De Novo? A escolha da tradução :/

 

O Livro de Graham Greene com 158 páginas deveria obedecer o título original e se chamar “O Capitão e o Inimigo”. Me recuso a entender a escolha do título em português. É exatamente para não ser encontrado pelo inimigos que o Capitão muda de nome, mas qual ele está usando não é importante, já que na história, ele é apenas “o Capitão”. Principalmente para o narrador, que agora que é jornalista adulto, quer escrever a história desse personagem misterioso que conheceu quando criança. Mas se tem algum mistério no livro, ele não é desvendado para o narrador.

Difícil achar uma resenha para esse livro: “Liza é um ersonagem épico” (?) “…a parte do Panamá…tramas de espionagem de forma sutil” (?) “…grande clássico de caráter universal primordial para a educação. Possui texto de fácil entendimento que estimula o leitor a pensar e refletir sobre o tema proposto.” (?) 

O livro é contado pelo personagem Jim/Victor – todo mundo tem mais de um nome no livro – desde a visita do Capitão na sua escola, lugar que odeia porque sofre bullying, e o leva embora, pra morar com uma mulher chamada Liza – pessoa com sérios disturbios, causados por um aborto mal-sucedido. Seu verdadeiro pai e sua tia, vão visitá-lo, mas o deixam morar lá mesmo. E ele e Liza tem uma boa convivência até ele se tornar rapaz, arrumar um estágio num jornal e sair de casa. Essa casa é um porão de um prédio prestes a ser demolido. O Capitão tem uma paixão platônica por Liza, e em suas viagens/fugas, ele lhe envia cartas apaixonadas. Depois da morte de Liza, Juim vai atrás do Capitão no Panamá, para descobrir quem ele realmente é. Mas ele também morre e nós os leitores nos sentimos traídos…

Mais um drama russo =)

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O livro Pais e Filhos do autor russo Ivan Turgueniev sempre é apontado como uma análise das relações familiares. Nesta edição da Abril Cultural com 238 páginas, não vislumbrei uma “análise” mas apenas sua própria visão das diferentes famílias e seus amores uns pelos outros. Essa edição tem uma capa HORRÍVEL!! Eu sei, de boa intenção, o inferno tá cheio!!  :/

Estou me acostumando com os dramas russos, escritos de forma simples. O personagem principal resolve seguir os passos de um niilista mais velho, mais experiente e rejeitar as coisas que causam emoções. Mas ao se apaixonar, esquece o materialismo, aceita o amor e se rende à beleza das coisas.

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Histórias da Sociedade

O Crime do Século do autor Dominick Dunne, com 318 pág foi baseado na história real de Ann Woodward que em 1958 assassinou seu milionário marido, este livro foi escrito em 1985.

O título original, bem mais original do que a versão deste, é “The two Mrs Grenvilles”, porque a história é realmente sobre o confronto entre sogra e nora, sendo a sogra milionária com um filho lindo e a nora uma alpinista social querendo se dar bem na vida. E nada que a nora faz, agrada a família do marido. O título em português passa um tom de mistério a ser resolvido, o que não acontece: desde a introdução o leitor sabe que a esposa matou o marido e se safou do crime. Contado por um jornalista que vivia entre a alta sociedade e que presenciou a última briga do casal, fica a pergunta: até aonde vai a ficção e o que faz parte da realidade?

O autor também viveu tragédias em sua vida, com a morte de sua jovem filha a atriz Dominick Dunne (Poltergeist).