Encontre o Livro =D

Hoje vou responder à Tag criada pelo blog The Library of Sarah e já respondida por todos os blogueiros: Scavenger Hunt Book Tag. Consiste em encontrar na estante, os livros com as seguintes características:

1-um livro com um Z no título ou no nome do autor

Mulherzinhas, clássico da Louisa May Alcott

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2-um clássico

Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévsky

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3-um livro com uma chave na capa

Failed total, não tem o desenho da chave, mas tem o nome: A Chave do Portão da Katie Hickman

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4-algo que não seja um livro

meu tablet

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5-o livro mais velho da estante (em data de publicação)

Noites de Vigília de A. J. Cronin de 1957

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6-um livro com uma garota na capa

Estilhaça-me da Tahere Mafi

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7-um livro com um animal na capa

O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas

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8-livro com um protagonista masculino

Perdão, Leonard Peacock de Mathew Quick

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9-um livro com apenas letras na capa

Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking

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10-um livro com ilustrações

Os contos de Grimm

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11-um livro com letras douradas

A Insustentável Leveza do Ser do Milan Kundera

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12-Um Diário real ou ficção

Os Diários de Virgínia Woolf

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13-um livro em que o autor tem um nome comum (no Brasil)

Filosofia da Ciência de Rubem Alves

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14-livro com um close-up

A filha da Neve do Jack London

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15-um livro em que a história se passa no período mais remoto

Revelação de C.J. Samson se passa em 1543

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16-um livro que seja hard cover sem jacket

O Vermelho e o Negro do Stendhal

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17- Um livro turquesa (azul)

Presente do Mar de Anne M. Lindbergh

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18-Livro com estrelas na capa

O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

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19-um livro que não seja YA

A Parisiense de Inês de La Fressange

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Quem quiser cumprir o desafio é só dar os créditos para o canal da Sarah.

 

 

Quem ainda escreve cartas?

O nome original é The Cry of the Sloth – O Grito da Preguiça. Com 223 páginas esse é um livro com um humor especial. Em Cartas de um Escritor Solitário, o autor Sam Savage, doutor em Filosofia, fez um romance divertido, escrevendo cartas que mostram o retrato literário da vida de um “escritor” muito dramático com o fim do casamento e muito bem-humorado em cobrar o aluguel de seus inquilinos ou negociar com o banco através de cartas. Trecho do livro: “Depois de percorrer uma frase interminável, sem verbo ou sujeito à vista no horizonte, e chegar por fim à relativa segurança de um ponto final,a gente sente que simplesmente não vai ter pique para encarar a próxima frase…”

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ENSAIOS E TEORIAS

Hoje vamos conversar sobre alguns ensaios de Francisco Moretti, tradução de Maria Beatriz de Medina. O livro é Signos e Estilos da Modernidade, um livro teórico, sobre formas literárias, com 367 páginas.

As obras literárias citadas no livro com mais freqüência são: Drácula de Bram Stocker, Frankestein de Mary Shelley, Ulisses de James Joyce e as tragédias de Shakespeare.

Em cada capítulo ele faz reflexões literárias tecendo algumas comparações das obras com o período em que foi escrita e o que acontecia socialmente.

ALGUNS TRECHOS DO LIVRO

No capítulo a Alma e a Harpia:

“É um baixo relevo de um antigo túmulo grego no Museu Britânico. Mostra uma harpia – a parte de cima do corpo é de mulher, a de baixo de ave de rapina – levando embora um pequeno corpo humano; segundo os especialistas, a alma do falecido. Embaixo a harpia firma a alma com força em suas garras, mas em cima seus braços gregos a seguram num abraço atento e carinhoso. A alma nada faz para escapar do apresamento da harpia. Parece calma, até relaxada. É provável que não goste de estar morta; se gostasse não haveria necessidade de harpias. Mas ao mesmo tempo, a alma deve saber que não há como fugir à força das garras. Por essa razão não baixa seu olhar, mas descansa a cabeça, confiante, nos braços da harpia. Exatamente porque não há como fugir, prefere iludir-se com a natureza afetuosa, quase maternal da criatura que a arrasta para longe em seu vôo.”

No capítulo O Grande Eclipse:

“Vivi terrivelmente mal, como alguns que vivem na corte, e as vezes, quando meu rosto era só sorriso, senti a confusão da consciência em meu peito. Em vetes alegres e honradas tal tortura tantas vezes mora: pensamos que o passarinho preso canta, quando na verdade chora”. (citando White Devil)

No capítulo A Dialética do Medo:

“Há um claro lamento pelas leis suntuárias feudais que, ao impor um tipo de roupa específico para cada camada social, permitiam que esta fosse reconhecida à distância e a prendiam fisicamente ao seu papel social. Agora que as roupas se tornaram mercadorias que qualquer um pode comprar, isso não é mais possível. Agora as diferenças de posição social têm de ser inscritas mais profundamente: na pele, nos olhos, na compleição física. O monstro nos faz perceber como é difícil para as classes dominantes rsignar-se  com a idéia de que todos os seres humanos são- ou deveriam ser- iguais.” (citando Frankenstein).

No capítulo Pistas:

“O autor está para o leitor como o criminoso para o detetive. Assim como o detetive reescreve a história produzida pelo criminoso, o leitor, suprido com todas as pistas necessárias, pode resolver o mistério e, deste modo, escrever sozinho a história que está lendo.” (citando Watson)

No capítulo Jardim de Infância:

(o efeito da literatura comovente)

“o que a que acontece quando alguém chora? O que acontece é que uma cortina cai entre nós e o mundo. Chorar nos permite não ver. É um modo de nos distrair da visão daquilo que nos incomodou, ou melhor, de faze-lo desaparecer. Chorar nunca coincide Simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável. Chorar nunca coincide simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável…uma reação mais infantil… mas realiza o equivalente  a  um gesto mágico que o faça ir embora.

No capítulo O Momento da verdade:

“um segundo inimigo intratável da tragédia moderna é o dinheiro. É claro que o dinheiro é a personificação primária da acomodação e da ambigüidade: produz doenças e os remédios para cura-las; passa dos cortiços às obras de arte, é resultado da exploração e pode ser usado para a caridade. Definitivamente não há pureza no dinheiro…”

Apesar de teórico, o livro é muito bom.

Feriado chegando! =^^=

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Uma pilha de livros para o feriado! Vou finalizar todos os que estão pela metade! :/  (será?!)

Estou com medo de não conseguir ler o suficiente para postar mais frequência aqui no blog, então estou considerando postar apenas 2 vezes na semana, toda quarta domingo.

Existe também a possibilidade de fazer um bookshelftour para o youtube.

Temos alguns convites de pé, para algumas pessoas postarem no blog, sobre outras literaturas, já

que o blog fica meio pessoal, meio alternativo com minhas escolhas de livros. 😉

Eu gosto disso, mas para que todos possam “frequentar” o blog, é melhor que ele seja “imparcial”.

Finalizei Radiante: apesar de parecer um spin off da série Os Imortais, que não gostei muito, mas descobri que é uma série

diferente, baseada em um personagem da série anterior (?!). Li porque ganhei de aniversário. Li rápido porque a história é

de fácil leitura. Quer resenha? Aqui.