O filme Judas O Obscuro

O filme Judas O Obscuro, baseado no livro do autor inglês Thomas Hardy, lançado em 1996 tem no elenco a famosa atriz Kate Wislet no papel da personagem Sue, prima de Jude. O filme começa seguindo o livro, e depois se distancia da história, tratando mais do envolvimento de Jude e Sue, sendo o próprio romance o “personagem” do filme.

⚠️Spoiler! No livro o envolvimento de Jude com Arabella demora a acontecer e nos primeiros minutos eles já estão juntos. A separação dele e a perda da casa e do dinheiro que juntou pra estudar é muito sofrida no livro. O filme só comenta uma foto dos dois que ela colocou pra vender. O encontro dele com Sue é mais bonito no filme porque a personagem é mais alegre que no livro, vivendo à frente de seu tempo. O livro tem uma narrativa antiga, o filme, moderna. No livro o Jude tem uma visão mais pessimista da vida. No filme ele chega até a ser arrogante e desleal. A cena da morte das crianças no livro é de partir o coração. No filme é estranho, porque as crianças parecem incomodar o tempo todo, diferente do livro.

É uma versão incompleta de todo o drama que Jude sofre. E o final do livro nem aparece no filme.

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Judas O Obscuro

O livro Judas O Obscuro é um romance/drama escrito pelo poeta inglês Thomas Hardy para a Harper’s Magazine de 1894 à 1896. Essa é a primeira parte da Leitura Compartilhada onde vamos conversar sobre as primeiras cem páginas.

Aqui conhecemos Jude, um órfão que mora com uma velha tia-avó pobre. Ela quer que ele trabalhe nas terras dos vizinhos, mas ele quer estudar e gosta de ler. A primeira parte se passa em Marygreen, uma cidade do interior onde todos se conhecem. Ao trabalhar espantando pássaros da plantação de um vizinho, ele relembra o professor que ensinou não maltratar os animais e deixa os pássaros comer as migalhas. Ao vê-lo, o senhor das terras dá-lhe uma surra. Ele volta pra casa humilhado. Ao conhecer um farmacêutico que viaja muito, pergunta se ele conhece a famosa cidade pra onde o professor foi. O farmacêutico lhe promete trazer dois livros se ele divulgar seus serviços médicos na comunidade. Ele faz isso e consegue vários clientes, mas o farmacêutico não cumpre sua promessa. Ele se torna pedreiro e consegue juntar dinheiro para ir estudar na cidade. Vai até uma cidade próxima para se informar e compra livros, mas se decepciona com a leitura. Começa a estudar latin. Ao se sentar sobre uma árvore, ele conhece Arabella. Eles passeiam abraçados. Ele começa a deixar de estudar pra passar mais tempo com ela. Ela diz pras amigas que faz qualquer coisa pra casar com ele. E quando ele diz que chegou a hora de ir para a cidade ela diz que está grávida. E eles se casam. E aos poucos ele descobre que ela já não era uma moça pura e que mentiu sobre tudo. O casamento foi uma armadilha e tudo comeca a dar errado. A cena dela matando o porco é revoltante. E durante uma briga ela conta que a mãe dele se suicidou. Ao voltar da rua ele vê que ela deixou um bilhete e foi embora. Ele tenta se afogar no lago congelado, mas o gelo não quebra. Ele começa a beber quando descobre que ela levou todas as suas economias e vendeu a casa deles. Ele vai para Londres e se emociona ao ver a cidade pela primeira vez.

Trechos do Livro: “The boy is crazy for books, that he is.” “People say that, if you prayed, things sometimes came to you, even though they sometimes did not.” “Some way within the limits of the stretch of landscape, points of light like the topaz gleamed. The air increased in transparency with the lapse of minutes, till the topaz points showed themselves to be the…windows…domes…miraged in the peculiar atmosphere.” “But his dreams were as gigantic as his surroundings were small.” “When Jude awoke the next morning he seemed to see the world with a different eye.” “Their lives were ruined, he thought; ruined by the fundamental error of their matrimonial union: that of having based a permanent contract on a temporary feeling wich had no necessary connection with affinities…”

Shadow Reading: pra quem quiser acompanhar a leitura em inglês junto com o áudio, eu criei uma playlist no Youtube Aqui.

Desafio do Primeiro Capítulo

Como você escolhe qual livro vai ler? Se chegar um novo, você troca de leitura? Você abandona livros?

Vi esse desafio no canal da Tamires do Resenhando Sonhos. E também no Tumblr do Book Addicted. Acho que é uma boa forma de escolher a história de acordo com a vibe de leitura: às vezes quero um livro leve, sometimes in English. Se um livro não me “envolver” nas primeiras 100 páginas (ou metade se for um livro mais fino), eu abandono sim: tenho pouco tempo pra ler tanto livro bom que não quero desperdiçar lendo qualquer coisa. Então escolhi 4 livros para ler o primeiros ( ou primeiros capítulos) esse fim de semana.

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A Cruzada das Trevas do autor Giulio Leoni => o primeiro capítulo tem 15 páginas então li o segundo também. Já começa com um mistério, documentos antigos, uma mulher misteriosa. Já li outros livros desse autor italiano e gosto de suspense.

 

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O Teorema do Papagaio do autor francês Denis Guedj=> é um triller baseado na história da matemática. O primeiro capítulo termina na página 21: um garoto salva um papagaio numa loja de feira e parece que os bandidos vão persegui-lo, porque querem o bichinho de volta. Acho que vai ser uma aventura.

 

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O Diário Secreto de Lizzie Bennet dos autores americanos Bernie Sue e Kate Rorick=> versão em livro de um seriado de muito sucesso. Os dois primeiros capítulos vão até a página 16. Parece engraçado, atual, fala sobre criar um vlog no youtube pra falar da vida.

 

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Appointment With Death da autora inglesa Agatha Christie é um livro de mistério policial. Os três primeiros capítulos vão até a página 19. É um pocket book em inglês. Um casal de irmãos combina matar a madrasta pra ficarem livres de suas maldades já no primeiro capítulo. O detetive Hércule Poirot em uma missão pra desvendar um crime. E como tem um filme, talvez escolha esse. 😉

TAG: Livro e seus Adjetivos

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Vi essa Tag no canal Meus Dois Centavos, e assisti a adaptação para o meio literário pelo canal da Tatiana Feltrin.

Escolher um livro, sem repetir, para cada adjetivo e explicar:

1 – Um livro elegante: A Parisiense – nos faz viajar pela cultura e moda e gastronomia da charmosa cidade de Paris. Elegância pouca, é bobagem. 😉

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2 – Um livro honesto: O Grito de Guerra da Mãe Tigre- uma mãe chinesa que vive nos EUA e que cria as filhas com uma disciplina extrema. Os filhos agradecem. 😉

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3 – Um livro inesquecível: Rebecca – tanto que o filme tem o subtítulo “a mulher inesquecível”. Meu favorito.

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4 – Um livro grandioso: A biografia de Jackie Kennedy- grandioso porque mostra todo o glamour em volta de reis, principes, dos ricos e famosos dos anos 60. Parece ficção #SQN.

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5 – Um livro sensível: Heidi- mostra uma menina órfã que vai morar com o avô e fica doente de saudade de uma montanha e suas cabras. =)

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6 – Um livro inteligente: O Mundo de Sofia- consegue transformar coisas chatas em histórias divertidas. Há mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe vossa vã filosofia. =D

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7 – Um livro surreal: O Pornógrafo Tímido – apesar do título, o livro é fantasia e não tem nada de sexy, mas muito de imaginação. Muita loucura.

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8 – Um livro gelado:A Filha da Neve-o livro se passa no Alaska, com os perigos da neve e do gelo, tudo branco…

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9 – Um livro esquecível: Uma moça bem comportada -história boba, ambígua, esperava uma coisa e acontece outras. :/

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10 – Um livro maldoso: Tony & Susan-quando o lado humano se torna animalesco!

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11 – Um livro intenso:O Colecionador- poucas páginas, muita intensidade.

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12 – Um livro delicado: Presente do Mar -delicada a forma de escrever, delicada a istória, delicada a edição. ❤

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13 – Um livro minimalista: Paris Versus New York- um design mostra como se diferenciam ou combinam as duas cidades.

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14 – Um livro nostálgico: As meninas exemplares- minha mãe lia um capítulo por noite! ❤

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15 – Um livro perturbador: Millenium – a cena do estupro e a volta da vítima ao local é assustador!! =O

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16 – Um livro feliz: Anne de Green Gales-poderia citar qualquer infantil, mas esse é puro amorzinho ❤ ❤

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17 – Um livro sujo: A Pele- se passa na Itália, durante a guerra e à infestação da lepra.

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18 – Um livro inspirador: O conselheiro- leia como uma história comum e vale à pena.

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19 – Um livro assustador: Vampiro- você não pode confiar em ninguém!

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20 – Um livro excitante: A Insustentável Leveza do Ser- Casais que se amam, que se trocam, que sofrem vendo o outro com alguém…Ah! o amor…

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21 – Um livro escandaloso: Lucíola – história de uma cortezã que faz os homens virarem a cabeça em 1862!! =O

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22 – Um livro hilário: Fazendo pose- qualquer chick-lit propõe ser divertido. =D

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23 – Um livro cansativo: O Pêndulo de Focault- muito confuso, mistura suspense, fantasia, paranóia, romance, pesquisa histórica sobre religiões… ufa!

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24 – Um livro mentiroso: Dicionário Kazar- se propõe a ser verdadeiro e muitos acreditam. :/

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25 – Um livro calculista: O Vendedor de Armas – o livro é bom, mas foi lançado sob a fama de Hugh Laurie 😉

hugh

Leitura Compartilhada #9

post

Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

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Leitura Compartilhada #6

Finalizando o volume dois de Jean-Christophe, do autor Romain Rolland com 542 páginas, temos na parte III o livro chamado Antoinette. Essa moça JC conhece na Alemanha, a convida para ir à um concerto e ela perde o emprego e volta para Paris. Eles não travam uma amizade. Eles nem se conhecem. Na orelha do livro está escrito “…Antoinette é o único dos dez romances da série que não trata diretamente da biografia do herói.”  Aqi vamos conhecer uma moça que apenas cruzou o caminho de JC. Antoinette tem uma vida breve. Filha da rica família Jeannin, tem todos os estudos e todos os bons partidos aos seus pés, já que é muito bonita. Tem um irmão mais novo. seus pais criam um ambiente perfeito em volta dos dois. Seu pai banqueiro, cai nas lábias de um aproveitador e gasta o dinheiro dos clientes, não conseguindo saldar suas dívidas. Então ele se suicida e deixa a mulher pra resolver os problemas da família. Ela vai procurar uma irmã também rica que lhe vira as costas. Ela adoece e morre. Então Antoinette se torna a responsável pelo irmão mais novo e faz de tudo para que ele chegue à universidade. Trabalha muito, cuida pouco da saúde e esquece de si. Um doença faz com que tenha uma vida curta, mas consegue deixar seu irmão com uma bolsa de estudos. Após sua morte, seu irmão lendo seus escritos, descobre que ela nunca esqueceu Jean Christophe por tê-la convidado para aquele concerto. E aí Oliver faz tudo para encontrá-lo.

Terminamos aqui o segundo volume. Trecho do livro: “A pior desgraça, para as almas fracas e ternas, é terem conhecido, uma vez, a maior das felicidades.”

Trecho do comentário no Blog do Escriba: “Só lê Jean-Christophe, o romance do francês Romain Rolland, quem tem fôlego de alpinista e ama de fato as Letras. Ou então, é viciado em literatura e livros clássicos imortais. E, especialmente, quem dispõe de tempo, artigo de luxo nos dias corridos que vivemos hoje. Sim, porque a obra é bela, indubitavelmente, mas muito extensa. São, nada mais nada menos, que cinco volumes de quatrocentos e tantas páginas cada um. Em peso, deve dar uns cinco quilos ou mais de literatura fina e fluida, embotada de sentimentos humanistas e filosóficos interessantíssimos que, realmente, validam sua dilatada estatura e extensão, e com certeza encantará os leitores mais sensíveis que se aventurarem a lê-lo. Sem dúvida, vale a pena. No romance existem centenas de belas passagens, que dariam, com certeza, para encher todo um Blog com seu conteúdo…”.

 

Leitura Compartilhada #4

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Com as férias de Janeiro, pude fazer uma maratona literária e terminar vários livros que havia começado, bem como adiantar o desafio da Leitura Compartilhada. Nada difícil, se tratando de uma obra com Jean-Christophe, de Romain Rolland.  =)

Nesse segundo volume temos então o livro IV chamado A Revolta. Aqui encontro JC tentando provar pro mundo que suas idéias são geniais e, diante da recusa em que os cidadãos o recebem, ele se revolta contra a cidade, contra as emoções, contra a própria música, deixando de admirar os grandes mestres: “…a melancolia opulenta de Mendelssohn…era Litz…comediante de feira e…virtuosidade enfadonha…Era Shubert…submerso…de água…insípida. Até mesmo Bach…não estava isento de mentiras.”. E decide não mais aceitar imposições, o que traz vários problemas, já que é pobre e necessita trabalhar e sobreviver de música. Tentou tocar suas músicas e não foi bem recebido. O fracasso de sua obra, a hostilidade dos críticos e a arrogância da platéia que conversava durante a apresentação, mostra que JC tinha aquela confiança ingênua dos dezoito anos, que acredita no sucesso fácil e rápido. Precisando de trabalho, aceita a oferta de um judeu para fazer crítica musical em uma revista. suas críticas o tornam mais indesejado entre os cidadãos da cidade. e deixa seu emprego. Sua vontade é ir para Paris onde pensa que sua música será bem recebida, mas tem que ficar por causa de sua mãe.

A realeza rompe com JC e ele afunda em suas decisões sem conseguir colocar a cabeça fora d’água. Ele fica sem emprego, sem amigos, sem amor, sem sua música. Resolve imprimir uns livretos com suas canções conhecidas como Lieder. Alguns respeitáveis críticos viram ali sua genialidade, mas não decidiram por ajudá-lo e uma briga com soldados para defender uma moça, precipita sua fuga para Paris, sem mesmo despedir de sua mãe.

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