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Para quem gosta de pedir opinião sobre o que está escrevendo, ou quando gera um bloqueio, saber o que fazer, ou quando não lembra um bom título ou nome para o personagem…. aqui está uma boa dica: o site She is Novel da autora Kristen Kieffer. diferente de outros escritos que apresentam fórmulas mágicas, gosto da interação da página no Facebook  Your Write Dream, onde cada escritor iniciante conta seu processo de escrita ou de tentativas e erros.

É um bom incentivo pra voltar às páginas em branco! =D

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Começo, meio e fim: completando a história.

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“Moram um homem, sua mulher e uma filha recém-nascida numa cidade pequena. Uma casa num bairro elegante no meio do nada, vizinhos longe.

Como gerente de uma loja de departamentos na cidade, faz uma compra que não sai, encalha nas prateleiras. O Senhor P… começou como operário na fábrica, casou com a filha do patrão e tenta mostrar que pode sustentar sua família. Tem orgulho de ter começado do nada. Não aceita que a crise no país ( anos 20) possa fazê-lo perder tudo aos 40 anos. Ele decide fazer qualquer coisa, para dar a volta por cima, mesmo que seja ilegal.

o homem conversa com sua esposa em sua bonita casa na hora do jantar e diz que os negócios vão mal. Ela diz que a bebê acabou de nascer e que eles precisam de dinheiro, que podem pedir à família dela. Ele se nega e diz que vai dar um jeito.

 Ao sair para fumar, vê um circo nas proximidades, vai caminhando até lá.  Uma tenda de cartas é a primeira coisa que vê. A tenda parecia se mover diante de seus olhos. Talvez fosse impressão. Entra e vê uma cigana. -Posso ler sua mão, senhor? Ela diz que pode ajudá-lo a resolver o problema da fábrica.

_Minhas bonecas não vendem. Faço qualquer coisa para que dê certo. Ela  lhe dá uma boneca.

_Guarde essa boneca e distribua as outras que estão na loja, e seu estoque vai acabar. Mas não reclame da troca justa.

No outro dia, ele distribui as bonecas e em três dias todo o seu estoque é vendido.

Ele retorna à cigana: _Faço qualquer coisa para ficar rico.

_Coloque a boneca no berço de sua filha.

…………..

Ele começa a enriquecer e se envolve com a secretária, mais jovem e bonita. Sua esposa descobre e entra em depressão. A família dela a interna para tratamentos.

Ele vive sua vida de rico e com sua amante.

Um dia ao retornar à casa, ouve a nenêm chorando e vê sua esposa agarrada no pescoço da criança. Tenta salvar a nenêm correndo pela rua com ela nos braços. O vizinho ajuda,mas não consegue salvá-la.

A mulher vai a julgamento; _Vi minha mulher estrangular nossa filha enquanto ela dormia.

O corredor da morte.

Procura o sogro. Descobre que sua mulher deixou sua parte na herança para o hospital. O sogro despede-o

Procura a cigana. O circo se foi.

Ao entrar na casa, vê uma correspondência do banco solicitando que deixe a casa que está hipotecada.

Senta no quarto e olha pro berço. A boneca senta, olha pra ele virando a cabeça e começa a rir, gargalhar.

ele paga com sua família o preço de sua ambição.” *

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*copyright by Deborah Jäger

Formas de escrita: novidade =)

Já falei sobre essa novidade aqui no blog, mas quero “reblogar” o post do Leonardo Villaforte sobre Remix Literário:

“MixLit 69: Encontro

Uma mulher nos abriu a porta. Era a mulher que fazia os serviços da casa.1 Usava um tipo de saia espanhola com muitas cores e uma espécie de bustiê.2 Para tirar o cheiro da gordura da chapa em que trabalhava, ela ensopava de creme rinse o cabelo meio louro, meio preto.3 Parecia realmente maravilhosa.4 Fiquei paralisado.5 O que conversar? Como puxar assunto?6 Eu estava com medo, claro. Sentia medo de, por causa de um movimento infeliz,7 não me dar bem.8 Depressa, homem, depressa – balbuciei, quase sem fôlego.9 Bateu aquele frio na barriga. Respirei profundamente e caminhei10 com um olhar brilhante, impenetrável. Inclinei-me para beijá-la.11

Bruce-French_Darkness-is-the-Absence-of-Light,-Orange– Fora daqui – murmurou.12

– Não.

– Você está pálido.

– Eu sou pálido. Vamos, ande.13 Não vou assustá-la de novo.14

Você sabe muito bem que tudo vai piorar.15

Eu estava entregando os pontos. Teria entregado os pontos se não fosse uma voz que se fez ouvir no meu coração. Essa voz dizia:16 ela precisava da minha companhia.17

Quando voltarei a vê-la?

– Telefono para você amanhã ou depois – disse ela.18

O meu rosto assumiu uma expressão severa e determinada.19

Promete?

Ela assentiu.

– Pode ligar para a minha casa ou a livraria. O número é o mesmo. Você tem, não é?20

Marquei de pegá-la na saída do trabalho.21

Nunca mais nos encontramos.22


1 João Gilberto NOLL. Hotel Atlântico. Em: Romances e contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p.408.

2 Meg CABOT. O diário da princesa, Vol.1. Tradução de Fabiana Colasanti. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.136.

3 Marcus Vinícius FAUSTINI. Guia afetivo da periferia. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009, p.86.

4 Meg CABOT. Idem.

5 Carlos Ruiz ZAFÓN. A sombra do vento. Tradução de Marcia Ribas. Rio de Janeiro: Suma de Letras/Objetiva, 2007, p.256.

6 Thalita REBOUÇAS. Ela disse, ele disse. Rio de Janeiro: Rocco, 2010, p.9.

7 Ricardo LÍSIAS. Anna O. e outras novelas. São Paulo: Globo, 2007, p.16.

8 Meg CABOT. Idem.

9 Yann MARTEL. As aventuras de Pi. Tradução de Maria Helena Rouanet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012, p.180.

10 Thalita REBOUÇAS. Idem.

11 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.257.

12 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.256.

13 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem.

14 Rick RIORDAN.  Percy Jackson e os Olimpianos – O mar de monstros.  Tradução de Ricardo Gouveia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009, p.278.

15 Rick RIORDAN. Idem.

16 Yann MARTEL. Idem.

17 Thalita REBOUÇAS. Idem.

18 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem.

19 Yann MARTEL. Idem.

20 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.257.

21 Marcus Vinícius FAUSTINI. Idem.

22 Marcus Vinícius FAUSTINI. Idem.
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Este MixLit foi feito com os livros escolhidos para as seis oficinas de remix literário que dei durante a semana de dia das crianças no SESC Barra Mansa, Rio de Janeiro. Aproximadamente 100 estudantes, de 8 a 15 anos, remixaram essas mesmas páginas, montando seus próprios textos a partir das mesmas fontes.”

Acho que qualquer forma é válida para criar o próprio texto. Mesmo quando não usamos esses “recortes visíveis”, as referências estão lá, na nossa mente, todo o tempo. A forma de poesia chamada “poesia de lombada” é um recorte de textos. Só temos que preocupar com o chamado plágio -O crime de plágio está tipificado no artigo 184 do Código Penal. O que não acontece com Leonardo porque ele cita suas fontes. Existe um limite para toda arte, onde a parte do todo deixa de ser inspiração e passa a ser uma cópia. Para o desenho, onde você pode se inspirar em um artista para criar sua arte:

perolaEsta é uma versão, feita com jujubas, do quadro ‘Moça com Brinco de Pérola’, de Johannes Vermeer.

Em uma partitura musical, podem acontecer pequenos trechos parecidos,  assim como uma sequencia de acordes. Ou postar e chamar de “cover”. E é muito subjetivo porque um ouve a música e acha que o som parece com uma música famosa e outro já não  consegue ver semelhança.

Então vamos apenas testar as formas de escrita e compartilhar. =)

Escrita Compartilhada #1

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Hoje vou falar de outros métodos de auxílio à escrita. Os  Mapas Mentais são estruturas que ajudam a organizar visualmente a história. consigo ver o começo, meio e fim, os personagens, as idéias. Nessa figura vemos o mapa mental do livro O Pequeno Príncipe. Mesmo quem não leu o livro, consegue responder questões a respeito da história através da leitura do mapa. Esses diagramas são montados da seguinte forma: A idéia principal é a raiz da árvore; o resumo da história é o tronco; a estrutura dos galhos pode se dividir em: personagens, tempo, cenários, plano de ação; as folhas dos galhos podem ser: características, locação, problemas, eventos, final. Então temos: Tronco – estrutura; raiz – tema; galhos – idéias; folhas – detalhes.

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O Storyboard  é um guia visual que narra através de desenhos rápidos e com poucos detalhes  as principais cenas de uma obra. Pode ser apenas como inicia cada capítulo ou as partes mais importantes da história. Você pode usar templates prontos pra isso.

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Escolha o tempo onde vai passar a história e desenhe algo que te lembra o tempo, por exemplo, se a história tiver um clima sombrio, desenhe uma nuvem escura, chuva.

Desenhe as locações dos personagens principais e secundários. A casa ou o local de emprego, ou a igreja.

Escreva a ação principal, aquela tentativa de resolver o problema, onde o evento principal, ou clímax, acontece.

Decida a finalização, as mudanças do personagem em bom e mau.

 

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O NaNoWriMO é uma  ferramentas para ajudar no controle de quantas palavras foram escritas por dia e quanto falta para atingir a meta.  O National Novel Writing Month significa Mês Nacional de Escrever um Romance, então essa ferramenta te impulsiona a cumprir a meta de cerca de 1600 palavras por dia e atingir cerca de 50000 palavras em um mês, o tamanho de um livro. É bom para criar a disciplina de escrita, e como você não tem tempo de revisar, a sua meta é apenas o resultado final. Pode não sair um livro para ser publicado, mas te dá idéia do funcionamento da escrita, do enredo, dos personagens. Tem autores te dando dicas e você recebe um comprovante de participação, que te dá a sensação de “EU CONSEGUI”.

Continue escrevendo. Semana que vem tem mais! =D

SOBRE CRIATIVIDADE

 

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Os primeiros questionamentos sobre como começar a escrever.

Qualque um pode escrever um livro. Existem técnicas para isso. Não precisa ter “talento” como algumas pessoas dizem. Alguns alunos (e até colegas professores!)  questionaram isso. Qual a diferença, então, entre os que conseguem e os que não? a CRIATIVIDADE.

“CRIA” – você têm que criar uma história com começo, meio e fim. Isso é importante. Toda criança aprende isso na infância. Todas não. Aquelas que ouvem histórias antes de dormir, aquelas que tem professores que lêem livros na “hora da leitura”, aquelas que convivem com livros dentro de casa. Mas toda pessoa sabe inventar uma história, aumentar uma história, melhorar uma história na hora de contar algum acontecimento.

“ATIVIDADE” – essa é a parte complicada. Atividade é colocar a mão na massa. Ter disciplina para escrever dois capítulos por dia, LER muitos livros, revistas e jornais. Assistir bons filmes, viajar e conhecer novas culturas. E escrever sobre isso. Colocar um prazo para terminar um texto, ou um desenho, ou um projeto e conseguir cumprir a meta estabelecida. Não só dar o primeiro passo, mas o segundo, o terceiro e todos os outros.

Parece fórmula “for dumbies”, mas eu gosto de ensinar o método do floco de neve.

No post Escrever Sua Própria História,  eu explico como usar. Algumas pessoas vieram pedir pra mostrar na prática. Vou criar um post só sobre isso: floco de neve  na prática, porque estou parecendo “ghostwriter”. As pessoas me enviam textos “para corrigir”, quando no final querem a idéia de como continuar aquilo que começaram.

O chato é quando você explica, explica e na terceira vez, a pessoa não modifica nada, mostra o mesmo texto. Cadê a “ATIVIDADE”? Aconteceu isso com um professor de filosofia: acertei o texto mostrando como fazê-lo: ele sentou ao meu lado no computador e observou. Na terceira vez, notei que ele prefere pagar pelas correções do que “perder” tempo desenvolvendo um bom texto. É gente, eu cobro por palavra, por lauda, por projeto. E cobro caro, mas mesmo assim, alguns não querem desenvolver a “criatividade”.

MÉTODO DO FLOCO DE NEVE

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Acho que cada um entende este método de um jeito diferente, não sei. Vou mostrar como eu faço.

Como é a história?

Um escritor pobre que precisa de dinheiro está hospedado num hotel. O hotel pega fogo. Ele resolve passar nos quartos enquanto as pessoas fogem e roubar seus pertences. Na saída ele conta para um homem parado na calçada o que ele fez. O homem é um policial. O que ele deve fazer para não ser preso?

Dividindo os flocos:

parte 1

Parte um: Um escritor pobre que precisa de dinheiro está hospedado num hotel. O hotel pega fogo.

Explicando: Na primeira parte o leitor descobre quem é opersonagem. Então tem que descrever, o que ele faz, porque ele está ali. Descrever algumas características físicas e/ou psicologicas ajudam a criar o personagem. Na primeira parte também ocorre o evento principal: descrever o evento, deixando dúvidas se o evento foi um acidente ou se foi provocado. Isso faz com que o leitor queira ler mais para descobrir.

part 2

Parte Dois: Ele resolve passar nos quartos enquanto as pessoas fogem e roubar seus pertences. Na saída ele conta para um homem parado na calçada o que ele fez.

Explicando: o personagem resolveu agir: deixar dúvidas sobre se ele agiu correto ou não, ajuda a criar um vínculo com o leitor. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mau, mas isso deve ser explicado no final da história. Descrever detalhes do evento e do diálogo.

part3

Parte Tres:O homem é um policial. Ele tem que pensar rápido. O que ele deve fazer para não ser preso?

Explicando: Finalização: agora você fidelizou o leitor, que quer saber como a história vai terminar. Aí você já deve ter decidido: ele é um vilão? Então vai preso ou consegue fugir. Ele é do bem, só aproveitou uma oportunidade? Então mostre a decisão dele de forma coerente. Aqui você descreve detalhadamente como ele realizou o seu feito. E  como se saiu dessa. Ponto final.

Termino no próximo post. Tomar suco de laranja me ajuda a pensar. Serve água.

USANDO A SEMIÓTICA PARA DESCREVER UMA HISTÓRIA

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Sabe como você começou a andar? Andando. Tentando, caindo, levantando até andar. Sabe como começou a falar? Falando. Tentando, errando, repetindo. E agora você acorda de manhã, após uma noite inteira sem falar uma palavra(!) e nem se preocupa se esqueceu de tudo que aprendeu (será?). Você simplesmente se espreguiça (UUAAU!) se coloca em pé (como eu fiz isso?!) e diz “Bom Dia!”. Você aprendeu a andar e falar e nem se dá conta disso!

Sabe como se começa a escrever? Escrevendo. Um livro, um romance, um conto, uma historia, biografia. Qualquer coisa tem que começar com uma linha. Então, escreva. Comece com linhas. Elas se transformarão em páginas.

Quando você começou a andar você não pensou: “ agora vou ganhar a olimpíada e correr os 200m livre!”. Você só queria se deslocar! Quando começou a falar nem passou pela sua cabeça que poderia fazer um discurso no Congresso. Você só queria se comunicar! Por isso deu certo!

Você tem que escrever para colocar essas idéias pra fora. Só pra saber quais são essas idéias. Se elas vão se tornar um livro, se você vai publicar, se vai vender, se vai se tornar um escritor famoso, se vai “virar” filme… isso é futuro! Ninguém pode prever! Nem um escritor famoso pode prever que seu proximo livro vai vender! Leia a historia de Sidney Sheldon. Autor que já vendeu milhões, depois de famoso já teve histórias suas rejeitadas por uma editora. Já foi aconselhado a abandonar uma idéia. Então escreva pra você ver a sua idéia pronta.

Depois de tudo colocado no papel –  e aí, tem gente que leva seis meses, tem gente que leva quinze anos ( Reinaldo santos Neves, Bernard Cronwell)- você imprime em papel comum só pra ter na mão a idéia de seu trabalho pronto.

Várias editoras fazem simulação de quanto ficaria uma impressão de um livro, mas isso é futuro. No Clube de Autores o autor envia uma edição de seu livro pela internet. Se um único leitor ficar interessado pelo trabalho e comprá-lo, uma única edição será impressa,diminuindo custos de distribuição e impressão. Algumas editoras fazem orçamento gratuito (ver Editora Livre Expressão).

Primeiro é colocar as idéias no papel e transformar em realidade. Tem público pra tudo, mas seu primeiro público é você. Uma dica de site (em ingles) é http://www.advancedfictionwriting.com/index.php . Ele usa um método chamado Snowflake para escrever romances. È interessante a parte em que ele usa planilha do Excell pra visualizar a história.

Pra quem se interessa em ganhar dinheiro com essa publicação, faça um teste: depois de transformar suas idéias em livro, imprimir em papel comum, participe de rodas de leituras (em uma escola de ensino médio – se esse for seu público- ou uma universidade perto de você). Isso vai te dar  a sensação que acontece no teatro. Se o público está gostando ou não: a resposta é imediata ( e as críticas também!). Faça isso várias vezes e aí sim, você pode pensar em publicar. Até lá… muito trabalho! Para uma ajuda aos indecisos, uma professora na disciplina de Comunicação e Linguagem ( aula de Semiótica), escritora, nos deu umas dicas e uma apostila que ajuda muito os indecisos. É só deixar um e-mail e eu mando pra vocês. Esta apostila pode ser copiada, impressa, publicada, postada, distribuída e divulgada livremente, desde que seja na íntegra, gratuitamente, sem qualquer alteração,edição, revisão ou cortes, juntamente com os créditos.

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