Sendo escritor: check-list

Fazendo maratona dos vídeos do Henry Bugalho, achei essa preciosidade! Quem disse que preciso me formar em Literatura pra produzir literatura? Vamos falar então das necessidades de alguém que pretende escrever um livro:

#1 – Ser fluente no idioma da escrita – incluindo português!! Então, estudar gramática e usar as palavras corretamente ajuda muito. Pode usar corretor, revisor, pedir ajuda.

Desconstruindo #1 – Geralmente a história oral, quando transcrita, deve obedecer os erros dos contadores de história, ou do personagem, como em Grande Sertão Veredas, onde os personagens falam conforme a população local: “…Eu apeei e amarrei o animal num pau da cerca. Pelo dentro, minhas pernas doíam, por tanto que desses três dias a gente se sustava de custoso varar: circunstância de trinta léguas. Ah, a mangaba boa só se colhe já caída no chão, de baixo… Nhorinhá…”, “…ada, nada vezes, e o demo: esse, Liso do Sussuarão, é o mais longe – pra lá, pra lá, nos ermos. Se emenda com si mesmo. Água, não tem. Crer que quando a gente entesta com aquilo o mundo se acaba: carece de se dar volta, sempre. Um é que dali não avança, espia só o começo, só. Ver o luar alumiando…”

#2 – Ler muito – É claro que ler livros traz uma carga muito boa para quem vai fazer exatamente isso: livros. Os grandes escritores, chamados clássicos, são considerados os mais difíceis de ler. Então pode escolher um assunto interessante e com certeza vai ter um livro sobre isso.

Desconstruindo #2 – Existem outras formas de criar uma bagagem cultural para ser usada pra quem gosta de escrever, mas dorme quando começa a ler um livro. Ver filmes, visitar museus e feiras culturais, ler história em quadrinhos  viajar e até ouvir música! Áudio Book pode ser uma tentativa de leitura.

#3 – Faculdade de Letras – estudar é sempre bom, e o curso de Letras coloca o aluno em contato com escritores e com a análise do texto.

Desconstruindo #3 – nem todo grande escritor se formou em Letras, ou mesmo teve uma educação formal. Conheço gente de Letras que nunca leu um livro inteiro!! Lê apenas o resumo e assiste video-resenha sobre o assunto. Pensando bem, Jornalismo tem mais a cara da escrita.

#4 – Conhecer o assunto – é mais fácil escrever sobre aquilo que se conhece. Se alguém escreve um livro de receitas, o mínimo que se espera é que ele tenha testado cada uma delas!!

Desconstruindo #4 – então não posso escrever nada fora do meu universo? Claro que sim: é pra isso que servem as pesquisas! Ou mesmo criar algo novo que nunca existiu, como fez Tolkien na trilogia Senhor dos Anéis.

#5 – Escrever muito – A escrita deve ser contínua e preencher várias páginas por dia. E revisar ao final de cada capítulo.

Desconstruindo #5 – Não precisa escrever muito – pode ser um pouco, todos os dias. Não precisa ser contínua – pode escrever várias coisas diferentes. E, só pra contrariar, deixe pra revisar no final. Mesmo. 😉

 

Anúncios

Rotina de Escrita

hipster

Nunca é tarde para começar ou retomar a sua história. Comece treinando pra isso. Sabe o que é desafio de escrita? É  pedido por todo instrutor de curso de escrita e não deixa de ser a boa e velha aula de redação da sua professora: ela te dava uma introdução e você tinha que terminar o texto: “Era uma vez uma menino que gostava de soltar pipa….” E todo mundo criava altas histórias. Então, você pode encontrar vários desafios na própria internet e treinar a escrita. É um ótimo exercício.

“George R. R. Martin disse que existem dois tipos de escritores: arquitetos e jardineiros. Os arquitetos estruturam suas ideias de história antes de começar a escrever. Decidem de antemão quem são os personagens, os principais acontecimentos do enredo e o que estão tentando expressar com seus textos. Tais escritores focam primeiro em desenvolver uma visão macro e conceitual da história. Os jardineiros preferem plantar sementes de ideias na página em branco e desenvolvem suas narrativas a medida em que elas vão crescendo e ganhando corpo. São aqueles escritores que gostam de mão na terra, pé no barro, de observar as cores das palavras e sentir a textura das frases à medida que escrevem. Eles começam a criar inspirados por uma ideia aleatória e vão, aos poucos, descobrindo a história que desejam contar.” – Ficção em Tópicos

SUGESTÃO DE DESAFIOS DE ESCRITA:

1 –Desafio do Vocábulo: conte uma parte de uma história que contenha as seguintes palavras:

Catastrófica, Desesperado, Desnorteado, Abespinhado, Fenomenal, Terror, Cismado, Inquisidor, Enfadado. (A idéia é aprender a usar sinônimos e palavras que não são usadas normalmente)

2- Propostas Visuais: Descreva o que está vendo e inclua um personagem ( a idéia é ir tornando o desafio mais complexo com imagens mais detalhadas ou com apenas um objeto)

Circa 1800 Kitchen in Mission

3- Deixe-me um Recado: escrever um e-mail, uma carta, um bilhete sobre a notícia do jornal, com entonação de surpresa. (a idéia é mostrar diferença entre diálogo e conversa)

newspaper

4-O Substituto: 4.1: o radialista faltou; você vai apresentar o programa “Recados do Coração” 4.2: o médico faltou; você vai comandar a equipe em uma cirurgia. Escolha um episódio e descreva. (a idéia é mostrar que você pode falar de assuntos que não entende- pesquise)

5-O Tempo – conte uma história em que o tempo é o vilão da história. (a idéia é usar seres inanimados como personagem)

 

deadline

Quem quiser escrever aqui no post, eu faço um comentário sobre o texto. 😉

 

 

Começo, meio e fim: completando a história.

images (1)

“Moram um homem, sua mulher e uma filha recém-nascida numa cidade pequena. Uma casa num bairro elegante no meio do nada, vizinhos longe.

Como gerente de uma loja de departamentos na cidade, faz uma compra que não sai, encalha nas prateleiras. O Senhor P… começou como operário na fábrica, casou com a filha do patrão e tenta mostrar que pode sustentar sua família. Tem orgulho de ter começado do nada. Não aceita que a crise no país ( anos 20) possa fazê-lo perder tudo aos 40 anos. Ele decide fazer qualquer coisa, para dar a volta por cima, mesmo que seja ilegal.

o homem conversa com sua esposa em sua bonita casa na hora do jantar e diz que os negócios vão mal. Ela diz que a bebê acabou de nascer e que eles precisam de dinheiro, que podem pedir à família dela. Ele se nega e diz que vai dar um jeito.

 Ao sair para fumar, vê um circo nas proximidades, vai caminhando até lá.  Uma tenda de cartas é a primeira coisa que vê. A tenda parecia se mover diante de seus olhos. Talvez fosse impressão. Entra e vê uma cigana. -Posso ler sua mão, senhor? Ela diz que pode ajudá-lo a resolver o problema da fábrica.

_Minhas bonecas não vendem. Faço qualquer coisa para que dê certo. Ela  lhe dá uma boneca.

_Guarde essa boneca e distribua as outras que estão na loja, e seu estoque vai acabar. Mas não reclame da troca justa.

No outro dia, ele distribui as bonecas e em três dias todo o seu estoque é vendido.

Ele retorna à cigana: _Faço qualquer coisa para ficar rico.

_Coloque a boneca no berço de sua filha.

…………..

Ele começa a enriquecer e se envolve com a secretária, mais jovem e bonita. Sua esposa descobre e entra em depressão. A família dela a interna para tratamentos.

Ele vive sua vida de rico e com sua amante.

Um dia ao retornar à casa, ouve a nenêm chorando e vê sua esposa agarrada no pescoço da criança. Tenta salvar a nenêm correndo pela rua com ela nos braços. O vizinho ajuda,mas não consegue salvá-la.

A mulher vai a julgamento; _Vi minha mulher estrangular nossa filha enquanto ela dormia.

O corredor da morte.

Procura o sogro. Descobre que sua mulher deixou sua parte na herança para o hospital. O sogro despede-o

Procura a cigana. O circo se foi.

Ao entrar na casa, vê uma correspondência do banco solicitando que deixe a casa que está hipotecada.

Senta no quarto e olha pro berço. A boneca senta, olha pra ele virando a cabeça e começa a rir, gargalhar.

ele paga com sua família o preço de sua ambição.” *

download (1)

*copyright by Deborah Jäger

Formas de escrita: novidade =)

Já falei sobre essa novidade aqui no blog, mas quero “reblogar” o post do Leonardo Villaforte sobre Remix Literário:

“MixLit 69: Encontro

Uma mulher nos abriu a porta. Era a mulher que fazia os serviços da casa.1 Usava um tipo de saia espanhola com muitas cores e uma espécie de bustiê.2 Para tirar o cheiro da gordura da chapa em que trabalhava, ela ensopava de creme rinse o cabelo meio louro, meio preto.3 Parecia realmente maravilhosa.4 Fiquei paralisado.5 O que conversar? Como puxar assunto?6 Eu estava com medo, claro. Sentia medo de, por causa de um movimento infeliz,7 não me dar bem.8 Depressa, homem, depressa – balbuciei, quase sem fôlego.9 Bateu aquele frio na barriga. Respirei profundamente e caminhei10 com um olhar brilhante, impenetrável. Inclinei-me para beijá-la.11

Bruce-French_Darkness-is-the-Absence-of-Light,-Orange– Fora daqui – murmurou.12

– Não.

– Você está pálido.

– Eu sou pálido. Vamos, ande.13 Não vou assustá-la de novo.14

Você sabe muito bem que tudo vai piorar.15

Eu estava entregando os pontos. Teria entregado os pontos se não fosse uma voz que se fez ouvir no meu coração. Essa voz dizia:16 ela precisava da minha companhia.17

Quando voltarei a vê-la?

– Telefono para você amanhã ou depois – disse ela.18

O meu rosto assumiu uma expressão severa e determinada.19

Promete?

Ela assentiu.

– Pode ligar para a minha casa ou a livraria. O número é o mesmo. Você tem, não é?20

Marquei de pegá-la na saída do trabalho.21

Nunca mais nos encontramos.22


1 João Gilberto NOLL. Hotel Atlântico. Em: Romances e contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p.408.

2 Meg CABOT. O diário da princesa, Vol.1. Tradução de Fabiana Colasanti. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.136.

3 Marcus Vinícius FAUSTINI. Guia afetivo da periferia. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009, p.86.

4 Meg CABOT. Idem.

5 Carlos Ruiz ZAFÓN. A sombra do vento. Tradução de Marcia Ribas. Rio de Janeiro: Suma de Letras/Objetiva, 2007, p.256.

6 Thalita REBOUÇAS. Ela disse, ele disse. Rio de Janeiro: Rocco, 2010, p.9.

7 Ricardo LÍSIAS. Anna O. e outras novelas. São Paulo: Globo, 2007, p.16.

8 Meg CABOT. Idem.

9 Yann MARTEL. As aventuras de Pi. Tradução de Maria Helena Rouanet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012, p.180.

10 Thalita REBOUÇAS. Idem.

11 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.257.

12 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.256.

13 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem.

14 Rick RIORDAN.  Percy Jackson e os Olimpianos – O mar de monstros.  Tradução de Ricardo Gouveia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009, p.278.

15 Rick RIORDAN. Idem.

16 Yann MARTEL. Idem.

17 Thalita REBOUÇAS. Idem.

18 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem.

19 Yann MARTEL. Idem.

20 Carlos Ruiz ZAFÓN. Idem, p.257.

21 Marcus Vinícius FAUSTINI. Idem.

22 Marcus Vinícius FAUSTINI. Idem.
__________________________________

Este MixLit foi feito com os livros escolhidos para as seis oficinas de remix literário que dei durante a semana de dia das crianças no SESC Barra Mansa, Rio de Janeiro. Aproximadamente 100 estudantes, de 8 a 15 anos, remixaram essas mesmas páginas, montando seus próprios textos a partir das mesmas fontes.”

Acho que qualquer forma é válida para criar o próprio texto. Mesmo quando não usamos esses “recortes visíveis”, as referências estão lá, na nossa mente, todo o tempo. A forma de poesia chamada “poesia de lombada” é um recorte de textos. Só temos que preocupar com o chamado plágio -O crime de plágio está tipificado no artigo 184 do Código Penal. O que não acontece com Leonardo porque ele cita suas fontes. Existe um limite para toda arte, onde a parte do todo deixa de ser inspiração e passa a ser uma cópia. Para o desenho, onde você pode se inspirar em um artista para criar sua arte:

perolaEsta é uma versão, feita com jujubas, do quadro ‘Moça com Brinco de Pérola’, de Johannes Vermeer.

Em uma partitura musical, podem acontecer pequenos trechos parecidos,  assim como uma sequencia de acordes. Ou postar e chamar de “cover”. E é muito subjetivo porque um ouve a música e acha que o som parece com uma música famosa e outro já não  consegue ver semelhança.

Então vamos apenas testar as formas de escrita e compartilhar. =)

ESCRITA COMPARTILHADA

ESCRITA COMPARTILHADA

Post #1

Post #2

Post #3

Post#4

Post #5

Post #6

Post #7

Vamos falar de redação criativa?  Para escrever seus próprios textos a dica é única: comece a escrever! =D       Gosto de testar vários métodos, vários aplicativos, ver como as outras pessoas estão escrevendo. O que funciona pra mim, pode não funcionar pra você. E até mesmo o método que você aprendeu pra escrever uma redação no ENEM ou Vestibular, pode não servir pra escrever um livro. Então… vamos por partes! =)

1- ORGANIZE UM TEMPO PRA ESCREVER  –    Existe uma máxima que diz: “faça uma mesma coisa por 21 dias e isso se tornará um hábito.” Então faça uma planilha – você encontra várias prontas na web – e escreva todos os dias.

2-O QUE ESCREVER     –   “comece escrevendo”. Parece simples, mas em frente a uma blank page acontece que não sai nada! Existem vários desafios de escrita na web. Escolha um “desafio dos trinta dias’ e escreva de acordo com as idéias apresentadas. Por exemplo: -escreva o tema de uma canção para a personagem principal. -Faça uma cena em que o personagem descobre que ama duas pessoas ao mesmo tempo. – crie um diálogo do personagem com o espelho.

3-COMO ESCREVER    –       Use qualquer editor de texto que você goste: Word, BrOffice, Wordpad, ou mesmo um caderno. Existem aplicativos próprios pra organizar seus textos: alguns bem simples, apenas para focar na escrita como o Writer; o Evernote pra organizar as pesquisas; o Scrivener que mostra uma interface de e-book.

4-COMO ORGANIZAR  OS TEXTOS   –      Se você não vai usar nenhum aplicativo, crie pastas: desafios de escrita, livro 1, romance, contos. Crie pastas para personagens, cenários, idéias, imagens.

5-TRUQUES     –      considere as seguintes etapas: título previsto, personagens previstos, Onde, Quando, Quem, O que. Isto é, onde se passa a história: ” Em um lugar distante, numa cidade chamada X, em que existia apenas o verão.” Use sua pasta cenários para ajudar nas descrições. Em Quando, descreva o período em que se passa a história -é uma história contemporânea? O que os jornais dessa época informavam? Use sua pasta pesquisa para descrever essa parte. Quem, escolha os personagens principais e secundários, dê-lhe características físicas e psicológicas, mesmo que isso não conste no texto final. Te ajuda a criar os diálogos dos personagens. Em O quê, descreva os acontecimentos na ordem em que acontece, o ápice e a finalização prevista. O tamanho da história não importa.

6-CONHEÇA OS MÉTODOS TESTADOS   –      Tem muito blogueiro falando mal de métodos de escrita e cursos de escrita criativa, porque nunca viram um escritor de sucesso dizer que usa ou fez. Mas esses métodos são exatamente pra quem quer testar e quem sabe conseguir escolher um que funcione. Eu testei o método snowflake, criado por  Randy Ingermanson.

koch-snowflake

Quer um exemplo? Essa figura mostra como a narrativa pode ser escrita por este método. Descreva em linhas gerais sua idéia :  “Um homem está perdendo clientes em sua loja, encontra uma cigana que diz o que deve ser feito, ele paga com sua família o preço de sua ambição.” *          

     fig 1             

  O segundo floco de neve cai sobre o primeiro, fazendo a história se expandir em outra direção. Vamos ver: ” o homem conversa com sua esposa em sua bonita casa na hora do jantar e diz que os negócios vão mal. Ela diz que a bebê acabou de nascer e que eles precisam de dinheiro, que podem pedir à família dela. Ele se nega e diz que vai dar um jeito. Ao sair para fumar, vê um circo nas proximidades, vai caminhando e vê uma cigana. -Posso ler sua mão, senhor? Ela diz que pode ajudá-lo a resolver o problema da fábrica. Ele diz que faria qualquer coisa para ficar rico. Ela  lhe dá uma boneca.”*

fig 2

O terceiro, quarto e quinto flocos, são histórias que podem ser paralelas à história principal. Pode ser a esposa falando com a mãe ou a amiga. Pode ser o homem falando com o banco ou com os funcionários. Pode ser o homem falando consigo mesmo sobre suas idéias de como as coisas estão melhorando. ” Ele procura a cigana novamente e diz que as coisas estão muito lentas e que podia melhorar. A cigana diz: coloque a boneca no berço da sua filha.” *

fig 3

Cada floco – ou parte da narrativa – vai crescendo separadamente e ao mesmo tempo fazendo parte da história. é como se o leitor fosse dar um passeio em outras partes da história. como diz Tatiana Feltrin “…vamos ali ver o que está acontecendo com fulano.” =D  Para que o floco de neve fique completo, você tem que ter a idéia da finalização da história. No caso desse conto, quero que seja um suspense: será que ele vai obedecer a cigana? Será que sua esposa vai compartilhar da idéia? Como será que ele vai “pagar” pela ajuda?

fig 4

Agora que a história está com começo meio e fim, você vai pra outra fase. Criar uma pequena história para cada personagem – seu nome, o que ele busca na vida, o porquê de sua meta, o conflito, o que ele aprende com a sua busca. Exemplo: ” O Senhor P… começou como operário na fábrica, casou com a filha do patrão e tenta mostrar que pode sustentar sua família. Tem orgulho de ter começado do nada. Não aceita que a crise no país ( anos 20) possa fazê-lo perder tudo aos 40 anos. Ele decide fazer qualquer coisa, para dar a volta por cima, mesmo que seja ilegal.” *

snowflake-method

A natureza não cria um floco de neve igual ao outro. Então você pode criar sua narrativa de várias formas. Agora está na fase de expandir seus textos com diálogos. Leia em voz alta, para ver se faz sentido.

Toda sexta vou postar uma parte da história expandida. Estou encaixando a escrita nos meus horários, porque quanto mais se escreve, mais idéias surgem. 😉

RE-UhzFW

 

*copyright by Deborah Jäger