Guerra, nunca mais :/

524575_347
O livro O Sorriso do Diabo, terceiro livro da série A Bicicleta Azul, da autora francesa Régine Deforges, finaliza em 400 páginas a história de Camille e Léa durante a segunda guerra vivendo em Paris. A jovem Camille neste livro consegue fugir da prisão com a ajuda dos resistentes, mas depois morre segurando seu pequeno filho nos braços. Léa consegue fugir com o garotinho, mas entra em choque ao ver a cena. Continua a gratuidade das cenas sensuais entre Léa e Tavernier, que não acrescenta nada à história. Léa como enfermeira resolve ajudar na Cruz Vermelha com o fim da guerra em Paris, mas continua sem noção e é uma personagem frívola.
As cenas que descrevem os detalhes da guerra são chocantes e de revirar o estômago. Não faz meu tipo de história, mas sempre sobra algo de interessante em cada livro.
Anúncios

Autora proibida,livro sobre a guerra

vontade 1

O livro Vontade de Viver, o segundo da série A Bicicleta Azul, da autora nascida em Viena e publicada na França Regine Deforges, continua a saga da família francesa que resolve ajudar os revoltados com a invasão da Alemanha em Paris na segunda guerra. A personagem ainda continua entregando panfletos e saindo com vários homens e continua a saga das cenas gratuitas de erotismo, já que a autora foi proibida de escrever livros eróticos nesse período. Nesse livro 2 da série, a história começa a melhorar na descrição da autora – há uma pesquisa maior referente aos acontecimentos entre Alemanha e França; ela cita personagens históricos e seus discursos no rádio; ela descreve a ocupação nazista e como viviam os franceses fora dos grandes centros. Mas ainda há mais do mesmo: a personagem principal sem noção, só tem a beleza a seu favor, continua fazendo mais do mesmo e todos os rapazes à seus pés. Ela não amadurece nem depois de sofrer abuso sexual nas mãos de um soldado. O último capítulo deixa uma esperança de dias melhores no próximo e último livro da série.

Trechos do livro: “Que quer minha querida amiga, o homem cria uma felicidade à sua medida, e o mais das vezes o dinheiro é sua pequena medida…”

Slide1

O Livro indicado por um livro

Quando li o livro A Lenda de Murasaki, a autora disse que este livro e filme foram baseados em seus escritos. Estou falando de Memórias de Uma Gueixa, de Arthur Golden, com 457 páginas. Nos agradecimentos o autor cita Liza Dalby.  Esse livro não teve muito boa-fama durante um tempo entre os webnautas, porque custava menos do que qualquer outro, só vivia em promoção, as páginas são brancas, as letras miúdas, é apenas a forma compacta da primeira versão de 850 páginas…. mas eu gostei! =D e muito do desenrolar da história. Tem todos os caminhos da história: a criança acredita, cresce, vê que foi burra, é traída, se vê em apuros, encontra pessoas que a ajudam e tudo acaba bem, ou quase. É muito clichê? Não porque é uma linguagem diferente quando se fala de um país muito diferente do que estamos acostumados: a história se passa no Japão, onde as crianças pobres são vendidas para se tornarem Gueixas – mulheres que são treinadas apenas para entreter os homens. E as memórias de uma gueixa famosa, são o pano de fundo pra falar da beleza da mulher japonesa, dos mistérios que envolvem as gueixas e do terror da segunda guerra. Quer resenha? Clique Aqui. Também foi lançado um filme magnífico que ganhou 3 Oscars, o prêmio do cinema.

Trechos do livro: “Nunca procuro derrotar o homem a quem estou combatendo…procuro derrotar sua confiança. Uma mente perturbada pela dúvida não pode se concentrar no curso da vitória. Dois homens são iguais – de verdade – só quando ambos tem igual confiança.”

Sobre os blurbs

z1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é um “blurb”? É a sinopse de uma história em forma de propaganda. É como se fosse possível saber a história, só em ler uma frase. Mas às vezes o blurb te engana! 😉

Neste livro de capa linda, O Mestre dos Quebra-cabeças, de Betsy Carter com 349 páginas, a sinopse na contra-capa diz: “…e começam uma busca heróica para tentar salvar sua família.” Quem escreveu isso, com certeza não leu o livro. Não existe nada “heróico” no livro. São histórias do cotidiano de uma família que conseguiu evoluir, crescer financeiramente, em um país estrangeiro, porque seu próprio país os tratavam como estrangeiros. Um dos personagens tenta localizar e não salvar sua família que ficou do outro lado do oceano. Se não fosse contado em forma de romance, este seria um daqueles livros de auto-ajuda “como vencer na vida” ou um daqueles livros do tipo ” um empresário de sucesso conta como ser criativo durante uma crise”. Mas a forma histórica e romanceada faz o livro ser de fácil leitura.

Quer resenha? Clique Aqui.

La Pelle

Ler um drama, me coloca todos os sentidos no mesmo estado de espírito: triste. =/

O livro A Pele de Curzio Malaparte, de 1972, fala das agruras da Segunda Guerra. Com 369 ´páginas nesta edição “Os Imortais da Literatura Universal” da Abril cultural. Acho que esse livro roubou o trono do Perfume de Patrick Süskind como descrições mais nojentas e repugnantes da literatura.

O autor começa oferecendo uma homenagem aos companheiros de armas “mortos inutilmente pela liberdade…”

Ele descreve a peste que assolou a Italia durante à guerra, ele descreve às injúrias sofridas pelos italianos, ele descreve o fim da guerra onde não há comemoração porque o vulcão Vesúvio faz vítimas por toda à parte. Só drama. O único humor é o do narrador em primeira pessoa – com o mesmo nome do autor, em que não pensei em pesquisar para certificar o fato – mas é um humor negro, mórbido, onde os italianos têm que se curvar aos “salvadores americanos”.

Trechos do livro: “Há uma profunda diferença entre a luta para não morrer e a luta para viver….lutar para viver é uma coisa humilhante….só para salvar a própria pele…” “O patriotismo do povo italiano está todo lá, no púbis. A honra, a moral, a religião católica, o culto da família, tudo está lá, entre as pernas.” “Todos sabem que raça de egoístas são os mortos. Só eles existem no mundo, os outros não contam. São invejosos….Desejariam que todos…fôssem como eles, cheios de vermes e de órbitas vazias…”

Outros trechos muito bons para serem lidos neste mês do horror. Quer resenha? Clique aqui.