Leitura Compartilhada – Final

 

Então chegamos ao final do Projeto Leitura Compartilhada, que consegui finalizar em aproximadamente dez semanas, com os 7 livros da trilogia Jean-Christophe do autor Romain Rolland. Este último volume encerra a história-biografia com 656 páginas. O último livro chamado O Novo Dia, JC já tem seu nome e sua música reconhecidos na Alemanha sua terra natal, em Paris onde vive e na Italia para  onde sempre viaja e onde mora seu grande amor da juventude, Grazia. Amor platônico por parte dele e amor de amiga por parte dela. Reencontra George o filho de seu falecido amigo e resolve cuidar dele, mas não se sai bem em sua missão. Viaja de novo para sua terra, reencontra seus amigos, assiste o casamento de seu “afilhado” George com a filha de sua paixão Grazia. Faz as pazes com Lévy-Coeur. E começa a definhar ao saber da morte de Grazia. Sente que todos que amou algum dia, estão em algum outro lado e que quer estar lá. Em seus últimos instantes de vida, começa a ouvir uma sinfonia, em que todos os instrumentos chegam à perfeição, e rodeado de seus amigos, vai encontrar seus amores. Trechos do livro: “…belos tipos italianos…que amavam com ternura a natureza, os velhos pintores, as flores, as mulheres, os livros, a boa mesa, a pátria, a música…Amavam tudo. Não davam preferência à nada.” “Não lê nada. Nesse mundo não se lê mais. Unicamente a música achou misericórdia. Aproveitou mesmo com a derrota da literatura. Quando essa gente se acha estafada, a música é para ela banho turco, vapor morno, massagem, narguilé. Não faz pensar: é uma transição entre o esporte e o amor.”

O livro conta com uma Bibliografia de Jean Christophe e uma Cronologia do autor Romain Rolland. Valeu a pena cada semana de leitura. Recomendadíssimo. Foram meus livros mais marcados com post-it. =D  Quer resenha? Clique Aqui.

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Leitura Compartilhada #9

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Penúltima semana da trilogia Jean-Christophe, do autor Romain Rolland. No sexto livro A Sarça Ardente, do volume III, JC pensava ter conquistado a paz: suas músicas eram elogiadas e tocadas nos teatros – colhendo apenas resultados dos seus esforços, tinha bons amigos, suas paixões haviam adormecido. Agora morava sozinho, após o casamento de seu amigo Olivier. Frequentavam reuniões políticas onde se discutiam Karl Marx, Nietzsche. Travou relações com os operários. Entrou para o Movimento Social Revolucionário, não porque pensasse como eles, mas porque gostava de se exaltar contra os que aceitam tudo sem lutar. Num dos momentos de se exaltar, discursou em um botequim e a polícia vigiava-o. Em 1º de Maio, em comemoração do Dia do Trabalhador, uma passeata e uma multidão se juntaram nas ruas de Paris. JC convidou Olivier pra sair, este não gostava do povo, mas foi convencido. Após alguns momentos começou uma revolta entre os revolucionários e JC acabou por enfiar a espada em um guarda, para se salvar. Ajudado por alguém fugiu até a estação. Seu amigo Olivier morre nesse tumulto. JC sem saber toma o trem para a Suiça. Foi se estabelecer em casa de Dr Braun e recebeu a noticia da morte de seu amigo. Em depressão se envolve emocionalmente com a esposa do Dr Braun. Se sentindo um traídor foge pra Italia. Lá consegue dar a volta por cima, lutar sem desistir. Após dois anos já podia viajar livremente para a Alemanha e Paris. Tudo havia sido esquecido.

Trechos do Livro: “O silêncio e a noite…Não havia nele senão o vácuo e a necessidade do vácuo…o selvagem pássaro da alegria ainda vivia nele; em bruscas revoadas, esbarrava nas grades, e ficava no fundo da alma um horrível tumulto de dor.” ” Ó música, que abres os abismos da alma! Arruínas o equilíbrio habitual do espírito.”

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Leitura Compartilhada #7

Começando o terceiro volume. Olhando a Planilha, vejo que as férias e a maratona de Carnaval, fizeram um bem para as minhas leituras este ano! Estou conseguindo não só ler os volumes deste projeto, como incluir outras leituras, para não cair numa ressaca literária.

Neste livro I Em casa, do III volume de Jean-Christophe do autor Romain Rolland, JC resolve dividir um apartamento com seu melhor amigo Olivier. Mesmo tendo opiniões diferentes o poeta e o músico fazem essa amizade ficar mais forte. O francês Olivier dizia: “Na própria Literatura não viste senão o teatro de luxo…acreditas que um  trabalhador saiba sequer o que neles se passa? Como todos os estrangeiros, dás uma importância desmedida aos nossos romances…” JC respondia “A alegria de vocês é um engodo, um sonho de um fumador de ópio. Vocês se embriagam de liberdade e esquecem a vida.”

E finalmente o sucesso chega na vida de JC! Olivier consegue fazer com que um jornal fale dele e todos os repórters passam a querer falar com ele, e sua música passa a ser citada e tocada.

Leitura Compartilhada #6

Finalizando o volume dois de Jean-Christophe, do autor Romain Rolland com 542 páginas, temos na parte III o livro chamado Antoinette. Essa moça JC conhece na Alemanha, a convida para ir à um concerto e ela perde o emprego e volta para Paris. Eles não travam uma amizade. Eles nem se conhecem. Na orelha do livro está escrito “…Antoinette é o único dos dez romances da série que não trata diretamente da biografia do herói.”  Aqi vamos conhecer uma moça que apenas cruzou o caminho de JC. Antoinette tem uma vida breve. Filha da rica família Jeannin, tem todos os estudos e todos os bons partidos aos seus pés, já que é muito bonita. Tem um irmão mais novo. seus pais criam um ambiente perfeito em volta dos dois. Seu pai banqueiro, cai nas lábias de um aproveitador e gasta o dinheiro dos clientes, não conseguindo saldar suas dívidas. Então ele se suicida e deixa a mulher pra resolver os problemas da família. Ela vai procurar uma irmã também rica que lhe vira as costas. Ela adoece e morre. Então Antoinette se torna a responsável pelo irmão mais novo e faz de tudo para que ele chegue à universidade. Trabalha muito, cuida pouco da saúde e esquece de si. Um doença faz com que tenha uma vida curta, mas consegue deixar seu irmão com uma bolsa de estudos. Após sua morte, seu irmão lendo seus escritos, descobre que ela nunca esqueceu Jean Christophe por tê-la convidado para aquele concerto. E aí Oliver faz tudo para encontrá-lo.

Terminamos aqui o segundo volume. Trecho do livro: “A pior desgraça, para as almas fracas e ternas, é terem conhecido, uma vez, a maior das felicidades.”

Trecho do comentário no Blog do Escriba: “Só lê Jean-Christophe, o romance do francês Romain Rolland, quem tem fôlego de alpinista e ama de fato as Letras. Ou então, é viciado em literatura e livros clássicos imortais. E, especialmente, quem dispõe de tempo, artigo de luxo nos dias corridos que vivemos hoje. Sim, porque a obra é bela, indubitavelmente, mas muito extensa. São, nada mais nada menos, que cinco volumes de quatrocentos e tantas páginas cada um. Em peso, deve dar uns cinco quilos ou mais de literatura fina e fluida, embotada de sentimentos humanistas e filosóficos interessantíssimos que, realmente, validam sua dilatada estatura e extensão, e com certeza encantará os leitores mais sensíveis que se aventurarem a lê-lo. Sem dúvida, vale a pena. No romance existem centenas de belas passagens, que dariam, com certeza, para encher todo um Blog com seu conteúdo…”.

 

Leitura Compartilhada #5

 

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Entramos no segundo livro do Volume II, de Romain Rolland,  onde Jean Cristophe pensa que Paris vai ser sua salvação. Tem umas páginas de diálogos do narrador com o personagem, que não acrescenta nada e depois o trem chega à Paris. O livro se chama A Feira na Praça. A primeira visão que JC teve de Paris, foi de desânimo, mas tentava imaginar que havia uma “outra Paris”. Não consegue trabalhar sua música, mas consegue dar aulas para alguns da sociedade parisiense, que vive numa anarquia. JC vive em conflito com a moral elevada por pensamentos religiosos, e a naturalidade os vícios, as trocas de parceiros, a falta de moralismo. Trecho do livro:” Essa plebe musical enojava-o…que todo verdadeiro músico vive num universo sonoro… a música é o ar que ele respira, o céu que o envolve. Mesmo a sua alma é música.”

JC também travou contato com a sociedade literária e também ficou chocado com textos “a respeito de um pai que dormia com a filha de quinze anos…sobre um pai e seu filho de doze anos que dormiam com a mesma moça…um irmão que dormia com a irmã…” e achou essa sociedade doente. Um desse escritores se chama Lucien Lévy-Coeur e JC detestava-o: “…ele representava o espírito de ironia e decomposição que atacava brandamente… a família , o casamento, a religião, a pátria…tudo lhe servia de matéria de literatura: suas conquistas, seus vícios e os vícios dos amigos…narrava a vida privada de seus pais…”

Nessa época os defensores da República desejavam retirar os ainda poucos poderes da igreja sobre o Estado. Então JC pensa que no meio de grupos políticos pode haver melhores pensadores do que nos grupos de música e literatura. Mas também aterrorizou-se com as conversações hipócritas e suas idéias sobre a França ficaram abaladas.

Então ele conhece o poeta Olivier Jeannin e começa a gostar de Paris. Trecho do livro: ” A deliciosa luz de Paris!…pouco a pouco transformava seu coração, sem que ele o percebesse. Era para ele a mais bela das músicas.”

Música que ouvi durante a leitura:

 

 

 

 

 

Leitura Compartilhada #4

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Com as férias de Janeiro, pude fazer uma maratona literária e terminar vários livros que havia começado, bem como adiantar o desafio da Leitura Compartilhada. Nada difícil, se tratando de uma obra com Jean-Christophe, de Romain Rolland.  =)

Nesse segundo volume temos então o livro IV chamado A Revolta. Aqui encontro JC tentando provar pro mundo que suas idéias são geniais e, diante da recusa em que os cidadãos o recebem, ele se revolta contra a cidade, contra as emoções, contra a própria música, deixando de admirar os grandes mestres: “…a melancolia opulenta de Mendelssohn…era Litz…comediante de feira e…virtuosidade enfadonha…Era Shubert…submerso…de água…insípida. Até mesmo Bach…não estava isento de mentiras.”. E decide não mais aceitar imposições, o que traz vários problemas, já que é pobre e necessita trabalhar e sobreviver de música. Tentou tocar suas músicas e não foi bem recebido. O fracasso de sua obra, a hostilidade dos críticos e a arrogância da platéia que conversava durante a apresentação, mostra que JC tinha aquela confiança ingênua dos dezoito anos, que acredita no sucesso fácil e rápido. Precisando de trabalho, aceita a oferta de um judeu para fazer crítica musical em uma revista. suas críticas o tornam mais indesejado entre os cidadãos da cidade. e deixa seu emprego. Sua vontade é ir para Paris onde pensa que sua música será bem recebida, mas tem que ficar por causa de sua mãe.

A realeza rompe com JC e ele afunda em suas decisões sem conseguir colocar a cabeça fora d’água. Ele fica sem emprego, sem amigos, sem amor, sem sua música. Resolve imprimir uns livretos com suas canções conhecidas como Lieder. Alguns respeitáveis críticos viram ali sua genialidade, mas não decidiram por ajudá-lo e uma briga com soldados para defender uma moça, precipita sua fuga para Paris, sem mesmo despedir de sua mãe.

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Leitura compartilhada #3

FIM DO VOLUME I

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Ainda estamos no meio do mês e consegui finalizar o ótimo primeiro volume da série Jean-Christophe. Do autor Romain Rolland, as 384 páginas foram economizadas intercalando com livros menores e mais leves.

Nesta última parte chamada O adolescente fico sabendo da vida de JC dos 16 aos 19 anos. com toda a problemática da adolescência, em que um menino não se sente mais criança, mas não é tratado como adulto. Depois da morte de seu pai, JC se entrega ao trabalho como músico. Seus irmão saem de casa pra viver suas vidas. Ele fica tomando conta de sua mãe, que o ama mas não o compreende. “… ele nunca percebia tanto os defeitos das pessoas como quando as amava, porque desejava amá-las inteiramente, sem nenhuma restrição.” Ele se muda com a mãe para mais perto da cidade, num prédio de apartamentos. Não consegue se dar bem com o proprietário, que quer lhe empurrar a filha. Apaixona-se por uma das vizinhas, viúva bonita, e ela morre enquanto ele viaja. Ao voltar, seu mundo desaba novamente, por não ter concluído aquela paixão e sua única lembrança, é o toque de suas mãos. Resolve sair com seus amigos músicos e conhece uma dançarina. Acha-a vulgar, se sente constrangido de andar com ela, mas era sua maneira de novamente afrontar a sociedade, de agredir as pessoas. “…possuia sem sabê-lo, a estranha curiosidade do artista, essa impessoalidade apaixonada… ” e sua dançarina o trai. Ele se joga no álcool, mas seu tio favorita o salva de se tornar como o pai. Ele decide despertar para a vida e para a sua música.

Mesmo eu contando o que se passa na história, o livro é cheio de detalhes, de citações e de teorias compartilhadas, que vale a pena realmente ler a história completa. Próxima semana, segundo volume. =)

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