Finalizando 2016

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Este ano foi muito produtivo em termos de leitura. Fechei minha planilha com 67 livros lidos!! photophoto

Neste ano viajei por autores e histórias de vários países, também recebi visitantes de vários lugares:

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O menor livro lido tem apenas 40 páginas, mas uma história imensa. O maior livro tem 699 páginas que foram lidas num fim de semana!! 😀

Releituras, livros odiados, desperdício de tempo, livros amados, autores que se tornaram favoritos, histórias diferentes, infantis, mangás, HQ, adaptações, biografia, fatos reais, fantasia, terror, trilogias, nacionais, poesia, filmes, clássicos…De tudo um pouco que é pra manter a chama acesa!!  ❤

Que venha 2017!!

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Livros Adaptados =)

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Gosto de poder ler alguns clássicos que me chegam às mãos em adaptações. Não vejo problemas nisso, pelo contrário, acho válido como incentivo para começar a ler os grandes clássicos, realmente grandes em número de páginas, o que pode amedrontar um leitor iniciante.

A adaptação de Os Noivos, texto de 1827 do autor italiano Alessandro Manzoni, com 92 páginas, faz parte de uma série de livros adaptados pela editora Scipione, para as escolas. Nesta história, temos um drama com final feliz. Um casamento é impedido por um rico Senhor, que ameaça o padre de realizar a cerimônia e os noivos fogem, até todo o problema ser resolvido.

O texto de apoio conta que o imperador D. Pedro II era fã desse autor e que chegou a traduzir alguns de seus poemas para o português. Escrito em 1927, Os Noivos chegou a ser reescrito e teve várias versões.

Existe um livro de mesmo nome escrito por Umberto Eco. (Ver post Livros com Mesmo Título)

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Um Clássico para o fim-de-semana =)

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Existem dois autores de mesmo nome, pai e filho, Alexandre Dumas. O autor de O conde de Monte Cristo é o Alexandre/pai. A minha edição é essa da coleção jovem, com apenas 349 páginas, apesar de escrito na folha de rosto que “possui a versão integral…recontada em português por Miécio Táti”. Existe uma versão integral com 1663 páginas.

Uma história famosa, onde o personagem principal se vê acusado injustamente por rapazes que queriam: um a sua noiva, outro o seu cargo num navio. Depois de passar quatorze anos preso, foge e encontra um tesouro numa ilha. Vai viver em Paris para se vingar de todos aqueles que o prejudicaram inclusive seus descendentes. Já assisti o filme e assim como o livro, é diversão na certa. Quer resenha? Clique Aqui.

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Adaptação de um Clássico

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Essa adaptação do livro de Victor Hugo – Os Miseráveis – tem a tradução e adaptação de Walcyr Carrasco, conhecido autor de novelas no Brasil. Com apenas 128 páginas e ilustrado por Marcos Guilherme, esse é o número 4 de uma série juvenil chamada Literatura em Minha Casa, distribuída em escolas pelo Fundo Nacional da Educação. O próprio Walcyr diz no livro que é uma “adaptação com a história completa”, mas incentiva que todos fiquem mais curiosos a ponto de “se debruçar sobre o romance original”. Essa adaptação mostra como a história dos personagens principais se interligam e as injustiças sociais que cada um sofre.

Existe um filme de 1998, uma série de 2000 e um musical ganhador de prêmios de 2012.

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LEITURAS DE MAIO E JUNHO – FINALIZANDO.

Falando sobre os livros que finalizei este mes, alguns eu comecei a ler a algum tempo.

Por indicação de Tatiana Feltrin, eu li O Jogo da Amarelinha do Julio Cortázar. O livro realmente é muito bom e eu resolvi seguir a sugestão do autor e ler conforme as instruções: você começa no capítulo 73, depois os capítulos 1 e 2, depois vai para o capítulo 116 e assim por diante. O livro ficou cheio de post-it colorido! Não indico esse livro pra quem só lê best-seller da moda. O autor cita filósofos, cantores de jazz, e outros autores antigos, que essa geração nem ouviu falar. Além do que, algumas citações estão no vernáculo original. Quem ainda fala vernáculo? Só minha professora de Semiótica. Então, algumas frases estão na lingua em que o personagem fala, sem as traduções. São frases em inglês, francês e latim.

 Pra quem gosta de coisa boa, tá indicado! O livro me lembra um autor que gostava muito na adolescência: Johannes M. Simmell. Ele também gosta de filosofar “sobre o casal de amantes que passeiam sob a chuva fria, enquanto pensamentos ecoam em suas mentes”.

 

Acho que já li todos do Simmell.

Na minha época se estudava os clássicos: era obrigatório. Mas o bom é o equilíbrio, por isso eu gosto de ler de tudo um pouco.

Falando nisso, resolvi ler Meg Cabot – Insaciável. Não gostei da narrativa dessa vendedora de best-sellers. Me disseram que esse4 não era o melhor livro para eu começar, mas vou dar uma chance a autora e ler algum outro. Não vou dizer que a história não me prendeu, já que eu li 502 páginas em 3 dias! Leitura fácil – descartável. Não é uma história que te faz ficar pensando no personagem. A heroína é meio burrinha, pra ser delicada com ela. Não gosto de personagens femininas idiotas (do começo ao fim do livro), principalmente escritas por uma mulher. Não consegui me identicar com nenhum personagem.

 

Outro livro que comecei há muuito tempo, finalmente me obriguei a terminá-lo: A Luneta Âmbar do Phillip Pullman. Eu já havia lido A Bússula Dourada em e-book, por causa do filme que eu amei. Resolvi pular o segundo livro e vi que não fez muita falta na história, já que a “faca sutil” está presente do começo ao fim do terceiro livro. E ele relembra parte do que aconteceu na história anterior. Acho que o livro não deve ser chamado de infantil. A história é muito mórbida, fala muito de morte e de mortos, além de violência. Não indico para meus alunos abaixo dos 15. Outro comentário: o final não se parece com uma finalização, parece que tem mais um capítulo, aí você vira a página e…

 

Não sei se vou colocar esse autor na minha lista tão cedo.

As vezes um bom livro de autor, não significa que ele sempre será um bom escritor. É o caso de Maryan Keys. Adorei o livro Melancia, então vamos ler o outro! Cheio de Charme é fraco. Ela tentou separar as histórias por personagem, mas ficou meio lenta a história, cheia de partes inúteis. São 784 páginas que ficariam mais bem desenvolvidas em 300, no máximo.

A autora continua divertida, a personagem principal da a volta por cima das situações que se apresentam, então a leitura se torna… legal. Achei a tradução meio forçada: usar termos que só temos em algumas regiões do Brasil, pegou pesado.

Comecei a ler novamente A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafon. Porque “ler novamente” e não “reler”? Porque eu havia lido uma versão em e-book, que depois descobri ser uma versão reduzida da história.  Então é como se estivesse recomeçado um livro que eu abandonei pela metade, ou que fiz como na leitura dinâmica, em que você só lê partes de cada página. Acho a história muito boa, muito bem escrita. Quem fez a capa, só leu a primeira página que fala de um pai caminhando com o filho sob a luz do lampião. Se tivesse lido mais algumas, ía descobrir a descrição da capa do livro “A sombra do Vento”, que se me lembro é cor de vinho com letras douradas. Fica a dica.

Adorei a frase: “Darwin era um sonhador: para cada um que raciocina, tenho que lidar com nove orangotangos.”