Leitura Compartilhada #5

 

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Entramos no segundo livro do Volume II, de Romain Rolland,  onde Jean Cristophe pensa que Paris vai ser sua salvação. Tem umas páginas de diálogos do narrador com o personagem, que não acrescenta nada e depois o trem chega à Paris. O livro se chama A Feira na Praça. A primeira visão que JC teve de Paris, foi de desânimo, mas tentava imaginar que havia uma “outra Paris”. Não consegue trabalhar sua música, mas consegue dar aulas para alguns da sociedade parisiense, que vive numa anarquia. JC vive em conflito com a moral elevada por pensamentos religiosos, e a naturalidade os vícios, as trocas de parceiros, a falta de moralismo. Trecho do livro:” Essa plebe musical enojava-o…que todo verdadeiro músico vive num universo sonoro… a música é o ar que ele respira, o céu que o envolve. Mesmo a sua alma é música.”

JC também travou contato com a sociedade literária e também ficou chocado com textos “a respeito de um pai que dormia com a filha de quinze anos…sobre um pai e seu filho de doze anos que dormiam com a mesma moça…um irmão que dormia com a irmã…” e achou essa sociedade doente. Um desse escritores se chama Lucien Lévy-Coeur e JC detestava-o: “…ele representava o espírito de ironia e decomposição que atacava brandamente… a família , o casamento, a religião, a pátria…tudo lhe servia de matéria de literatura: suas conquistas, seus vícios e os vícios dos amigos…narrava a vida privada de seus pais…”

Nessa época os defensores da República desejavam retirar os ainda poucos poderes da igreja sobre o Estado. Então JC pensa que no meio de grupos políticos pode haver melhores pensadores do que nos grupos de música e literatura. Mas também aterrorizou-se com as conversações hipócritas e suas idéias sobre a França ficaram abaladas.

Então ele conhece o poeta Olivier Jeannin e começa a gostar de Paris. Trecho do livro: ” A deliciosa luz de Paris!…pouco a pouco transformava seu coração, sem que ele o percebesse. Era para ele a mais bela das músicas.”

Música que ouvi durante a leitura:

 

 

 

 

 

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Memórias e Lembranças…

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Estava olhando minha lista de livros de 2004 e…descobri que minha memória é péssima! Será que todo mundo esquece tão rápido – nem tão rápido assim – os livros que leu? Quando leio menos livros em um ano, eu me lembro de cada historia por um tempo, mas estou tentando ler os livros não lidos da minha estante, então será uns 50 livros esse ano…

Mas quero dizer que eu gostei da autora Chitra Divakaruni e li dois de seus livros, mas não lembro nada das histórias:

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Um livro muito curioso que quero reler é Lail-Ah de H. James Kutcha, e tem no Kindle:

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Para relembrar aproveito pra ler resenhas e verificar se tem no Kindle =)  Um desses é Pais e Filhos de Ivan Turgueniev. Como assim eu não lembro?

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A Categoria de um Livro

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Publicado em 2001 o livro Por um Simples Pedaço de Cerâmica de Linda Sue Park, com 167 páginas, foi o ganhador da Newbery Medal – Prêmio de Literatura Infanto-Juvenil. Não entendo o porque considerá-lo “infantil”, talvez juvenil. A história, se passa na Coréia,  tem nuances que vão passar despercebidas para crianças! E se um livro precisa ser explicado para o leitor, significa que esse é o público errado para esse tipo de livro. a história de um menino órfão criado pelo amigo deficiente físico, que se oferece pra trabalhar para um ceramista – porque quer aprender a profissão, vem descobrir depois que esses segredos só podem ser passados de pai para filho. O livro fala de sentimentos da alma, de enxergar com o coração e de subjetividade não coerente com o público infantil. Claro que pode ser contada para crianças, mas muito da sutileza do ofício de ceramista, da busca da perfeição naquilo que se faz, vai se perder com esse público.

Porque estou dizendo isso? Porque tive esses problemas ao escrever um livro com teor adulto, mas porque os personagens são jovens, a editora queria colocá-lo na categoria infantil. Eu recuso com certeza a concordar com essas crianças precoces que lêem livros adultos. Mas tenho certeza que nós adultos adoramos muito da literatura infantil  =) , quando bem escrita. Esse é o caso deste livro. Ele pode ser usado para explicar às crianças conceitos como Amizade, Perseverança, Honra, Respeito, Propósito, Fé, Curiosidade,

Admiração, Honestidade, Fidelidade.  A capa são recortes de ilustrações de garças voando, citadas na história. Mas existem outras capas mais bonitas. Com certeza vou ler outros livros dessa autora. Quer resenha? Clique Aqui.

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Leitura Compartilhada #4

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Com as férias de Janeiro, pude fazer uma maratona literária e terminar vários livros que havia começado, bem como adiantar o desafio da Leitura Compartilhada. Nada difícil, se tratando de uma obra com Jean-Christophe, de Romain Rolland.  =)

Nesse segundo volume temos então o livro IV chamado A Revolta. Aqui encontro JC tentando provar pro mundo que suas idéias são geniais e, diante da recusa em que os cidadãos o recebem, ele se revolta contra a cidade, contra as emoções, contra a própria música, deixando de admirar os grandes mestres: “…a melancolia opulenta de Mendelssohn…era Litz…comediante de feira e…virtuosidade enfadonha…Era Shubert…submerso…de água…insípida. Até mesmo Bach…não estava isento de mentiras.”. E decide não mais aceitar imposições, o que traz vários problemas, já que é pobre e necessita trabalhar e sobreviver de música. Tentou tocar suas músicas e não foi bem recebido. O fracasso de sua obra, a hostilidade dos críticos e a arrogância da platéia que conversava durante a apresentação, mostra que JC tinha aquela confiança ingênua dos dezoito anos, que acredita no sucesso fácil e rápido. Precisando de trabalho, aceita a oferta de um judeu para fazer crítica musical em uma revista. suas críticas o tornam mais indesejado entre os cidadãos da cidade. e deixa seu emprego. Sua vontade é ir para Paris onde pensa que sua música será bem recebida, mas tem que ficar por causa de sua mãe.

A realeza rompe com JC e ele afunda em suas decisões sem conseguir colocar a cabeça fora d’água. Ele fica sem emprego, sem amigos, sem amor, sem sua música. Resolve imprimir uns livretos com suas canções conhecidas como Lieder. Alguns respeitáveis críticos viram ali sua genialidade, mas não decidiram por ajudá-lo e uma briga com soldados para defender uma moça, precipita sua fuga para Paris, sem mesmo despedir de sua mãe.

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Direitos do Consumidor de Livros?

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Estou me sentindo lesada, enganada!! =/

Este livro Coma e Emagreça Com Ficção Científica, não presta o serviço para o qual foi contratado – no caso, eu achei meio comédia por causa do tema e com bons autores – deixando uma vontade louca de contratar um advogado da literatura, dos meios literários! (tem isso?). É constituído por contos, nenhum deles escrito pelos três autores citados na capa (!) com 322 páginas. Eles são citados como organizadores do livro, mas não tem como saber quem escolheu qual conto. Gosto muito de dois desses autores, mas apenas o Isaac Asimov aparece no livro na introdução explicando sobre os textos. É uma coletânea com 15 contos, o maior deles com cerca de 70 páginas. Todos os contos tem um fundo de ficção científica, mas o assunto principal é ser gordo e tentar emagrecer. Os textos que mais gostei foram de autores que eu já conhecia: o escritor de ficção científica H.G. Wells e Stephen King. Aliás, esse conto vale a antologia toda, não por ser do Stephen King, não por fechar o livro com chave de ouro, mas por ter o final mais surpreendente! O personagem não acredita em nada do que está acontecendo, pensa até que são coincidências, até a cena final! Muito bom! Foi um golpe de mestre tê-lo deixado para o final, só assim não liguei pro PROCON…  =D

Merece uma citação o autor Scott Sanders (que nunca li) com o conto O Artista da Fome, história com começo meio e fim…voltando ao começo de uma forma cíclica e doentia! Muito bom! Quer resenha? Clique Aqui.

Troquem a capa…please!

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Verso é considerado cada linha de um poema e pode ser apresentado em segmento de palavras com um tipo de rítmica criando assim sílabas longas ou breves (versos métricos), de acordo com o número de sílabas (versos silábicos) ou segundo a acentuação (versos rítmicos). Não sou especialista em versos, mas gosto de certos escritores de poesias como Manuel de Barros, Cora Coralina e Mario Quintana.

Este livro, capa horrível,  O Lado Esquerdo do Meu Peito – Livro de Aprendizagem, do Affonso Romano de Sant’Anna, de 1992 com 212 páginas, é o meu primeiro contato com o poeta, cronista, ensaísta e professor. É divido em Aprendizagens Várias, Aprendizagem da História, Aprendizagem do Amor, Aprendizagem da Poesia e Aprendizagem da Morte, cada um com cerca de 25 poemas. É fácil gostar de algumas, mas a parte sobre o amor, é muito erótica, beira o pornográfico mesmo. :/

Trechos do livro: ” A certeza, sei, é desumana…Mas, às vezes, gostaria, de ter a estúpida e feliz certeza…por certo causa dano; mas é aspiração confessa; de quem, nietzchiano, se cansa; de ser humano – demasiadamente humano.”

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Falar de música… ♫♪

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Adoro ler ouvindo música e esse livro fala de música. 80% das músicas citadas, eu conheço =)  O livro é Alta Fidelidade, do Nick Hornby, com 260 páginas. Essa capa é muito sem graça, o personagem principal é um babaca, conhecido como “anti-herói”, dono de um “sebo” onde tenta vender os antigos discos de vinil e também fitas k-7. Coisa antiga. Ele e seus dois amigos gostam de listar as 5 melhores músicas de filme, os 5 melhores solos de música e por aí vai. Tem um romance/traição de fundo da história, que infelizmente passa a ser o foco principal.

Trechos do livro:”E se eu voltasse a dormir…por quarenta anos e acordasse sem dentes…num asilo de velhos , não teria com que me preocupar, porque o pior da vida, isto é, o restante dela, á teria acabado. E eu nem teria tido que me matar.” “Tenho a impressão de que se a gente coloca a música (e livros, provavelmente, e filmes e peças e qualquer coisa que faça você sentir) no centro da nossa existência, então não dá para organizar a vida amorosa…”

Quer resenha? Escolhi uma de alguém que adorou o livro: clique Aqui.

Também foi lançado um filme de mesmo nome em 2000, que eu não assisti, mas se tem o Jack Black, eu quero ver!  =D   Acho que minha lista iria deixar o Barry de cabelos em pé!

1-Still Loving You – Scorpion – 1984 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

2-Nothing Else Matter – Metallica – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

3- Piece of my Heart – Janis Joplin – 1968  ♫♪♫♪♫♪

4- November Rain – Guns &Roses – 1991 (e não gosto de música em tom menor) ♫♪

5- Imagine – na voz de Randy Cowford – 1986  ♫♪♫♪♫♪

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