Contos Universais

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A Coleção Para Gostar de Ler, nesta edição de 1988, foi uma das minhas séries favoritas quando criança. O volume 11 traz contos de autores famosos e o meu conto favorito foi A História de Keesh, do Jack London. SURPRESA! Só li um livro dele e não gostei, mas o conto é muito bom. Claro que tem Poe com seus suspenses, Maupassant com suas tragédias bem contadas. Recomendadíssimo. Leia a história dessa coleção. =)

Essa coleção da Ed. Atica, teve 47 volumes e vários autores, alguns desenhos e um suplemento de estudos para ajudar a analisar os textos.

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BEST POST ABOUT #1

MELHORES POST SOBRE ESCREVER SEU LIVRO

Um dos post mais visitado deste blog, foi o que deu dicas para escrever sua própria história.

Então, vamos conversar sobre isso. Eu comecei escrevendo em uma aula de Semiologia, na Universidade

Federal, publiquei independente. Minha professora me incentivou à reescrever uma de minhas histórias e

partir pra oferecer pra Editoras. Essa é a parte chata. Mas vamos começar a escrever:

Só se começa, começando. As pessoas que têm uma história, é mais fácil orientar. Criar um caminho.

(dúvidas e orientações: projetosnopapel@hotmail.com)

Alguns sites dão dicas preciosas, mas não adianta ler muito sobre o assunto e não colocar em prática.

Tente. Existem vários métodos. Tente um. Se não der certo, procure outro método. Tente de novo.

Estipule um prazo maior para finalizar seu projeto: livro não se escreve em dois meses. O primeiro exemplar pode levar anos.

Depois, seu editor pode querer transformar sua história em 3 livros, e aí, você volta pro computador por longos meses, DE NOVO!

Então, nada de pressa.

Quero postar aqui o texto escrito por Laura Barcelar no Blog Escreva seu Livro :

O escritor-aranha

O ato da escrita tem – na minha opinião de editora – algumas semelhanças com o trabalho das aranhas tecedeiras, aquelas nossas amigas de oito patas e variado número de olhos que fazem teias.
Com certeza, elas não entendem nada de editoras, mas sua abordagem para armar teias pode ser muito instrutiva para quem deseja escrever. Não a toa, elas são símbolo da escrita, inventoras do alfabeto e musas da criatividade em mitologias de várias culturas. Veja só.

Lição aracnídea número 1

As aranhas fazem suas teias muito rapidamente.
Em meia hora ou quarenta minutos, mesmo aquelas teias grandes e lindamente geométricas ficam prontas. O recado para escritores é: trate de escrever o que você pretende rapidamente e chegar ao término de seu projeto. Escrever livros não é um trabalho para se estender por toda a vida, mas algo pontual e com um fim em vista.

Lição aracnídea número 2

As aranhas fazem teias apoiadas em algum lugar.
Repare que mesmo as teias mais intrincadas precisam ter várias linhas que as ancorem a pedras e árvores, de modo que não se rompam com o impacto do inseto. O equivalente na escrita é a ligação com a realidade. Mesmo a ficção mais delirante, a poesia mais fantasiosa, precisa ter linhas firmes e resistentes de conexão com o mundo real, para que o leitor não escape da leitura por achar o perfil psicológico do personagem impossível ou sua ação deslocada em relação aos acontecimentos apresentados.

Lição aracnídea número 3

As aranhas fazem teias para capturar insetos.
Esses animais não perdem tempo fazendo teias para outra coisa que não seja enriquecer sua dieta de proteínas. Na escrita, isso quer dizer uma preocupação em construir tramas para capturar a imaginação do leitor e nada mais. Charmes estilísticos, efeitos literários, citações profundas devem ser todas deixadas de lado se não contribuírem para enredar o leitor na história.

Lição aracnídea número 4

As aranhas constróem suas teias onde há insetos.
Nossas práticas professoras se empenham em armar suas redes onde muitas vítimas em potencial voejem, pulem ou passeiem. O que escritores devem aprender com isso é escrever suas histórias para públicos que existem, ou seja, grandes grupos de pessoas que possam se interessar por aquele tema e abordagem.

Lição aracnídea número 5

As aranhas fazem teias invisíveis.
É evidente que o inseto não pode enxergar a teia antes de bater de encontro a ela, ou simplesmente fará um desvio em seu plano de vôo. Do mesmo modo, se o leitor perceber como a trama foi construída – com excesso de lógica ou pouco suspense, por exemplo – certamente perderá o interesse e escapará da leitura.

Lição aracnídea número 6

As aranhas refazem suas teias sempre que necessário.
Se você jogar talco numa teia para enxergá-la, dali a pouquinho sua proprietária a desmanchará e fará uma nova teia, mais leve e menos visível. Se você romper um dos fios da teia, a aranha também se apressará em tecê-lo de novo. Ensina assim ao escritor que, quando sua obra deixa de funcionar por alguma razão, a abordagem eficiente é desmanchá-la e refazê-la, sem pena pelo que não cumpre mais sua função.

Lição aracnídea número 7

As aranhas não ficam presas em suas próprias teias.
Apesar de a maioria dos fios das teias serem pegajosos, as aranhas sabem onde colocar suas oito patas para não ficarem presas em suas construções. O escritor-aranha aprende com isso a não ficar fascinado com seu próprio trabalho, mas tratá-lo como uma ferramenta útil para atingir seu objetivo: capturar a imaginação do leitor.

Lição aracnídea número 8

As aranhas fazem muitas teias.
Uma vez que necessitam de bastante proteína, as aranhas precisam caçar uma quantidade respeitável de insetos por dia. Sendo assim, não perdem tempo em fazer nova teia assim que terminam uma refeição. O recado dado a você, escritor, é fazer muitos projetos, escrever bastante, incorporar a escrita às suas rotinas diárias para conseguir atingir o objetivo de criar bastante e ter muitos leitores.

Desejo-lhe boa sorte e um futuro cheio de teias eficentes!

LIVROS QUE NÃO SAEM DA CAIXA*

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O Brasil é um dos países que mais investem na compra e na distribuição de livros para as escolas. Só em 2013, o governo federal entregou 6,7 milhões de obras literárias, um investimento de 66 milhões de reais… na maioria das vezes, as obras literárias não saem das caixas. Foi o que constatou a pesquisadora Aparecida Paiva, uma das…autoras do livro Literatura fora da Caixa – o PNBE na Escola. “antigamente questionava-se que os alunos de escolas públicas não tinham acesso aos livros. Hoje os livros chegam às escolas, mas permanecem dentro das caixas… se – o professor- não é leitor, não terá a competência instalada de mediador da leitura. O mediador de leitura tem de ser um leitor, gostar de literatura, não interessa o gênero. É o mediador que se torna o principal influenciador da leitura, porque as famílias estão subnutridas de livros e leituras. A escola é apenas como “um guardião de livros: cuida, cataloga e abre ocasionalmente… para os alunos acessarem.”

O que eu vejo, são tantos ‘cuidados’ com os livros, em vez de incentivo à leitura. A escola em que trabalho, recebeu cerca de 1000 novos livros no meio do ano, e que continuam lacrados…

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Reportagem publicada na Revista Carta Fundamental/Abril de 2013.