Prefiro o título original =/

planet

O Jogo da Vida (A Patchwork Planet) da premiada autora Anne Tyler, com 315 páginas, é um livro sobre a colcha de retalhos que é a vida, numa fase complicada que é a velhice e cita um objeto de um personagem do livro, que passa a história fazendo uma colcha e no final da vida, a herdeira vê que tem um planeta estampado nela. Então por que mudar o título?? Porque a pessoa não leu/entendeu a história. O personagem principal é um rapaz entrando nos 30, divorciado, com uma filha, com pai dono de uma empresa, mas trabalho em serviços gerais em uma outra empresa que presta serviços para idosos. Ele teve muitos problemas durante a adolescência, furtando coisas na vizinhança, e seus pais decidiram colocá-lo num colégio interno. Ele não aprende nada. E só no final ele descobre que todo o problema em se relacionar, não aceitar as regras, vêm da Síndrome de Tourette, por isso é tratado como maluco pela família. Seu irmão e amigos de infância, todos bem-sucedidos, não lhe causam inveja, mas repulsa. Sem perceber, ele gosta dos “velhinhos” para os quais presta serviços. O que me incomodou é essa fase “sem noção” do personagem e o livro sem final. Além de preferir o título original, prefiro as capas americanas que remetem à história. Essa capa da minha edição (Ed. Mandarim; Geiza Caria) foi confeccionada por alguém que não leu a história. =/

livro-o-jogo-da-vida-anne-tyler-D_NQ_NP_767079-MLB25905278983_082017-F

Trechos do livro: “Não conseguia ficar quieta. Sempre havia nela uma insatisfação, um fulgor e uma agitação que me deixavam nervoso.” “E quem se importa se meu emprego não tem futuro?…Preciso pagar meu aluguel e as despesas com supermercado, mais nada.Não estou querendo enriquecer.” “O anjo de todos os outros transmitira uma mensagem e parara por aí. O meu anjo, no entanto, parecia ser mais insistente.” “Quando chega a primavera parece até que está no paraíso…Enquanto eu puder andar por meu jardim toda manhã antes de fazer qualquer outra coisa, para verificar o que brotou durante a noite e o que está prestes a desabrochar, sentirei que tenho alguma coisa pela qual vale a pena permanecer viva.” “E fico desejando ser capaz de reorganizar minha vida, de uma forma que eu nunca mais precise lidar com outro ser humano.” “O tempo pessoal funciona de maneira oposta à do tempo histórico.”

patchwork

Anúncios

O amor não realizado e a transição política

O livro Esaú e Jacó, penúltimo livro de Machado de Assis, com 277 páginas, publicado em 1904, foi escrito em uma época de transição na política brasileira: o país deixava de ser uma Monarquia para ser uma República. Então o livro conta a história de duas famílias vivendo esse momento político. A família dos gêmeos Pedro e Paulo (sim! o título do livro é só pra te enganar – não existem personagens com esses nomes) que querem e vão ser advogado e médico e futuramente deputados, e a família da moça Flora, apaixonada pelos dois irmãos e objeto de paixão dos mesmos. Gêmeos idênticos, mas com personalidade diferente, os dois fazem um acordo de “sair de campo” quando Flora escolher um deles. Mas a moça começa a ter alucinações de que os dois são um só, porque gosta de ambos, então enfraquece e morre. E os dois seguem concorrentes na vida.

No livro aparece Aires, um personagem de outro livro de Machado. O autor escreve como se estivesse conversando com ” a leitora”. Em alguns capítulos ele chega a contar o que vai acontecer no próximo. Achei que ele queria contar uma história e resolveu mudar o roteiro no final do livro. Pra não se parecer com os personagens do título.

Trechos do livro: “Eis aí vinha a realidade do sonho de dez anos, uma criatura tirada da coxa de Abraão, como diziam aqueles bons judeus, que a gente queimou mais tarde, e agora empresta generosamente o seu dinheiro às companhias e às nações. Levam juro por ele, mas os hebraísmos são dados de graça.” “…enquanto ele enfiava uma beca no jovem advogado…também lhe ensinava a enriquecer depressa; ajudá-lo-ia começando por uma caderneta na Caixa Econômica…” “Nada disso foi escrito como aqui vai,, devagar, para que a ruim letra do autor não faça mal à sua prosa.” “Não amava o casamento. Casou por necessidade do ofício; cuidou que era melhor ser diplomata casado que solteiro…” “O salto é grande, mas o tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo.” “A abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipado o preto, resta emancipar o branco.”

A Era do Compartilhamento

o conselheiro

#SpecialTips de hoje #18 é o livro O Conselheiro dos autores Bob Burg e John David Mann que em 120 páginas conta a história de um homem que quer ser um ótimo executivo em vendas, mas já é o terceiro mês que não consegue bater suas metas. E ainda está perdendo clientes e seu relacionamento está morno. E ele começa a achar as pessoas da empresa sem atrativos e questionar porquê elas conseguem e ele não. Então ele resolve encontrar um “guru” dos negócios. Esse guru diz que ele tem que realizar uma tarefa para cada lei do sucesso. E ele descobre que o compartilhamento é a forma de distribuir, fazer um bom networking, prestar um bom serviço e se tornar conhecido no mundo dos negócios. A palavra-chave do livro é doação. 🙂

Não me pareceu um livro chato de Auto-ajuda em nenhum momento. É só uma história com alguns caminhos e decisões. E divertido. E inspirador.

A capa nacional tem um sub-título ridículo, que remete à filosofia religiosa: “é dando que se recebe”. Na capa americana o sub-título é realmente o texto do livro: “uma poderosa idéia de negócios.” Já o desenho da capa americana é sem sentido. Já a capa nacional mostra a poderosa idéia de negócios mostrada no livro, que é o café. 🙂

the-gogiver-by-bob-burg-and-john-david-mann-1-638

 

 

De Novo? A escolha da tradução :/

 

O Livro de Graham Greene com 158 páginas deveria obedecer o título original e se chamar “O Capitão e o Inimigo”. Me recuso a entender a escolha do título em português. É exatamente para não ser encontrado pelo inimigos que o Capitão muda de nome, mas qual ele está usando não é importante, já que na história, ele é apenas “o Capitão”. Principalmente para o narrador, que agora que é jornalista adulto, quer escrever a história desse personagem misterioso que conheceu quando criança. Mas se tem algum mistério no livro, ele não é desvendado para o narrador.

Difícil achar uma resenha para esse livro: “Liza é um ersonagem épico” (?) “…a parte do Panamá…tramas de espionagem de forma sutil” (?) “…grande clássico de caráter universal primordial para a educação. Possui texto de fácil entendimento que estimula o leitor a pensar e refletir sobre o tema proposto.” (?) 

O livro é contado pelo personagem Jim/Victor – todo mundo tem mais de um nome no livro – desde a visita do Capitão na sua escola, lugar que odeia porque sofre bullying, e o leva embora, pra morar com uma mulher chamada Liza – pessoa com sérios disturbios, causados por um aborto mal-sucedido. Seu verdadeiro pai e sua tia, vão visitá-lo, mas o deixam morar lá mesmo. E ele e Liza tem uma boa convivência até ele se tornar rapaz, arrumar um estágio num jornal e sair de casa. Essa casa é um porão de um prédio prestes a ser demolido. O Capitão tem uma paixão platônica por Liza, e em suas viagens/fugas, ele lhe envia cartas apaixonadas. Depois da morte de Liza, Juim vai atrás do Capitão no Panamá, para descobrir quem ele realmente é. Mas ele também morre e nós os leitores nos sentimos traídos…

tag

Canal da Juh Sporh criadora da Tag Minha Estante, Meu Mundo.

As categorias da TAG são:
1) Um marcador que você gosta muito: 

meus marcadores artesanais =)

tag 2
2) Dois títulos que você acha incríveis:

Ângulo de Repouso – significa aquela posição em que você inclina a cadeira e fica em apenas dois pés sem cair  😉

transferir-2

Por um Simples Pedaço de Cerâmica- só o título já parece poesia, e a história é poética.


3) Duas folhas de guarda que você acha bonitas da sua estante

Crime e castigo:

img_20150225_114002536

O Vermelho e o Negro:

foto1157
4) Três edições que te agradam (diagramação, tradução, tipo de página – conjunto completo do objeto-livro)

A Parisiense, Crime e Castigo e Meio Sol Amarelo
5) Um livro que você sempre indica

Rebecca de Daphne du Maurier, porque tem um final surpreendente e tem mistério, romance, sobrenatural.

rebecca
6) Dois livros que você indica para uma maratona literária

Anna e Pedro, qualquer um da Ellis Petters. São livros pequenos e de fácil leitura. E a história prende a atenção.


7) Três capas lindas da sua estante

O Mestre das Iluminuras, Papoulas Vermelhas e A Chave do Portão

iluminurastransferirtransferir-1
8) Sugestão de um conto

suspense, mistério, O Coração Delator de Edgar Allan Poe:

1462

 

Histórias da Sociedade

O Crime do Século do autor Dominick Dunne, com 318 pág foi baseado na história real de Ann Woodward que em 1958 assassinou seu milionário marido, este livro foi escrito em 1985.

O título original, bem mais original do que a versão deste, é “The two Mrs Grenvilles”, porque a história é realmente sobre o confronto entre sogra e nora, sendo a sogra milionária com um filho lindo e a nora uma alpinista social querendo se dar bem na vida. E nada que a nora faz, agrada a família do marido. O título em português passa um tom de mistério a ser resolvido, o que não acontece: desde a introdução o leitor sabe que a esposa matou o marido e se safou do crime. Contado por um jornalista que vivia entre a alta sociedade e que presenciou a última briga do casal, fica a pergunta: até aonde vai a ficção e o que faz parte da realidade?

O autor também viveu tragédias em sua vida, com a morte de sua jovem filha a atriz Dominick Dunne (Poltergeist).

LENDO POR AÍ…

subita

Terminei a leitura de Morte Súbita – livro adulto de J.K.Rowling, autora da série de Harry Potter. O título em inglês faz jus à história.  Casua Vacancy. E o livro só fala sobre isso. A capa é horrível . Eu não compraria esse livro pela capa.

O que se espera de uma autora que você é fã e desenvolve aventuras terríveis e deixa o leitor com curiosidade, ansiedade e saudade? Um texto parecido. Esse não tem a marca da autora que a gente conhece. Parece escrito por outra pessoa. Primeiro, o que torna esse livro,  um livro para adultos? Falar sobre drogas? ela apenas cita que alguém vende ou alguém já usou. Cigarro e álcool? nem existem excessos por parte dos adultos. O cigarro, tanto como a bebida,  é citado como uma brincadeira entre adolescente. O abuso? Fica subentendido que a pessoa que “pensa que cometeu os abusos, é esquizofrênica e não tem certeza de nada. Então, pensando bem, se J.K.Rowling estudasse comigo no ensino fundamental, ela ía corar com os livros indicados pela escola para os adolescentes: Gabriela, Luzia Homem, O Mulo, O cortiço e lá vai.

Achei o livro chato pra adolescente, já que não tem aventura, e sem graça pra adulto, já que não acontece nada de mais. Faltou algo.

Agora estou lendo o que seria uma trilogia, mas que já foram lançado 4 livros: Assassin¹s Creed.

Lendo ainda o primeiro livro, locado numa biblioteca pública, fiquei em choque com o seguinte diálogo:

cliente:_Só tem esse volume do livro um que ela tá levando? (no caso eu).

atendente:_Só. mas você pode levar o dois ou o quatro. ali na segunda estante.

Cliente:_Mas eu ainda não li o primeiro. Será que dá pra ler um sem o anterior?

Atendente:_É cada um uma história diferente da outra. Todo mundo pega qualquer um. Esse o Crepúsculo, eu só li o último e sei a istória toda! (se achando!)

Cliente:_ Tá bom. então vou levar o dois.(vai embora)

Eu:_eu num leio o dois sem ler o primeiro.

Atendente:_eu nunca li nenhum livro desse!

Eu: (?)

Não concordo com a atendente. Toda história começa do começo, isto é, do livro um. Fora a série “Marcada”- achei cansativo, porque todo livro pode ser lido sozinho, porque o seguinte conta um resumo do livro anterior- toda série, toda trilogia eu começo do começo e vejo que nenhum pode ser lido antes o outro. você conhece os personagens, escolhe seu favorito, anda pelos caminhos, pelos lugares e tudo fica familiar.

Tem pessoas que  pulam linhas, pulam páginas, e dizem que leram tudo. Até leitura dinâmica lê todo o texto-  eu me obrigo a ler até a página 100- se a história não foi boa até aí, não será mais. eu Leio prólogo, prefácio, orelha, epílogo, índice, TUDO!

O amor é cego

TRADUÇÃO

Quem decide os títulos em portugues para os livros e filmes? Li numa revista que os títulos são alterados de acordo com cada país. Alguns títulos de filmes, mesmo diferentes, conseguem fazer jus ao original. Esse é o caso de desenho Os Sem Florestas, sobre uns animaizinhos que vão para a cidade porque a cidade avançou sobre seu território, a floresta. No original, Over the Hedge, literalmente, “por cima da cerca”, que divide a cidade com a sua floresta. Um distribuidor de filmes americanos no Brasil disse que é preferível a tradução literal e que ela apenas é mudada quando “não soa muito bem” comercialmente. É o caso de Scary Movie -tradução literal: filmes de assustar- que foi uma paródia da série Pânico (no original, Scream-grito) que no Brazil se chamou Todo mundo em Pânico. Uau!

Alguns títulos são similares ao original (no caso aqui, Americano-mas os títulos Franceses e Germânicos, não ficam atrás.)e outros ganham um subtítulo: O código da Vinci, como no original e Sin City: A cidade do Pecado, com um subtítulo. assim fica dificil conversar sobre filmes com um estrangeiro! A good title captures the spirit of a movie in as few words as possible:

_Did you see, the man  with a golden dick? (!!!)

_What the fu*#&!

_a parody of  a James Bond film with a character named Austin Powerr!

_Ah! goldmember is a reference of a goldfinger, the filme 007!

O Homem do Membro de Ouro é uma boa tentativa, mas não captura o espírito do original em ingles.

Essa semana passou um filme na Sessão da tarde em que um homem só se apaixona por uma gorducha, quando hipnotizado. O nome? O amor é cego. Porque os dois tem um final feliz? O nome original Shallow Hal – Hal, o superficial – é menos discriminatório e bem mais verdadeiro, quando se refere a história do filme. a capa ficou perfeita: a sombra dela gordinha e ela real.

Queria ler os livros de Shakespear em seu idioma!