Novela ou Conto?

fantasma

O livro O Fantasma de Canterville do escritor Oscar Wilde, com 105 páginas, tem um subtítulo: uma novela e três contos. Qual o parâmetro que mede cada um?

NOVELA:
  1. 1.
    lit narrativa breve, maior do que um conto e menor do que um romance, e que se caracteriza por apresentar uma espécie de concentração temática em torno de um número restrito de personagens.

CONTOS:

  1. 1.
    lit narrativa breve e concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com espaço ger. limitado a um ambiente), unidade de tempo, e número restrito de personagens.

Nesta edição da Série Reencontro numa adaptação de Rubem Braga temos a primeira história que dá nome ao livro contada em 38 páginas, portanto uma novela. Aqui uma família americana vai morar numa mansão inglesa onde mora um fantasma que costuma expulsar os inquilinos. Mas o coitado do fantasma sofre nas mãos das crianças. Até a vingança final.

A segunda história em 15 páginas é um conto fantástico onde foguetes (fogos de artifício) conversam com animaizinhos. Trecho do conto: “…Não deixarei de lhe falar só porque não me presta atenção. Gosto de me ouvir falar. É um dos meus maiores prazeres. Frequentemente passo muito tempo a conversar sozinho, e sou tão sagaz que às vezes não entendo uma única palavra do que digo.”

A terceira história é um conto de 21 páginas e conta aquelas histórias que tem uma lição de moral no fim: aqui se faz, aqui se paga.

A mais triste história é o conto final com 23 páginas onde um anão corcunda e deficiente não sabe que é feio até se ver num espelho e sofrer bullying da princesa que amava…e morre de coração partido

Vários filmes para o cinema e Tv foram adaptados; também histórias em quadrinhos e teatro. A primeira versão foi uma comédia em 1944 e o mais recente um drama de 1996.

 

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As preferências da loucura

O autor Herman Melville escreveu esta short story em 1853, e em 100 páginas consegue incomodar, mostrando como a loucura pode se esconder em pessoas comuns. Um advogado tem seu escritório, onde contrata rapazes para escrever, escriturar, conferir os processos de páginas e páginas. O autor consegue descrever as diferentes características dos quatro personagens que lá trabalham. E, como o personagem de Kafka, esse rapaz se torna um peso que o advogado não consegue se livrar. Narrado pelo advogado, não sabemos o que realmente passa na cabeça do rapaz. Temos a visão única de sua loucura atravez das reclamações do advogado. E o final triste mostra o desamparo em que o rapaz é deixado. E o personagem do advogado passa o tempo todo tentando convencer o leitor de que ele fez o possível e que o rapaz escolheu esse fim.

Não vi o filme, mas fiquei curiosa sobre.

 

filme

…da cópia à inspiração…

Plágio
  1. jur apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem.
    Neste livro A Marca de Uma Lágrima, com 94 páginas o autor Pedro Bandeira diz que se inspirou em Cyrano de Bergerac  para escrever sua história. Inspiração não é plágio. Realmente ele conseguiu, invertendo os papéis, onde o romântico personagem Cyrano, feio mas ótimo poeta ajuda seu rival a conquistar a mulher amada, se transforma em Isabel, adolescente que se acha feia, mas é nota dez em redação na escola. Ela ajuda sua amiga a conquistar o rapaz por quem ela acha que está apaixonada. Porque essa história tem mais personagens e tramas paralelas, o que mostra que ele apenas se inspirou em partes com a história original.
    Uma boa história para adolescentes, principalmente para incentivar o ler a versão de Cyrano de Bergerac ou mesmo ver o filme de 1990 com Gérard Depardieu, que eu assisti. =)

Para chorar litros :(

O livro Querida Sue da autora Jessica Brockmole, de 2013 com 255 páginas, se passa paralelamente em dois momentos da história: em 1912, período da primeira guerra e 1940 período da segunda guerra. Vemos a Sue Jovem se apaixonando durante a guerra e depois vivendo isso através de sua filha no cenário da Escócia. E toda a correspondência dessa época se dava por meio de cartas ❤

O título do livro me incomodou – o original remete à ilha onde mora a poetisa Sue. A casa da capa realmente parece mostrar a paisagem descrita no livro. A história tem algumas inconsistências que não desmerece todo o romance e a nostalgia de quem já viveu essa loucura de esperar um envelope por dias e dias… Chorei…os do

Trechos do livro: “Sei que eu nunca poderei enviar esta carta; ela vai acabar na lareira, no instante em que eu terminar de passar as palavras para o papel…ensinado que uma carta nem sempre é apenas uma carta. As palavras na folha são capazes de inundar a alma.” “um livro é um jardim carregado no bolso.”

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Quem ainda escreve cartas?

O nome original é The Cry of the Sloth – O Grito da Preguiça. Com 223 páginas esse é um livro com um humor especial. Em Cartas de um Escritor Solitário, o autor Sam Savage, doutor em Filosofia, fez um romance divertido, escrevendo cartas que mostram o retrato literário da vida de um “escritor” muito dramático com o fim do casamento e muito bem-humorado em cobrar o aluguel de seus inquilinos ou negociar com o banco através de cartas. Trecho do livro: “Depois de percorrer uma frase interminável, sem verbo ou sujeito à vista no horizonte, e chegar por fim à relativa segurança de um ponto final,a gente sente que simplesmente não vai ter pique para encarar a próxima frase…”

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La Pelle

Ler um drama, me coloca todos os sentidos no mesmo estado de espírito: triste. =/

O livro A Pele de Curzio Malaparte, de 1972, fala das agruras da Segunda Guerra. Com 369 ´páginas nesta edição “Os Imortais da Literatura Universal” da Abril cultural. Acho que esse livro roubou o trono do Perfume de Patrick Süskind como descrições mais nojentas e repugnantes da literatura.

O autor começa oferecendo uma homenagem aos companheiros de armas “mortos inutilmente pela liberdade…”

Ele descreve a peste que assolou a Italia durante à guerra, ele descreve às injúrias sofridas pelos italianos, ele descreve o fim da guerra onde não há comemoração porque o vulcão Vesúvio faz vítimas por toda à parte. Só drama. O único humor é o do narrador em primeira pessoa – com o mesmo nome do autor, em que não pensei em pesquisar para certificar o fato – mas é um humor negro, mórbido, onde os italianos têm que se curvar aos “salvadores americanos”.

Trechos do livro: “Há uma profunda diferença entre a luta para não morrer e a luta para viver….lutar para viver é uma coisa humilhante….só para salvar a própria pele…” “O patriotismo do povo italiano está todo lá, no púbis. A honra, a moral, a religião católica, o culto da família, tudo está lá, entre as pernas.” “Todos sabem que raça de egoístas são os mortos. Só eles existem no mundo, os outros não contam. São invejosos….Desejariam que todos…fôssem como eles, cheios de vermes e de órbitas vazias…”

Outros trechos muito bons para serem lidos neste mês do horror. Quer resenha? Clique aqui.

LENDO UM CLÁSSICO!

Estava sentindo falta de ler um clássico, com suas palavras datadas e

com histórias simples e bem contadas!

Eugenie Grandet de Honore de Balzac é uma deliciosa história que suas 200 páginas

se esgotaram em 3 dias. A história da senhorita Grandet é um drama.

não sou fã de drama, mas essa partes tristes são adocicadas pela personagem que não conhece outra vida.

Vale a pena a leitura. Quer resenha? Leia aqui.