O Mesmo Personagem

Um grande escritor, chamado Gabo, disse que “todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro” =) E quando a história é boa, a gente não quer que acabe.

Gosto da série de livros escritos por Ellis Peters (pseudônimo da autora britânica Edith Pargeter), ganhadora da Adaga de Prata pela associação de escritores. Este romance de mistério O Noviço do diabo, com 236 páginas, repete as histórias do irmão Cadfael, um monge que, acostumado com a vida fora do mosteiro, é chamado sempre a ajudar a descobrir os mistérios por trás dos crimes que acontecem nas redondezas. Aqui o crime é fácil de ser desvendado, uma escrita simples. Um pai entrega seu filho para ser noviço e apesar de insistir que é de livre e espontânea vontade, os monges descobrem o motivo que faz o jovem se trancar em um convento. Quer resenha? Clique Aqui.

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Apenas um livro. Porque séries?

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Porque alguns autores insistem em transformar em séries de livros as suas histórias? Mesmo sabendo que toda a narrativa, com começo, meio e fim, caberiam tranquilamente em, digamos, 300 páginas? Podemos dizer que a previsão de vendas incentive os agentes literários a incentivar o autor? Ou o autor começa a se animar com o que está na moda – trilogias? Será que não bate um medo de que falem que a história ficou perdida entre tantas páginas? Ou o autor já desconfia que sua história é tão mais ou menos, que em apenas um livro, seria só mais um livro – em uma série, pode ser que os pontos altos, os mistérios, prendam a atenção de alguns leitores, já que há gosto pra tudo. Porque estou dizendo isso? Porque foi exatamente isso que ouvi de uma agente literária. :/

O livro A Linha, primeiro de uma trilogia, não nos conta muito sobre os personagens, sobre o futuro da história. Com 246 páginas a autora Teri Hall nos deixa imaginar algumas situações dessa história: parece uma distopia, já que se passa em um estado cercado pelos governantes, com leis impostas aos cidadãos e desaparecimento de algumas pessoas que não andam de acordo com essas regras. Uma das regras é não atravessar essa  “linha” que os separa das pessoas que não foram consideradas cidadãos o suficiente para morarem nesse estado. E aí vamos ver poucos personagens e seus pensamentos e o nas últimas páginas um deles atravessa a linha.  O segundo e terceiro livro já foram lançado, mas sem previsão de lançamento no Brasil. Não fiquei curiosa. Parei por aqui. No site da autora, vejo que essa trilogia foi sua primeira produção e que ela escreveu apenas mais um livro.

Quer resenha? Clique Aqui.

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