Alternando estilos

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O livro Seis Coisas Impossíveis da autora australiana Fiona Wood, mostra em 269 páginas o estilo australiano de contar histórias adolescentes. O que não muda são os problemas no bairro novo, na escola nova, os problemas familiares – parece que somos todos iguais ao redor do mundo. =)

O subtítulo nos dá uma idéia da vida desse adolescente: “um choque de realidade de cada vez, por favor!” porque quando uma coisa resolve dar errado, tudo segue pelo mesmo caminho. Com um levíssimo toque de humor a autora nos conta a vida do adloescente que passa pelo divórcio dos seus pais, descobre que o pai é gay, ficam pobres, a mãe não consegue ter a própria empresa, um playboyzinho resolve perturbar sua vida na escola… até que a autora resolve transformar em um conto de fadas em que tudo se encaixa no final. =/  Poderia passar uma mensagem melhor, que mesmo sem grandes milagres, a vida vai mostando outros caminhos. Só que não! Até encontrar objetos raros no meio de um monte de tralhas e ficar ricos eles conseguem! O final decepcionou.

Prefiro a capa australiana que mostra as chaves coloridas.

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…passando da medida

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O livro Cilada do autor Harlan Coben, com 271 páginas é de 2010 e esse tipo de suspense que ele escreve aqui o tornou famoso e premiado.

Uma garota desaparecida, um treinador de alunos sob suspeita, uma repórter investigativa – e nenhuma prova, faz com que não tenha um “crime” de verdade. Então o autor cria um grupo de amigos da época da escola para movimentar a segunda parte da trama; cria um crime envolvendo a repórter para que ela sinta na pele o que está fazendo com o acusado; cria um grupo de estudantes que promovem festinhas proibidas; cria um grupo de pais permissivos à bebidas para menores – e como a ilusão do mágico, para desviar a sua atenção dos verdadeiros “culpados”, que são pessoas certinhas, com uma família modelo, ele cria um final alternativo longe de todas as iscas lançada ao longo das páginas. Esperto, o cara. 😉

Mas achei os personagens superficiais, tramas em excesso, personagens secundários em excesso, suspeitos em excesso – deixando um ponto de interrogação ao terminar.

Adoro algumas capas do Raul Fernandes, mas essas dos livros do Harlan não se encaixam nas histórias. :/

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De Novo? A escolha da tradução :/

 

O Livro de Graham Greene com 158 páginas deveria obedecer o título original e se chamar “O Capitão e o Inimigo”. Me recuso a entender a escolha do título em português. É exatamente para não ser encontrado pelo inimigos que o Capitão muda de nome, mas qual ele está usando não é importante, já que na história, ele é apenas “o Capitão”. Principalmente para o narrador, que agora que é jornalista adulto, quer escrever a história desse personagem misterioso que conheceu quando criança. Mas se tem algum mistério no livro, ele não é desvendado para o narrador.

Difícil achar uma resenha para esse livro: “Liza é um ersonagem épico” (?) “…a parte do Panamá…tramas de espionagem de forma sutil” (?) “…grande clássico de caráter universal primordial para a educação. Possui texto de fácil entendimento que estimula o leitor a pensar e refletir sobre o tema proposto.” (?) 

O livro é contado pelo personagem Jim/Victor – todo mundo tem mais de um nome no livro – desde a visita do Capitão na sua escola, lugar que odeia porque sofre bullying, e o leva embora, pra morar com uma mulher chamada Liza – pessoa com sérios disturbios, causados por um aborto mal-sucedido. Seu verdadeiro pai e sua tia, vão visitá-lo, mas o deixam morar lá mesmo. E ele e Liza tem uma boa convivência até ele se tornar rapaz, arrumar um estágio num jornal e sair de casa. Essa casa é um porão de um prédio prestes a ser demolido. O Capitão tem uma paixão platônica por Liza, e em suas viagens/fugas, ele lhe envia cartas apaixonadas. Depois da morte de Liza, Juim vai atrás do Capitão no Panamá, para descobrir quem ele realmente é. Mas ele também morre e nós os leitores nos sentimos traídos…

Mais um drama russo =)

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O livro Pais e Filhos do autor russo Ivan Turgueniev sempre é apontado como uma análise das relações familiares. Nesta edição da Abril Cultural com 238 páginas, não vislumbrei uma “análise” mas apenas sua própria visão das diferentes famílias e seus amores uns pelos outros. Essa edição tem uma capa HORRÍVEL!! Eu sei, de boa intenção, o inferno tá cheio!!  :/

Estou me acostumando com os dramas russos, escritos de forma simples. O personagem principal resolve seguir os passos de um niilista mais velho, mais experiente e rejeitar as coisas que causam emoções. Mas ao se apaixonar, esquece o materialismo, aceita o amor e se rende à beleza das coisas.

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Histórias da Sociedade

O Crime do Século do autor Dominick Dunne, com 318 pág foi baseado na história real de Ann Woodward que em 1958 assassinou seu milionário marido, este livro foi escrito em 1985.

O título original, bem mais original do que a versão deste, é “The two Mrs Grenvilles”, porque a história é realmente sobre o confronto entre sogra e nora, sendo a sogra milionária com um filho lindo e a nora uma alpinista social querendo se dar bem na vida. E nada que a nora faz, agrada a família do marido. O título em português passa um tom de mistério a ser resolvido, o que não acontece: desde a introdução o leitor sabe que a esposa matou o marido e se safou do crime. Contado por um jornalista que vivia entre a alta sociedade e que presenciou a última briga do casal, fica a pergunta: até aonde vai a ficção e o que faz parte da realidade?

O autor também viveu tragédias em sua vida, com a morte de sua jovem filha a atriz Dominick Dunne (Poltergeist).

LIVROS COM MESMO TÍTULO #1

Choosing-a-Book-Title

Ao escolher o título do meu livro, descobri que existem vários títulos de mesmo nome: então troquei! Não precisava, na verdade, porque os títulos não podem ser protegidos por direitos autorais. O que vai distinguir os livros com o mesmo título será o ISBN (International Standard Book Number), que segundo a Fundação Biblioteca Nacional o ISBN nada mais é do que um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os e identificando-os  inclusive por edição. Uma vez estabelecida a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra.

Vamos aos curiosos livros e seus homônimos. Alguns não tem o mesmo título no original, mas ficaram com o mesmo título na versão em português.

Com o título de A Herdeira.

 

 

 

Com o título de Life After Life.