Texto Sem Noção =/

O Livro da Berenice do autor João Carlos Marinho faz parte da Série Aventuras do Gordo mas não é um livro infantil. Berenice, uma menina de dez anos, resolve escrever o melhor livro do mundo. E o lugar ideal para fazer isso é o jardim da casa do gordo,seu amigo rico que também tem dez anos, e, com a máquina de escrever sobre uma mesinha branca, à beira da piscina, entre um mergulho e outro, comendo os quitutes do célebre carrinho do Abreu, um mordomo, ela escreve com ajuda dis colegas de sala. Chega o frade João que também mete a colher dele para resolver se o título vem antes ou depois? Uma discussão que quase vira uma batalha, o Abreu pede demissão. E um bandido grego resolve copiar o livro e lançá-lo em seu nome, copiando-o enquanto Berenice o escreve, com a ajuda de um sofisticado sistema de espionagem eletrônica. Quase tem sucesso, mas é descoberto pelo gordo e pelo frade, com a ajuda do Pancho. Muitas peripécias, e o livro acaba publicado.

O livro é vulgar, com frases adultas, sem explicar para leitores crianças, que aquilo que está sendo feito é errado. O padre que deveria ser exemplo, bebe bebida alcoólica, usa frases do tipo “…prefiro ler fazendo cocô no vaso.” A professora que deveria impor respeito, beija na boca um aluno de dez anos!! O mordomo fala que gista de ler pornografia e dá idéia de um título pornográfico!! Os adultos do livro não corrigem as crianças – a mãe do gordo ainda usa de misoginia quando diz que seu filho não deveria namorar Berenice porque ela já namorou outros meninos da escola!!! São crianças!! Vivendo ações de adultos!! E nem a revisão editorial viu isso?? Um personagem vende contrabando na casa do gordo e diz que vendia drogas!! Os personagens erram e fazem tudo parecer válido!! Entendo que o autor por estudar na Suiça na adolescência, tem uma visão mais moderna sobre adolescentes. Mas a editora têm sim a responsabilidade de colocar na capa um alerta!

Ilha mágica?

O livro A Corrida de Escorpião da autora Maggie Steafvater conta em 469 páginas a história de uma Ilha. A trama se passa em um lugar bastante peculiar, uma pequena ilha chamada Thisby, que não teria nada de especial, se não fosse a presença dessa espécie única de eqüino, os capall uisce. Os cavalos d’água são criaturas extremamente perigosas e violentas, capazes de causar verdadeiro pânico quando saem de seu habitat natural para procurar alimento em terra firme, provocando até vítimas fatais, como os pais de nossos protagonistas. Apesar disso, eles também são considerados o “charme” da ilha, atraindo anualmente diversos turistas para a chamada Corrida de Escorpião, que acontece no mês de novembro, o mês do signo de escorpião.

A Puck é uma garota que ficou órfã por causa dos cavalos e teve que se virar para sobreviver ao lado de seus dois irmãos. Gabe, o mais velho, anuncia que sairá da ilha para trabalhar no continente, uma vez que, por ser um lugar tão pequeno, não há trabalho para todos. Isso faz o mundo de Puck virar de cabeça para baixo, e para manter o irmão por perto durante mais algum tempo, ela anuncia que participará da corrida. O problema é que ela não possui um cavalo d’água – além do perigo que enfrentará estando perto de criaturas naturalmente vorazes e assassinas, ainda se deparará com a resistência dos homens da ilha, por ser a primeira mulher a se inscrever na competição.

Sean é o campeão das últimas quatro edições da corrida, perdeu seu pai, ao ser esmagado sob as patas de um capall uisce por um descuido durante uma Corrida de Escorpião que ocorreu quando ele tinha dez anos de idade. E ao contrário de Puck, ele realmente ficou sozinho no mundo, até ser acolhido por Benjamin Malvern, o homem mais rico da ilha, e ir trabalhar para ele em seu haras. Sean sofre uma exploração gigantesca no trabalho, ficando com apenas 10% do valor dos prêmios das corridas que ganhou. Os personagens são mais reais, pessoas que passam por problemas como qualquer um, como o luto e a necessidade de trabalhar para botar comida na mesa, por exemplo.

SPOILER: Embora seja classificado como fantasia, o livro não tem elementos mágicos ficando tudo nas lendas e a presença dos cavalos d’água é o único item fantasioso presente no texto. Novamente um “título que mente”, porque até os 75% da história não se vê nada de corridas ou preparação. A corrida final não tem empolgação exatamente porque demora os cinco minutos finais do livro. Ter os dois protagonistas fofos precisando ganhar, também favorece não torcer por nenhum deles, então a corrida perde o sentido. Eu gostaria muito de ver mais dos encontros com os cavalos aquáticos “saindo dos mares”, ver suas origens, em vez de cavaleiros simplesmente usando montarias anteriores. Especialmente quando havia ênfase real neste mês de novembro, um momento em que a ilha muda tornando-se mais mortal à medida que essas criaturas começam a sair de suas profundezas e aparecem na praia. Só altas expectativas por ter lido Garotos Corvos antes desse.

Pérolas para Liberdade

O livro Moça com Brinco de Pérola da autora Tracy Chevalier é contado em primeira pessoa por  Griet, uma criada de dezesseis anos, quase analfabeta, vinda de uma família de artífices – o pai que é pintor de azulejos, fica incapacitado de trabalhar por causa de um acidente profissional que o deuxa cego; ele pertence à mesma guilda de Vermeer, famoso pintor, embora este ocupe uma posição inferior. A súbita incapacidade para o trabalho obriga-o a colocar os filhos mais velhos para ajudar em casa: Franz como aprendiz, na fábrica de azulejos onde trabalhou até à altura do acidente, e Griet como criada, em casa de Vermeer, a qual acaba por assumir, para além da tarefas comuns, normalmente atribuídas a uma criada, o cargo de limpar a oficina do pintor. Eles são de uma família puritana, protestante, que olha com desconfiança os habitantes do bairro católico, onde vive a família Vermeer.

Ao observar a bela figura de Griet, Vermeer decide fazer um retrato da jovem para um rico cliente, em que esta usa um dos brincos de pérolas de Catherine, sua esposa. Ao deparar-se num ambiente envolto em arte, Griet fica fascinada pelas pinturas do mestre e assim nasce uma intimidade crescente entre ela e o seu amo.

A arte tem um poder de sedução que torna a história irresistível pela profusão de detalhes visuais, cujo encantamento surpreende o leitor que é apanhado num exagero de sensações visuais, cinestésicas, tornando impossível abandonar a leitura antes do fim da última página pra quem ama o fazer arte.

SPOILER: Achei este livro muito fascinante. Primeiro porque gosto da arte, da pintura em especial e neste livro a autora relata detalhadamente como na época, em 1665, se fabricava e preparavam as tintas, através dos pigmentos e de moer ossos e das misturas e técnicas que usavam; da descrição do ofício de pintor, desde seleção das matérias- primas aos retoques finais, passando pela mistura de pigmentos e pela definição do esboço inicial. Entre Griet e a sogra de Vermeer há uma relação baseada na união de interesses: Maria Thins vê na jovem um “objeto” útil para que o genro execute melhor e mais depressa os seus trabalhos. Já Griet, encontra na matriarca, pelo menos durante algum tempo, uma aliada, que a protege das ciladas e a ajuda a escapar das tarefas mais odiosas de forma a cumprir o objetivo principal: ajudar o patrão. O romance platônico entre os dois fica subentendido no livro, que ilustra cruamente a realidade da condição feminina e o reduzido leque de oportunidades num dos países de vanguarda na Europa do século XVII.

O livro teve adaptação para o Cinema em 2003. O filme foca no romance e em como ela se submete ao amor.

Noventa versões até a final =o

O último livro da trilogia O Império de Ouro, da autora americana S. A. Chakraborty finaliza em 848 páginas a história de Nahri. Aqui neste livro a história é mais sobre ela. Daevabad caiu. A Banu Manizhe e seu comandante fizeram uma conquista cruel da cidade, que perde sua magia, separa mais ainda os vários grupos sociais que ali moram

Tendo escapado por pouco de suas famílias assassinas e da política mortal de Daevabad, Nahri e Ali, agora seguros no Cairo, enfrentam suas próprias escolhas difíceis. Enquanto Nahri encontra paz nos velhos ritmos e confortos familiares de seu lar humano, ela é assombrada pelo conhecimento de que os entes queridos que deixou para trás e as pessoas que a consideravam uma salvadora estão à mercê de um novo tirano. Príncipe Ali também não pode deixar de olhar para trás e está determinado a voltar para resgatar sua cidade e a família que resta. Buscando apoio na terra natal de sua mãe, ele descobre que sua conexão com o marid é muito mais profunda do que o esperado e ameaça não apenas seu relacionamento com Nahri, mas sua própria fé.

Todos que querem o trono e o poder da cidade, descobrem que a paz se torna mais evasiva quando a magia foi embora, então os jogadores antigos retornam, Nahri, Ali e Dara e entendem que, para refazer o mundo, eles podem precisar lutar contra aqueles que já amaram. 

SPOILER: Li a trilogia em sequência porque depois de terminar Reino de Cobre, precisava começar Empire of Gold porque o final foi desesperador com tudo desmoronando sem esperança à vista e eu não conseguia parar de ler. Não demorou muito para largar o livro porque a magia acabou. Um livro de magia sem magia é chato: 144 páginas iniciais sem magia!! Ela:”Não gosto de ficar devendo nada.” Parágrafo seguinte ela:” divide os doces roubados…” (?) Gostei da idéia do hospital servir todas as classes sociais. Gostei da problemática e da resolução. Mas a insistência de alguns personagens na mesma tecla, ficou cansativo. As vezes esquecia que a personagem era adulta porque tem ações adolescente e mimada pra quem foi criada nas ruas, por exemplo quando tem que enfrentar o melhor guerreiro dos últimos 300 anos ela quer ir sozinha com uma faca, do que levar seu irmão que treinou a vida inteira e é o melhor arqueiro da cidade!!

Este livro inteiro me deu tanto estresse que tive que parar de lê-lo várias vezes, mas queria muito terminar a série e a história, e é uma viagem inesquecível!! MAS, está muito comprido, passa muito tempo criando coisas novas quando só quero continuar a história do livro anterior! Cheguei ao ponto em que eu só queria que isso fosse feito, para que eu pudesse passar para outra coisa. Eu me senti como em um conto dentro da história toda vez que os Marids apareciam e comecei a realmente não me importar com o que acontecia, desde que algo acontecesse e voltasse pra Daevabad. Mas vale a pena porque os dois primeiros foram muito envolventes.

“atrairá mais a atenção dos jovens do que das crianças.”

O livro Os Caras Malvados do ilustrador Aaron Blabey conta em 144 páginas a história do famoso “lobo mau” que decide transformar as características malvadas dos personagens das histórias. Todo mundo achava que eles eram malvados, perigosos e assustadores, “os caras malvados”. Mas um dia o sr. Lobo decidiu que queria ser um cara legal. Chamou os amigos e armaram um plano para mostrar que eram caras legais, que só queriam fazer o bem. Mas será que alguém acredita que, uma piranha, uma cobra, um tubarão e um lobo podem ser bonzinhos?A escolha de cada animal para compor “Os Caras Malvados” seria interessante se todos fossem de histórias conhecidas, já que cada um dos cinco escolhidos (um lobo, uma cobra, um tubarão, uma piranha e uma aranha), representam um animal traiçoeiro ou perigoso do qual as pessoas tem medo.

A melhor forma de descrever “Os Caras Malvados” é dizer que parece aqueles filmes do diretor Quentin Tarantino, mas feito para família. A adaptação da série de livros têm diversas referências às obras do famoso cineasta para compor o estilo do filme. O diretor Pierre Perifel parece querer despertar a atenção do público mais velho ao reproduzir uma introdução que claramente faz referência à “Pulp Fiction – Tempo de Violência” de Tarantino, com dois personagens conversando algo fútil somente para passar o tempo, mas muito do diálogo apresentado nessa cena revela traços das personalidades de cada um deles; a trama se utiliza bastante como inspiração filmes como “Missão Impossível”, “Onze Homens e Um Segredo” para compor as cenas de assalto, porém como se trata de uma animação voltada para toda a família, possui certo exagero no humor pastelão.

” é um filme família, pensando inicialmente no público adulto, mas que ainda seja adequado para que os pais se sintam seguros para levar os filhos ao cinema, contudo, quando o filme tenta ser infantil demais, esses são justamente os momentos menos inspiradores, apelando até mesmo para piadas de bunda e de pum, que aparentemente virou algo obrigatório em ter em uma animações hoje em dia.”

Final Emocionante!

O livro O Reino de Cobre da autora americana S.A. Chakraborty continua a história de Daevabad, a cidade cheia de magia onde vivem a curandeira Nahid, o djinn Dara e o príncipe Ali, personagens principais de uma briga política que dura séculos. Nesse segundo livro Narhi está sem seu protetor, sem seu amigo e presa no Palácio pelo cruel rei Gassan.

Enquanto isso, Ali foi exilado por ousar desafiar seu pai. Caçado por assassinos, à deriva nas implacáveis areias de cobre de sua terra ancestral, ele é forçado a confiar nas habilidades assustadoras que os marid, os imprevisíveis espíritos da água, lhe deram. Mas ao fazer isso, ele ameaça desenterrar um terrível segredo que sua família há muito tempo mantém enterrado.

 A maioria das fantasias tem alguma forma de rei/imperador, uma família real com um rebelde, que tem muito drama e intrigas, traições. Preconceito e corrupção é o que é este reino e sua paisagem política, tudo o que está acontecendo se torna mais realista, apesar de ser uma fantasia completa com magia e djinn. Ainda é uma sociedade em funcionamento (embora os governantes não façam nada para melhorar a vida das minorias) que não pode confiar apenas na magia para alimentar seus cidadãos, construir sua infraestrutura e mudar a opinião da maioria.

SPOILER: esse é o segundo livro da Trilogia Daevabad, temum pouco de tudo: política, conspiração, antigos soldados djinn, demônios da água assustadores e um ou dois curadores de merda – quem cura, só cura um pouco; quem voa, só voa um pouco; quem faz magia, só sabe um pouco. Muita criação incompleta pra facilitar as tretas, ficar conveniente um “imortal” morrer! E aí ele não morreu: foi trazido de volta. =/

A escalada política é bem interessante, os grupos sociais e suas picuínhas garantem o ritmo acelerado da leitura. O suspense fica por conta da vingança arquitetada pelos Daevas. Mas é difícil gostar de alguém: um é arrogante, sem responsabilidade emocional, outro é inconsequente e sem noção dos atos, a outra é “poderosa” mas não realiza nada que seja uau!. Claro que ela cura mas depois de mais de mil páginas eu queria gostar mesmo de alguém.

Ler sem Parar! =D

O livro A Cidade de Bronze da autora americana S.A. Chakraborty conta em 608 páginas a história de Nahri, uma moça que nunca acreditou em magia, mas vive da crença que outras pessoas têm nas superstições. Ambientada no século XVIII, a história mostra Nahri com poderes de cura, como uma golpista, como uma ladra, como uma sonhadora. Nahri sobreviveu nas ruas de um Egito em guerra, disputado entre franceses e otomanos e pouco importa pra ela o que está acontecendo na política mundial e essa é toda a vida que Nahri conhece desde que se entende por gente — aplicar golpes, vender curas impossíveis e rituais em troca de qualquer moeda ou jóia em que possa colocar as mãos. Ela é uma charlatã e uma golpista talentosa que, com sua habilidades, é capaz de entreter nobres Otomanos enquanto sobrevive nas ruas do Cairo. E ao entoar uma antiga cantiga, sem querer invocou o daeva Dara. Entre criaturas mitológicas diversas e guerras entre espécies, Nahri é arrastada para Daevabad: a cidade de bronze. Embora sempre tenha convivido com seu dom de curar, e por conta disso tenha desejado estudar para se tornar médica, Nahri não tinha ideia do que era capaz de fazer até que, ao entoar uma canção apenas por brincadeira, ela consegue invocar um djinn, uma entidade sobrenatural, que acaba por salvá-la de um ifrit, um tipo de demônio, que a persegue a partir do ritual de faz-de-conta que ela encena, e é nesse momento que a vida de Nahri muda para sempre. Sem muito tempo para pensar a respeito do que aconteceu ou de sua fuga do Cairo ao lado do djinn que a protegeu, Nahri precisa assimilar com rapidez sua nova situação, o uso de seus poderes e o que significa ser a portadora do dom de curar. Ao deixar toda sua vida no Cairo para trás, ela precisa confiar quase cegamente no djinn, um poderoso guerreiro ancestral chamado Dara, enquanto se direciona, fugindo nas areias escaldantes do deserto, para a lendária Cidade de Bronze, que é escondida dos humanos por encantamentos e situada ao redor de areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e de água, a Cidade de Bronze parece ser a chave tanto para o passado quanto para o futuro de Nahri.

Em Daevabad, Nahri começa, então, a entender aquele que pode ser o seu mundo. Conhece mais daquela que pode ser sua família. Mas também conhece mais daqueles que podem ser seus inimigos. Simultaneamente ao descobrir mais acerca do seu passado, Nahri se aproxima de um dos filhos do rei Qahtani. Ali, o mais novo, líder militar da cidade. Ali, o religioso fiel e questionador que, assim como Nahri, está descobrindo o que há por trás da história da cidade mágica. 

SPOILER: Com forte influência da cultura islâmica, a história parece ser dividida em dois momentos, e o que marca esses momentos, é o ritmo da história. Vemos a fuga de alguém do mundo “humano” para o mundo “mágico” – ajudada por um “gênio”. Sim, com tapetes voadores. As aventuras dão um ritmo muito rápido nessas páginas. E eles chegam em Daevabad, onde mostra a Nahri e o príncipe Ali, ela aprendendo sobre a política, a história de sua família e aí tudo fica mais lento. As narrativas, que acontecem intercaladas durante todo o livro, nos mostram duas perspectivas diferentes de um mesmo reino, e o que pode ser, em um primeiro momento, deslumbramento e encantamento para Nahri, nada mais é do que honra e dever para Alizayd. A história mostra muito preconceito, intolerância, briga pelo poder, traições, não sendo possível discernir quem defende causas justas de quem deseja apenas tomar o poder e instaurar sistemas tão violentos quanto os anteriores. Me incomodou o Dara ser ambíguo e a autora tentar influenciar o leitor pra “passar pano” pro passado dele. Me incomoda a Nahri ser tão esperta até encontrar um ser mágico e ela, que não acredita em magia, se torna influenciável. E a autora sabe disso, que nas últimas linhas, faz ela mostrar que pretende voltar a ser o que era -como um cliffhanger. Vale a pena a leitura e já estou lendo o segundo livro.

Existe um jogo de mesmo nome e achei os personagens muito parecidos com o livro: a espada que ele usa, o chicote que o djinn açoita o príncipe, as facas pequenas, a mocinha que se cura. Adorei!

Faltou o principal =/

O livro A Árvore de Idhunn, segundo livro da série A Garota Dragão da autora italiana Licia Troisi, conta em 270 páginas a história de Sofia, uma descendente Draconiana, a primeira entre os raros herdeiros da antiga estirpe dos dragões, que devem defender o mundo do despertar da terrível serpe Nidhoggr, e dar abrigo para o dragão Thuban, o mais poderoso dos dragões, torna a vida dela mais complicada. Nesse segundo livro ela está longe da casa do professor que a adotou, sem a proteção dele. Ela agora está em Benevento com Lidja e é obrigada a atuar em um circo, ato difícil para uma garota tímida. Atormentada por sonhos e premonições que parecem emanar das pedras e dos jardins da cidade que, antes habitada por bruxas, recebeu as preciosas raízes da árvore de Idhunn, Sofia vai precisar aprender a acreditar nos próprios poderes e a resolver suas questões com o amor – uma descoberta imprevista e muito mais perigosa do que ela poderia imaginar.

Agora, Sofia conta com a ajuda de Lidja, uma jovem draconiana que, como ela, tem o espírito de dragão dentro de si. Juntas, as meninas continuam a busca pelos frutos da Árvore do Mundo e a lutam para evitar a volta do maléfico Nidhoggr a Terra. Quando começa a se acostumar a ter uma família com o Professor e Lidja, Sofia é forçada a abandonar a vila e ir com a amiga para o circo onde ela cresceu. Lidja negociou uma última temporada no picadeiro com sua antiga família. E o Professor acha que esta experiência pode ser enriquecedora para Sofia e determina que as jovens sigam juntas para Benevento, cidade onde o circo montou lona. Enquanto isto, o Professor vai para Budapeste no rastro de outro draconiano.  Mas os problemas parecem perseguir Sofia. Ratatoskr, seguidor de Nidhoggr, também está na cidade, e com ele um novo e misterioso “sujeitado”, um jovem possuído pela vontade da serpe. E é em Benevento, local de lendas fantásticas, que as jovens se envolvem em outro violento e desgastante combate com as hordas do mal.

SPOILER: a personagem principal continua irritante: ela é tímida mas faz questão de ser desobediente e de se meter em encrencas! Ela coloca a desculpa que é pra ajudar pessoas. Mas numa cena onde sua amiga está em apuros, ela a abandona pra “tentar” salvar o garoto bonito que estava tentando matá-las!! Ela troca a pessoa que já a ajudou por um menino bonito que acabou de conhecer!! E nem se desculpa por isso. Nem se sente mal. Aff! Mas as aventuras são bem legais. Mas o Dragão ainda não apareceu =/

“o mal deixa de ser maligno ao se tornar necessário” =/

O livro Plain Kate da autora canadense Erin Brown conta em 344 páginas a história da jovem Kate Somente, uma órfã com um olho de cada cor, nariz comprido e sobrancelhas espessas. Filha do melhor entalhador da vila, desde muito cedo Kate aprendeu a manejar uma faca, e sua incrível habilidade de esculpir a madeira, somada à sua aparência incomum, logo a tornam alvo do preconceito e da maldade do povoado uma cidadezinha dominada por superstições e maldições, as pessoas diferentes são temidas e ameaçadas; bruxas são perseguidas e queimadas. Kate precisa se proteger dos perigos que a cercam, e talvez para isso tenha que ceder a um estranho que aparece na cidade.
Kate deixa para trás uma vida difícil, mas previsível, enfrentando perigos e mistérios que nem imaginava existirem e com os quais teria de aprender a lidar de qualquer jeito. Quando o pai de Kate morre por causa de uma estranha doença conhecida como febre de bruxa, a menina é obrigada a deixar a casa/oficina em que nasceu e cresceu, que pertence à guilda dos artífices em madeira (uma espécie de sindicato que regulamenta o trabalho dos entalhadores) e vai morar em uma tenda na praça, onde esculpe amuletos chamados objarka, muito usados para proteção contra o mal e Kate sobrevive ao lado de seu único amigo, um gato cinza e magricela chamado Braque que frequentemente lhe traz presentes que ajudam a matar a fome: peixes, morcegos, ratos e outros pequenos animais que ambos dividem durante a noite.

    Quando o estranho chamado Linay aparece na cidade, Kate sabe instintivamente que ele é perigoso e procura se manter afastada, mas o homem a procura para fazer uma oferta incomum: ele lhe concederia o desejo mais profundo de seu coração em troca de sua sombra. Quando ela aceita e Braque começa a falar, pois o desejo de Kate era ter alguém com quem conversar, e quem melhor que seu gato? Kate parte sem rumo, até encontrar com ciganos que a acolhem. É uma história que aparenta mais ser um conto infanto-juvenil, mas é uma história de coragem, amizade e lealdade. Braque agora era mais que um gato, era seu companheiro e pelas estradas Kate aprenderá que se a vida já era ruim ficará pior sem sua sombra. Conhecerá pessoas e viverá confusões para descobrir o que Linay quer com sua sombra e tentar reavê-la.

O título desse post refere ao texto e mostra que, enquanto queimam bruxas em um lado da praça, compram amuletos do outro.

SPOILER: até a metade o livro estava bom: a garota órfã valente, que não precisa de ninguém. Em determinado ponto a narrativa ficou cansativa deixando de ser sobre Kate, acelerando um pouco mais para o final, e aí já não me interessou o que ia acontecer. O gato tenta ser divertido e irônico, mas falar de gatos e sombras, Nevernight faz isso muito melhor. O enredo é narrado na cidade russa de Simalae durante o século XVI, e a autora insere vários elementos da cultura Eslava para temperar a trama. Um dos seres diferentes foi a Rusalka; espécie de ninfa-do-mar com hábitos vampirescos, capaz de colocar em um sono mortal qualquer um que ousar tocar em sua névoa: mal aproveitada. E tem um nevoeiro bem melhor em Três Coroas Negras.

Parte da história é baseada no fato que um dos personagens é inspirado na irmã da autora, que morreu afogada anos atrás, o que dá um significado maior as escolhas da autora que jogou tudo o que sentiu com a perda nas páginas do livro.

Um Clássico

O livro O Príncipe e o Mendigo do autor americano Mark Twain conta a história de dois meninos que nascem no mesmo dia na Londres Medieval. Um não é desejado, já que é uma boca extra para alimentar em uma família em situação de extrema pobreza. O outro é ansiado com a respiração suspensa por todo o país porque é o primeiro na linha de sucessão da família Real. O primeiro é um mendigo chamado Tom Canty que mora em uma favela em Offal Lane. O segundo é Edward Tudor, filho de Henrique VIII. E não apenas os dois meninos compartilham o mesmo aniversário, mas crescem e se tornam idênticos.

Nesse encontro entre os dois eles decidem fazer uma brincadeira régia e fofa, na qual duas crianças de dez anos se encontram inesperadamente e decidem trocar de lugar por um curto período de tempo. Cada um deles quer um gostinho de como o outro lado vive, já que nenhum deles está feliz com as restrições que são forçados a suportar. Então eles trocam de roupa e saem em seus caminhos alegres, mas é um choque total quando eles querem parar de brincar, mas ninguém vai acreditar neles e levá-los para casa e os mais próximos a eles assumem que enlouqueceram, quando continuam sendo tão sérios. 

O enredo alterna entre a nova vida dos dois, focando um pouco mais nas aventuras de Edward, na tristeza que ele conhece ao ver a pobreza e a injustiça que assola seu reino. Mostra um pouco da experiência de Tom no Castelo, que por medo de ser descoberto e preso, começa a fingir que é o príncipe. Mas Edward continua sendo derrotado porque ele não para de insistir que é o rei da Inglaterra e espera ser tratado de acordo por bandidos, ladrões e bandidos. Parece querer mostrar que o rico mesmo em péssimas situações não se torna um sem-caráter. Já o pobre, mesmo com melhores condições, continua sem moral já que não move um dedo para ajudar sua mãe e/ou o menino perdido.

Temos um personagem interessante, o Miles Hendon, um jovem nobre sem sorte que foi totalmente ferrado por sua própria família. Ele se depara com o jovem Edward, sente pena dele e decide se tornar o irmão mais velho da pobre criança abandonada. É a melhor coisa que poderia acontecer, e salva a vida de Edward em várias ocasiões. Miles é ultra-simpático, super-alegre, paciente e inteligente. Ele está sempre salvando o dia, mas timidamente e comicamente o suficiente para não parecer um daqueles Senhores Perfeitos. 

Como todo livro clássico esse também deu origem à filmes ao refor do mundo. Alguns deles:

O mais famoso, o primeiro a fazer sucesso.
Uma versão infanto-juvenil
O mais fiel ao período histórico