A Luta Irreal

O livro  de literatura clássica  O Velho e o Mar do autor Ernest Hemingway, conta em apenas 126 páginas a história de um personagem descrito com estrutura física frágil e que enfrenta uma batalha , superior às suas forças, em alto mar, contra um peixe maior que sua embarcação. O autor consegue em poucas páginas, mostrar a história desse pescador, a ída para o mar sozinho, o aparecimento do peixe, a luta por dois dias esperando que o peixe perdesse as forças, o grand finale, e o aparecimento de tubarões, que fazem com que passe de caçador à caçado. O autor não dramatiza as cenas fortes, tem um estilo mais de demonstração de superação que de desânimo. A história se passa no mar do Caribe e tem toda uma descrição do mar, dos métodos de pesca, dos peixes.

Uma adaptação da história para a animação, ganhou o Oscar em 2000. Também há duas adaptações para o cinema – uma em 1958 com roteiro do proprio autor, e outra versão para Tv de 1990 com Antony Quinn.

mar

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Por quê mudar o título!! ;(

Amei o título do livro Do Androids Dream of Eletric Sheep?, mas a tradução resolveu usar o título do filme que se originou do livro, então eu li Blade Runner, O Caçador de Andróides do Philip K. Dick. É o meu primeiro contato com o autor e não morri de amores. Assisti o filme quando lançou a primeira vez e também não gostei, mas amava Harrison Ford… ❤ O livro com 265 páginas é de 1980 e conta uma história do “futuro’ de 1992. Essa minha edição é do Clube do Livro e tem a tradução horrível: “…o servo andróide como cenoura, e a precipitação radiativa como porrete.” (?)

O filme está mais focado nesse subtítulo que é o caçador de andróides. A história gira em volta dos andróides que não tem empatia e seus caçadores que os perseguem. O livro conta mais a história do porque os caçadores de recompensas precisam do dinheiro: para trocar seus “animais andróides” por animais de verdade que estão extintos. Po isso o título: o personagem principal tem uma ovelha elétrica e não quer que seus vizinhos descubram que não tem um animal de verdade, então ele aceita a missão de destruir os novíssimos Nexus-6 que tentaram matar um outro caçador e com essa recompensa comprar um animal de verdade. O livro empolga até dois terços, depois dá pra sentir que o autor não queria terminar a história, e acaba de forma muito simples. Então o filme segue um caminho, o livro outro caminho totalmente diferente. Trecho do livro: “De modo que coloquei isso em minha programação duas vezes por mês. Acho que é um período razoável de tempo para a gente se sentir impotente a respeito de tudo…”

Ainda não vi o novo filme, mas pelo trailer parece baseado no filme anterior.

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A forma delicada de escrever

TRUE JOY AND A PEACE OF MIND (pag 141)

O livro Heidi de Johanna Spyri, escrito em 1880, em alemão, conta em 239 páginas a história da pequena Heidi, uma menina que mora nas montanhas da Suiça, com seu avô. Sua tia decide que uma menina não pode viver entre cabras e sem estudar e decide levá-la para viver em Frankfurt, uma cidade onde Heidi só vê prédios e nada de flores ou árvores. Então ela adoece de saudade de seu avô e de suas cabras e de sua montanha. Um médico da família onde ela está diz que a cura está em mandá-la de volta pra casa. E ela retorna e volta a ser a menina saudável e feliz.

Eu li a versão inglesa lançada em 1956, com algumas ilustrações, da Penguin Classics. O inglês é de fácil leitura, com frases simples como “…it was very beautiful on the mountain that morning. The night wind had blown all the clouds away and the sky was deep blue.”  Claro que ler em outro idoma torna a leitura mais lenta, mesmo quando tudo está praticamente fácil.

A história é tão boa que rendeu vários filmes e séries, o primeiro deles em 1937.

 

A Adaptação de um Clássico

trist livro tristão desenho

O livro Tristão e Isolda com 231 páginas tem a adaptação por Helena Gomes para a coleção “Os Meus Clássicos” da Berlendis & Vertecchia Editores, 2009. A ficha catalográfica diz literatura juvenil e tem ilustrações de Renato Alarcão, famoso por capas de livros. As ilustrações são lindas, a história tem páginas suficientes para desenvolver toda a trama original, mas peca em nivelar a inteligência do público por baixo: “…você nasceu em um momento de muita tristeza…por isso vai se chamar Tristão”.  Fora algumas dessas escolhas para a escrita, o texto mostra toda a parte romântica da história com a paixão entre Tristão e Isolda, e como ela se casa com seu tio, a paixão passa a ser proibida. Então mostra a parte política em que esse casamento evita uma guerra entre dois reinos. Mostra pouca fantasia, apenas fala das fadas, dos poderes mágicos da mãe de Isolda. Mostra a loucura da nobreza pelo poder. Apenas fala dos cavaleiros de Artur. E tem o desfecho nem tão feliz mas não tão triste como o original.

Vale a pena a leitura para conhecer um clássico que já se tornou filme, já inspirou outras histórias e tem uma introdução onde a autora conta de onde surgiu a história.

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Só em meio à multidão

jimmy

O livro ilustrado À Esquerda, À Direita (Turn Left, Turn Right) do Tailandês Jimmy Liao, com 124 páginas, conta a história de um rapaz e uma moça que sentem solitários, moram próximos, mas ele sempre vira à esquerda e ela à direita e nunca se encontram. As ilustrações ajudam a preencher as lacunas da história escrita com poucas frases. E sempre mostra o que acontece com os dois personagens.

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Por um momento em um dia de sol, eles se encontram, descobrem uma química e trocam números de telefones em pedaços de papel. (O livro foi lançado em 2007 no Ocidente, mas foi escrito em 1999). Uma chuva molha os personagens, seus papéis e dissolvem seus números, tirando a possibilidade de um reencontro. :/

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O livro mostra a solidão das grandes cidades, em que todos vivem sozinhos no meio da multidão. Em que a falta de comunicação acontece mesmo entre as pessoas que estão próximas. Que mesmo se mudando do local onde acontece o sentimento de solidão, esse sentimento viaja dentro da pessoa.

O autor ganhou prêmios com essa história que foi transformada em filme e animação. Apesar de indicado como juvenil, a história é bem complexa, cada frase e seu desenho mostra significados que só um adulto pode entender.

Que fofo!! <3

anne

Decidi ler o livro porque a autora tem o nome da minha mãe: MAUD. =D Então este é o #SpecialTips #13

Anne de Green Gables é o livro da autora L.M. Montgomery e faz parte de uma série de vários livros. Em 480 páginas nesta edição de aniversário de 100 anos do selo Martins Fontes, ficamos conhecendo uma menina de cabelos “cor de cenoura” que foi adotada indevidamente no lugar de um menino. Num período em que as meninas deviam ser comportadas e quietas, Anne quebra todas as regras sendo eloqüente e sendo apenas ela mesma. Isso faz com que seja simpática sem ser chata. O livro mostra até sua adolescência, as amizades, as perdas, as decisões difíceis. Vi a indicação da série no canal da Jota Pluftz e assiti um episódio. ❤ Agora que li o livro pretendo assitir todos os episódios, apesar de discordar da aparência da atriz escolhida para a série.

Anne já virou filme,  filme para TV, mangá, quadrinhos, séries de tv, musical e parece que vai continuar por muitos séculos aquecendo coraçõezinhos por aí! ❤

Trechos do livro: “…achei que todos deviam estar me olhando com pena. Mas não perdi tempo e me imaginei usando o vestido de seda azul-claro…porque se é para imaginar, então que seja alguma coisa que valha a pena…” “Não sei porque, mas as coisas nunca são tão boas quando as inventamos uma segunda vez. Já reparou nisso?”  “…metade do prazer que á nas coisas é esperar por elas! …Mas creio que seria pior não esperar nada do que se decepcionar.” “Existem tantas Annes diferentes dentro de mim… se houvesse apenas uma Anne, seria tão mais confortável, mas aí eu não seria tão interessante.”

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Livro Bipolar :/

O livro Tia Julia e o Escrevinhador do autor peruano Mario Vargas Llosa, com 282 páginas é um romance bipolar. A primeira história é contada em capítulos alternados, onde os personagens principais – o jornalista que conta a história, Tia Júlia e dois amigos – seguem uma via crucis para realizar um casamento proibido. Nos outros capítulos, lemos algumas crônicas sem o final, que não ficamos sabendo se são as novelas contadas na rádio onde o jornalista trabalha, ou se são textos que o jornalista tenta escrever durante a história. Parece que o autor tinha alguns contos inacabados e resolveu incluí-los nesse livro. Tem um escritor na história? Tem. Um tal de Pedro Camacho, que fica famoso com suas rádio-novelas. Essas histórias alternadas no livro, se parecem com a fantasia/realidade escrita pelo personagem…mas não convence.

Gosto dos textos do Mário, mas aco que só uma história já estaria muito bom nesse livro. Keanu Reeves estrelou a versão americana dessa história para o cinema em 1990, que foi transformado em comédia.

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