Biblioteca Básica #sqn =D

books

 

Vi essa Tag no Blog Leitora Cretina.

1 – Acumulador – Qual livro que você deveria se livrar, mas por alguma razão não consegue? (Orgulho de ter lido? Foi presente? Ainda quer ler? Tem algum laço afetivo?).  Livros antigos, com páginas amareladas que eu já li mais de uma vez…

Rebecca de Daphne Du Maurier e O Nome da Rosa de Umberto Eco.

2 – Colecionador compulsivo – Qual livro ou edição você sonha em ter? (livro raro, autografado, primeira edição). A coleção do Proust, Em Busca do Tempo Perdido e Sandman edição de couro americana

3 – Caos confortável – Qual livro da sua estante foi o mais acolhedor? Livros infantis: Toda Mafalda e Anne de Green Gables

4 – Nostalgia – Qual a história interessante que você teve com algum livro que tem na estante?  Eu ganhei um livro na adolescência e costuma emprestar e pedir as pessoas para assinarem na última página. Ainda tenho esse livro e uma das pessoas que assinou,  na época também adolescente, se tornou minha professora de inglês =) O livro é Não Há Tempo a Perder.
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5 – Não toca nas minhas coisas! – Qual livro você não gosta de emprestar ou tem medo de perder? Já passei raiva emprestando livros!! 😦  Mas acho que livro tem que circular. Não empresto minha série Jean Christophe e A Parisiense
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Encontre o Livro =D

Hoje vou responder à Tag criada pelo blog The Library of Sarah e já respondida por todos os blogueiros: Scavenger Hunt Book Tag. Consiste em encontrar na estante, os livros com as seguintes características:

1-um livro com um Z no título ou no nome do autor

Mulherzinhas, clássico da Louisa May Alcott

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2-um clássico

Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévsky

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3-um livro com uma chave na capa

Failed total, não tem o desenho da chave, mas tem o nome: A Chave do Portão da Katie Hickman

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4-algo que não seja um livro

meu tablet

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5-o livro mais velho da estante (em data de publicação)

Noites de Vigília de A. J. Cronin de 1957

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6-um livro com uma garota na capa

Estilhaça-me da Tahere Mafi

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7-um livro com um animal na capa

O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas

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8-livro com um protagonista masculino

Perdão, Leonard Peacock de Mathew Quick

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9-um livro com apenas letras na capa

Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking

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10-um livro com ilustrações

Os contos de Grimm

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11-um livro com letras douradas

A Insustentável Leveza do Ser do Milan Kundera

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12-Um Diário real ou ficção

Os Diários de Virgínia Woolf

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13-um livro em que o autor tem um nome comum (no Brasil)

Filosofia da Ciência de Rubem Alves

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14-livro com um close-up

A filha da Neve do Jack London

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15-um livro em que a história se passa no período mais remoto

Revelação de C.J. Samson se passa em 1543

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16-um livro que seja hard cover sem jacket

O Vermelho e o Negro do Stendhal

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17- Um livro turquesa (azul)

Presente do Mar de Anne M. Lindbergh

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18-Livro com estrelas na capa

O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

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19-um livro que não seja YA

A Parisiense de Inês de La Fressange

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Quem quiser cumprir o desafio é só dar os créditos para o canal da Sarah.

 

 

Quem ainda escreve cartas?

O nome original é The Cry of the Sloth – O Grito da Preguiça. Com 223 páginas esse é um livro com um humor especial. Em Cartas de um Escritor Solitário, o autor Sam Savage, doutor em Filosofia, fez um romance divertido, escrevendo cartas que mostram o retrato literário da vida de um “escritor” muito dramático com o fim do casamento e muito bem-humorado em cobrar o aluguel de seus inquilinos ou negociar com o banco através de cartas. Trecho do livro: “Depois de percorrer uma frase interminável, sem verbo ou sujeito à vista no horizonte, e chegar por fim à relativa segurança de um ponto final,a gente sente que simplesmente não vai ter pique para encarar a próxima frase…”

Quer resenha? Clique Aqui.

ENSAIOS E TEORIAS

Hoje vamos conversar sobre alguns ensaios de Francisco Moretti, tradução de Maria Beatriz de Medina. O livro é Signos e Estilos da Modernidade, um livro teórico, sobre formas literárias, com 367 páginas.

As obras literárias citadas no livro com mais freqüência são: Drácula de Bram Stocker, Frankestein de Mary Shelley, Ulisses de James Joyce e as tragédias de Shakespeare.

Em cada capítulo ele faz reflexões literárias tecendo algumas comparações das obras com o período em que foi escrita e o que acontecia socialmente.

ALGUNS TRECHOS DO LIVRO

No capítulo a Alma e a Harpia:

“É um baixo relevo de um antigo túmulo grego no Museu Britânico. Mostra uma harpia – a parte de cima do corpo é de mulher, a de baixo de ave de rapina – levando embora um pequeno corpo humano; segundo os especialistas, a alma do falecido. Embaixo a harpia firma a alma com força em suas garras, mas em cima seus braços gregos a seguram num abraço atento e carinhoso. A alma nada faz para escapar do apresamento da harpia. Parece calma, até relaxada. É provável que não goste de estar morta; se gostasse não haveria necessidade de harpias. Mas ao mesmo tempo, a alma deve saber que não há como fugir à força das garras. Por essa razão não baixa seu olhar, mas descansa a cabeça, confiante, nos braços da harpia. Exatamente porque não há como fugir, prefere iludir-se com a natureza afetuosa, quase maternal da criatura que a arrasta para longe em seu vôo.”

No capítulo O Grande Eclipse:

“Vivi terrivelmente mal, como alguns que vivem na corte, e as vezes, quando meu rosto era só sorriso, senti a confusão da consciência em meu peito. Em vetes alegres e honradas tal tortura tantas vezes mora: pensamos que o passarinho preso canta, quando na verdade chora”. (citando White Devil)

No capítulo A Dialética do Medo:

“Há um claro lamento pelas leis suntuárias feudais que, ao impor um tipo de roupa específico para cada camada social, permitiam que esta fosse reconhecida à distância e a prendiam fisicamente ao seu papel social. Agora que as roupas se tornaram mercadorias que qualquer um pode comprar, isso não é mais possível. Agora as diferenças de posição social têm de ser inscritas mais profundamente: na pele, nos olhos, na compleição física. O monstro nos faz perceber como é difícil para as classes dominantes rsignar-se  com a idéia de que todos os seres humanos são- ou deveriam ser- iguais.” (citando Frankenstein).

No capítulo Pistas:

“O autor está para o leitor como o criminoso para o detetive. Assim como o detetive reescreve a história produzida pelo criminoso, o leitor, suprido com todas as pistas necessárias, pode resolver o mistério e, deste modo, escrever sozinho a história que está lendo.” (citando Watson)

No capítulo Jardim de Infância:

(o efeito da literatura comovente)

“o que a que acontece quando alguém chora? O que acontece é que uma cortina cai entre nós e o mundo. Chorar nos permite não ver. É um modo de nos distrair da visão daquilo que nos incomodou, ou melhor, de faze-lo desaparecer. Chorar nunca coincide Simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável. Chorar nunca coincide simplesmente com a angústia; não é o seu efeito imediato e inevitável…uma reação mais infantil… mas realiza o equivalente  a  um gesto mágico que o faça ir embora.

No capítulo O Momento da verdade:

“um segundo inimigo intratável da tragédia moderna é o dinheiro. É claro que o dinheiro é a personificação primária da acomodação e da ambigüidade: produz doenças e os remédios para cura-las; passa dos cortiços às obras de arte, é resultado da exploração e pode ser usado para a caridade. Definitivamente não há pureza no dinheiro…”

Apesar de teórico, o livro é muito bom.

Feriado chegando! =^^=

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Uma pilha de livros para o feriado! Vou finalizar todos os que estão pela metade! :/  (será?!)

Estou com medo de não conseguir ler o suficiente para postar mais frequência aqui no blog, então estou considerando postar apenas 2 vezes na semana, toda quarta domingo.

Existe também a possibilidade de fazer um bookshelftour para o youtube.

Temos alguns convites de pé, para algumas pessoas postarem no blog, sobre outras literaturas, já

que o blog fica meio pessoal, meio alternativo com minhas escolhas de livros. 😉

Eu gosto disso, mas para que todos possam “frequentar” o blog, é melhor que ele seja “imparcial”.

Finalizei Radiante: apesar de parecer um spin off da série Os Imortais, que não gostei muito, mas descobri que é uma série

diferente, baseada em um personagem da série anterior (?!). Li porque ganhei de aniversário. Li rápido porque a história é

de fácil leitura. Quer resenha? Aqui.