Quando o Título Mente #2 🤨

⚠️Spoiler!

O livro A Lenda da Pedra Falante da autora Jocelyn Kelley conta em 255 páginas a história de uma moça ruiva, órfã, criada em um convento que treina as moças para se defenderem com o uso de varas. Elspeth, sendo uma das melhores, é escolhida pela rainha da Normandia pra encontrar “a pedra falante” que segundo a lenda pode matar o rei seu marido. Ela então vai tentar encontrar a “pedra” e destruí-la. Ela encontra um grupo de galeses que lhe convidam para ir com eles. E, de aventura em aventura, ela cumpre sua missão.

PROBLEMAS: No começo a autora dá a entender que “a pedra falante” pode ser qualquer coisa. Então vamos ficar atentos pra ver se é alguém! NÃO! A pedra é só uma pedra comum, que não fala, não acontece nada com ela. Seria melhor não traduzir o título original: One Knight Stands. 😐

A autora também não decidiu qual ponto de vista usar, então usou um narrador onisciente em primeira pessoa. Confuso? Você está lendo o que a personagem está pensando e de repente uma frase, que você têm que presumir quem está falando. Depois de umas páginas esse recurso fica normal.

É uma história bobinha para crianças. Mas NÃO pode ser, por causa das cenas tórridas entre a freira e um desconhecido.

Outro problema são os capítulos em forma de círculo: começa sempre com os dois em tensão erótica, uma luta ou problema, e os dois separados. Todos exatamente assim: ele gosta dela, mas não pode. Ela gosta dele, mas têm que cumprir a missão. Longe dele ela luta com homens e ganha, perto dele ela grita por socorro. Você começa o livro pensando em “empoderamento feminino” e termina o livro querendo bater na personagem principal. 😬

Trechos do livro:“Em tempos de periculosidade, quando aliados se transformavam da noite para o dia em inimigos, era quando uma mulher de sabedoria precisava estar mais preparada para enfrentar batalhas.” ” Porque você brinca tanto com o perigo…quando é dona de uma inteligência rara e de conhecimentos incomuns?” “Sabia que não poderia durar. Que em breve teria de lhe dizer adeus e seguir sozinha pelo nevoeiro…enquanto pudesse, ela permaneceria a seu lado, sem exigências.”

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