Um detetive diferente =)

O livro O Valete de Espadas do autor russo Boris Akunin (pseudônimo de Grigori ChKhartishvili), faz parte de uma série de livros de detetives escrita pelo autor, mas que podem ser lidos separadamente. Esta minha edição, que é uma tradução da versão francesa, conta em 187 páginas um dos casos do detetive Erast Fandórin e se passa em Moscou no final do Séc XIX, em que um vigarista que deixa uma carta do baralho após saquear suas vítimas, e o agente Erast é encarregado do caso porque o Valete está expondo alguns figurões ao ridículo.

Spoiler! Na verdade não achei o Erast um detetive, já que ele não investiga muita coisa. Além de ser uma das vítimas do Valete. O vigarista também é amador, faz alguns truques como uma criança que acredita em mágicas e acha que ninguém vai descobrir. Não há nada surpreendente, nem reviravoltas: uma história linear, com alguns “deixa pra lá”, como o caso da Condessa que ninguém sabe o que acontece. E ele desiste de “pegar” o vigarista! Não considero o tipo de história policial que me faz querer conhecer outros livros da série.

Trechos do Livro: “Todo mortal, como cada um de nós sabe, joga cartas com o destino. A mão não depende do indivíduo; nesse aspecto é a sorte que decide: um receberá apenas ases, o outro, apenas dois e três.” “Nove entre dez pessoas estão dispostas a lhe contar tudo espontaneamente…o que surpreende é que ninguém ouve  realmente ninguém…as pessoas esperam uma pausa na conversa e, tão logo aconteça, voltam a falar do que lhes interessa…”

Há outros livros com o mesmo título de outros autores: