Jogo Rápido!

Respondendo a Tag Fogo Rápido que eu vi no Canal Vamos Ler

E-Book or Livro físico? Os dois, mas tenho fetiche por livros…
Capa comum ou capa dura? Capa mole, maleável, boa de segurar.
Livraria online ou livraria física? Física para passear, visitar, comprar, encontrar pessoas.
Série ou Trilogia? No máximo tres livros, por favor.
Heróis ou Vilões? Os dois!! O que seria do herói sem o vilão!
Um livro que você recomenda para todo mundo ler? O Papel de Parede Amarelo
Um livro subestimado? os de autores nacionais comtemporâneos.
O último livro que você terminou de ler? O Pintassilgo, da Donna Tart
O último livro que você comprou? Crime e Castigo
Coisa mais estranha que você usou de marcador de página? A perna do óculos que quebrou :/
Livros usados: sim ou não? SIM! Amo sebos…
Três Gêneros Literários Favoritos? Romance Histórico, suspense, Clássicos.
Comprar ou Emprestar? os dois, mas as bibliotecas tem umas regras ridículas de empréstimo!!
Personagens ou Trama? trama… já li livros em que os personagens nem nome tinham a história ficou na minha cabeça por um bom tempo.
Livros longos ou curtos? Calhamaços!!
Capítulos longos ou curtos? curtos.
Os primeiros três livros que vierem à sua cabeça… 

Dom Casmurro, A hospedeira, Rebecca
Livros para rir ou livros para chorar? Não gosto de drama.
Nosso Mundo ou Mundos Fictícios? Fictícios.
Audiobooks: Sim ou Não? Gosto.
Você julga um livro pela capa? Adoro ser enganada rsrsrs
Adaptação de livro para filme ou de livro para série de tv? filme.
Um filme ou série que você gostou mais do que o livro? Sob o Sol da Toscana
Livros em série ou livros únicos?  Únicos.

Maratona Literária =)

Maratona forçada: o estado onde moro – Espirito Santo – está em estado de caos com a PM em greve, exército nas ruas, estoque de água e comida…. Então, vamos ler!

O livro escolhido foi O Pintassilgo, da Donna Tartt, com 719 páginas, vencedor do Prêmio Pulitzer lançado em 2013. A história começa empolgante com o garoto, que conta sua história, indo ao museu com a mãe, e ao se afastar dela, o museu sofre um atentado e explode. Ele fica preso com um idoso que pede pra ele “salvar” a tela do passarinho que dá título ao livro e levar para seu parceiro de negócios numa casa de antiguidades. Citado como aluno inteligente, avançado em turmas na escola, com alto QI, mostra que nas coisas simples da vida, ele é um idiota. As dez primeiras páginas te deixa com gosto de quero mais. Há muitas descrições de obras de arte e de restaurações de móveis em um antiquário, pra quem gosta e conhece as obras, é um paraíso. ❤

Aí a história começa com dramas adolescentes, muita droga, efeito das drogas, delírios provocados pela droga, roubo, morte, armas, álcool, capítulos inteiros. De coitadinho, passa a egoísta rico, com a namorada socialite, frequentando a alta roda, mas totalmente niilista.

E todo o mistério do começo do livro? Pois é, sem solução. Sem juntar as pontas soltas. Não precisa prestar atenção nos detalhes, porque eles não aparecem novamente na história. A história é sobre o passarinho, como no título. Até aparece um “arco de redenção” onde a devolução da obra traz uma recompensa vantajosa e a devolução do dinheiro pago pelos objetos falsificados. Mas são apenas algumas linhas da história. Quer resenha? Clique Aqui.

Trechos do livro: “…eu era fascinado por estranhos, queria saber o que comiam, em que tipo de prato, que filmes viam e que músicas ouviam, queria olhar debaixo da cama deles, em suas gavetas secretas…”, “…embora soubesse quão sortudo eu era, ainda assim era impossível eu me sentir feliz ou mesmo grato pela minha boa sorte.”, “…estar com ele era saber que a vida era cheia de possibilidades incríveis e ridículas – muito maiores do que qualquer coisa que ensinavam na escola.“, “…assim como a música é o espaço entre as notas…assim como o sol bate entre as gotas de chuva num determinado ângulo e lança um prisma de cores pelo céu – da mesma forma o espaço onde existo…cria algo sublime.”

A capa do livro esconde muito da pintura original e da corrente que prende o pássaro, tão citada na história. Pintura do holandês Carel Fabritius (1622-1654).

Contos/dramas de amor

amora

O livro de contos De Amora e Amor do descendente de libanês Elias José, com 75 ´páginas, conta os dramas de um adolescente do interior que se apaixona pela adolescente da cidade que veio passar o verão. Todos os contos com a mesma temática, os dramas de amores adolescentes. Indicado para usar com alunos do ensino fundamental.

Existe um livro de autor estrangeiro com o título parecido, 🙂 não vá confundir:

amoras

…da cópia à inspiração…

Plágio
  1. jur apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem.
    Neste livro A Marca de Uma Lágrima, com 94 páginas o autor Pedro Bandeira diz que se inspirou em Cyrano de Bergerac  para escrever sua história. Inspiração não é plágio. Realmente ele conseguiu, invertendo os papéis, onde o romântico personagem Cyrano, feio mas ótimo poeta ajuda seu rival a conquistar a mulher amada, se transforma em Isabel, adolescente que se acha feia, mas é nota dez em redação na escola. Ela ajuda sua amiga a conquistar o rapaz por quem ela acha que está apaixonada. Porque essa história tem mais personagens e tramas paralelas, o que mostra que ele apenas se inspirou em partes com a história original.
    Uma boa história para adolescentes, principalmente para incentivar o ler a versão de Cyrano de Bergerac ou mesmo ver o filme de 1990 com Gérard Depardieu, que eu assisti. =)

Sucesso in Company ®

William Shakespeare já foi contado em várias formas e esta história não é diferente. Uma tragi-comédia Sonho de Uma Noite de Verão, nesta adaptação de Ana Maria Machado com 93 páginas, já foi contada em filmes, musicais, ballet, pintada em quadros, montagem fotográfica.

É a tragédia dos amantes que não podem ficar juntos, a tragédia dos encantamentos que fazem o amor trair e machucar. Mas também é a comédia do Elfo que apronta as maiores burrices, e do povo que decide montar uma peça de teatro pra homenagear um nobre em seu casamento.

Uma ressalva: apesar de ser indicado para usar com adolescentes, não acho a história assim tão infantil, então não recomendo para uso em sala de aula do Ensino Fundamental.

Sendo escritor: check-list

Fazendo maratona dos vídeos do Henry Bugalho, achei essa preciosidade! Quem disse que preciso me formar em Literatura pra produzir literatura? Vamos falar então das necessidades de alguém que pretende escrever um livro:

#1 – Ser fluente no idioma da escrita – incluindo português!! Então, estudar gramática e usar as palavras corretamente ajuda muito. Pode usar corretor, revisor, pedir ajuda.

Desconstruindo #1 – Geralmente a história oral, quando transcrita, deve obedecer os erros dos contadores de história, ou do personagem, como em Grande Sertão Veredas, onde os personagens falam conforme a população local: “…Eu apeei e amarrei o animal num pau da cerca. Pelo dentro, minhas pernas doíam, por tanto que desses três dias a gente se sustava de custoso varar: circunstância de trinta léguas. Ah, a mangaba boa só se colhe já caída no chão, de baixo… Nhorinhá…”, “…ada, nada vezes, e o demo: esse, Liso do Sussuarão, é o mais longe – pra lá, pra lá, nos ermos. Se emenda com si mesmo. Água, não tem. Crer que quando a gente entesta com aquilo o mundo se acaba: carece de se dar volta, sempre. Um é que dali não avança, espia só o começo, só. Ver o luar alumiando…”

#2 – Ler muito – É claro que ler livros traz uma carga muito boa para quem vai fazer exatamente isso: livros. Os grandes escritores, chamados clássicos, são considerados os mais difíceis de ler. Então pode escolher um assunto interessante e com certeza vai ter um livro sobre isso.

Desconstruindo #2 – Existem outras formas de criar uma bagagem cultural para ser usada pra quem gosta de escrever, mas dorme quando começa a ler um livro. Ver filmes, visitar museus e feiras culturais, ler história em quadrinhos  viajar e até ouvir música! Áudio Book pode ser uma tentativa de leitura.

#3 – Faculdade de Letras – estudar é sempre bom, e o curso de Letras coloca o aluno em contato com escritores e com a análise do texto.

Desconstruindo #3 – nem todo grande escritor se formou em Letras, ou mesmo teve uma educação formal. Conheço gente de Letras que nunca leu um livro inteiro!! Lê apenas o resumo e assiste video-resenha sobre o assunto. Pensando bem, Jornalismo tem mais a cara da escrita.

#4 – Conhecer o assunto – é mais fácil escrever sobre aquilo que se conhece. Se alguém escreve um livro de receitas, o mínimo que se espera é que ele tenha testado cada uma delas!!

Desconstruindo #4 – então não posso escrever nada fora do meu universo? Claro que sim: é pra isso que servem as pesquisas! Ou mesmo criar algo novo que nunca existiu, como fez Tolkien na trilogia Senhor dos Anéis.

#5 – Escrever muito – A escrita deve ser contínua e preencher várias páginas por dia. E revisar ao final de cada capítulo.

Desconstruindo #5 – Não precisa escrever muito – pode ser um pouco, todos os dias. Não precisa ser contínua – pode escrever várias coisas diferentes. E, só pra contrariar, deixe pra revisar no final. Mesmo. 😉

 

Não Conte o Final…

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Nesta minha edição O Homem Duplo de C. J. Koch tem 330 páginas. Não é o livro mais famoso desse autor australiano, lançado em 1982. A história de três meio-amigos de uma cidade do interior da Austrália que sonham em ganhar a fama em Sidney. Tem muito misticismo, música folk, um pouco de romance e muita história não terminada. como assim? O autor começa com um mistério sobre um homem que o personagem principal conhece quando criança – esse mistério continua um mistério. Depois tem um segredo sobre a personagem Denise, que some no meio da história e ficamos sem saber seu segredo. Só na página 198 ele cita pela primeira vez o título do livro: “…Era como um segundo rosto, e por algum motivo pensei num homem duplo.” Só isso. Muitos personagens são citados nas conversas, mas não vemos, não conhecemos e eles simplesmente deixam de aparecer. Só para quem gosta do desafio de inventar o próprio final. 😉

Também há um livro de mesmo nome (1977), do autor Philip K. Dick que inspirou um filme de mesmo nome (2007) com Keanu Reeves, uma ficção científica que mistura imagens e desenhos dos atores.