Retrospectiva 2015…

 

capa 2016

Fim de ano, vamos analisar a produtividade. Minha meta inicial era de dois livros por mês. Finalizei com 38 livros, portanto meta cumprida. Só participei de um desafio literário, mas prefiro ler o que estou com vontade no momento. Então….failed. =/

O melhor livro do ano foi Meio Sol Amarelo, da Chimamanda Ngozi. É um relato da guerra em países da Africa, mas tem um quê de história cotidiana, sem meios-termos.

O segundo melhor foi Gabriel Garcia Marquez com Cem anos de Solidão. Uma história surreal, um narrador imaginário passeando dentro da história, coisas divertidas,esquisitas, diferentes.

A leitura mais WTF?, me fez perder tempo, um diário faltando páginas, foi Jeff em Veneza do Geoff Dyer.

O YA que salvou a ressaca foi a trilogia As Peças Infernais da Cassandra Claire. Tem romance adolescente, tem aventura, tem personagem irritante e tem personagem fofo. Triângulo amoroso com todos de acordo no século passado? Só nessa história. ❤

O menor livro, em quantidade de páginas, foi Presente do Mar da Anne Lindhberg. Uma poesia de quem gosta de ficar em silêncio.

O maior livro em número de páginas foi O Mundo de Sofia do Jostein Gaarder, com 551 páginas. Falar de filosofia através de uma história.

Este ano teve comédia, romance, drama, contos, cartas, viagens, suspense, não-ficção, mas senti falta de mais autores nacionais, quadrinhos, terror e biografias. Então 2016 chegando com boas previsões, porque fim de ano tem aniversário, natal, amigo X, e boas leituras entraram na minha estante. Foram 11.445 páginas neste ano!

2016

 

Dr. House escritor? =D

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Apesar dessa capa horrível (nada vendável) o livro O Vendedor de Armas de Hugh Laurie (intérprete do protagonista da série Dr. House), com 287 páginas, tem o mesmo humor que o ator (e escritor) Hugh Laurie passa aos seus personagens na TV. O personagem principal (um homem) é sarcástico nos seus pensamentos a respeito de si próprio, tem caráter (mesmo sem dinheiro, ninguém consegue comprá-lo). As personagens femininas são superficiais, quase clichê: bonita e burra. Parece um roteiro de um episódio de antigos seriados do tipo policial, com tiros, perseguição e o mocinho contra o bandido. Mas vale a pena fazer essa leitura no meio de uma ressaca de clássicos, por exemplo. Essa edição é de 2010, mas foi escrito em 1996, citado no rodapé pelo tradutor, que os fatos citados sobre terroristas foram descritos antes do 11 de setembro. E o livro continua bem atual.

Trechos do livro: “…Os terroristas de hoje são homens de negócios…E o terror é uma carreira bem atraente para os jovens. Sério. Boas perspectivas, muitas viagens, dinheiro para as despesas e aposentadoria rápida. Se eu tivesse um filho, sugeriria que ele fosse advogado ou terrorista…provavelmente estes causem menos estragos.”

“…um homem que foi a um psiquiatra por causa de seu enorme medo de voar…baseado na crença de que haveria uma bomba à bordo…a chance é de uma para dez milhões…de haver duas bombas, então…leve uma bomba com você quando for embarcar.”

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Adaptação de um Clássico

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Essa adaptação do livro de Victor Hugo – Os Miseráveis – tem a tradução e adaptação de Walcyr Carrasco, conhecido autor de novelas no Brasil. Com apenas 128 páginas e ilustrado por Marcos Guilherme, esse é o número 4 de uma série juvenil chamada Literatura em Minha Casa, distribuída em escolas pelo Fundo Nacional da Educação. O próprio Walcyr diz no livro que é uma “adaptação com a história completa”, mas incentiva que todos fiquem mais curiosos a ponto de “se debruçar sobre o romance original”. Essa adaptação mostra como a história dos personagens principais se interligam e as injustiças sociais que cada um sofre.

Existe um filme de 1998, uma série de 2000 e um musical ganhador de prêmios de 2012.

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Dicas de Leitura ;)

 

O blog e Vlog Livros e Café vai promover um tipo de leitura coletiva do livro Os Miseráveis do Victor Hugo. É um daqueles incentivos pra quem não consegue ler um livro de mais de 2000 páginas sozinho. Vai ter tarefas na página do face e tem uma planilha de distribuição da leitura, sendo cerca de 150 páginas por semana. A leitura vai de primeiro de janeiro à nove de abril de 2016. Vale a tentativa. =)

Pra se sentir empolgada com a leitura é só visualizar os meus vídeos favoritos sobre esse livro: eu vou ler uma edição resumida para crianças e vou acompanhar os vlogs. Não tenho o livro ainda….

Primeiríssimo lugar: Vevs Valadares.

Segundo: Tatiana Feltrin

E também sobre o projeto de leitura:

 

Dê uma olhada nesta ótima dica para 2016! Vários blogs vão participar.

 

 

 

 

lendo infinitamente…

capa

A história não acabou. Tenho certeza. Será? Poderia continuar pra sempre, indefinidamente. Não é um livro YA, não é para adolescentes. Estou falando de Cem Anos de Solidão do colombiano Gabriel García Marquez, com 394 páginas. Nesta 52º edição de 2002, as páginas são brancas, o texto é socado nas páginas e não tem parágrafos e quase nada de diálogos. Os capítulos iniciam com ilustrações de Carybé.

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Conta sobre a esquisita família Buendía, que mora num lugar esquisito chamado Macondo, e todas as coisas esquisitas que podem acontecer: fuzilamento, morte, roubo, pedofilia, traição, orgias, e muita solidão. A história me prendeu nessa segunda tentativa de leitura, por não me acostumar com o estilo narrativo do autor. Mas depois de entender como funciona a confusão dos nomes de família, que não é o foco da narrativa, como entender cada personagem, que não é o foco da narrativa, mas que eu só consegui aproveitar depois da metade do livro. Numa escrita normal, com parágrafos e diálogos, esse livro chegaria a 600 páginas.

A história sem interrupções, pulando de um fato a outro ( com maestria), me fez lembrar (desculpem a comparação) dos episódios de A Vida Como ela é, com textos de Nelson Rodrigues.

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Faltou um tempero…

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Quando se lê um romance muito doce…a sensação é de que faltou um pouquinho de sal. A doçura do Mundo da autora e jornalista Thrity Umrigar, com 302 páginas fala a história de uma indiana que ao perder seu marido aos 60 anos, vai morar com o filho nos Estados Unidos e tem todo aquele choque cultural com a nora, com os vizinhos. A forma de escrita não me convenceu nessa de lembrar o passado e de repente um outro personagem faz com que ela desperte das lembranças. Isso ocorre várias vezes, principalmente no começo do livro e me cansou. É como se ela recontasse a história dentro da história. Deu pra entender? =/

Então, a capa é uma montagem que não ficou bem-feita. Ficou difícil escrever a impressão que tive, porque já nem lembro de detalhes. E terminei ontem. Difícil também escolher um trecho pra transcrever, porque….não tem. =/

Vamos pro próximo. Tentei achar uma boa resenha, ou uma resenha boa (=D) mas tá difícil!! Quer Resenha? Clique Aqui.

Autores Russos

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De novo me vejo em meio a um desconforto durante a leitura de um escritor russo. =/   Estou falando de Antón Pavlovitch Tchekhov, escritor russo que viveu de 1860 a 1904. Os “contos” deste livro A Dama do Cachorrinho e Outros contos, organizado e traduzido por Boris Schnaiderman, é uma edição revisada de 1959. Todos os contos foram escritos entre 1885 e 1899. Estou acostumada ao ritmo e ironia dos contos de autores nacionais, em que você termina o conto rindo ou surpresa. Estes contos me pareceram sem início e sem fim. Curtas partes de alguma história iniciada e deixada pra lá, e aí alguém decide colocá-los num livro como se fossem contos após a morte do autor. =/

O livro possui uma nota biográfica e um posfácio. O próprio tradutor escreve:” é verdade que eles rompiam o padrão consagrado…destronavam a tirania do enredo, a construção de toda a história.” e denomina o estilo de “não-desfecho”.

Achei o estilo complicado, pulei alguns contos e o melhor deles, é aquele que dá título ao livro.

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