A Adaptação de um Clássico

trist livro tristão desenho

O livro Tristão e Isolda com 231 páginas tem a adaptação por Helena Gomes para a coleção “Os Meus Clássicos” da Berlendis & Vertecchia Editores, 2009. A ficha catalográfica diz literatura juvenil e tem ilustrações de Renato Alarcão, famoso por capas de livros. As ilustrações são lindas, a história tem páginas suficientes para desenvolver toda a trama original, mas peca em nivelar a inteligência do público por baixo: “…você nasceu em um momento de muita tristeza…por isso vai se chamar Tristão”.  Fora algumas dessas escolhas para a escrita, o texto mostra toda a parte romântica da história com a paixão entre Tristão e Isolda, e como ela se casa com seu tio, a paixão passa a ser proibida. Então mostra a parte política em que esse casamento evita uma guerra entre dois reinos. Mostra pouca fantasia, apenas fala das fadas, dos poderes mágicos da mãe de Isolda. Mostra a loucura da nobreza pelo poder. Apenas fala dos cavaleiros de Artur. E tem o desfecho nem tão feliz mas não tão triste como o original.

Vale a pena a leitura para conhecer um clássico que já se tornou filme, já inspirou outras histórias e tem uma introdução onde a autora conta de onde surgiu a história.

tris filme

Anúncios

Só em meio à multidão

jimmy

O livro ilustrado À Esquerda, À Direita (Turn Left, Turn Right) do Tailandês Jimmy Liao, com 124 páginas, conta a história de um rapaz e uma moça que sentem solitários, moram próximos, mas ele sempre vira à esquerda e ela à direita e nunca se encontram. As ilustrações ajudam a preencher as lacunas da história escrita com poucas frases. E sempre mostra o que acontece com os dois personagens.

vida

Por um momento em um dia de sol, eles se encontram, descobrem uma química e trocam números de telefones em pedaços de papel. (O livro foi lançado em 2007 no Ocidente, mas foi escrito em 1999). Uma chuva molha os personagens, seus papéis e dissolvem seus números, tirando a possibilidade de um reencontro. :/

umbrellas

O livro mostra a solidão das grandes cidades, em que todos vivem sozinhos no meio da multidão. Em que a falta de comunicação acontece mesmo entre as pessoas que estão próximas. Que mesmo se mudando do local onde acontece o sentimento de solidão, esse sentimento viaja dentro da pessoa.

O autor ganhou prêmios com essa história que foi transformada em filme e animação. Apesar de indicado como juvenil, a história é bem complexa, cada frase e seu desenho mostra significados que só um adulto pode entender.

Que fofo!! <3

anne

Decidi ler o livro porque a autora tem o nome da minha mãe: MAUD. =D Então este é o #SpecialTips #13

Anne de Green Gables é o livro da autora L.M. Montgomery e faz parte de uma série de vários livros. Em 480 páginas nesta edição de aniversário de 100 anos do selo Martins Fontes, ficamos conhecendo uma menina de cabelos “cor de cenoura” que foi adotada indevidamente no lugar de um menino. Num período em que as meninas deviam ser comportadas e quietas, Anne quebra todas as regras sendo eloqüente e sendo apenas ela mesma. Isso faz com que seja simpática sem ser chata. O livro mostra até sua adolescência, as amizades, as perdas, as decisões difíceis. Vi a indicação da série no canal da Jota Pluftz e assiti um episódio. ❤ Agora que li o livro pretendo assitir todos os episódios, apesar de discordar da aparência da atriz escolhida para a série.

Anne já virou filme,  filme para TV, mangá, quadrinhos, séries de tv, musical e parece que vai continuar por muitos séculos aquecendo coraçõezinhos por aí! ❤

Trechos do livro: “…achei que todos deviam estar me olhando com pena. Mas não perdi tempo e me imaginei usando o vestido de seda azul-claro…porque se é para imaginar, então que seja alguma coisa que valha a pena…” “Não sei porque, mas as coisas nunca são tão boas quando as inventamos uma segunda vez. Já reparou nisso?”  “…metade do prazer que á nas coisas é esperar por elas! …Mas creio que seria pior não esperar nada do que se decepcionar.” “Existem tantas Annes diferentes dentro de mim… se houvesse apenas uma Anne, seria tão mais confortável, mas aí eu não seria tão interessante.”

Quer resenha? Clique Aqui.

Livro Bipolar :/

O livro Tia Julia e o Escrevinhador do autor peruano Mario Vargas Llosa, com 282 páginas é um romance bipolar. A primeira história é contada em capítulos alternados, onde os personagens principais – o jornalista que conta a história, Tia Júlia e dois amigos – seguem uma via crucis para realizar um casamento proibido. Nos outros capítulos, lemos algumas crônicas sem o final, que não ficamos sabendo se são as novelas contadas na rádio onde o jornalista trabalha, ou se são textos que o jornalista tenta escrever durante a história. Parece que o autor tinha alguns contos inacabados e resolveu incluí-los nesse livro. Tem um escritor na história? Tem. Um tal de Pedro Camacho, que fica famoso com suas rádio-novelas. Essas histórias alternadas no livro, se parecem com a fantasia/realidade escrita pelo personagem…mas não convence.

Gosto dos textos do Mário, mas aco que só uma história já estaria muito bom nesse livro. Keanu Reeves estrelou a versão americana dessa história para o cinema em 1990, que foi transformado em comédia.

Quer Resenha? Clique Aqui.

 

 

Um Clássico!

O livro clássico de J.Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby conta em apenas 221 páginas os romances e a forma de vida da sociedade rica da costa leste americana, na depressão pós guerra. As pessoas já não deixavam de fazer o que tinham vontade, porque a vida é curta. Então, o narrador é um jovem de cerca de 30 anos que é vizinho e conhece Gatsby e se envolve em torna da vida deste e de outro casal, cuja esposa é a moça por quem Gatsby é apaixonado. Mas ela é casada.

Não achei nehum personagem apaixonante – todos são superficiais. E ainda postei no twitter, que nas páginas 78 e 79, o autor cita tantos nomes de “famílias”, que quando chegou no número 49 eu parei de tentar entender quem era todo mundo. :/   Não são citações de pessoas famosas ou cultura pop. Mas depois a história foca no Gatsby, na visão que o narrador tem dele: no começo o detesta “…Assim a minha primeira impressão, de que ele era uma pessoa de uma certa …importância, aos poucos se dissipou e ele ficou sendo simplesmente, para mim, apenas o proprietário de uma mansão…situada ao lado da minha casa.”  Depois ele começa a gostar um pouco do vizinho: “Era um desses sorrizos raros, que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrizos com que a gente depare…cinco vezes na vida.”

Quer Resenha? Clique Aqui.

Já houve dois filmes, um com Robert Redford em 1974 e outra versão mais moderna com Leonardo Di Caprio de 2013. Assisti apenas essa última, mas quero ver a versão anterior, acho que é mais fiel ao livro.

grande-gatsby-filme-3-1

Duas histórias

tony Animais_Noturnos_2016

O livro Tony e Susan do escritor Austin Wrigth com 336 páginas é um thriller policial. Mais do que isso é um livro dentro do livro. Susan lê um livro escrito por seu ex-marido. O personagem do livro, Tony, faz com que ela questione sua vida perfeita. São dois personagens apáticos, que nada fazem para mudar uma situação em que não se sentem confortável. Suzan, não gosta da situação em que deve aceitar sem questionar, a amante do seu marido, um cirurgião. Tony, não consegue dizer não para os bandidos que cercam seu carro e pedem para que desça e mesmo com os pedidos de sua esposa e filha, ele aceita a situação.

No caso de Tony, isso trás consequências devastadoras, mas que Tony tenta manter a calma sempre. No caso de Susan, ela sente que precisa dar um basta, parar de ler, levantar da cadeira, fazer alguma coisa – mas não faz.

Ainda não vi o filme, mas o trailer passa um suspense maior que o do livro, além de mostrar cenas que o livro não descreve.

Quer Resenha? Clique Aqui.

#somostodosespeciais

 

Minha mãe é “portadora” do mal de Parkinson. Não anda, não tem movimentos nos membros superiores, tem problemas respiratórios e, na idade de 82 anos, se tornou criança novamente. Então me senti  representada pela autora Cristina Sànchez-Andrade na história de sua filha em O Livro de Julieta, com 160 páginas. Não tem carga dramática: a autora só quer que sua filha tenha uma vida normal. E não vê nada de bonitinho ou angelical em sua decisão de cuidar bem dela. Gosto das frases realistas e do modo de escrever com um humor sarcástico as suas respostas às perguntas sem noção.  Uma boa leitura. Vários bons filmes sobre o assunto, entraram em pauta durante 2015 e prefiro os filmes que não mostram a criança como vítima.