Outra forma de contar uma história

Ana e Pedro - Cartas

Quem cresceu nos anos 80 já passou pela experiência MARAVILHOSA de se corresponder por meio de cartas! O livro Ana e Pedro – cartas é um novo conceito de se contar uma história. Os autores Vivina de Assis, de São Paulo e Ronald Claver de Minas Gerais criaram dois personagens e uma correspondência real entre eles: trocaram cartas desses personagens durante um tempo e transformaram em livro. Idéia boa e que funcionou muito bem nesse caso. A história de 84 páginas não tem começo – bem, tem a primeira carta – e você usa a imaginação para dar um fim à história de dois adolescentes que tentam transmitir emoções em palavras escritas. Vale a pena ler. =)

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Para chorar litros :(

O livro Querida Sue da autora Jessica Brockmole, de 2013 com 255 páginas, se passa paralelamente em dois momentos da história: em 1912, período da primeira guerra e 1940 período da segunda guerra. Vemos a Sue Jovem se apaixonando durante a guerra e depois vivendo isso através de sua filha no cenário da Escócia. E toda a correspondência dessa época se dava por meio de cartas ❤

O título do livro me incomodou – o original remete à ilha onde mora a poetisa Sue. A casa da capa realmente parece mostrar a paisagem descrita no livro. A história tem algumas inconsistências que não desmerece todo o romance e a nostalgia de quem já viveu essa loucura de esperar um envelope por dias e dias… Chorei…os do

Trechos do livro: “Sei que eu nunca poderei enviar esta carta; ela vai acabar na lareira, no instante em que eu terminar de passar as palavras para o papel…ensinado que uma carta nem sempre é apenas uma carta. As palavras na folha são capazes de inundar a alma.” “um livro é um jardim carregado no bolso.”

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Do ofício de escrever

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Cartas a um Jovem… é uma série de livros baseada na experiência do autor. Neste caso, a literatura. Nesse livro de 181 páginas, o escritor Mario Vargas Llosa escreve através de cartas a um jovem escritor, sobre as várias formas de contar uma história. Ele faz citações incríveis de vários outros escritores famosos. “…uma vez instalada em um organismo, a solitária se funde a ele, alimenta-se dele, cresce e se fortalece às suas expensas, e é dificílimo arrancá-la deste corpo em que ela se desenvolve e impera.”

O autor não acha que essas suas correspondências não são geniais: “…recomendo a leitura da volumosa correspondência de Flaubert, sobretudo as cartas escritas à sua amante, Louise Colet, entre 1850 e 1854, período em que escreveu Madame Bovary, sua primeira obra-prima.”

O autor consegue dar exemplos (spoiler) de cada  capítulo. Tem alguns paradoxos, mas é uma ajuda a mais para entender a parte teórica.

 

Começando a Ler em 2015

Para que seja um ano melhor que o anterior (aquele que não pode dizer o nome 😉  )

Então começamos com a leve leitura de Cartas de Amor de Mulheres Notáveis, de Ursula Doyle

com 176 páginas. No site de compras o livro é citado como: “Inspirado no livro da personagem Carrie Bradshaw no filme Sex and the City, Cartas de amor de mulheres notáveis reúne algumas das correspondências mais românticas da história, encontradas em meio a documentos pessoais de ícones como Ana Bolena, Catarina de Aragão e rainha Vitória, além das escritoras Katherine Mansfield e Emily Dickinson, entre outras.”

Li sem saber de algumas famosas e achei o livro muito bem escrito. Sem pretensão de verificar a pesquisa que foi feita.

Esse é um tipo de livro que não merece resenha. Porque? Resenha é uma crítica, sobre o texto, sobre o autor…

Essas cartas possuem várias autoras, várias histórias, não tem começo, meio e fim!

Adoro livros que falam de cartas e ponto!