Atualizando minha Tag Favorita =D

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Livros grandes são chamados de “calhamaços”, na Tag da Denise Mercedes. Apesar de se tratar de números específicos de páginas….não sei. Tenho livro de 300 páginas, com o texto socado na página e em letra miúda, o que o torna muito maior do que outro com 500 páginas, uma boa margem, letras grandes e espaçadas. Então depende da edição, depende da gráfica, depende…..pois é, depende. Vou considerar então, livros com mais de 400 páginas e apenas os que estão na minha estante no momento. Já que costumo emprestar da Biblioteca e ler e-Books. A Tag consiste em escolher livros com as seguintes características:

-Maior livro da sua estante que já leu: O Temor do Sábio com 960 páginas

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Maior livro da sua estante que não leu: Os Catadores de Conchas com 700 páginas

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Calhamaço que tem medo de ler: Under the Dome com 960 páginas

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Calhamaço que não sabe porque ainda não leu: Destino La Templanza com 580 páginas. Adorei o primeiro livro que li da autora e não sei porque ainda não li esse.

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Livro grande com capa bonita: A chave do Portão com 420 páginas

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Livro grande com capa feia: Capa sem graça do Mundo de Sofia com 568 páginas

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_Vergonha de ter abandonado: Babbitt com 468 páginas. Eu estava gostando da história e passei outros na frente. Que vergonha!

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Leu e não lembra ou quer reler: A Trama da Maldade com 736 páginas. Lembro que gostei e que tem um pouco de William Blake na história. Só isso.

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último que leu: Faltam cerca de noventa páginas, mas é A Montanha Mágica com 1029 páginas

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O último que abandonou: A Rosa da Meia-Noite com 576 páginas. Não consegui gostar da mistura de tempos.

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Calhamaço que leu muito rápido: A tormenta de espadas em dois dias, com 884 páginas.

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Um que demorou muito pra ler: O Sorriso do Diabo com 400 páginas. Demorei mais de um mês.

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um que deixou saudades: A Longa História com 607 páginas. É uma história deliciosa.

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um que te fez chorar: A série Boudicca

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-_Próximos calhamaços: Vários na pilha de leitura

 

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Confissões de uma Ladra

 

O livro Marnie do escritor inglês Winston Graham nos conta em 301 páginas a história de Margaret uma personagem que ama a liberdade e por isso não se envolve com homens. Não há referência a datas, mas o livro é de 1961 e conta a história nessa época. A personagem principal tem apenas vinte e três anos, cuida de longe da mãe doente, estudou contabilidade. Ela começa contando sobre os golpes que deu, como mudou de nome e aparência, quanto roubou e porquê. Após um deslize, um viúvo rico e apaixonado tenta fazê-la mudar de vida, casa-se com ela e ela passa a frequentar um psicólogo. Ela começa a descobrir porque vive assim, porque odeia os homens. E, como um círculo, o livro volta ao início. Isto é: um livro sem final. Mas vale a pena a leitura.

O livro deu origem ao filme Confissões de uma Ladra do diretor Hitchcock, que não é fiel ao texto, ele coloca o marido como o investigador da moça e também quem a ajuda psicologicamente a desvendar o mistério de suas neuroses. O diretor quis criar mais suspense do que o livro conta. Não vale a pena mesmo com a presença de Sean Connery no papel principal.

Trechos do livro : ” Muita gente pode achar que a vida é solitária quando não se tem companhia nenhuma, porém nunca me senti sozinha. Sempre tive muito em que pensar, e, de qualquer forma, não sou dessas que gostam de gente.” ” Apenas tínhamos idéias diferentes sobre como aproveitar a mocidade. Elas achavam bom passar o tempo com homens. ..dançar o swing nos dias de folga. ..e, talvez, fisgando um homem no final da história. ..depois ter filhos num hospital gratuito. …Acontece que eu nunca desejei uma coisa dessas.” “Eu estava encurralada – como um rato num porão. Era uma experiência inteiramente nova para mim, pois nunca me atrapalhara para arranjar uma resposta ou uma explicação ou um jeito de escapulir. Era a segunda vez, nessa noite, que ele se mostrava mais inteligente do que eu, e era uma coisa que eu detestava. ” ” Este homem punha o nome numa placa dourada e as pessoas lhe pagavam libras para ficar sentadas num sofá e falar. Era caso para se pensar. Talvez eu fosse uma honesta cidadã, com minha mania de roubar dinheiro das gavetas. “

Games e anos 80

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O livro Jogador Nº1 do autor americano Ernest Cline, nesta edição que tem a capa do filme 😐 , conta em 460 páginas uma história que se passa no futuro onde a humanidade passa fome, não tem emprego e nada pra fazer (me parece o agora) e para “escapar da realidade” vivem em um mundo virtual produzido por uma empresa chamada Oasis (Paraíso). Existe uma empresa rival que quer dominar a internet chamada IOI (a criação dos zeros e uns já foi chamado de sinal da besta). O criador da empresa Oasis ao morrer sem herdeiros, quer deixar a empresa para um dos jogadores que mais conhecem sobre ele e seu gosto por cultura pop dos anos 80: jogos, músicas, filmes, livros. E para ganhar esse prêmio eles devem jogar um jogo específico onde um easter egg vai dar o prêmio a o primeiro que encontrá-lo. O personagem principal é um jovem que está terminando o colégio e passa horas dentro da plataforma jogando e só tem amigos virtuais. Ao entrar na competição e conseguir passar o primeiro portal, ele cria inimigos virtuais e tem que criar uma identidade falsa para fugir deles. Ele e seus amigos se unem para destruir o mal e bem vence novamente!

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O livro que é de 2015 gerou um filme esse ano, co-escrito pelo próprio autor. Não consegui ver o filme até o final. Acho que o livro é mais a demonstração de que o mundo virtual deixa as pessoas solitárias e vazias. O filme foca mais no jogo e na competição por dinheiro. Vale a pena a aventura.

Trechos do livro: “O processador era mais lento que um bicho-preguiça em comparação aos padrões atuais, mas atendia minhas necessidades. O laptop servia como minha biblioteca portátil para pesquisas, centro de jogos e home theater.” “…não demorei a descobrir que o OASIS era também a maior biblioteca pública do mundo, no qual até mesmo um menino sem nenhum centavo, como eu, tinha acesso a todos os livros. ..” “Quando evoluímos. ..nos espalhamos pelo planeta todo como um vírus incontrolável. ..depois de travarmos um monte de guerras por causa de outras terras, de recursos e de nossos deuses inventados, acabamos organizando nossas tribos em uma “civilização mundial”. “Diferentemente de seus colegas do mundo real, a maioria dos professores de escola pública do OASIS parecia gostar muito do que fazia, provavelmente porque não tinha de passar metade do tempo agindo como babás e disciplinadores.” “Você se surpreenderia com o tanto de pesquisa que se pode fazer quando não se tem vida. Doze horas por dia, sete dias por semana, é muito tempo de estudo.”

Quando o Blurb Mente =|

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O blurb diz “na mesma categoria de…” e cita meu livro favorito! Mas era uma fake news. As duas histórias se passam mais ou menos no mesmo período. Acabou a comparação. O livro do Umberto Eco começa com uma morte dentro de um mosteiro que deve ser desvendada. Não há um mistério a ser desvendado nesse livro. O livro do Eco tem um investigador inteligente lidando com um vilão inteligente. Nesse livro o vilão é só idiota com um irmão que ele internou com loucura e um “investigador” que é um carrasco do rei que quer tirar informações dele na base da tortura. O livro O Olho do Dragão da autora Patricia Finney não cumpre o blurb da editora.

Um lado bom? A autora sabe fazer descrições dos lugares e de como era a Londres medieval. A parte histórica em que a rainha não quer alianças com a Espanha é bem  desenvolvida nas conversas de todos os personagens. Mas senti falta da fantasia, porque um livro que tem dragão no título, devia fazer jus à ele! E o dragão é apenas uma peça de ferro e tecido que vai desfilar perante a rainha, e que será usado pelo vilão para atentar contra a vida dela.

 

Melhores livros que têm esse título:

Autora Premiada

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O livro A Verdade Sobre Lorin Jones da autora americana Alison Lurie, ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1984, conta em 369 páginas a história de uma mulher chegando aos 40 anos, com um filho adolescente, um divórcio em todos põem a culpa nela, decidindo escrever a biografia de uma artista que teve seus quadros super valorizados após sua morte ainda jovem. Ao fazer a pesquisa, ela se vê no lugar de Lorin a quem os homens se aproveitaram, primeiro seu ex-marido que sustentava sua criação para que ela só se preocupasse em pintar; seu marchand que vendia seus quadros caríssimos, seu pai que casou-se novamente logo após a morte da mãe. Mas ao fazer as entrevistas com os envolvidos, ela se vê odiando a personagem de seu livro e se arrependendo de ter escolhido escrever o livro. Ao conhecer as pessoas que conviveram com a artista e que elogiam seus quadros, ela descobre uma mulher bonita, egocêntrica e mimada. Muito parecida com a personagem principal da qual não gostei. E também não gosto de histórias sem finalização, do tipo que deixa pra imaginação do leitor pensar no que aconteceu. É que o que me fez continuar lendo foi a encruzilhada da escritora dizer a verdade sobre a artista ou escrever apenas sobre sua obra. E não há nenhuma explicação, decisão, resultado.

Trechos do Livro:”Você ainda acredita lá no fundo que se os homens realmente compreendessem o que sentimos eles ficariam surpresos e arrependidos….Você precisa entender que eles já sabem muito bem como nos sentimos. E eles não ligam…” “…porque bons homens eram mais raros que bons empregos.” “Só conseguimos suportar a idéia de que Van Gogh ou Virgínia Woolf, digamos, foram gênios e nós não se ficarmos lembrando que eram infelizes a maior parte do tempo. Até mesmo psicóticos.” “…você deve ter notado que as mulheres magras atraem um tipo de homem diferente do que é atraído pelas roliças.”

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Poe: Dois contos de Horror

O livro Os Assassinatos na Rua Morgue do autor Edgar Allan Poe é uma adaptação para a série Reencontro. O livro também traz o conto O Escaravelho de Ouro. Em 100 páginas temos um conto de horror e um de mistério. O assassinato de mãe e filha é descrito em todos os detalhes horríveis, e me lembrou Poirot. A resolução final do conto deixou a desejar. É como se ao final ele incluísse alguns personagens para conseguir dar um final misterioso. Até um macaco é suspeito!

Já o escaravelho, é uma busca ao tesouro de um pirata e uma história fantástica. Muito bom para apresentar o autor ao público infanto-juvenil. Essa é uma história com começo, meio e fim, trazendo a aventura em busca do tesouro perdido. Mesmo em poucas linhas, dá pra sentir a tensão de descobrir que estavam olhando o local errado, e então, encontram o lugar certo onde o baú foi enterrado.

Para o #mêsdohorror boa pedida!

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The Phantom

 

O livro The Phantom of the Opera do autor francês Gaston Leroux  recontada por Jennifer Basset é um dos livros da coleção Oxford Books Stage 1, que conta em 40 páginas a história de uma cantora de ópera  que se vê envolvida em um triângulo amoroso: de um lado um Visconde e de outro um fantasma que habita o teatro. O livro é escrito em linguagem simples facilitando a leitura em inglês para quem é iniciante. O texto já se transformou em filme e ópera em vários países.