Lendo os Russos

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Eu já havia lido Tchekov e não consegui me familiarizar com a escrita dos russos. Decidi participar de um projeto de ler os russos em 2016 – mesmo não tendo seguido com o projeto, decidi ler os livros que havia por aqui. E estou realmente gostando dos russos! Bem, de algum deles.

O livro O Doutor Jivago do autor russo Boris Pasternak,  com 536 páginas de história e mais 28 páginas de poesia, nesta edição da Coleção Rosa-dos-Ventos da Ed. Itatiaia é de 1958. O autor foi indicado ao Prêmio Nobel por esta obra. A história ganhou uma adaptação para o cinema em 65, com  o ator Omar Shariff no papel principal e a famosa música da trilha sonora, “Lara’s Theme“.

A escrita do Boris é como ler uma crônica, aquele tipo de vida cotidiana, muito simples, até mesmo pra falar sobre a guerra. Claro que com tantas páginas a história se arrasta em alguns capítulos sobre a guerra, especialmente quando os personagens principais não estão nessas cenas. Os diálogos são muito consistentes e meio filosóficos. =D

No final do livro temos as poesias escritas pelo Yuri durante a história. São poesias traduzidas e portanto não podemos conhecer a métrica usada ou qual a melodia e cadência escolhida por ele para escrevê-las. Mas vale a pena a leitura. Vi o filme há muito tempo quando passava na Tv aberta no Natal. Sempre no Natal. =D  Também há uma nova versão.

Trechos do livro:”…como seria bom abandonar o falso sublime, as trevas espessas…para refugiar-se no silêncio aparente da natureza, no mudo exilio de longo trabalho obstinado, no inefável do sonho profundo, da verdadeira música, da calma linguagem do coração, que deixam a alma repleta e silente…”

“É sempre bom ver alguém frustrar nossas expectativas e diferir da idéia que fazíamos dele…Se não podemos fazê-lo entrar em nenhuma categoria…libertou-se de sí mesmo, detém uma parcela de imortalidade.”

“…como era bom não mais agir, não mais querer, não mais pensar e, por um instante, abandonar esses cuidados à natureza, tornar-se ele mesmo uma coisa, um desenho, uma obra em suas mãos misericordiosas…”

“Não gosto das obras consagradas unicamente à Filosofia. Na minha opinião, a Filosofia deve ser apenas um tempero da arte e da vida…”

Quer resenha? Clique Aqui. 😉

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