Sobre os blurbs

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O que é um “blurb”? É a sinopse de uma história em forma de propaganda. É como se fosse possível saber a história, só em ler uma frase. Mas às vezes o blurb te engana! 😉

Neste livro de capa linda, O Mestre dos Quebra-cabeças, de Betsy Carter com 349 páginas, a sinopse na contra-capa diz: “…e começam uma busca heróica para tentar salvar sua família.” Quem escreveu isso, com certeza não leu o livro. Não existe nada “heróico” no livro. São histórias do cotidiano de uma família que conseguiu evoluir, crescer financeiramente, em um país estrangeiro, porque seu próprio país os tratavam como estrangeiros. Um dos personagens tenta localizar e não salvar sua família que ficou do outro lado do oceano. Se não fosse contado em forma de romance, este seria um daqueles livros de auto-ajuda “como vencer na vida” ou um daqueles livros do tipo ” um empresário de sucesso conta como ser criativo durante uma crise”. Mas a forma histórica e romanceada faz o livro ser de fácil leitura.

Quer resenha? Clique Aqui.

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QUEM COMPRA LIVROS PELA CAPA?

Lendo um site internacional, descobri que aquele livro, com aquela capa “que têm tudo a ver” com a história,

foi escolhida especialmente para aquele livro… pode não ser verdade!

COMO ASSIM? é que as imagens pertencem à Editora e pode ser usada como quiser. Neste caso, após um tempo, pode ser

feito um tratamento de imagem (como em alguns casos, apenas invertem a foto) e usá-la novamente.

QUE DESCASO COM QUEM AMA AS CAPAS…

Descaso com quem identifica a ilustração com aquela história, com os personagens, com o título!

será que o autor se importa? Nem sempre. Alguns autores exigem capas autorais, como J.K.Rowling e as capas de Harry Potter.

Todas contam um pouco das histórias nos seus desenhos, mesmo que sejam diferentes em cada países.

Algumas capas parecem apenas plágio da foto, ou alteração no photoshop. Algumas são descaradamente A MESMA!

Outras apenas se inspiraram no design da capa.

Mas, e daí? Tentei entrar em contato com algumas editoras, mas não obtive resposta. Veremos.

O negócio é que vou parar de escolher livro por impulso, por causa da capa, já que “ela não foi pensada”

apenas para aquela história…

Talvez seja por isso que, após lançarem o filme, as  editoras alterem a capa do livro, para a foto do Cartaz do filme.

É uma forma de personalizar a história.

E três capas iguais?! rsrsrsr

 

FALANDO DE CAPAS DE LIVROS…

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No Brasil as editoras repetem a capa original (preferência de 90% dos leitores), mas a capa original geralmente é desenvolvida por designers. Olhe aqui  algumas capas que são consideradas as mais criativas de 2012.

 

Este site Livros só Mudam Pessoas , conta sobre a  Corpus Libris ,  que criou a idéia de mesclar fotos das capas com pessoas. E você pode mandar sua idéia que será publicada!

O blog Listas Literárias,  além das listas, tem uma idéia original do autor de recriar as capas de livros famosos. Olhe as que ficaram mais interessantes:

   

Não precisavam nem do título! 🙂

Entre no facebook e olhe muito mais coisas interessantes!

LENDO POR AÍ…

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Terminei a leitura de Morte Súbita – livro adulto de J.K.Rowling, autora da série de Harry Potter. O título em inglês faz jus à história.  Casua Vacancy. E o livro só fala sobre isso. A capa é horrível . Eu não compraria esse livro pela capa.

O que se espera de uma autora que você é fã e desenvolve aventuras terríveis e deixa o leitor com curiosidade, ansiedade e saudade? Um texto parecido. Esse não tem a marca da autora que a gente conhece. Parece escrito por outra pessoa. Primeiro, o que torna esse livro,  um livro para adultos? Falar sobre drogas? ela apenas cita que alguém vende ou alguém já usou. Cigarro e álcool? nem existem excessos por parte dos adultos. O cigarro, tanto como a bebida,  é citado como uma brincadeira entre adolescente. O abuso? Fica subentendido que a pessoa que “pensa que cometeu os abusos, é esquizofrênica e não tem certeza de nada. Então, pensando bem, se J.K.Rowling estudasse comigo no ensino fundamental, ela ía corar com os livros indicados pela escola para os adolescentes: Gabriela, Luzia Homem, O Mulo, O cortiço e lá vai.

Achei o livro chato pra adolescente, já que não tem aventura, e sem graça pra adulto, já que não acontece nada de mais. Faltou algo.

Agora estou lendo o que seria uma trilogia, mas que já foram lançado 4 livros: Assassin¹s Creed.

Lendo ainda o primeiro livro, locado numa biblioteca pública, fiquei em choque com o seguinte diálogo:

cliente:_Só tem esse volume do livro um que ela tá levando? (no caso eu).

atendente:_Só. mas você pode levar o dois ou o quatro. ali na segunda estante.

Cliente:_Mas eu ainda não li o primeiro. Será que dá pra ler um sem o anterior?

Atendente:_É cada um uma história diferente da outra. Todo mundo pega qualquer um. Esse o Crepúsculo, eu só li o último e sei a istória toda! (se achando!)

Cliente:_ Tá bom. então vou levar o dois.(vai embora)

Eu:_eu num leio o dois sem ler o primeiro.

Atendente:_eu nunca li nenhum livro desse!

Eu: (?)

Não concordo com a atendente. Toda história começa do começo, isto é, do livro um. Fora a série “Marcada”- achei cansativo, porque todo livro pode ser lido sozinho, porque o seguinte conta um resumo do livro anterior- toda série, toda trilogia eu começo do começo e vejo que nenhum pode ser lido antes o outro. você conhece os personagens, escolhe seu favorito, anda pelos caminhos, pelos lugares e tudo fica familiar.

Tem pessoas que  pulam linhas, pulam páginas, e dizem que leram tudo. Até leitura dinâmica lê todo o texto-  eu me obrigo a ler até a página 100- se a história não foi boa até aí, não será mais. eu Leio prólogo, prefácio, orelha, epílogo, índice, TUDO!

O amor é cego

TRADUÇÃO

Quem decide os títulos em portugues para os livros e filmes? Li numa revista que os títulos são alterados de acordo com cada país. Alguns títulos de filmes, mesmo diferentes, conseguem fazer jus ao original. Esse é o caso de desenho Os Sem Florestas, sobre uns animaizinhos que vão para a cidade porque a cidade avançou sobre seu território, a floresta. No original, Over the Hedge, literalmente, “por cima da cerca”, que divide a cidade com a sua floresta. Um distribuidor de filmes americanos no Brasil disse que é preferível a tradução literal e que ela apenas é mudada quando “não soa muito bem” comercialmente. É o caso de Scary Movie -tradução literal: filmes de assustar- que foi uma paródia da série Pânico (no original, Scream-grito) que no Brazil se chamou Todo mundo em Pânico. Uau!

Alguns títulos são similares ao original (no caso aqui, Americano-mas os títulos Franceses e Germânicos, não ficam atrás.)e outros ganham um subtítulo: O código da Vinci, como no original e Sin City: A cidade do Pecado, com um subtítulo. assim fica dificil conversar sobre filmes com um estrangeiro! A good title captures the spirit of a movie in as few words as possible:

_Did you see, the man  with a golden dick? (!!!)

_What the fu*#&!

_a parody of  a James Bond film with a character named Austin Powerr!

_Ah! goldmember is a reference of a goldfinger, the filme 007!

O Homem do Membro de Ouro é uma boa tentativa, mas não captura o espírito do original em ingles.

Essa semana passou um filme na Sessão da tarde em que um homem só se apaixona por uma gorducha, quando hipnotizado. O nome? O amor é cego. Porque os dois tem um final feliz? O nome original Shallow Hal – Hal, o superficial – é menos discriminatório e bem mais verdadeiro, quando se refere a história do filme. a capa ficou perfeita: a sombra dela gordinha e ela real.

Queria ler os livros de Shakespear em seu idioma!