…se sentindo incomodada :/

O que me incomodou….foi o título!! Porque não manter o título original: Três Histórias? Será por causa do conto do jogo de xadrez? Mas o importante ali não era o combate, ou ganhar, ou perder. Porque todos perdem no final.

Mas com certeza o livro Drei Geschchten, do autor Patrick Süskind com 86 páginas, vai se tornar o favorito do ano!!! Que delícia de leitura!! Livro pra ler em um só dia!!

Reclamações: um dos contos, sobre moluscos, é meio filosófico, com detalhes “técnicos” e tenho que ler novamente pra definir se vale a pena.

Trecho do livro: “O que vou te dizer agora é inaudito, e quando eu tiver aberto os teus olhos verás um mundo novo e não poderás mais continuar vendo como antes. Esse mundo novo será horrendo e angustiante. Não alimentes a ilusão de que possa restar qualquer esperança ou consolo para ti, a não ser que agora conheces a verdade e que essa verdade é absoluta.” “A ignorância não é uma vergonha: para a maioria dos homens ela constitui a felicidade.”

La Pelle

Ler um drama, me coloca todos os sentidos no mesmo estado de espírito: triste. =/

O livro A Pele de Curzio Malaparte, de 1972, fala das agruras da Segunda Guerra. Com 369 ´páginas nesta edição “Os Imortais da Literatura Universal” da Abril cultural. Acho que esse livro roubou o trono do Perfume de Patrick Süskind como descrições mais nojentas e repugnantes da literatura.

O autor começa oferecendo uma homenagem aos companheiros de armas “mortos inutilmente pela liberdade…”

Ele descreve a peste que assolou a Italia durante à guerra, ele descreve às injúrias sofridas pelos italianos, ele descreve o fim da guerra onde não há comemoração porque o vulcão Vesúvio faz vítimas por toda à parte. Só drama. O único humor é o do narrador em primeira pessoa – com o mesmo nome do autor, em que não pensei em pesquisar para certificar o fato – mas é um humor negro, mórbido, onde os italianos têm que se curvar aos “salvadores americanos”.

Trechos do livro: “Há uma profunda diferença entre a luta para não morrer e a luta para viver….lutar para viver é uma coisa humilhante….só para salvar a própria pele…” “O patriotismo do povo italiano está todo lá, no púbis. A honra, a moral, a religião católica, o culto da família, tudo está lá, entre as pernas.” “Todos sabem que raça de egoístas são os mortos. Só eles existem no mundo, os outros não contam. São invejosos….Desejariam que todos…fôssem como eles, cheios de vermes e de órbitas vazias…”

Outros trechos muito bons para serem lidos neste mês do horror. Quer resenha? Clique aqui.

xeque-mate! =)

 

Gosta de xadrez? Eu também. (não jogo nada!) Mas leio livros e vejo filmes sobre o tema. A Máquina de Xadrez de Robert Löhr, com 403 páginas, conta pouco sobre o jogo e muito mais sobre as intrigas palacianas e como contar histórias já existentes. Este livro cuja capa é muito bonita (O Turco), conta a verdadeira história da máquina de jogar xadrez e é indicado pelo autor para que se conheça de onde ele tirou sua história.

Bem…aonde fica o plágio? Claro que em lugar nenhum. O autor é jornalista e usou personagens reais e fictícios para contar sua história de mistério que se passa no Séc. XVII. As primeiras cem páginas conta a história real muito famosa da invenção da máquina que joga xadrez e do mistério por trás da máquina. O autor aproveita pra apresentar os seus personagens e modificar um pouco a história. A partir daí tem mistério, ação, paixão e um final jornalístico dando conta do que pode ter acontecido com cada um. ” Fulano morre, beltrano se muda e ponto final”. =/

Não gostei do blurb na contra capa comparando o livro com Zafon e Patrick Süskind.  Quem viu isso no texto?

Mas é divertido. Quer resenha? Clique aqui.