Um Encanto de História =)

O livro Dois Amores da autora nacional Nazarette Vantil de Souza conta em 167 páginas, várias histórias e acontecimentos na cidade de Belmonte. Geraldo dono da fazenda onde circulam os principais personagens, Joana sua mulher, mãe de quatro filhos e Creuza que trabalha na casa, dão o tom de crônicas do cotidiano para a história. O novo padre Ângelo, muito bonito com seu chapéu panamá, é a representação de um sabe-tudo: entende de religião, política, girassóis, remédios, arquitetura. Lembra de um personagem de série chamado Macgyver? Me lembrou ele, tanto na forma calada de fazer as coisas e forma física. A Joana chega à cidade com seu marido, e ama dançar. Isso causa um rebuliço, principalmente no coração do padre. Senti pena do pobre Osvaldo.

Impressões de leitura: a história é contada por um narrador onisciente. Me lembrou livros de crônicas que eu amava ler, como Rubem Braga, Ligia Fagundes e tem um lado suavemente mágico nas coisas que simbolizam o que está acontecendo com os personagens. Gostei das sensações serem coletivas: os nacimentos, as alegrias, as tristezas. A briga política é bem divertida. Senti falta de um conflito principal, que me fizesse “me apegar” a um personagem. Claro que torci pelos amores proibidos, mas qualquer opção de final, ficaria bem e eu queria a revolta, a raiva, os desafios maiores!! Escolhas da autora, que finalizou bem o romance. Vale a pena a leitura.

Um Livro Onze Estrelas ♡

O livro O Caminho dos Reis do autor americano Brandon Sanderson é o primeiro da série Stormlight Archive e conta em 1240 páginas três histórias principais: O grão príncipe Darlina, que luta pelo rei, seu sobrinho, que luta com sua consciência por não ter conseguido manter seu irmão com vida. Shallan uma moça que resolve roubar um artefato pra salvar seus irmãos da vergonha que a morte e falência de seu pai os deixou. Kalladin, que devia ser um cirurgião mas vai parar no campo de batalha pra salvar seu pequeno irmão e vive com dor na consciência por não conseguir salvá-lo. Três personagens que fariam tudo por sua família mas não conseguem e se culpam. Enormes tempestades devastam regularmente a superfície desse mundo de Roshar. Plantas e animais se recolhem em conchas endurecidas para proteção. As próprias cidades são construídas apenas onde há uma medida de segurança.

O livro começa na velocidade máxima, servindo ao propósito de fisgar o leitor – e faz isso muito bem. As coisas estão loucas desde o início: assassinatos, batalhas épicas, feitos heróicos solitários, fracassos dramáticos, situações aterrorizantes e magia incrível, acontecendo muito RÁPIDO. As descrições das batalhas são fantásticas!

SPOILER: os três personagens também têm em comum ter visões. As histórias religiosas tem muitas referências de outros livros religiosos. Arrepia ler sobre a empolgação de Kalladin nas lutas. Os “sprenos” me lembra aqueles desenhos dos quadrinhos que mostra como o personagem está se sentindo! 😁 Quando você começa o romance com um arco muito alto e termina com um também, é provável que haja um vale no meio. Essas 400 páginas intermediárias, embora extremamente interessantes, podem se arrastar, repetindo gestos e dúvidas e pensamentos e arrependimentos… A escrita é muito boa, a história é muito boa e os personagens são os melhores. Achei mais elaborado que ELANTRIS e até da trilogia Mistborn. Não li um livro de Sanderson que não tenha gostado. Então, quando digo que TWoK é talvez tão bom quanto MISTBORN, é um elogio, porque este foi apenas o primeiro livro. Esta série tem um enorme potencial. Isso pode muito bem se transformar em uma séries de fantasia pra favoritar quando terminar.

Suspense de Wilde =0

O livro Os melhores Contos de Oscar Wilde trás histórias já famosas como O fantasma de Canterville, onde uma família compra uma propriedade assombrada por fantasmas, e após a compra da mansão dos Canterville, na primeira noite o fantasma se revela à família Otis, mas ao contrário do que qualquer pessoa que teme pela morte faria, nenhum membro da família se sente abalado pela aparição de Sir Simon Canterville. A praticidade e o materialismo da família a leva a enxergar o fantasma apenas como um hóspede inconveniente que não os deixa dormir, inclusive procurando meios materiais para que Sir Simon os deixe em paz. Porém, os gêmeos pestinhas passam a provocar o fantasma pregando-lhe peças, fazendo o espectro entrar em um estado depressivo e amedrontado, o oposto do que deveria acontecer. O fantasma passa, então, a temer os vivos. A história é muito divertida! Você começa lendo com a expectativa de ser algo como Frankenstein, Drácula ou O médico e o monstro, mais voltado para o terror, mas se depara com uma comédia boa e leve.

Dois amigos se reencontram depois de um longo tempo, e como de costume colocam em dia as novidades. Nessa conversa um dos amigos conta uma estranha novidade: se apaixonou por uma mulher misteriosa, que guarda uma grande mistério. Ele conta a história como uma história de amor, mas com um tom sombrio e sinistro, levando o leitor a prever um final macabro.

Conversa com as Adolescentes

O livro “Sem olhar para trás” do autor nacional Lannoy Dorin, trata da história de quatro colegas de escola: Sônia, Zeza, Paula e Vera, que se reuniram para estudar matemática pois estavam de recuperação. Então todas elas foram para a casa de Paula. Enquanto a mãe de Paula preparava um lanche, elas não queriam estudar nada e resolveram criar um desafio, como o “jogo da garrafa”, em que cada uma conta algo de sua vida.

   Descobriram que todas elas tinham um problema na família principalmente com seus pais. A adolescência é uma fase de questionar e querer decidir tudo sozinha. Mas o grande problema aconteceu com Sônia, uma das personagens e seu namorado Fernando. O problema foi que Sônia ficou grávida de Fernando e seus pais eram muito bravos e não poderiam ficar sabendo da gravidez, Sônia também estava com medo da reação de Fernando, que também é adolescente na história.

   Sônia e Fernando conversaram sobre a gravidez e Fernando fala para ela abortar, pois os dois eram jovens e não tinham condições para assumir o filho, então Sônia ficou de pensar no assunto de abortar. Depois de uma conversa que Sônia teve com uma amiga e ficou sabendo das consequências do aborto, Sonia então decide não abortar e foi embora da casa de sua amiga sem olhar para trás.

Paula: Paula tem uma família estruturada e uma vida muito definida e seguia em frente com seus objetivos.
Vera: Vera não gostava de ficar muito presa em casa e saía muito de casa, mesmo sua mãe não deixando ela sair muito.
Zeza: Zeza é muito feia e seu grande problema era arrumar um namorado, seu relacionamento com a família era bom.
Sônia: Sônia era muito bonita e seu grande problema foi quando ela ficou grávida de Fernando, seu relacionamento com a família não era muito bom, pois seu pai é autoritário.

É na família que a criança desenvolve e aprende as suas primeiras competências de relacionamento interpessoal. É aqui que ela se confronta, em primeira mão, com a diferença, seja esta, sexual, de idade,  de temperamento,  de ideias,  de comportamentos e é através da teia relacional familiar, que ela própria, vai desenvolvendo as suas competências relacionais  e as transporta para outros contextos, da escola, da igreja, do trabalho. Aqui lida com as suas primeiras frustrações, aprende que diferentes pessoas podem ter diferentes limites, que diferentes contextos exigem diferentes comportamentos. Na família experiencia a sua primeira rede de solidariedade, desenvolve as suas primeiras competências ao nível da autonomia, segurança, sentimento de pertencimento. Em família aprende como lidar com o conflito e  com outros desafios com que se vai confrontar na vida exterior ao contexto familiar. Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.

Tem outro livro de mesmo nome:

A Última Aventura

O livro A Clepsidra de Adibah da autora italiana Licia Troisi continua a história de Sofia em 256 páginas e quase finaliza a aventura, mas deixa o leitor sem respostas.

A Sofia, herdeira do último dos dragões, agora está mais jovenzinha, menos adolescente, e tem um novo desafio que é partir com seus aliados numa jornada em busca de um artefato muito antigo chamado “clepsidra”:

É um poderoso e perigoso “relógio do tempo”, que pode ser a chave para salvar a Terra.
A Árvore do Mundo está sofrendo com a morte de um Draconiano que é um dos guerreiros nascidos para defender a Terra, e a equipe de Sofia deve impefir a vitória de Nidhoggr, a feroz serpente gerada para destruir o equilíbrio da natureza. Embora inicialmente relutante em aceitar sua origem e sua missão como Draconiana, a essa altura Sofia sabe que não há mais pontos de retorno na estrada de sua vida. Ela agora é uma das esperanças para derrotar a maléfica serpe, junto com seus amigos, mas para isso precisa encontrar a misteriosa clepsidra de Aldibah. Então ela e o poderoso dragão Thuban, que ela carrega, partem para Munique, na Baviera, em busca do antigo artefato que guarda o poder de restaurar o equilíbrio da natureza e salvar o mundo. Viagem no tempo sempre apresenta o problema de encontrar a si mesmo e alterar de forma errada os acontecimentos anteriores. O professor tenta controlar tudo para salvar sua amada que está sob efeito de um veneno. Tudo muito corrido e um final muito simplificado. Senti falta de dragões. °\_(=/)_/°

A Maestria de Borges

O livro Ficções do autor argentino Jorge Luis Borges, é constituído de dezesseis contos, que trazem idéias filosóficas sobre livros, bibliotecas, labirintos, religião e conhecimento. Borges figura na lista dos maiores escritores de todos os tempos, influenciando outros escritores ao redor do mundo, mesmo sem nunca ter escrito uma história longa, um romance. Os contos, embora distintos, oferecem certa coesão nos temas: espelhos, labirintos, memória, eternidade duplicidade e o tempo. Os contos de Ficções tem precisão milimétrica, como se fossem encaixados peça por peça. Em A Biblioteca de Babel, o autor apresenta um paradoxo da linguagem, como um instrumento universal, mas não pode resumir todas as experiências da vida, porque dependem das diferentes interpretações de quem a usa. A biblioteca nada mais é do que o universo, e o mundo é concebido através dela, como a mãe-terra. Os bibliotecários buscam alguém que consiga compreender todas as obras presentes na biblioteca, o que poderíamos enxergar como um ser superior, dono de todo conhecimento. Borges anuncia que O jardim de veredas que se bifurcam é um conto policial, bem como em Exame da obra de Herbert Quain encontram-se notas sobre um livro imaginário. Essa transição entre gêneros, dentro de um mesmo conto, demonstra a maestria do autor.

Borges constrói suas histórias com uma economia que vai além da maioria dos autores. Kerrigan o declara “o escritor mais sucinto deste século”, explicando assim o estilo de Borges: “Na literatura, basta traçar os passos. Deixe o povo dançar!” No prólogo da primeira parte Borges explica porque não escreve um livro longo:

A composição de vastos livros é uma laboriosa e empobrecedora extravagância. Continuar por quinhentas páginas desenvolvendo uma ideia cuja exposição oral perfeita é possível em poucos minutos! Um procedimento melhor é fingir que esses livros já existem e depois oferecer um currículo, um comentário.

A primeira coleção de oito partes é uma exibição deslumbrante de meta-ficção, e as histórias são escritas em um tom seco, direto, desapegado, acadêmico, e Borges relata suas análises de obras e escritores inventados (com notas de rodapé…) de uma maneira ao mesmo tempo confusa e intrigante, induzindo o leitor acreditar e depois fazendo ver que pode ser tudo uma ilusão da sua cabeça. 

SPOILER: É difícil ler Borges. Minha primeira leitura, sem estudar ou pesquisar nada do que ele ía falando, sim, achei difícil. É difícil entender o significado quando as histórias começam sem um pingo de contexto – embora Borges insista que elas “não requerem elucidação alheia” – e terminam com o leitor em estado de epifania e confusão, sabendo que é ficção, achando que é real.

A história de abertura, por exemplo, “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, começa com um narrador anônimo descrevendo o que parece ser uma brincadeira: a entrada dele numa enigmática cidade ou na enciclopédia sobre um país chamado Ukbar. Nenhuma quantidade de pesquisa lhe dá mais informações sobre este lugar (duplamente) fictício e a trama fracassa. Mas depois ele encontra um livro inteiro descrevendo um planeta (novamente, duplamente) inventado chamado Tlön, completo com sua própria teologia e linguagem. A linguagem de Tlön se assemelha à nossa, exceto que não contém nenhum substantivo, apenas “verbos impessoais qualificados por sufixos ou prefixos monossilábicos que têm a força de advérbios”. Portanto, em Tlön a frase “a lua subiu sobre o mar” seria escrita “para cima, além do fluxo constante, havia luar”, então o narrador questiona:”então você realmente entendeu o que leu ou o significado era outro e você nem viu?”

Ao ler todos esses paradoxos, senti como se estivesse perdendo algo óbvio. Vou precisar de ler outras vezes e pesquisar mais Borges.

Magia ou Mágica?

O livro Jonathan Strange & Mr Norrell da autora Suzanna Clarke conta em 824 páginas a história do embate de dois mágicos de Londres do ano de 1806 onde as guerras napoleônicas estão em fúria na França e a magia é um assunto estudado por poucos, não é mais praticada. Há uma profecia do retorno da magia à Inglaterra, que está morta desde o desaparecimento do Rei Corvo, cerca de trezentos anos atrás.

A apresentação do Sr. Norrell no livro se dá com ele fazendo a filha de um ilustre Senhor voltar à vida, com ajuda de forças ocultas. Ele quer ser o último mágico vivo, e faz tudo pra garantir que nenhum outro reivindique seu título de maior (e único) mago da Inglaterra. Com a ajuda do trambiqueiro servo Childermass, ele procura todos os livros que ensinam a prática da magia e os esconde em sua biblioteca particular, fazendo o interesse no assunto diminuir rapidamente.

De repente aparece Jonathan Strange, um jovem que parece desafiar o status do Sr. Norrell. Mesmo sem existir no mercado, livros que ensinem magia, ele diz que aprendeu sozinho, e parece sim, ter aptidão natural para fazer coisas sobrenaturais. Uma batalha entre esses dois magos ameaça ofuscar até mesmo a guerra.

“Este romance cria uma atmosfera que você quase poderia estar na Inglaterra do século 19, na verdade, a atenção aos detalhes é tanta que às vezes, mesmo com o assunto óbvio de fantasia, você sente como se estivesse lendo um relato histórico de eventos reais. É o uso inteligente de figuras históricas reais, como Wellington e Byron, entrelaçadas ao longo do livro, que confere autenticidade aos eventos sobre os quais você está lendo e é feito sem problemas. A pompa das damas e cavalheiros ingleses da época é plenamente percebida e Susanna Clarke escreveu o livro em um estilo não muito diferente de Dickens e Austin.”

O livro contém muitas notas de rodapé, que podem facilmente se distrair da história, mas fornecem histórias interessantes próprias e são essenciais.

SPOILER: A coisa mais legal do livro é esperar por um duelo: Team Norrell vs Team Strange, mesmo que no começo há paz entre eles. Eles não compartilham o mesmo ponto de vista da magia e eventualmente sua parceria é desfeita. Ambos têm dois lados, o bom e o ruim: Strange quer ensinar magia a todos sem se importar com criminosos que podem usar magia para seus crimes, e pode iniciar um desastre mundial. Norrell, em vez disso, tenta manter a magia para si mesmo, porque ele quer ser “o maior mago de todos os tempos”, ele também cuida de seu país, ele diz que a magia negra é desprezível e tenta proteger o mundo, tentando impedir Strange que quer espalhar magia conhecimento publicando-o em um jornal ou livros. Norrell, no entanto, não é nada gentil com as pessoas, ele é egoísta e não se importa com ninguém, nem com seu melhor amigo/servo Childermass, sendo mostrado como um homem que só se importa em adquirir conhecimento. Strange tem uma esposa que gosta dele, mas ele a deixa pra fazer magia na guerra. Ele vai diretamente com o exército para dar assistência (ainda sem matar ninguém, mas estressando o inimigo), arriscando-se a morrer. É difícil escolher um lado. As moças são descritas dançando o tempo todo, indo em bailes obrigadas, como se o texto fosse escrito por um homem. Fiquei torcendo pra que Strange ensinasse magia pra uma moça e ela vencesse os dois! Tive que assistir resenhas falando bem do livro pra continuar lendo.

A BBC lançou a série em 2015 com apenas uma temporada.

Que Professora legal!

O livro A Turma da Paquera do autor ucraniano/brasileiro Pedro Bloch, conta em 95 páginas o agitado cotidiano das aulas da professora Denise, que utiliza as relações naturais das descobertas e reflexões que essa idade proporciona: paqueras, amores, ciúmes, autoaceitação, fama, para inserir o contexto da matéria.

O livro mostra as diferentes formas de ensino, o moderno, dinâmico método que era o da professora Denise e que todos gostavam, já que os alunos prestavam muita atenção, participavam da aula, fazendo perguntas. Contrastando com o ensino antiquado e rígido, ensinado pela professora Daniela, que ficava com inveja da outra professora. Um aluno, Tico, apelidou a sala de TURMA DA PAQUERA pois sempre os alunos estavam já nos esquema de paquerar, se apaixonar platônicamente.

Essa divertida e dinâmica narrativa de Pedro Bloch sensibiliza o leitor para a importância da escola e do respeito para com a juventude, que será o mundo de amanhã. E diferente de alguns livros apresentados aos adolescentes na escola, esse não tem gatilhos, é sério e divertido.

A história rendeu uma série de tv e peças no teatro e nas escolas. O livro sai com uma nova e feia capa pela Editora do Brasil.

Como sobreviver à Guerra? =/

O livro The Burning God da autora R.F. Kuang e finaliza em 640 páginas a trilogia The Poppy War. No inicio desse terceiro livro, encontramos Nikan no meio de uma guerra civil, enquanto Rin deixa a Fênix correr solta e lidera a Coalizão do Sul em uma rebelião contra o Vaisra e sua República do Dragão. Depois de salvar sua nação de invasores estrangeiros e lutar contra a malvada Imperatriz Su Daji em uma brutal guerra civil, Fang Runin foi traída por aliados e deixada para morrer. Apesar de suas perdas, Rin não desistiu daqueles por quem ela se sacrificou tanto – as pessoas das províncias do sul e especialmente Tikany, a vila que é seu lar. Rin percorreu um longo caminho deixando de ser a garota ingênua e vulnerável que foi manipulada para ser uma arma de destruição em massa para homens influentes usarem e depois jogarem fora; desta vez ela tem seu próprio povo para proteger e uma nação inteira para recuperar. Enquanto Rin volta para a província do Galo, ela está pronta para fazer o que for preciso para derrubar os exércitos republicano e hesperiano. Rin rapidamente percebe que o verdadeiro poder em Nikan está com milhões de pessoas comuns que anseiam por vingança e a reverenciam como uma deusa da salvação.

SPOILER: Você sabe que leu um livro realmente bom quando tudo o que pode fazer quando se senta para escrever uma resenha dele é ficar olhando para um documento em branco por horas, tentando lembrar como formar palavras e transformá-las em frases coerentes. The Burning God foi um daqueles livros muito bons. Ele quebrou meu coração em um milhão de pedacinhos, e foi, sem dúvida, o final mais adequado que uma série como The Poppy War poderia ter. Os dois primeiros livros foram principalmente em torno do puro caos e devastação em um país aniquilado pela guerra, em The Burning God também podemos ver as consequências de uma guerra. A autora não hesita em traçar paralelos da vida real aqui mais uma vez, enquanto retrata o profundo trauma de ser a sobrevivente. Testemunhar ela lentamente sair do controle e cair na paranóia é absolutamente aterrorizante, porque está se tornando uma narrativa familiar que você viu repetida muitas e muitas vezes ao longo da história, e você sabe que nunca termina bem. Mas também é inegavelmente catártico ver Rin finalmente deixando sua raiva e indignação transformá-la na líder implacável que seu povo precisa para vencer sua guerra por eles. À medida que a saga de Rin chega ao fim, você fica questionando se ela é um monstro ou uma deusa, e se, no final, essas duas coisas realmente são tão diferentes. =/ Adoro Kitai. O relacionamento de Rin e Kitay é uma dinâmica interessante. Ele está sempre pressionando para Rin fazer o melhor, o que nós leitores achamos que ela deveria fazer – as decisões que seriam menos “más”. Eu gosto que ele esteja lá porque ele atua sobre as idéias dela. Sem esse conflito dentro do livro, sinto que teria lutado muito mais para lidar com as decisões de Rin. 

The Poppy War é a série de livros mais incrível já escrita, e se você ainda não leu, deve largar tudo e fazê-lo imediatamente! 

Muita Aventura! =D

O livro “Mamãe não pode Saber”, do autor Johannes Mario Simmel se passa em Viena, 1952 e conta em 138 páginas a história de um aluno de 9°ano, que recebeu um boletim ruim e não se atreve a ir para casa. Sua mãe doente ficaria muito chateada com o resultado negativo e, como o médico que a tratou havia lhe explicado pouco tempo antes, isso significaria uma recaída em sua doença. Então ele decide não ir para casa. Um amigo da escola é forçado a ajudar. A fuga de casa torna-se uma perseguição. Ele se esconde em um cinema onde é pego no final do filme. Um homem esteanho oferece ajuda para ele e o convida para jantar. Ele diz que ajudará a conseguir um emprego onde ele pode ganhar muito dinheiro. Sem saber, ele cai nas mãos de assaltantes e se envolveu em um assalto. Mas, como seria de esperar depois da guerra, há um final feliz. Estilisticamente, da perspectiva de hoje, pode-se dizer “brega”. Em termos de tempo, é entretenimento de leitura. Não gostei de aparecer uma mini-sinopse no início de cada capítulo. Isso parece um esboço de trabalho do autor. Desenhos a tinta ilustram os eventos.

Eu amei esse livro! É muito fofo, cheio de amor e aprendizados. É interessante ler um livro para adolescentes quando adulto. Se for de um período anterior – no caso após a Segunda Guerra Mundial” – torna-se duplamente interessante. É de outra época. Quando as pessoas tinham outras preocupações.