Depois da morte de seu pai, a personagem da casa de chá, se vê obrigada a dividir sua água com pessoas da cidade e é descoberta pelos guardas. então o símbolo azul é pintado em sua porta e ela deixa sua história registrada.

Trechos do livro: “…nunca tinha ouvido um som reverberar assim, livre, impulsionado unicamente por sua própria força e vontade…ele me envolvia e me atraía, até que comecei ter a impressão de estar escutando por entre as paredes, dentro do escuro.”

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Uma obra do Realismo

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O livro Memorial de Aires, de Machado de Assis, com 170 páginas, se trata de um diário deste personagem, que aos sessenta anos se torna um observador da vida alheia, mais especificamente, daqueles que fazem parte de seu círculo de amigos, numa história que se passa em 1888, época da abolição da escravatura. O livro fala muito da velhice, da nostalgia de observar o amor entre os jovens, de sentir ternura ao ver crianças brincando e se descobrir não preparado para essa época da vida.

Senti falta de um fechamento mais empolgante; imaginava algo secreto por trás da história. Mas vale a leitura do meu escritor nacional favorito. Um dos. =)

Sobre o Japão…

Quer saber as histórias do japão sobre a ótica japonesa? Leia Musashi. :/

O livro O Samurai de Shusaku Endo, com 350 páginas escritas como ele mesmo diz “Nenhuma outra nação do mundo é tão desinteressada e apática em relação a qualquer coisa além de …lucros mundanos.” A escrita é desinteressante. Muito lenta, nada acontece. Só a ambição do padre, que dura até quase às últimas páginas é que empolga um pouco. Mas não é bem desenvolvida, já que é contada do ponto de vista do próprio. Já a vida dos emissários japoneses que são enviados à Espanha, na era feudal, depois abandonados pelo seu governo, é contada sobre o ponto de vista do narrador.

Trechos do livro: “…estive no Japão…pessoas tão desprovidas de franqueza, pois julgam uma virtude não permitir que alguém saiba o que estão pensando.” “Felicidade? Sua espécie de verdadeira felicidade é intensa demais para o Japão. Um remédio forte torna-se veneno no corpo de certas pessoas.”

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Tem um filme novo, baseado no livro Silencio do mesmo autor (mesma história desse livro pelo que eu li)

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