Incentivo Virtual =)

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Quem nunca pensou em parar de postar? Porque continuar? Porque tem quem gosta! =D

O escritor Alberto Zambade  criou o Prêmio Dardos, que é uma indicação virtual de outros blogueiros que escolhem quem são seus quinze favoritos, que ainda não foram indicados, criando uma corrente de boas indicações. Pra quem como eu, gosta de descobrir novos blogs é a glória ser indicada 🙂 e conhecer outros indicados.

As regras pra participar são:

-Exibir a imagem do selo do prêmio:

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-Mencionar o blog que te indicou:Blog Mê Guarda-Chuva  

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-Indicar 15 blogs que transmitem conteúdos culturais, éticos, literários e

avisar aos blogs, para que também possam participar:

cri  Diário da Chris 

mulher  A Mulher Que Ama Livros

maq Maquiada na Livraria 

 

pipa Pipa Não Sabe Voar

chá Chá de Menta

lulu Lulunettes

orga Organizando o Caos

outro Outros Anos de Solidão

magia Magia Entre Palavras

coqui Catando Coquinhos no Asfalto Quente

front A Fronteira da Poesia

drin  Um Drink de Verso

style Style Around the World

poucos Poucos Graus

reti Escritos Reticentes

Aproveitem pra conhecer os Blogs. =)

 

 

 

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O Mesmo Personagem

Um grande escritor, chamado Gabo, disse que “todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro” =) E quando a história é boa, a gente não quer que acabe.

Gosto da série de livros escritos por Ellis Peters (pseudônimo da autora britânica Edith Pargeter), ganhadora da Adaga de Prata pela associação de escritores. Este romance de mistério O Noviço do diabo, com 236 páginas, repete as histórias do irmão Cadfael, um monge que, acostumado com a vida fora do mosteiro, é chamado sempre a ajudar a descobrir os mistérios por trás dos crimes que acontecem nas redondezas. Aqui o crime é fácil de ser desvendado, uma escrita simples. Um pai entrega seu filho para ser noviço e apesar de insistir que é de livre e espontânea vontade, os monges descobrem o motivo que faz o jovem se trancar em um convento. Quer resenha? Clique Aqui.

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A Categoria de um Livro

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Publicado em 2001 o livro Por um Simples Pedaço de Cerâmica de Linda Sue Park, com 167 páginas, foi o ganhador da Newbery Medal – Prêmio de Literatura Infanto-Juvenil. Não entendo o porque considerá-lo “infantil”, talvez juvenil. A história, se passa na Coréia,  tem nuances que vão passar despercebidas para crianças! E se um livro precisa ser explicado para o leitor, significa que esse é o público errado para esse tipo de livro. a história de um menino órfão criado pelo amigo deficiente físico, que se oferece pra trabalhar para um ceramista – porque quer aprender a profissão, vem descobrir depois que esses segredos só podem ser passados de pai para filho. O livro fala de sentimentos da alma, de enxergar com o coração e de subjetividade não coerente com o público infantil. Claro que pode ser contada para crianças, mas muito da sutileza do ofício de ceramista, da busca da perfeição naquilo que se faz, vai se perder com esse público.

Porque estou dizendo isso? Porque tive esses problemas ao escrever um livro com teor adulto, mas porque os personagens são jovens, a editora queria colocá-lo na categoria infantil. Eu recuso com certeza a concordar com essas crianças precoces que lêem livros adultos. Mas tenho certeza que nós adultos adoramos muito da literatura infantil  =) , quando bem escrita. Esse é o caso deste livro. Ele pode ser usado para explicar às crianças conceitos como Amizade, Perseverança, Honra, Respeito, Propósito, Fé, Curiosidade,

Admiração, Honestidade, Fidelidade.  A capa são recortes de ilustrações de garças voando, citadas na história. Mas existem outras capas mais bonitas. Com certeza vou ler outros livros dessa autora. Quer resenha? Clique Aqui.

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Livros que Falam de Livros

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Sabe as expectativas? Elas aumentam quando esse é o oitavo livro da autora e ela é formada em Harvard!!! E ganhou prêmios!!  O livro A Vida do Livreiro A. J. Fikry da autora Gabrielle Zevin, com 186 páginas, não me disse a que veio. :/   Um dono de livraria que perde a esposa, vê seu livro mais valioso ser roubado e em seu lugar vê entrar na sua vida de solteirão, um bebê. Alguém que havia perdido as esperanças, vê uma chance através da vida da garotinha que gosta de livros. Todos os personagens são críticos literários que não gostam dos autores clássicos, dos livros famosos, das histórias antigas. Não virei fã da autora. :/

Trecho do livro: “Mas quando escolho algo novo, algo só pra mim, meu tipo preferido de personagem é uma mulher em um lugar longínquo. Índia. Ou Bangcoc. Às vezes ela deixa o marido… Gosto quando ela tem muitos amantes…Gosto de descrições de hotéis e malas com adesivos. Gosto de descrições de comidas e roupas e jóias. Um pouco de romance, mas não muito. Não histórias atuais.”

Quer resenha? Clique Aqui.

 

Refinamento Narrativo

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Ganhei vários livros no final de novembro, mês do meu aniversário. Então passei esses livros na frente na minha lista de leituras. Um deles é Meio Sol Amarelo da Chimamanda Ngozi Adichie, com 502 páginas que eu devorei em quatro dias. Não sei se consigo descrever como gostei da escrita, da forma refinada de contar sobre a guerra, sobre o caos, sobre o sofrimento. Não é drama. É uma nova forma de escrever uma narrativa dramática. A autora é nigeriana, estudou nos Estados Unidos e ganhou vários prêmios – merecido – por suas obras literárias. 

Apesar de contar sobre o período em que parte da Nigéria tentou se dividir, criando um país chamado Biafra, que causou a morte de milhares de nigerianos, o livro não é histórico. A própria nota da autora diz que “se baseou na guerra”, que aconteceu em 1967-1970 para contar “verdades imaginadas”. Alguns blogs dizem que ela conta uma história única em seus livros, mas a própria autora fala em um vídeo de entrevistas sobre o perigo de escrever sobre o mesmo tema.  Com quase dois milhões de visualizações, esse vídeo criou polêmica entre alguns blogueiros.

Trecho do livro: “…tinha salvado as flores, da mesma forma como salvava embalagens velhas de açúcar , rolhas, até mesmo casca de cará. Isso se ligava ao fato de nunca ter tido o suficiente, ela sabia disso, da incapacidade de jogar qualquer coisa fora, até mesmo as inúteis.”

Vale muito a pena sair de leituras conhecidas e confortáveis para conhecer uma nova forma de contar histórias.

Quer resenha? Clique Aqui.

Também já existe um filme baseado no livro. Quero ver.

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