Aplicativo para escritores ;)

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Eu já havia testado alguns Apps de escrita para usar no celular ou tablet, mas nada muito bom. Até que fiquei sem computador pouco antes do Nanowrimo. Durante um desabafo na página do projeto, me indicaram o App Novelist. É o que eu vou apresentar hoje. Eu baixei na playstore e uso um Samsung Win, portanto nada muito moderno e mesmo assim o App funciona muito bem. É uma ferramenta para aumentar a produtividade, podendo criar idéias antes de executar. Ele ajuda a organizar as idéias ANTES de realmente começar a escrever sua história. Vou mostrar o que funcionou pra mim.

 

A primeira tela vem um tutorial/modelo no mesmo formato que vai ficar a sua organização e o seu livro. Nessa primeira parte você pode criar a capa e título do livro. Você pode escolher o modo com luz ou noturno, pode escolher e editar a capa e título do livro. O meu livro aparece ao lado do tutorial.

Quando você abre o tutorial ele mostra a parte 1 do rodapé: PLOT. No plot da história você tem o tema da história, os eventos que acontecem, os personagens, as locações, as ferramentas que identificam os personagens e qualquer coisa extra que você queira anotar.

A segunda parte do rodapé é onde realmente acontece a descrição da história, mas você também pode escrever notas e tags e criar metadados para as cenas. Você também pode marcar com uma bolinha colorida se a cena está no rascunho, na revisão ou finalizada.

Na terceira parte do rodapé está a organização: você escolhe capítulos ou canas, divide em partes, pode mover as cenas de lugar. Também deve fazer um backup que é enviado para seu e-mail ou criar um modelo em RTF ou e-Pub. Já dá pra visualizar seu livro.

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Você pode também cumprir metas, colocando qual o número de palavras e em quantos dias pretende finalizar a história. Gostei da possibilidade de a qualquer momento poder mudar ou mover os itens. E também pode escrever várias idéias ao mesmo tempo, isto é mais de um livro 😉

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Red Queen

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O livro A Rainha Vermelha da autora americana Victoria Aveyard conta em 419 páginas a divisão de um mundo fictício onde os prateados tem poderes e se aproveitam dos vermelhos que são pobres. Essas são as cores de seu sangue. A personagem principal tem o sangue vermelho e rouba para ajudar a família a sobreviver. Contado em primeira pessoa, ela se define como um rato que sabe como fugir.

Essa distopia tem alguns problemas para mostrar toda a construção de mundo e política que a autora fez. É apenas o primeiro livro de uma série, então não temos todas as informações. Apenas nas últimas páginas que algumas situações ficam explicadas. Mas… não deixa de ser clichê: a garota pobre que faz o príncipe se apaixonar por ela; a garota que é esperta quando pobre e fica medrosa quando se torna um dos ricos; a garota pobre que não confia em ninguém e passa a confiar em rostinhos bonitos; a garota pobre que só sabe fugir dos soldados e em apenas uns dias na nova vida já quer brigar com todo mundo. É um livro pra adolescentes que tem uma virada interessante.

Problemas: (spoiler) o título mente, já que ela se torna fugitiva e não rainha. Por ser contado em primeira pessoa, sabemos que ela não morre nas batalhas que enfrenta, então não há tensão. Só tentei descobrir quem ia salvá-la e, foi difícil aceitar seu irmão vivo. Como assim ele está vivo, com poderes, fazendo parte da guarda e deixa as irmãs desprotegidas??

A capa do livro é muito bonita e tem significado, feita por Sarah Nicole Kaufman

Trechos do livro : ” A única coisa que nos diferencia -ao menos por fora – é que os prateados andam eretos. Já nossas costas são curvadas pelo, pela esperança frustrada e pela inevitável desilusão com nosso fardo na vida. “

Música, drogas e mulheres

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O livro A Perfeita Ordem das Coisas do autor canadense David Gilmour, conta em 167 páginas uma quase biografia, coisas da vida do autor, pessoas que ele conheceu são citadas nesse livro. O personagem principal, um escritor, resolve voltar aos lugares onde ele sofreu algum tipo de desventura para descobrir porque ele foi infeliz em tal situação. Então ele conta as viagens ao redor do mundo, o meio social onde vivia entre ricos e famosos, lugares onde passou as férias, hotéis, as mulheres com quem se envolveu. Uma volta ao passado como forma de auto-conhecimento.

Mas o que vejo é um personagem chato, arrogante, racista, drogado a maior parte do tempo. Ele contando como as ex mulheres o deixam e você torcendo por elas. Chega a dar raiva quando as ex o recebem em suas casas como amigos! Eu gostei muito do outro livro dele que li. Aqui.

Trechos do livro: “…minha grande libertadora…A garotinha cruel, que cresceu para se tornar uma adulta desonesta…forneceu-me a liberdade de quebrar as regras para toda a vida. Uma benção vinda de um monstro.”  “Escrevi alguns livros, nenhum dos quais teve grande vendagem, mas apenas pelo fato de eles existirem no mundo, ainda que em poucos exemplares…já me fazia sentir que eu era um cara descente, que não havia acabado feito “aquele outro” cara.”  “Guerra e Paz era um livro que eu evitara ler em toda a minha vida, um livro que, como o de Proust, é adequado somente para quem está cumprindo uma rígida pena de prisão.”  “Estava saturado de Beatles. Inventei um novo verbo: estar Beatle-out: amar alguma coisa como provavelmente não se vai amar nada mais, mas estar farto daquilo para toda a vida.” ” …é assim que se perde uma mulher… É apenas o acúmulo de pequenas facadas e ferimentos descuidados, até ela ter consciência, em uma volta da escada, ou parada diante de um sinal vermelho, que não quer mais estar ali…prefere viver sem nós.”

 

Romance ou apenas uma junção de Contos?

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O livro Oratório de Natal do autor sueco Göran Tunström conta em 346 páginas apenas uma história, mas cada parte é a história de um personagem que vão se conhecendo e todos estão relacionados. A história se passa parte na região sueca de Värmland e outra parte na Nova Zelândia. A escrita do autor é meio fragmentada, até se acostumar com o estilo de escrita, com a realidade e a imaginação, demora. Não conseguia saber se todos os personagens eram loucos ou apenas alguns. O tal oratório do título aparece apenas no começo e depois lá nas últimas páginas. Parece que é a música que une a família de Solveig a pianista que ensaia o coral, Aron o pai que faz lápides de mármore para os túmulos e os dois filhos. Aron fica viúvo e se apaixona por uma mulher “por correspondência” Viaja à Nova Zelândia para encontrá-la, abandonando os filhos, porque pensa ser ela a reencarnação de sua mulher que morreu. Enlouquece e pula no mar durante a viagem de navio. O filho adolescente se envolve com uma mulher muito mais velha e tem um filho com ela. A moca que correspondia com seu pai enlouquece após a morte de Aron. O último da família Victor ensaia o Oratório de Natal. Uma homenagem.

Não fiquei envolvida com a história, tem partes interessantes, muito teor adulto e demorei mais de um mês pra finalizar a leitura, significando que não vou lê-lo novamente.

Trechos do Livro:”Toda a família Bach trabalhava em conjunto e não se pode distinguir a caligrafia de Johann Sebastian da de sua esposa…” “Pode perambular pela floresta de palavras onde a luz espalha beleza e atrás de cada curva, no texto, descobrir algo novo: palavras como abóbada arqueada, como coroa das árvores, como troncos e línguas de fogo.” “Existem seres humanos cuja alma é multifacetada. Conseguem duplicar, sim, ou até multiplicar por dez sua existência, sua presença.” “…Fanny suspira. Tem trinta e seis anos e nenhum ser vivente até hoje sabe que sob seu seio direito existe uma marca de nascença, uma pequena mancha negra. Tem o cabelo preso para cima, trançado, e nenhum ser jamais o vira solto e nem sabe o seu comprimento. ” ” Acontece a mesma coisa…quando penso em meu pai, que ele não tem pernas e que é um pedaço de gente que mal pode aparecer na cidade. ..Que ele é como um pequeno fardo…Mas sou eu que o carrego nos braços e não o contrário. ..” “_Com certeza, nenhuma garota vai me querer. _Você quer dizer porque você lê. ..livros e coisas assim? ” “Hoje eu sou metade de um ser humano. Talvez algo que viesse preencher o vazio de minha vida seria saber que, de tempos em tempos, haveria uma carta para ser buscada, uma terra longínqua que pode ser idealizada. ..” “. ..sigo sob um disfarce, que meu nome não é meu, que meus pensamentos, meus verdadeiros sonhos não podem ser liberados pelo meu eu verdadeiro.” ” Era como se a tivessem tirado de um quadro da renascença italiana e colocado sob a luz de um poste numa rua de Sunne e ela ainda não tivesse despertado daquela viagem.” “Ser inteligente é fingir que aquilo que se faz é muito importante. ” ” Todos os seres criados serão representantes imperfeitos da criação. “

Atualizando minha Tag Favorita =D

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Livros grandes são chamados de “calhamaços”, na Tag da Denise Mercedes. Apesar de se tratar de números específicos de páginas….não sei. Tenho livro de 300 páginas, com o texto socado na página e em letra miúda, o que o torna muito maior do que outro com 500 páginas, uma boa margem, letras grandes e espaçadas. Então depende da edição, depende da gráfica, depende…..pois é, depende. Vou considerar então, livros com mais de 400 páginas e apenas os que estão na minha estante no momento. Já que costumo emprestar da Biblioteca e ler e-Books. A Tag consiste em escolher livros com as seguintes características:

-Maior livro da sua estante que já leu: O Temor do Sábio com 960 páginas

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Maior livro da sua estante que não leu: Os Catadores de Conchas com 700 páginas

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Calhamaço que tem medo de ler: Under the Dome com 960 páginas

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Calhamaço que não sabe porque ainda não leu: Destino La Templanza com 580 páginas. Adorei o primeiro livro que li da autora e não sei porque ainda não li esse.

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Livro grande com capa bonita: A chave do Portão com 420 páginas

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Livro grande com capa feia: Capa sem graça do Mundo de Sofia com 568 páginas

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_Vergonha de ter abandonado: Babbitt com 468 páginas. Eu estava gostando da história e passei outros na frente. Que vergonha!

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Leu e não lembra ou quer reler: A Trama da Maldade com 736 páginas. Lembro que gostei e que tem um pouco de William Blake na história. Só isso.

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último que leu: Faltam cerca de noventa páginas, mas é A Montanha Mágica com 1029 páginas

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O último que abandonou: A Rosa da Meia-Noite com 576 páginas. Não consegui gostar da mistura de tempos.

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Calhamaço que leu muito rápido: A tormenta de espadas em dois dias, com 884 páginas.

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Um que demorou muito pra ler: O Sorriso do Diabo com 400 páginas. Demorei mais de um mês.

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um que deixou saudades: A Longa História com 607 páginas. É uma história deliciosa.

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um que te fez chorar: A série Boudicca

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-_Próximos calhamaços: Vários na pilha de leitura

 

Confissões de uma Ladra

 

O livro Marnie do escritor inglês Winston Graham nos conta em 301 páginas a história de Margaret uma personagem que ama a liberdade e por isso não se envolve com homens. Não há referência a datas, mas o livro é de 1961 e conta a história nessa época. A personagem principal tem apenas vinte e três anos, cuida de longe da mãe doente, estudou contabilidade. Ela começa contando sobre os golpes que deu, como mudou de nome e aparência, quanto roubou e porquê. Após um deslize, um viúvo rico e apaixonado tenta fazê-la mudar de vida, casa-se com ela e ela passa a frequentar um psicólogo. Ela começa a descobrir porque vive assim, porque odeia os homens. E, como um círculo, o livro volta ao início. Isto é: um livro sem final. Mas vale a pena a leitura.

O livro deu origem ao filme Confissões de uma Ladra do diretor Hitchcock, que não é fiel ao texto, ele coloca o marido como o investigador da moça e também quem a ajuda psicologicamente a desvendar o mistério de suas neuroses. O diretor quis criar mais suspense do que o livro conta. Não vale a pena mesmo com a presença de Sean Connery no papel principal.

Trechos do livro : ” Muita gente pode achar que a vida é solitária quando não se tem companhia nenhuma, porém nunca me senti sozinha. Sempre tive muito em que pensar, e, de qualquer forma, não sou dessas que gostam de gente.” ” Apenas tínhamos idéias diferentes sobre como aproveitar a mocidade. Elas achavam bom passar o tempo com homens. ..dançar o swing nos dias de folga. ..e, talvez, fisgando um homem no final da história. ..depois ter filhos num hospital gratuito. …Acontece que eu nunca desejei uma coisa dessas.” “Eu estava encurralada – como um rato num porão. Era uma experiência inteiramente nova para mim, pois nunca me atrapalhara para arranjar uma resposta ou uma explicação ou um jeito de escapulir. Era a segunda vez, nessa noite, que ele se mostrava mais inteligente do que eu, e era uma coisa que eu detestava. ” ” Este homem punha o nome numa placa dourada e as pessoas lhe pagavam libras para ficar sentadas num sofá e falar. Era caso para se pensar. Talvez eu fosse uma honesta cidadã, com minha mania de roubar dinheiro das gavetas. “