As coisas boas da vida!

O livro Um fio de Azeite da autora Rosa Nepomuceno, nos faz viajar em 152 páginas por caminhos e receitas da Itália, sobre a forma como os italianos tratam seu ouro dourado também conhecido como azeite. =)

Em todas as páginas, o encontro com histórias e dados sobre a plantação e superstição e envazamento do azeite nas regiões da Umbria, Toscana e Silícia. As famílias que só plantam, outras que só vendem, e os restaurantes que utilizam.

Uma das coisas boas da vida é o alimento e esse livro alimenta a fome de boa leitura.

Trechos do livro: “As três religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo – deram ao óleo das azeitoneiras funções especiais…e lhe imprimiram os mesmos significados de prosperidade paz e fraternidade.”

“Pela idade de um olival, é possível avaliar o lastro cultural e econômico dos proprietários e seu poder na região. Como o brasão da família…as oliveiras parecem ter vida eterna, contrastando com a visão das autoestradas, onde a vida passa veloz…”

“…um vaso etrusco encontrado nas catacumbas da propriedade que à sua família à várias gerações. Depois da sobremesa, torta de pera com calda de chocolate, convidou-nos pra ver o achado arqueológico. Descemos aqueles inacreditáveis labirintos…”

 

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Volta ao mundo, lendo livros =D

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Este ano tive a oportunidade de ler livros de vários autores, de vários lugares do mundo e também histórias que se passam em lugares diferentes.

Este livro sobre o artista Rembrandt,  Van Rijn da autora Sarah Emily Maino, mistura ficção e realidade  em 441 páginas. A história de um rapaz que não quer seguir os passos de seu pai e continuar publicando mapas. Ele quer editar seu próprio livro na distante Amsterdã do século XVII e escolhe um pintor obscuro para seguir e descobrir os mistérios de sua vida e os segredos de suas obras. A diagramação também tem um diferencial: o diário de Rembrandt é escrito em itálico e a história de como o rapaz/editor chegou até ele, em letras normais, mas em formato de peça de teatro; também temos versos e poesias na obra; temos algumas crônicas avulsas; citações bíblicas; temos cartas trocadas entre os personagens; temos listas de tarefas ou de compras; alguns capítulos possui o título no latim original; e também muitos capítulos dedicados à filosofia e à arte. O livro também fala de técnicas de pintura e de religião, talvez porque a maioria dos quadros descritos, são versões para passagens bíblicas. Gosto de ler sobre esse período e a autora fez uma pesquisa muito boa e ganhou um prêmio por este livro. Acho que a edição ficou devendo alguns dos belos quadros do pintor.

Livros e Eu =D

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Essa TAG foi criada originalmente por Leticia Soares Cabral:

INFÂNCIA EM LIVROS

1- Molengar: um livro que te fez querer passar o dia na cama lendo-o
Romance histórico, calhamaço, 1600…

2- Ouvir histórias dos pais: um livro que seus pais leram para você quando criança – Minha mãe é bibliotecária e lia muitos livros. Me marcou Os Desastres de Sofia da Condessa de Ségur.

3- Batalha de Almofadas: um livro que disseram: é a sua cara! Mas quando leu sentiu vontade de bater na pessoa com ele
Augusto Cury  😛

4- Piquenique: um livro com vários elementos que te agradam
O Nome do Vento do Patrick Rothfuss

5- Bolhas de sabão: um livro que não é tudo que parece
Pais e Filhos do Turgueniev

6- Acampar: um livro que te passou tranquilidade – livro de poesia

7- Guloseima: um livro que você devorou e/ou que de tão bom sente vontade de reler
O Nome da Rosa -Umberto Eco
8- Caça ao Tesouro: um livro cuja leitura você considera um desafio
livros em outro idioma

9- Álbum de Família: livro que te traz boas recordações
Rebecca de Daphne Du Marier

10- Circo: um livro alto- astral
A Fantástica Volta ao Mundo do Zeca Camargo.

Mais um drama russo =)

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O livro Pais e Filhos do autor russo Ivan Turgueniev sempre é apontado como uma análise das relações familiares. Nesta edição da Abril Cultural com 238 páginas, não vislumbrei uma “análise” mas apenas sua própria visão das diferentes famílias e seus amores uns pelos outros. Essa edição tem uma capa HORRÍVEL!! Eu sei, de boa intenção, o inferno tá cheio!!  :/

Estou me acostumando com os dramas russos, escritos de forma simples. O personagem principal resolve seguir os passos de um niilista mais velho, mais experiente e rejeitar as coisas que causam emoções. Mas ao se apaixonar, esquece o materialismo, aceita o amor e se rende à beleza das coisas.

Quer resenha? Clique Aqui.

Lendo os Russos

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Eu já havia lido Tchekov e não consegui me familiarizar com a escrita dos russos. Decidi participar de um projeto de ler os russos em 2016 – mesmo não tendo seguido com o projeto, decidi ler os livros que havia por aqui. E estou realmente gostando dos russos! Bem, de algum deles.

O livro O Doutor Jivago do autor russo Boris Pasternak,  com 536 páginas de história e mais 28 páginas de poesia, nesta edição da Coleção Rosa-dos-Ventos da Ed. Itatiaia é de 1958. O autor foi indicado ao Prêmio Nobel por esta obra. A história ganhou uma adaptação para o cinema em 65, com  o ator Omar Shariff no papel principal e a famosa música da trilha sonora, “Lara’s Theme“.

A escrita do Boris é como ler uma crônica, aquele tipo de vida cotidiana, muito simples, até mesmo pra falar sobre a guerra. Claro que com tantas páginas a história se arrasta em alguns capítulos sobre a guerra, especialmente quando os personagens principais não estão nessas cenas. Os diálogos são muito consistentes e meio filosóficos. =D

No final do livro temos as poesias escritas pelo Yuri durante a história. São poesias traduzidas e portanto não podemos conhecer a métrica usada ou qual a melodia e cadência escolhida por ele para escrevê-las. Mas vale a pena a leitura. Vi o filme há muito tempo quando passava na Tv aberta no Natal. Sempre no Natal. =D  Também há uma nova versão.

Trechos do livro:”…como seria bom abandonar o falso sublime, as trevas espessas…para refugiar-se no silêncio aparente da natureza, no mudo exilio de longo trabalho obstinado, no inefável do sonho profundo, da verdadeira música, da calma linguagem do coração, que deixam a alma repleta e silente…”

“É sempre bom ver alguém frustrar nossas expectativas e diferir da idéia que fazíamos dele…Se não podemos fazê-lo entrar em nenhuma categoria…libertou-se de sí mesmo, detém uma parcela de imortalidade.”

“…como era bom não mais agir, não mais querer, não mais pensar e, por um instante, abandonar esses cuidados à natureza, tornar-se ele mesmo uma coisa, um desenho, uma obra em suas mãos misericordiosas…”

“Não gosto das obras consagradas unicamente à Filosofia. Na minha opinião, a Filosofia deve ser apenas um tempero da arte e da vida…”

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…nas montanhas do Tibet…

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A moral da história: nem sempre ser inteligente te faz rico. O livro de 1998  Papoulas Vermelhas do autor Alai, com  435 páginas, é escrito com uma ironia sutil, muito delicioso de ler. Conta a história de um garoto que pode vir a ser o chefe de uma cidade no lugar de seu pai, mas seu irmão que é um guerreiro quer ser o chefe. O chefe pensa que seu filho é um idiota porque ele foi “concebido” durante uma bebedeira. Mas ele se mostra inteligente e enriquece a familia, causando ciúmes em seu irmão. O personagem também é o narrador dessa história, conversando com o leitor:” Vamos deixar isso de lado e dar uma olhada na cama do chefe, que era na realidade um gigantesco….” “Agora deixe-me pensar, o que mais aconteceu naquele dia?”

Trechos do livro: “Eu temia acordar de um sonho em que eu tivesse a impressão de estar caindo, mas estar realmente caindo. Se uma pessoa deve ter medo para se sentir realmente viva, então é isso que eu temia.”

“Os escravos domésticos eram a ralé, que podia ser comprada, vendida ou utilizada à vontade. Não é difícil transformar gente livre em escrava; basta estabelecer uma regra que vise às fraquezas humanas mais comuns. É mais infalível do que um caçador experiente saltando uma armadilha.”